Dependência afetiva

Muitas pessoas procuram a minha ajuda como médica psiquiatra por problemas nos relacionamentos amorosos. Entre os fatores complicadores, percebe a dependência afetiva como sendo o principal.

O indivíduo dependente do outro necessita da sua presença e se anula diante dele. Além disso, perde a sua individualidade, criatividade e espontaneidade.

Existe uma falsa ideia de que depender é saudável e inerente à qualquer relacionamento amoroso. Talvez, e muito provavelmente, essa impressão seja algo cultural, até porque a própria sociedade contribui de forma negativa para corroborar essa percepção de que depender de quem se ama é amar verdadeiramente. Basta prestar atenção nos cartões que falam de amor nas papelarias com dizeres como “você é minha vida”, “é tudo para mim”, “não vivo sem você” e daí por diante. Não restam dúvidas de que ir de encontro à cultura seja difícil, mas é imprescindível para que se tenha saúde no relacionamento.

No meu consultório trato a dependência afetiva como uma adicção, ou seja, como uma doença precisa ser tratada. Aliás, existe tratamento e o objetivo dele é resgatar o casal para um relacionamento de dependência sobrevive de forma saudável. Percebo muitas vezes a negação do problema, principalmente quando a dependência é mútua e intensa. Nesse caso, a percepção do problema ocorre mais tardiamente. Fica nítida que é uma questão de tempo até que haja a percepção de que deixar de viver a sua própria vida em prol do outro traz mágoas profundas, difíceis de serem elaboradas.

Nesses anos todos trabalhando com psicoterapia, percebo que por trás da dependência existem medos inconscientes de solidão, rejeição, abandono e vazios existenciais. Questões que precisam ser abordadas em psicoterapia.

Quem ama de forma saudável liberta e sente-se feliz com o crescimento do se par, respeitando a individualidade e o seu espaço Quem ama não escraviza, não cerceia e não controla, não permite ou deixa de permitir. O amor genuíno liberta, não prende ou amarra. O casal que tem uma relação amorosa saudável e satisfatória entende que a liberdade, o respeito e a individualidade do outro são necessários e importantes para cada um. Percebem que são individuais, apesar de estarem juntos. Ser independente no relacionamento está longe de ser egoísmo, desapego ou egocentrismo. Pelo contrário, é uma prova de amor com o outro e consigo mesmo.

Se você tem tido problemas no seu relacionamento amoroso, procure ajuda de um psiquiatra com abordagem psicoterápica ou de um psicólogo. Deixe com que um profissional experiente avalie sua relação e diante disso, se for necessário tratar, dê um novo rumo para o seu relacionamento, com mais êxito, prazer, paz e cordialidade.

Por

Dra. Vanessa Adegas Menin

Psiquiatria e psicoterapia – CRM 22011 RQE 12908 

CLINSAM – Clínica de saúde mental – Rua Antônio Manoel Moreira, 140 – Itajaí 

(47) 4141.8781 (47)99641.8781 

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