Quebrando tabus

Prevenção ao suicídio, um tema que deve ser amplamente difundido durante todo o ano.

Muitas pessoas preferem não falar sobre o assunto, a fim de que isso poderá evitá-lo. Mas o suicídio, infelizmente, é uma realidade que há muito tempo faz parte da vida de milhares de famílias brasileiras. E o mais agravante, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) o suicídio é a segunda causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos, ficando atrás dos acidentes de trânsito. E no Brasil estima-se que a cada 40 minutos uma pessoa tira sua própria vida, e ainda dados da OMS afirmam que de 10 casos de suicídio, 9 poderiam ter sido, de alguma forma evitados. 

Sim, este é um tema delicado. Mas, que precisa com urgência ser amplamente trabalhado como prevenção. Por isso, fomos em busca de uma profissional que atua na linha de frente, estamos falando da psicóloga e palestrante Ana Paula Bastos Cardoso. Em Santa Catarina, é a idealizadora do projeto “Palestra na escola”, que tem como objetivo promover a saúde mental e emocional no ambiente escolar, com ênfase na prevenção ao suicídio, bullying e autolesão voltado para crianças e adolescentes e também em formato de Workshop para pais e professores. Além disso, é a responsável pela campanha “Sua Vida Importa” em alusão ao setembro amarelo, mas que tem como intuito levar uma mensagem simples, de que toda vida tem sua relevância e que cada pessoa é única e especial, o ano inteiro através de objetos de uso pessoal, como camisetas, canecas, máscara de proteção, fomentando desta forma o comércio local. 

Com a palavra, a psicóloga

Fique atento

Estudos apontam que mais de 90% dos casos de suicídio estavam relacionados com transtornos mentais, dentre eles, a depressão e transtorno bipolar, como também ao uso e abuso de substâncias químicas e álcool. Alguns dos sinais que precisam de atenção e eu gostaria de destacar são: mudanças bruscas no comportamento, histórico familiar ou pessoal de comportamento ligados ao suicídio, tentativas anteriores, situações estressoras como um divórcio, perda de um ente querido, perda de emprego e mudança de status.

Também vale ficar atento a mensagens postadas nas redes sociais como, “queria acabar com tudo”, “vontade de sumir”, “quero dormir e não acordar mais”, ou com conteúdos muito melancólicos, sombrios, ligados a morte, principalmente entre crianças e adolescentes; vale a atenção redobrada dos pais. Inclusive queda no rendimento escolar, isolamento e uso de roupas que não condizem com a estação.

Quando buscar ajuda?

Ao perceber os sinais acima, ou perceber que não está dando conta de vivenciar aquilo que está enfrentando, ou mesmo, se sentir incapaz de resolver coisas do dia a dia, tomar decisões que normalmente tomava facilmente, ganho ou perda de peso, falta ou excesso de sono, desvalia, variação no humor, falta de disposição, desprazer diante de atividades que antes eram prazerosas, cansaço diante de pouco esforço, entre outros. Podem servir de alerta de que algo não está bem e que deve pedir ajuda.

Costumo enfatizar a importância de procurar ajuda profissional, ao menor dos sinais, pois é possível que não seja nada relevante, mas daí entra o trabalho preventivo, inicial para que não venha a se agravar.

Todos juntos

Informação gera prevenção. Por isso, é válido igualmente reforçar que é de extrema relevância que a sociedade toda abra os mais diversos espaços para falar sobre o suicídio e mais que isso, promova vida e bem-estar, que levem todos a refletir e a encontrar soluções para aquilo que estão enfrentando.

Lembre-se: não é vergonha buscar ajuda.


Ana Paula Bastos Cardoso

Psicóloga

(47) 9 9901-3920 | @psico.anacardoso

Rua 981, 226 | sala 01 | Centro | Balneário Camboriú

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