Por que pensamos assim?

Por que pensamos de maneira tão diferente sobre uma mesma realidade? Tivemos na campanha eleitoral posições antagônicas acirradas dividindo pessoas que teriam tudo para conviver pacificamente e pensar da mesma maneira.

Política, religião e futebol costumam fidelizar seus simpatizantes a ponto de um excluir o outro. No esporte não faz sentido porque uma partida sempre é realizada entre dois concorrentes, nunca um só. Portanto, o outro não é um rival, e sim um parceiro. É um jogo, não uma guerra.

Na política temos os partidos, cada um defendendo um ponto de vista, por isso chamamos partidos, partes de um todo. Partido único não é partido. É preciso no mínimo duas partes. Não são inimigos. Não faz sentido falar em militância, pois não é uma guerra, e sim uma eleição, uma escolha. Na luta de classes pregada por Marx, Lenin e Gramsci, entre outros, adeptos da esquerda socialista, nunca haverá paz entre as partes porque são antagônicas. Faz sentido para eles o partido único, que não é partido, e sim ditadura, a do proletariado contra o inimigo comum que é o patrão, o proprietário ou dono. O estado se apresenta como defensor dos oprimidos, e se torna o único patrão. É a base da ideologia comunista/socialista. Ideologia que para funcionar precisa suprimir a liberdade e a propriedade. A justificativa é promover a igualdade social, que o capitalismo não protege por se basear na livre iniciativa e meritocracia.

Na religião, cada uma se diz a única verdadeira, mas os princípios são os mesmos. Todas pregam o perdão, o amor ao próximo, e a vida após a morte. Mas já tivemos guerras religiosas sangrentas e perseguições terríveis, com direito a fogueira, prisões e mortes, “em nome de Deus”. Aliás, muitas coisas são colocadas na conta de Deus, quando na verdade são interesses humanos defendidos em determinadas culturas.

Um dia teremos unidade de pensamento? Talvez. Mas para isso teremos que evoluir muito: cada indivíduo defender seus direitos tanto quanto os do próximo. E cada um cumprir seu dever para merecer os direitos.

Por

Ivo Fachini

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s