Sobre nossas crianças

Suicídio, depressão, ansiedade, transtornos alimentares, hoje a cada cinco crianças, uma tem algum transtorno mental. Diante dessa prevalência, uma das questões mais importante a serem discutidas é o nosso sistema familiar, sobre como estamos educando os nossos filhos dentro das nossas casas. A educação familiar é a única forma de diminuirmos a vulnerabilidade das crianças e dos adolescentes diante desse caos social em que estamos inseridos. A nossa sociedade está doente e venho tentando alertar sobre isso há muito tempo. Claro que existe uma hierarquia causal e o “sistema” está no topo. Não temos como modificar questões maiores, infelizmente, mas, podemos sim ser mais presentes na educação dos nossos filhos. A nossa estrutura emocional é formada na infância, é o que nos dá capacidades para lidar com as adversidades da vida com mais equilíbrio e sem sofrimentos persistentes e incapacitantes. Precisamos cuidar mais dos nossos filhos e não estou falando sobre amamentar, trocar fraldas e saber tudo sobre o desenvolvimento psicomotor e formação da dentição. Estou falando sobre olhar, ver, enxergar e se aproximar com mais afeto e sem medo. Estou falando sobre ter tempo para brincar e conversar com eles de forma atenta. De lidar com as suas emoções, de ensiná-los a nomeá-las e a elaborá-las. Criança precisa de referências presentes, disponíveis e atentas. Lugar de criança é na rua, brincando e não em frente ao celular ou ao computador e se for inevitável, fique junto. Esse personagem virtual chamado momo, o jogo baleia azul, e tantos outros que estão circulando na internet, inclusive os que erotizam as crianças e incitam a pedofilia são tristes realidades, mas que podem ser controladas em casa. A tecnologia e outras questões sociais negativas acabam culminando em tragédias não apenas por existirem, mas pela vulnerabilidade dos nossos filhos dentro das nossas casas porque não estamos atentos, conversando e explicando. Estamos no meio do Caos, da banalização do antigo modelo familiar. Crianças precisam de referências materna e paterna e não falo aqui de questões de gênero. Estou falando de educação familiar com referências presentes de corpo e alma. Se estivermos realmente atentos aos nossos filhos perceberemos quando eles precisarem de ajuda. Lógico que não somos perfeitos como pais, mas temos obrigação de atentarmos para eles e de melhorarmos o que precisa ser melhorado. O vizinho pode ficar surpreso com a atitude do seu filho, você não. Formar adultos saudáveis de uma forma global é dizer “NÃOS” continuamente, e frustrar mesmo depois de um dia de trabalho. É abrir mão do TER para formar um SER. Vamos trabalhar menos, gastar menos e ficar mais com os nossos filhos. Não podemos terceirizar uma educação que é de nossa responsabilidade. Babás e escolas não formam bons adultos, eles são complementos. Aliás cuide da escola onde coloca o seu filho. Entenda sobre o plano pedagógico, sobre os valores e conheçam os professores. Participe ativamente, Informe-se. Eduque com gentileza, carinho, mas seja firme, sem violência. Eduque pelo exemplo. Sempre é tempo para modificar e melhorar. Não se culpe, apenas haja com responsabilidade e siga em frente rumo à formação de um adulto saudável.

PERCA O MEDO E O PRECONCEITO, NÃO PERCA TEMPO, PROCURE UM PSIQUIATRA.

Por

Dra. Vanessa Adegas Menin

Psiquiatria e psicoterapia 

CRM – 22011 RQE 12908 

CLINSAM – Clínica de saúde mental 

Rua: Antônio Manoel Moreira, 140 – Itajaí

(47)4141.8781 (47)99641.8781

clinsam.dap@gmail.com 

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Instagram e Facebook: vanessapsiquiatra

Youtube: Desvendando a psiquiatria 

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