Vanessa Adegas Menin

Médica psiquiatra defende estilo de vida saudável para alcançar equilíbrio emocional e trabalha contra a desinformação e preconceito

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 800 mil pessoas morrem vítimas de suicídio anualmente. Apesar de o Brasil não estar no topo da lista entre os países com maior índice de suicídio, ocupan- do a oitava posição, faz-se necessária a ma- nutenção de políticas públicas voltadas ao problema, bem como uma sociedade focada em desmistificar conceitos em torno de doenças e transtornos mentais.

Para a médica psiquiatra Vanessa Adegas Menin (CRM/SC 2011 – RQE/SC 12908), a postura diante da saúde mental precisa ser modificada, pois no mundo atual não há mais espaço para desinformação e preconceito. “A psiquiatria deve ser entendida como outra especialidade médica qualquer. Falar sobre nossos sentimentos e a naturalização com que lidamos com eles previne os pensamentos suicidas. Dividir a dor psíquica é, sem dúvida, menos penoso do que carregá-la sozinha”, sentencia.

Vanessa é formada em medicina pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) e especialista em psiquiatria pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Membro da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), a médica defende um estilo de vida saudável como forma de impactar positivamente a saúde física e também mental, sendo a chave para o equilíbrio emocional. Com formação em psicoterapia,ela aborda a psiquiatria de forma psicodinâmica, utilizando a psicoterapia como recurso de tratamento. Na sua opinião profissional, não acredita que apenas as medicações possam melhorar alguém que está psiquicamente doente. Ela defende que as medicações precisam ser mantidas por certo período após iniciadas, mas a terapia simultânea pode tornar-se fundamental para o processo de melhora do paciente. Explica que existem doenças psiquiátricas que demandam uso contínuo de medicações, mas que elas não constituem maioria. Mesmo assim, salienta que terapia e outras medidas também beneficiam, e muito, possibilitando monoterapia ou até dosagem menor de medicação. “O estilo de vida estressante, comum aos dias de hoje, pensamentos pessimistas e genética favorável para doenças psiquiátricas se apresentam como os maiores gatilhos para muitas doenças mentais”, analisa.

No seu entendimento, existe cura para uma ampla variedade de doenças psíquicas, mas, para isso, quase sempre é necessário rever o estilo de vida e realizar mudanças. “As medicações são quase sempre necessárias para o quadro psíquico agudo. Porém, alguns pacientes se habituam com elas e com o seu benefício, surgindo a dependência emocional da própria medicação”, completa. Esse comportamento resulta no uso

prolongado de remédios, muitas vezes motivado pelo medo do paciente em vir a sofrer novamente. “Para muitos, talvez para a maioria, acaba sendo mais fácil tomá-la do que realmente mudar a vida”.

Preocupada com o aumento no número de casos de depressão e suicídio, bem como com o medo e o preconceito que acredita existir em torno dessa especialidade médica e das doenças que afetam a saúde mental, Vanessa criou o site desvendandaoapsiquiatria.com.br. Nele, ela aborda o assunto de forma clara e objetiva. “Desmistificar a cultura e o tabu diante dos temas psiquiatria e suicídio irá facilitar o tratamento de quaisquer doenças mentais em todos os aspectos, além de diminuir o risco de suicídio. A pessoa que conta sobre seu sofrimento psíquico sem medo ou vergonha, reconhecendo que está doente, apesar de os sintomas serem invisíveis para muitos, procura ajuda mais rápido e o pro- cesso de tratamento é infinitamente menos doloroso e mais eficaz”, explica.

PREVENÇÃO

Ao contrário do que muitos pensam, o psiquiatra não é um profissional apto apenas para receitar medicação. “Muitas pessoas ainda não sabem a diferença entre psicólogos e psiquiatras, por exemplo. Apesar de serem áreas da saúde mental que se complementam, não são abordadas pelo mesmo profissional. No entanto, o psiquiatra, quando tem formação para tal, pode atuar como psicoterapeuta”, explica a médica.

Quando o assunto é a prevenção de doenças mentais, Vanessa defende que deve começar na infância, com pais ensinando aos lhos algumas habilidades da inteligência socioemocional e educando a falar sobre seus sentimentos de forma natural. As consequências seriam a formação de adultos psiquicamente mais saudáveis e que di cilmente adoeceriam, mesmo com genética favorável para o desenvolvimento de doenças mentais. “Precisamos formar pessoas com raciocínio amplo, que obser- vam, inventam e reinventam, pensam e sabem lidar com as frustrações. Costumamos cuidar das nossas crianças em relação à sua alimentação, dentição e outras habilidades, mas esquecemos da saúde mental”, completa.

VIDA SAUDÁVEL

“Ter um estilo de vida mais próximo do natural faz toda a diferença na nossa saúde emocional”. Para ela, o sono reparador, a alimentação saudável, a atividade física regular, o autoconhecimento e a espiritualidade definem o ideal de vida. “Pequenas mudanças na rotina e na forma de pensar já podem fazer uma grande diferença”, afirma.

Residindo há pouco tempo na região com seu marido e seu filho, Vanessa conta que veio em busca de qualidade de vida. Ela explica que quanto mais plena estiver sua vida, mais conseguirá ajudar as pessoas que a procuram em busca de tratamento. Ela garante dividir o seu trabalho com a sua vida pessoal em grande harmonia e equilíbrio. “Não adianta pregar algo a alguém e não procurar fazê-lo. A melhor forma de educar é dando o exemplo”, finaliza.

DICAS DE VANESSA ADEGAS MENIN PARA ALCANÇAR O EQUILÍBRIO EMOCIONAL:

# Participe menos das redes sociais e interaja mais pessoalmente.

# Consuma menos bebida alcoólica; a sobriedade é evolutiva.

# Cuide do seu sono. Procure dormir e acordar mais cedo, respeitando o ciclo da melatonina e os processos biológicos que ocorrem durante a noite. Leia sobre a higiene do sono. Muitas vezes, os maus hábitos são a causa da insônia

# Contemple mais a natureza, sinta a energia que ela pode transmitir se você estiver receptivo.

# Desenvolva a espiritualidade de uma forma ampla e pratique o altruísmo, sem clichês ou modismos.

# Faça terapia, o quanto antes, com psicólogo ou psiquiatra, visando ao autoconhecimento.

# Conheça as terapias que chamo de “alternativas”. Pratique meditação, reiki, ioga ou outras nessa linha

# Tenha tempo para si mesmo. Reflita, reconheça os erros, não tenha vergonha de pedir desculpas e recomeçar.

# Se possível, trabalhe menos e procure gostar do que faz. Mas, para isso, é necessário aprender a viver com menos, ou seja, consumir menos.

# Se exponha mais à luz solar, 15 minutos por dia já são suficientes.

# Cuide da alimentação, consuma menos alimentos processados e multiprocessados, evitando inúmeras doenças.

# Hidrate-se, tome muita água.

# Respeite seu corpo como respeita seu melhor amigo. Cuide dele!

# Tenha objetivos sempre e se esforce para alcançá-los.

# Ajude-se primeiro para poder ajudar ao próximo

# Lembre-se, nosso corpo é uma conexão entre corpo, mente e espírito.

# Força, foco, persistência e equilíbrio.

Perca o medo e o preconceito! Não perca tempo!

Procure um psiquiatra!

Vanessa Adegas Roese Menin – Psiquiatria e Psicoterapia

Riviera Business, Itajaí – (47) 3046-8286 (47) 99676-5623

Centro Médico Barra Norte – Balneário Camboriú.

(47) 4108-0060 (47) 9 9900-0826 http://www.desvendandoapsiquiatria.com.br

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s