DIMINUIR BRINQUEDOS PARA GARANTIR DIVERSÃO E CRIATIVIDADE

Excesso de brinquedos pode entediar as crianças rapidamente, além de impedir que ela explore novos elementos e use a imaginação

Pergunte para uma criança o que ela quer ganhar de presente. A grande maioria vai responder brinquedos. Mas quem tem filhos já percebeu que a empolgação é na hora de abrir o embrulho. Logo, ela perde o interesse e o brinquedo se junta aos montes que se acumulam no quarto.

Brincar é fundamental para o desenvolvimento social, emocional, físico e cognitivo das crianças – é como elas descobrem o mundo e a elas mesmas; mas isso não quer dizer que elas precisem de muitos brinquedos. Elementos não estruturados e encontrados na natureza – como folhas, caixas, pedras… – costumam entreter as crianças por mais tempo e estimulam a criatividade. “Um pote com uma colher, por exemplo, garantem diversão por bastante tempo e ainda deixam a imaginação vir à tona –mais que brinquedos cheios de cores, luzes e barulho”, garante a educadora parental Ana Paula Franz.

O excesso de brinquedos pode, inclusive, ser prejudicial. “Quando enchemos uma criança de brinquedos damos a ela muita informação para processar. Então elas se frustram, ficam irritadas e se entediam rapidamente”, explica. Uma dica é apresentar os brinquedos aos poucos para evitar a sobrecarga de informação e, quando seu filho cansar, trocar para ele explorar um novo.

BRINCAR SOZINHA OU ACOMPANHADA

A criança deve brincar sozinha e acompanhada, pois as duas maneiras contribuem de forma diferente para o aprendizado. Os pais devem aproveitar esses momentos – de brincadeira, leitura, passeios – para se conectar aos filhos e ensinar habilidades de vida. “É uma oportunidade de mostrar como se comportar no mundo real enquanto brincam de comidinha, conversam com os bonecos, por exemplo. Tem muitas formas de demonstrar às crianças a importância das boas maneiras, de dividir as coisas, de esperar a sua vez. Assim elas aprendem e ainda ficam felizes de estar com quem amam”, argumenta Ana.

Brincar sozinha, por sua vez, ajuda a criança a desenvolver a imaginação, solucionar problemas e ter autoconfiança. “As crianças precisam de um tempo sozinhas. Isso significa confiar e oferecer oportunidades para explorarem. Sempre monitorando e garantindo que estejam seguras”, pondera Ana.

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