Trombofilia

Apesar de não ser uma doença e sim uma condição, é muito importante saber o que é a trombofilia, principalmente para as mulheres que desejam engravidar. O médico ginecologista e obstetra, Rodrigo Otávio Sarraff Berger explica que a trombofilia é uma situação em que ocorre uma predisposição a ter trombose e riscos cardiovasculares, em que o sangue pode engrossar. Além disso, essa condição é muito comum ocorrer na gestação,
Há duas possibilidades de causas da trombofilia. Uma é a hereditária, quando a condição está ligada a fatores genéticos. A outra é quando essa condição é adquirida. Neste caso, ela pode ser desencadeada por diversos fatores que aumentam a coagulação do sangue, é uma consequência de outras condições clínicas, como: doenças (câncer, síndrome antifosfolípide); imobilização prolongada; uso de medicamentos (terapia de reposição hormonal, anticoncepcional oral); gravidez; puerpério (período de 45 dias após o parto).
Diagnóstico
Em relação a investigação da trombofilia, tanto adquirida quanto hereditária, esta é feita por meio de exames específicos que são capazes de identificar alterações em níveis, por exemplo, de proteínas como a S, quanto mutações ou deleção de alguns dos genes. E como prevenção, o Berger afirma que: “O ideal é que toda a pré-adolescente, que vai iniciar o uso de anticoncepcional combinado com estrogênio, faça uma investigação funcional e
genética”. Essa investigação, feita como prevenção, impediria que jovens passassem por casos de AVC (acidente vascular cerebral) ou trombose, por exemplo, ao usarem anticoncepcional com estrogênio, pois seriam identificadas as que pertencem ao grupo de risco.
Além disso, a importância de investigar logo no início da gravidez é de extrema relevância. O ginecologista nos conta que: “Cerca de 90% das possíveis patologias e complicações obstétricas estão relacionadas a esta parte da coagulação, seja deslocamento ou sangramento no primeiro trimestre, causa de abortamento, diminuição do líquido, envelhecimento da placenta, pré-eclâmpsia e eclampsia. E na maioria das vezes, se for fazer uma investigação, é possível verificar que se tivesse sido investigada antes, poderia ter sido ser tratada”, esclarece.
Sintomas
Quanto aos sintomas, o ginecologista explica que na maioria das vezes são brandos. “Às vezes os sintomas aparecem só depois de uma certa idade, com 40 ou 50 anos, ou então até precocemente, na infância. Crianças que tem muita dor de cabeça e não tem um diagnóstico definido, devem fazer essa investigação também, porque pode ser uma das causas desse problema”. Ressalta. Em muitos casos, a pessoa pode não saber que tem trombofilia até o surgimento de um inchaço repentino, passar a ter abortos frequentes ou complicações durante a gravidez. Também é comum aparecer em pessoas idosas, já que a fragilidade causada pela idade pode facilitar o aparecimento dos sintomas.
Entre os sintomas, o principal é a trombose venosa profunda, que ocorre principalmente nos membros inferiores e provoca os seguintes sintomas:
* Inchaço, geralmente em apenas uma perna;
* Dor na perna ao caminhar, ficar em pé ou em repouso;
* Aumento da temperatura no local;
* Dilatação das veias superficiais;
* Pele azulada ou pálida na área que está inchada e dolorida;
* Dor e endurecimento no trajeto da veia suspeita de ter o coágulo.

Tratamento

O tratamento para a trombofilia é feito com cuidados para se evitar quadros de trombose. Além de uma dieta com alimentos que favorecem o sangue a não engrossar, com acompanhamento de um nutricionista, é feito uso de medicamentos anticoagulantes, que “afinam o sangue”, de maneira a evitar a coagulação sanguínea e, consequentemente, prevenir a formação de trombos. Também durante o tratamento são feitos exames de sangue para avaliar se os anticoagulantes estão fazendo o efeito desejado. É importante também fazer atividades físicas e
uso de meias elásticas compreensivas.

Complicações
A trombofilia quando não tratada pode provocar:
* Trombose venosa profunda e superficial;
* Acidente vascular cerebral;
* Embolia pulmonar, que pode ser fatal;
* Complicações na gravidez (retardo do crescimento fetal, abortamento, perda do feto, início precoce de pré-
eclâmpsia grave, descolamento de placenta).

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