Eletroterapia na fonoaudiologia

Correntes atuam em diferentes condições e tem a função de promover a analgesia (diminuir à dor), contrações musculares, melhoria do fluxo circulatório local, tonificação ou relaxamento muscular

A eletroterapia consiste na utilização da eletricidade como forma de tratamento de determinadas doenças e que também tem sido utilizada como auxiliar na fonoaudiologia para trabalhar grupos musculares ou pontos motores que necessitam ser reabilitados.

A eletroterapia transcutânea (TENS) é classificada como uma corrente elétrica de baixa frequência, sendo sua utilização mais indicada para o alívio da dor. “Nela os eletrodos são aplicados diretamente sobre a pele e o organismo será o condutor”, explica Karine Camargo, fonoaudióloga do Centro de Excelência em Recuperação Neurológica – CERNE. A profissional conta também que outras formas de chegar ao mesmo resultado são a eletroestimulação funcional (FES) e a eletroestimulação neuromuscular (EENM). “Todas são de baixa frequência e tem um objetivo único: produzir efeitos desejados no tecido tratado”, elucida.

A terapia é indicada para pacientes com paralisia facial, disfagia (dificuldade de deglutição), disfonia (alteração ou enfraquecimento da voz), profissional da voz, motricidade orofacial e disfunções temporomandibulares (DTM) e pode ser utilizada em adultos ou crianças. “As correntes atuam em diferentes condições e tem a função de promover a analgesia (diminuir à dor), contrações musculares, melhoria do fluxo circulatório local, tonificação ou relaxamento muscular”, conta Karine. Ela explica também que a eletroterapia deve sempre ser usada em conjunto com a terapia fonoaudiológica tradicional e ser adequada para cada paciente.

O paciente Tales Paiva Marques, de 32 anos, que enfrente a disfagia, doença caracterizada pela dificuldade em engolir alimentos e líquidos, realiza o tratamento duas vezes por semana. ” A eletroestimulação não causa dor. Percebo que depois que começamos a fazer a eletroestimulação melhorou a força dos músculos que são trabalhados, me auxiliando na deglutição, que é onde tenho mais dificuldade”, conta Tales.

 

A fonoaudióloga orienta ainda que para aplicar este método o profissional precisa ter conhecimento na área e deve estar devidamente habilitado em cursos de eletroestimulação para atuar.

 

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s