TOD – Transtorno Opositor Desafiador – como lidar?

Antes de falarmos propriamente sobre como lidar com este transtorno tão questionado ultimamente, precisamos entender do que se trata e quais os critérios diagnósticos. Pois bem, o Transtorno Opositor Desafiador, mais conhecido como TOD, é um distúrbio comportamental de início na infância, caracterizado por constantes episódios de desobediência e hostilidade. Porém, é preciso muita cautela ao diagnosticar, pois muitas vezes é difícil distinguir a manifestação normal de alguns comportamentos e de quando isso passa a ser disfuncional. Por isto, a importância de se considerar a frequência e intensidade dos episódios, é necessário que os sintomas tenham sido frequentes nos últimos seis meses.

Os sintomas costumam ser: comportamentos antissociais, dificuldade em seguir regras, normas morais e autoridades, dificuldades na socialização. Crianças com este transtorno desafiam constantemente os pais, professores e outras figuras de autoridade. A dificuldade em controlar as emoções também é uma característica importante, muitas vezes com explosões de fúria, desejo de vingança e agressões verbais.

Quanto mais cedo for diagnosticado e tratado, maiores as chances de uma resposta satisfatória, além de evitar que o quadro se torne mais grave na adolescência e fase adulta. O tratamento inclui psicoterapia individual, familiar, orientação de pais, professores e por vezes é necessário a intervenção medicamentosa orientada pelo médico. E como lidar? É preciso que os filhos e os pais estejam inseridos na mesma dinâmica e o relacionamento entre ambos muitas vezes precisa ser reparado. O objetivo da psicoterapia é ajudar os pais a encontrar um caminho equilibrado entre ser permissivo e autoritário, estabelecendo uma comunicação clara com elogios e medidas educativas, fortalecendo o vínculo familiar. É importante também estimular comportamentos saudáveis na criança, buscando estratégias de como podem lidar melhor com suas emoções, ensinando outras maneiras de expressar a raiva, diminuindo assim os conflitos e reduzindo as frustrações decorrentes do transtorno. Não deixe de buscar ajuda profissional, tirar todas as dúvidas e buscar se necessários os tratamentos adequados. Você não está sozinho.

Por

Priscila Mafra – Psicóloga da Infância e Adolescência

CRP 12/16760

(47) 99187-3868

@psicologapriscilamafra

Clinsam

Rua Antônio Manoel Moreira 140

Fazenda | Itajaí – SC

 

 

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