Transtornos da alimentação

São doenças mentais que têm como característica comum o comportamento alimentar disfuncional por perda de controle. Esse comportamento causa prejuízo funcional global e grande sofrimento psíquico para quem o vivência. Os transtornos alimentares mais conhecidos são a anorexia nervosa e a bulimia; porém, existem muitos  outros chamados de transtornos da alimentação sem outra especificação, como as compulsões periódicas, por exemplo. A prevalência dessas doenças, de todas elas está cada vez mais alta. Em geral ocorrem mais nas mulheres adolescentes, mas não é incomum nos homens e em crianças. A era moderna do culto ao corpo, da ditadura da beleza com seus padrões inatingíveis somados a outros fatores ambientais como o mau uso da tecnologia, a falta de estrutura familiar e de referências saudáveis na infância, gerando personalidades problemáticas e vulneráveis, são, para mim, os principais gatilhos para o aumento considerável da prevalência dos transtornos alimentares na nossa sociedade atual. A obsessão por questões que deveriam ser tão pouco relevantes elevou os transtornos alimentares a nível de epidemia.

Existe um perfil característico como fator de risco para desenvolver tais transtornos e isso é importante para que consigamos identificar e ajudar quando necessário. Até porque pela minha experiência na maioria das vezes não é o paciente que percebe que existe algo errado e sim as pessoas em seu entorno. O perfil mais vulnerável de acordo com a minha experiência em consultório é a pessoa perfeccionista que funciona de forma dicotômica atuando sob a
perspectiva do “tudo ou nada”, do “oito ou oitenta”, são carentes de afeto e de atenção, solicitando-os de forma sistemática e cansativa, mas podendo também apresentar-se de forma inversa, demonstrando ser extremante distante e pouco sentimental.

Os transtornos alimentares têm diversas causas e é importante atuarmos nas mesmas para que haja sucesso terapêutico. O tratamento deve ser sempre multidisciplinar com diversos profissionais atuando em equipe. Idealmente tal equipe deveria ser composta por psiquiatra, psicólogo, nutricionista e terapeuta holístico e o objetivo dessa abordagem é acabar com o sofrimento psíquico agudo e manter o equilíbrio após o tratamento, trabalhando
também na reabilitação e prevenção de novos episódios.

Um fator importante a ser ressaltado é o fato de que cada transtorno da alimentação possui suas particularidades e é comum que hajam outras doenças psiquiátricas comorbidas como a depressão e/ou ansiedade. Portanto, o plano terapêutico, apesar de dever ser sempre multidisciplinar, é individualizado.

A qualquer sinal de sofrimento psíquico em relação a alimentação procure um psiquiatra que ele saberá traçar o plano de tratamento em equipe.

Por

Dra. Vanessa Adegas Menin

(47) 4141.8781 – (47)99641.8781

http://www.desvendandoapsiquiatria.com.br

clinsam.dap@gmail.ccom

Instagram e Facebook: vanessapsquiatria

Youtube: Desvendando a psiquiatria

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