Psicóloga destaca que trabalhar aspectos psicológicos também é importante nos casos de Diabetes

Renata Stulp Scheide destaca que a nutrição aliada ao acompanhamento
psicológico fazem uma grande diferença na rotina e na qualidade de vida dos pacientes com Diabetes.

No mês de novembro comemora-se o Dia Mundial do Diabetes. A data
foi criada para conscientizar a população sobre a doença que afeta 8,9% de toda a população brasileira. O dado é alarmante, especialmente porque esse número cresce um pouco mais a cada dia. A falta de uma rotina de cuidados com a saúde e o estilo de vida cada
vez mais acelerado nas cidades, com pouca atenção à alimentação, são alguns dos fatores que contribuem para o maior número de casos da doença.

Por ser uma doença crônica – na qual o corpo não produz insulina
ou não consegue empregar adequadamente a insulina que produz – o diabetes além dos aspectos fisiológicos e nutricionais também tem um impacto significativo na vida social dos indivíduos. De acordo com a psicóloga Renata Stulp Scheide, o tratamento do diabetes
deve ser multidisciplinar, envolvendo o médico e também o acompanhamento nutricional e psicológico.

“Tenho realizado um trabalho em conjunto com a nutricionista Francieli
Vasata, educadora em diabetes, que tem tido excelentes resultados”, ressalta. A psicóloga afirma ainda que esse acompanhamento faz uma grande diferença na rotina e na qualidade de vida do paciente.

“Trabalhar os aspectos psicológicos é tão importante quanto o cuidado
com a dieta. Afinal o diabetes é uma doença com difícil aceitação, pois no geral há dificuldade na mudança da rotina – incluindo dificuldade para participar de eventos sociais. Por conta disso, é comum o surgimento de depressão entre os pacientes”, explica
a psicóloga.

Além disso, Renata Stulp Scheide destaca que é possível também lançar
mão de algumas terapias para ajudar o paciente com diabetes a aceitar sua condição e diminuir a compulsão por doces. “Além da psicoterapia tenho casos em que utilizo a técnica da hipnose para trabalhar o controle de ansiedade nesses pacientes e ainda lanço
mão de técnicas para trabalhar a aversão ao doce”, finaliza.

 

Por Walkiria Werkade

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