Diabetes na gestação: como me alimentar?

Muitas mulheres durante a gravidez podem desenvolver o Diabetes Mellitus Gestacional (DMG), que significa a diminuição de tolerância à glicose, podendo ou não persistir após o parto. O rastreamento do DMG é feito já na primeira consulta do pré-natal e com 24 a 28 semanas gestacionais deve ser realizado outro teste oral de tolerância à glicose. A boa notícia é que está doença pode ser controlada e tem cura.
Primeiramente, consiste na terapêutica nutricional, uma ação fundamental no tratamento durante toda a gravidez.
O plano alimentar deve ser personalizado e de acordo com o estado nutricional, antecedentes clínicos, hábitos alimentares e socioculturais da grávida, além de que deverá ser elaborado por um nutricionista. Caso, somente a intervenção nutricional não seja eficiente dentro de 15 dias após seu início, então será necessário começar o tratamento com medicamentos orientado pelo médico obstetra.

Por que devo me alimentar corretamente?

Desenvolver hábitos alimentares corretos e saudáveis é essencial no controle do DMG. A criança gerada por uma mãe com diabetes não controlado, apresentará risco elevado de desenvolver diabetes e obesidade no futuro. Além disso, uma mulher que desenvolve essa doença durante a gravidez tem 40% mais chances em apresentar o diabetes tipo 2 ao longo da vida.
É preciso entender também que uma alimentação saudável e nutritiva facilita o crescimento e o desenvolvimento adequado do bebê. Dessa forma, se evita o parto prematuro, a pressão alta e o óbito fetal que são complicações inerentes ao Diabetes Mellitus Gestacional.

Planejando a dieta

É válido ressaltar que o plano alimentar deve ser feito por um nutricionista, o qual saberá indicar as melhores opções de dieta e de acordo com as necessidades de cada paciente. Na maioria dos casos, este plano deve ser fracionado e com menor quantidade de comida, porém mais vezes ao dia. Os horários das refeições merecem atenção e devem ser bem estabelecidos com intervalos regulares, sendo propostas em torno de 5 a 6 refeições diárias. Além disso, a
dieta deverá ser de baixo índice glicêmico, onde o açúcar dos alimentos deve chegar de forma lenta ao sangue para que sua retirada seja mais rápida e eficiente.
É importante também aumentar o consumo de fibras como folhas, verduras, legumes e frutas cruas. Investir em farinhas integrais orgânicas e farelos de aveia, chia, quinoa, amaranto, farinha de banana verde e produtos integrais.
Esses alimentos dificultam a chegada do açúcar e ainda ajudam a controlar a quantidade no sangue. Igualmente dê atenção ao consumo das gorduras boas provenientes de alimentos como o abacate, as castanhas, o amendoim e o azeite de oliva. Eles melhoram a sensibilidade à ação da insulina, hormônio que retira o açúcar do sangue. Esses alimentos também são ótimos porque dão saciedade, contribuindo para um consumo alimentar menor.
Controlar o ganho de peso é igualmente fundamental, por isso é importante fazer exercícios físicos.

Alimentos indicados
 Frutas, preferencialmente cruas;
 Legumes crus;
 Carnes magras;
 Peixes e frangos;
 Cereais integrais;
 Gorduras boas (abacate, castanhas, amendoim, azeite de oliva);
 Beba muita água;
 Suco de uva integral sem adição de açúcar e conservantes (1/2 copo ao dia).

Alimentos contraindicados
 Alimentos refinados como: açúcar, farinha branca, pão branco, macarrão branco;
 Refrigerantes e sucos de frutas;
 Doces como: pudins, bolos, chocolates;
 Carnes e leites gordos;
 Embutidos: salames, presuntos, salsichas etc.;
 Alimentos ricos em gorduras;
 Frituras;
 Café, chá mate e refrigerantes tipo cola, eles têm alto teor de cafeína;
 Leites e queijos.

Cuidados com os alimentos antes de consumi-los

Quando for comprar os alimentos, preste bastante atenção no rótulo e verifique se não contem os seguintes ingredientes: açúcar, açúcar invertido, xarope de glicose, xarope de milho e maltodextina. Estes itens elevam facilmente a glicose. E sempre que possível, dê preferência aos alimentos naturais ao invés dos industrializados.

IMPORTANTE: Não se deve, em hipótese alguma, fazer uso de qualquer tipo de adoçante. Não existe segurança no uso desses produtos durante a gestação. Por isso, no diabetes gestacional, é controlado a quantidade e o tipo de açúcar, mas nunca substituído por adoçante. Esta conduta é aplicada somente aos pacientes com diabetes tipo I, que já apresentavam anteriormente a gestação.

Por Daiani Reis
Nutricionista funcional e estética (CRN10 1826)
Pós-graduanda em nutrição materno infantil
Clínica Santa Clara – Praia Brava
Mãe do Luiz Antônio

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