Tendência no mundo vira febre no Rio: app de exercícios alcança 250 mil usuários no estado

Gameficação, treinos coletivos, ranking mundial de atletas e comunidade de incentivadores fazem do Freeletics o mais popular aplicativo de exercícios do Brasil, com mais de 1,5 milhão de usuários

Treinos com auxílio de aplicativos já se tornaram uma tendência no mundo, inclusive no Brasil. Mais popular dentre eles, o Freeletics está mudando o comportamento de quem escolhe essa ferramenta. Além de um personal trainer digital que acompanha o atleta, a troca de experiência entre os usuários numa comunidade oficial do Facebook e uma rede social interna que ranqueia atletas o tornaram febre entre os esportistas — somando 1,5 milhão de praticantes no país (250 mil só no estado do Rio de Janeiro).

“O apoio de outras pessoas que a gente nem conhece, mas que estão atrás do mesmo objetivo, dá muito mais força pra continuar. Esses diferenciais do aplicativo foram decisivos na minha escolha”, explica Maycon Silva, de 25 anos, que mora em Bangu e usa o Freeletics desde 2015. Ele publica seus resultados na comunidade Freeletics Brasil – Oficial, onde também marca encontros para a prática coletiva de exercícios, conhecidos como megatreinos. “Sempre que posso, me reúno com os amigos para praticarmos juntos”, completa.

Sucesso na Europa desde 2013, com 16 milhões de usuários em todo o mundo, o Freeletics chegou ao Brasil em 2014 com três versões (Bodyweight, Gym e Running). Criado na Alemanha, o aplicativo é resultado do trabalho de atletas e cientistas das áreas de nutrição, educação física e psicologia esportiva, que desenvolveram uma inteligência artificial capaz de compreender o perfil e os objetivos de cada usuário, adaptando-se a cada identidade corporal e preparo físico para criar rotinas de treinos personalizados. O “Coach”, como foi apelidado o algoritmo, também aprende com a experiência do usuário: quanto mais o atleta se exercita, mais o algoritmo consegue personalizar o treino.

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Último megatreino reuniu Atletas Livres na Quinta da Boa Vista

“O coach nos desafia e incentiva, com treinos novos todos os dias. E conhecer outras pessoas, com os mesmos objetivos, mostra que não estamos sozinhos nessa busca para melhorar a qualidade de vida”, afirma o comerciante Lauro dos Santos, também morador de Bangu. Aos 40 anos, ele resolveu largar o sedentarismo e mudou suas prioridades após ver um vídeo do Freeletics sobre superação. “Eu estava com hipertensão e não tinha energia e disposição pra nada. Hoje, treino de segunda a sexta e corro, em média, 12 quilômetros diários”, diz.

Na cidade de Campos, a 272 quilômetros do Rio de Janeiro, treina o auxiliar de expedição Vinícius Souza, de 27 anos. Ele usa o Freeletics desde 2014 e sempre vai à capital participar dos megatreinos e interagir com os colegas. “Eu fiz musculação e natação, mas estava uns dois anos parados. O fato de não precisar de equipamento, o grupo motivando e a evolução física num geral me fizeram achar o jeito perfeito de manter a forma e não desistir”, coloca.

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Atletas Livres Monique, Vinicius, Alex, Fábio e Lauro em megatreino no Aterro do Flamengo

“Conheci o aplicativo há dois anos e meio, numa busca pela internet. Aí descobri a comunidade nas redes sociais e comecei a conversar com Atletas Livres de todo o Brasil sobre essa nova forma de se exercitar”, explica Fábio Andrade, de 25 anos, que viu na gameficação do Freeletics um novo estímulo para treinar. “Hoje eu já bati muitos recordes de todo mundo no ranking nacional e quero continuar melhorando minha performance”, comemora.

Outro exemplo de como o Freeletics se popularizou vem da Barra da Tijuca, onde mora a advogada Monique Teixeira, de 37 anos. Segundo ela, os encontros são uma oportunidade de conhecer pessoalmente outros usuários. “Os locais dos megatreinos sempre tentam facilitar para que todos possam ir. Já treinamos na Urca, Vila Sulacap, Aterro do Flamengo e, na última vez, nos encontramos na Quinta da Boa Vista”, disse.

Após sair de uma caso de obesidade mórbida, Monique mudou de vida com os exercícios do aplicativo. Hoje, sente os resultados dos treinos em competições que participa: no último mês, sua equipe ficou em 4o lugar num campeonato para crossfitters, o Atlas Fun and Fitness, que ocorreu na Costa Verde do Rio de Janeiro. Agora, ela se prepara para mais dois eventos parecidos, Team Hero e Carioca Games. “Sem sombra de dúvidas, o Freeletics foi essencial para eu me desafiar e chegar ao nível que estou agora”, finaliza.

Sobre o Freeletics
O FREELETICS está disponível para iOS e Android, nas versões Bodyweight, que propõe uma rotina de exercícios que não precisam de pesos ou aparelhos, apenas do próprio peso corporal; o  Running, que que faz o papel de um assessor esportivo e prepara o atleta para corridas e caminhadas; e o Gym, que maximiza o treino em academia com uma nova proposta de musculação, mais simples e eficiente, utilizando apenas barras e anilhas. Todas as versões usam o conceito de gamificação para motivar o usuário por meio de recompensas como pontos e rankings, o que ajuda o usuário a ter uma base de comparação de desempenho. O download do aplicativo é gratuito e a assinatura do coach, que propõe exercícios personalizados, custa R$ 29,99 (por mês) ou R$ 159,99 (plano anual).

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