Habitar o próprio corpo

Por Arlene B. Schauffert – Psicóloga, analista bioenergética, membro do Instituto Internacional de Análise Bioenergética. CBT.

Por mais que você  não tenha amor próprio ou acredite que sua vida seria melhor se suas coxas fossem menores, se seus quadris fossem mais estreitos, ou se seus olhos fossem mais separados, sua essência, o que faz  com que você seja você mesma, precisa que o corpo acorde e ache seu fluxo, que articule sua respiração, suas necessidades. O problema é que não vivemos neles. Quando você ama uma coisa, quer o bem dela; quando você odeia, você quer acabar com essa coisa. Quando você começa a habitar seu corpo, a partir de dentro e colocar amor, ele lhe oferece um banho permanente de experiências sensoriais imediatas. Voltar para o corpo é doloroso, mas gratificante. A terapia bioenergética tem todas as técnicas de desbloqueio, abrindo a respiração e desenvolvendo a consciência corporal.

Estou aqui, sinto meus pés, minha respiração e algo assim: você está balançando e, de repente, pega-se caminhando sem perceber que está caminhando. Você lembra de prestar atenção à sua respiração, ao movimento do abdomem, aos pulmões , enchendo-se de ar. Você está entre uma espécie de fluxo, densidade, calor ou formigamento nas pernas. Você percebe que tem braços, você tem mão e uma delas agora está erguendo a caneta.

“Experimentar as dores do desejo e da decepção, os conflitos do contato e a luta pela satisfação, o sabor da intimidade, a individualidade, o conhecimento do amor só é possível em um corpo que vibra, pulsa e respira”.

Stanley keleman

 

“Nossos sentimentos são a cola que mantém nossa forma unida”. Nosso corpo não mente. Ele tem sua mente própria. A forma do seu corpo obedece a forma de suas crenças, a respeito do amor, valor e possibilidade. Para mudar seu corpo, você precisa primeiro entender o que está moldando. Não lutar, não forçar, não excluir ,não se envergonhar. Não fazer nada mais, apenas aceitar-se  e se entender. Quando você abusa de si mesma, você torna um ser humano ferido, independente de ser gorda ou magra. Nosso trabalho não é mudar o que você faz, mas testemunhar o que você faz com consciência, curiosidade e ternura suficiente para que as mentiras e velhas decisões sobre as quais a compulsão se baseia, venham à tona e desaparecam. Voltamos, assim, à nossa alma, nossa essência que guarda infinitas possibilidades, um manancial de graça e amor. É nosso “EU” infinito com experiências repetidas de auto-conhecimento, de abertura e tranquilidade, você aprende a confiar em algo infinitamente mais poderoso do que um conjunto de regras que alguém  inventou: seu próprio ser.

Você é único. Só de estar vivo já deveria dançar para festejar. Quanto mais você prestar atenção, mas irá se apaixonar por aquilo que está brilhando através de você: A força da vida que anima seu corpo.

Prana-Energia, Cósmica, alma, self…

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