A fonoaudiologia e o desafio das primeiras palavras

 

Referência em Santa Catarina, a especialista Sabrina Tolentino explica sobre a fonoaudiologia e a Apraxia de fala na Infância, um distúrbio neurológico motor.

A fonoaudiologia ocupa um papel de grande importância, capaz de proporcionar saúde e qualidade de vida, ainda mais quando está direcionada ao desenvolvimento na infância. A fonoaudióloga Sabrina Tolentino, que há 15 anos atua na área sendo considerada referência em Santa Catarina, acompanha diariamente os benéficos que sua profissão tem a oferecer.

Apaixonada pelo que faz, Sabrina trabalha de maneira que ultrapassa as técnicas aplicadas em seu consultório, buscando tocar a alma de cada paciente com delicadeza, esforço e total comprometimento. Ela permite que seu lado humano esteja quase sempre à frente do lado profissional. Isso porque entende que a humanização do seu trabalho e o apoio, não somente ao paciente, mas à família e a todos os envolvidos neste processo delicado, precisam ser expressados com total com carinho e de forma verdadeira. A resposta desta harmonização entre o lado humano e as técnicas profissionais aplicadas, Sabrina consegue ver pela agenda que já está lotada até dezembro deste ano.

Formada pela Univali, Mestre em Saúde e Especialista em Voz, atualmente atua com foco na Motricidade Orofacial, na Voz e no Processamento Auditivo. Para entendermos um pouco mais, a fonoaudióloga nos explica que a área da Motricidade Orofacial trabalha com a prevenção e remediação de alterações estruturais e funcionais da musculatura dos lábios, língua, bochechas e face, além das funções a elas relacionadas, como a respiração, sucção, mastigação, deglutição e fala. Já o Processamento Auditivo, do qual Sabrina foi uma das pioneiras em 2013, trazendo para a região um método inédito para auxiliar este tratamento, trabalha na dificuldade do sistema auditivo de recepção, análise e processamento da informação sonora.

Em constante busca por novas técnicas, aprofundamento das suas especializações e empenhada em divulgar sobre as áreas das quais atua em seu consultório, a fonoaudióloga traz à tona importantes informações sobre a Apraxia de fala na infância. Um tema ainda pouco divulgado no Brasil e quase nada estudado nas universidades, porém que já conta com alguns profissionais atuando, como a própria dra. Sabrina.

Mas, o que é Apraxia?

Segundo Sabrina, é um distúrbio que afeta a produção motora da fala. Ou seja, interfere na capacidade da criança em produzir e dar sequência aos sons para formação de sílabas e de palavras. “São crianças que apesar de entenderem tudo o que você diz, só conseguem responder de forma monossilábica, com gestos e/ou expressões. Além disso, contam com um vocabulário bem reduzido. Por exemplo, uma criança de 2 a 3 anos, sem distúrbios, fala cerca de 300 a 500 palavras, já as apráxicas na mesma idade conseguem falar de duas a 10 palavras”, explica.

Como a dificuldade de falar e de se expressar é também uma característica marcante em crianças com o Transtorno de Espectro Autista (TEA), o diagnóstico da Apraxia segue uma linha tênue. “Como é um diagnóstico complexo e muito delicado, o profissional que não é especialista em apraxia poderá dar um parecer errado. Hoje, infelizmente, cerca de 99% dos pais de pacientes apráxicos que chegam ao meu consultório, estão desesperados por causa destes diagnósticos. Isso sem mencionar que tenho pacientes que estavam em tratamento sem obter melhoras. Desta forma eu sempre ressalto que, se o profissional não conhece a apraxia, ele não deve pegar o caso para não acontecer de dar o diagnóstico errado”, ressalta.

 

Alguns Sintomas

  • Não consegue produzir adequadamente os sons e articulações da fala. Pode falar apenas algumas vogais ou as primeiras sílabas, ou ainda, consegue falar os sons mais difíceis como os bilabiais P e o M, e os demais pode não conseguir;
  • Apresenta mais facilidade para falar palavras mais curtas, como “oi”, “dá”. Porém, para palavras mais longas ou complexas já não consegue manter a sequência correta de sílabas;
  • Pode ter dificuldade para mastigar algumas consistências e ter dificuldade para escovar os dentes;
  • Pode ter dificuldades escolares;
  • Pode ter dificuldades emocionais: os pais percebem que a criança até tenta falar, mas não consegue e isso pode causar frustração ou baixo autoestima. Algumas crianças podem ainda ficar agressivas ou irritadas.

Tratamento

De acordo com Sabrina, quanto mais cedo diagnosticada a criança, maiores serão as chances de reversão. Porém, é válido explicar que o tratamento é longo e necessita de muita paciência e dedicação de todos os envolvidos. É feito atendimento terapêutico individual onde são necessárias cerca de duas a três sessões por semana, dentro de um período de, no mínimo, dois anos. Além disso, é um tratamento multidisciplinar, ou seja, envolve além dos pais e fonoaudiólogo, outros profissionais como, por exemplo, otorrinolaringologistas, psicoterapeutas, professores e psicólogos, onde todos devem estar alinhados e empenhados na mesma direção para a obtenção de resultados significativos.

E quando se fala em resultados, a doutora Sabrina explica que é importante saber se a criança está evoluindo ou não, os pais podem (e devem) acompanhar as avaliações realizadas trimestralmente. Apesar do processo ser gradativo, as crianças podem apresentar, no mínimo, pequenas evoluções dentro deste período, mas significativas para o tratamento.

Compartilhando conhecimento

Sabrina acredita que o conhecimento é algo que também deve ser compartilhado para que haja uma melhora significativa na qualidade de vida e profissional de todos. Por isso, a aproximadamente há um ano a fonoaudióloga realiza aos sábados, uma vez por mês em seu consultório, grupos de estudo entre pais e profissionais para discutir temas relacionados à sua área. E o próximo encontro já tem data marcada. Será no dia 07 de abril e abordará a Apraxia de Fala na Infância. “Como é um tema pouco conhecido no Brasil, esta é uma oportunidade maravilhosa de trocarmos conhecimento e experiência. E o melhor de tudo, é que não se paga nada por isso. Podem participar pais, professores, diretores, neuropediatras, cuidadoras, psicólogos, entre outros profissionais envolvidos no desenvolvimento de uma criança com apraxia”, finaliza Sabrina. Se você tem alguma dúvida em relação a dificuldade na fala do seu filho, ou se tem interesse em fazer parte deste grupo de estudo, entre em contato com a dra. Sabrina pelos telefones abaixo.

 

SERVIÇO

Sabrina Tolentino

Fonoaudióloga, Mestre em Saúde e Especialista em Voz

Rua Cônego Thomaz Fontes, 480 – sala 41

4º andar – centro – Ed. Bamerindus – Itajaí

47 99944.2612 * 3344.1659

www.sabrinatolentino.com.br

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