O mundo após o coronavirus

Você já se perguntou como será a vida de forma geral e o futuro das profissões/empresas no pós-pandemia? É claro que ainda temos muito mais incertezas do que repostas precisas. Mas, mesmo assim e longe do fim já é possível prever algumas coisas. E foi isto que questionamos a alguns leitores, colunistas e parceiros da Bem-Estar: como eles acreditam que seus setores ficarão e quais as principais mudanças irão sofrer. Confira! 

 Mari Thieme Meyer | CREF 009254-G/SC

  Educadora Física | Studio Top Physical 

Inicialmente, devido ao medo e as adaptações solicitadas, o setor de atividades físicas vai caminhar de forma lenta, porém agora, mais do que nunca, a necessidade de cuidar da saúde pensando na prevenção de patologias se tornou mais urgente, então seja no atendimento tradicional ou no virtual, a população precisa incluir exercícios físicos na rotina.

Um novo destaque será no combate ao estresse, ansiedade, depressão e solidão através da atividade física. O afastamento social imposto e o excesso de informações negativas disparou o número de casos dessas patologias e o exercício físico é um forte aliado para quem precisa superar essas condições.

Em relação as principais mudanças – Higiene e segurança precisam ser levados a sério, em todas as esferas da sociedade. A comunidade precisa entender que atitudes individuais impactam no coletivo e isso inclui o cuidado com a saúde. Uma pessoa ativa, com peso equilibrado e uma alimentação sem excessos está mais propensa a ficar imune a muitas doenças conhecidas e possivelmente desconhecidas também, não sobrecarregando o sistema de saúde.

Além disso, os meios científicos enfatizam positivamente a respeito do exercício físico como um indispensável tratamento, ou seja, ser fisicamente ativo não é mais somente um estilo de vida ou uma maneira de melhorar a estética visual; é um facilitador da sobrevivência.

Nós, do Studio Top Physical, baseamos nossa atuação em três pilares: SAÚDE, PREVENÇÃO E TRATAMENTO, sempre focados na qualidade de vida de nossos alunos, pois sabemos que corpo saudável faz parte da caminhada para uma vida plena.

Sara Cruz Frota | CRP 12/16061

Psicóloga clínica | Psicologia Organizacional

  1. 1. Acredito que haverá mais solidariedade, e uma maior humanização nas relações.
  2. 2. Não vejo como desafio, mas novas formas de trabalhar, como por exemplo os atendimentos on-line que nesse período só tem acontecido desta forma, muitos deles poderão permanecer mesmo com o fim do isolamento.

 

Mariana Thiesen | Administradora

O futuro é digital. Me aperfeiçoando em 3, 2, 1.

 

 

 

 

 Leticia Donin | Digital Influencer focada em descomplicar a vida saudável

Será movimentado grande parte pelo digital.

 

 

 

 

 

 

 

George Varela |  Diretor Criativo GGE.Art

Estou otimista. Porém, tudo precisará ser revisto, com o foco na eficiência e no preço justo. Será o ressurgimento da competência e da relevância de cada negócio.

 

Tânia Fernandes Terapeuta nutricional e proprietária do Univital

Acredito que as pessoas terão uma consciência maior em relação a se cuidarem mais. Por isso, vejo com olhar otimista o meu setor que é totalmente voltado à alimentação saudável.

Giane Gauze | CRM 11585 /RQE 12128

Dermatologista

Acredito que a pandemia traz um novo marco para o setor da saúde: haverá uma medicina antes e outra pós-Coronavírus.

Com o êxito da telemedicina (consultas on-line) no combate à pandemia, a chance dessa prática se tornar uma nova forma de atendimento médico para outras situações e especialidades é grande. É uma estratégia viável para ampliar o acesso da atenção médica a lugares distantes, pacientes acamados que têm dificuldade de locomoção, retornos de consultas, acompanhamentos de patologias crônicas já controladas, como vitiligo, psoríase, dermatite atópica e calvície, assim como orientações de rotinas de cuidados com a pele.

A telemedicina nunca substituirá a consulta presencial do profissional da saúde, apenas somará em momentos específicos, otimizando o tempo tanto do paciente como do médico.

A tecnologia será ainda mais poderosa quando a pandemia acabar, uma vez que já estaremos muito mais habituados a fazer tudo online: aulas, videoconferências e Educação Online.

Por outro lado, psicólogos afirmam que “O que sobra de uma epidemia é a doença mental”, lembrando de outros momentos em que a sociedade precisou enfrentar ataques de vírus. Assim, haverá uma grande demanda de problemas de pele e cabelos que podem ser desencadeados ou agravados por problemas emocionais, como estresse e/ou ansiedade. Entre as reações mais comuns estão: dermatites atópica (alergias) e seborréica (descamação do couro cabeludo), acne (cravos e espinhas), rosácea (vermelhidão), psoríase (descamação e manchas), queda de cabelo, vitiligo, urticária (irritação), herpes zóster (erupção cutânea) e hiperidrose (sudorese).

Estudos mostram que os cuidados com a saúde e bem estar estarão em alta, isto porque muitas pessoas, por conta da falta da rotina, perderam os costumes de uma vida saudável, como alimentação inadequada (fast-food, delivery), consumo excessivo de bebidas alcoólicas, fazer atividades físicas e falta de cuidados com a pele, cabelos e unhas.

Sobre as máscaras, há uma possibilidade desse hábito permanecer na rotina pós-pandemia, como já acontece em alguns países asiáticos. Pessoas com doenças de pele como acne, rosácea e dermatite seborréica podem ter o problema agravado com o uso deste acessório, devido ao atrito e abafamento pois a pele fica úmida e quente, ajudando bactérias e fungos a se proliferarem.

Éber Dal Molin | CRM 19393/SC

Oftalmologista | Hospital de Olhos de Santa Catarina

Temos um futuro marcado por incertezas. O SARS COV 2 é um inimigo invisível e que não descansa em momento algum, só com o objetivo de se replicar e contaminar o maior número de pessoas.

Como até o momento não possuímos vacina para que não sejamos contaminados e nem mesmo uma cura para aqueles que estão com a COVID 19, ficamos na incerteza de quando esta pandemia irá terminar. As consequências já perceptíveis são um número cada vez maior de mortes provocados pela doença e o setor da economia fortemente devastado. E o setor da saúde é um dos que mais poderá sofrer mudanças pós-pandemia por COVID 19. Ele é responsável por aproximadamente 9,1% do PIB do Brasil.

O cenário atual nos mostra que as empresas dos mais diversos ramos vêm demitindo seus funcionários a fim de poder se sustentar e não decretar falência. Isto faz com que as famílias percam suas fontes de renda e consequentemente tenham que rever suas prioridades. Uma das primeiras mudanças que o setor da saúde percebe quando ocorre uma crise econômica, é o descredenciamento dos planos de saúde e a migração para o sistema público de saúde (SUS). Porém, sabemos que o SUS está saturado, com filas intermináveis, seja para uma simples consulta eletiva ou realização de algum exame e pior ainda quando se trata de um procedimento cirúrgico mais complexo. A consequência disto será uma redução ainda maior no padrão de atendimento do sistema público de saúde.

Temos que levar em conta que os hospitais e clínicas privadas que prestam serviço para pacientes que pagam por suas consultas de forma particular ou que possuam convênio terão considerável redução de pacientes e isto levará a uma queda no faturamento deste setor, sendo inevitável a demissão de funcionários da área administrativa e de enfermagem, dentre outros. Os próprios convênios serão obrigados a passar por uma reestruturação devido a diminuição no seu número de vidas. Estaremos mergulhados em um ciclo vicioso até que a economia se reestabeleça novamente.

Um outro setor que deve sofrer mudanças na área da saúde é o da tecnologia da informação. Foi possível observar diversos nichos executando suas atividades em “home office” sem perder a qualidade. Vimos também a execução de congressos médicos via on-line já que a aglomeração de pessoas não é recomendada neste período. Percebemos também a troca de informações quase que imediata entre médicos e cientistas de todo o mundo no combate a COVID 19. O próprio Conselho Federal de Medicina, com regras determinadas, liberou o atendimento médico a distância para os pacientes com suspeita ou em tratamento da COVID 19. Isto pode fazer com que no futuro possamos ter uma Telemedicina, desde que bem regulamentada, que possa trazer ajuda a áreas que tenha grande deficiência no setor da saúde.

Acredito também que a globalização da economia será revista. Durante a pandemia observamos uma “China dependência” que se apresentou desde a compra de EPIs (Equipamento de Proteção Individual) até a compra de equipamentos hospitalares, principalmente os respiradores artificiais. Não é possível que o mundo inteiro dependa somente de um único país para que estes produtos sejam produzidos, pelo simples fato da mão de obra ser muito mais barata e se observarmos bem, talvez até “mão de obra escrava”, devido ao regime imposto naquele país.

Penso que o mundo inteiro irá rever este conceito e até mesmo dar mais valor aos produtos produzidos internamente. Teremos que nos reinventar.

A pandemia certamente passará, mas é importante que o setor da saúde sobreviva para poder continuar a prestar o melhor serviço possível a toda a população.

 

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