Veja dicas para uma vida familiar mais sustentável

Uma criança desejar se tornar professora, bombeiro, astronauta ou outra profissão dessas que até pouco tempo permeava a maioria dos sonhos infantis, pode estar se tornando coisa do passado. Pelo menos foi o que constatou um estudo recente realizado no Reino Unido com crianças entre 5 e 10 anos.

De acordo com os dados levantados, 75% dos entrevistados acreditam que dinheiro pode comprar felicidade. Para eles, ganhar 1 milhão de libras (cerca de R$ 3,8 milhões) por ano seria o “suficiente” para viver, de acordo com informações do Daily Mail.

O estudo indica um resultado diretamente ligado ao consumo, já que dinheiro significa poder comprar o que quiser. Sem a capacidade de discernir sobre o assunto, a criança acaba absorvendo aquilo que é transmitido pelo meio em que vive e cresce acreditando que os bens materiais são absolutamente imprescindíveis para ela se reconhecer como pessoa. No futuro, essas crianças correm grande risco de se tornarem adultos que compram compulsivamente e que nunca estarão satisfeitos.

Problemas como obesidade infantil, erotização precoce, consumo precoce de tabaco e álcool, estresse familiar, banalização da agressividade e violência são algumas das graves consequências relacionadas ao consumismo.

Como proteger as crianças?

Como responsáveis pelo desenvolvimento dos filhos, os pais precisam transmitir valores sólidos que permitirão aos pequenos um futuro baseado em coisas relevantes. Orientar e proteger contra o consumismo é fundamental.

Dicas para viver de forma mais sustentável em família:

1- Reflita sobre a sua própria relação com o consumo. Se for o caso, faça uma planilha de orçamento familiar, para verificar o estado de suas finanças.

2. Verifique em sua casa os objetos que comprou sem necessidade e que não utiliza. Há instituições de caridade que aceitam doações. Agora se estiver precisando de dinheiro extra, há locais que compram roupas e calçados usados que estejam em bom estado.

3. Ensine a seus filhos que o dinheiro tem valor e explique que nem tudo o que ele quer pode ser comprado. Imponha limites coerentes a seus filhos.

4. Controle o uso da televisão, vídeo game e internet.

5. Procure fazer programas que não envolvam relação de consumo. Jogar bola e passear em algum parque da cidade pode ser uma boa ideia.

6. Crie atividades para fazer brinquedos com as próprias mãos ao lado dos pequenos envolvendo apenas materiais reutilizados e muita criatividade.

7. Sempre reutilize uniformes e materiais escolares que sobraram do ano anterior e ensine à criança que não há necessidade de comprar coisas novas apenas porque ela mudou de série.

8. Deixe as crianças em casa ou converse com eles antes de ir às compras. Essa é uma estratégia que poderá diminuir – e muito – as tantas situações desagradáveis de negar itens dispensáveis que poderão talvez ser pedidos por seus filhos. Além disso, é uma ótima maneira de economizar.

9. Converse com seus filhos sobre a verdadeira função da publicidade, das propagandas que massificam a sociedade. Ensine e oriente que uma pessoa é formada por sua personalidade e caráter e não pelas coisas materiais que possui.

10. Incentive-os fazer troca de brinquedos com amiguinhos. Sem sequer perceber, a criança aprende sobre desapego, sustentabilidade e ainda sobre economia compartilhada, quando vê que é possível adquirir coisas por meio de trocas e não apenas compras.

Fontes: Instituto Alana, Idec, Procon

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