“Como iremos morar no futuro?”

 Natural, inteligente e eficiente

Nossa ideia do que é viver está passando por transformações e adaptações, tanto no âmbito global quanto nos quesitos de desenvolvimento urbano, social e econômico. Ao mesmo tempo em que buscamos tecnologia e inovação, queremos também reduzir o impacto ambiental das construções e intervenções humanas. Desejamos morar em centros urbanos desenvolvidos sem perdermos a qualidade do ar das áreas rurais. Procuramos ampliar nosso conforto em soluções residenciais menores e integradas.

Em outras palavras: a vida no futuro precisa ser natural, inteligente e eficiente.

A Internet das Coisas (IOT) e as tecnologias de vida inteligente (Smart Living Technologies) são uma realidade em constante evolução e se incorporam cada vez mais em nosso dia a dia. E para onde caminhamos? Utilizaremos aplicativos para cultivarmos plantas dentro de apartamentos? Teremos computadores que melhoram a qualidade do ar interno? As listas de compras irão automaticamente dos sites para as redes de supermercado e as receberemos em casa? O lixo será processado por micro-organismos computadorizados e eliminado internamente nas residências? Teremos paredes que podem trocar de acabamento com um simples comando? Produziremos 100% da nossa própria energia internamente?

A arquitetura e o design reconhecem seu papel ético na sustentabilidade e estão se adaptando rapidamente às novas demandas. hoje já desenvolvem edifícios com conceitos de biofilia, autossuficientes energeticamente, fachadas exteriores mais inteligentes que reduzem poluição e ruídos e materiais externos que podem transformar o dióxido de carbono (CO2). Também estamos vendo fachadas de edifícios capazes de responder ao meio ambiente. Por exemplo: em um dia ensolarado, o vidro pode mudar de tonalidade para evitar que o calor e o sol entrem com muita força.

O arquiteto francês Jean Nouvel disse uma vez: “cada nova situação requer uma nova arquitetura”. O cerne de um grande design talvez não esteja na mera excelência estética, mas na criatividade inovadora que serve para beneficiar o nosso mundo e melhorar a nossa experiência.

Diversos estudos apontam que o conceito de morar deve mudar exponencialmente nos próximos 10 anos. As casas e edifícios terão soluções eco-friendly e os projetos serão cada vez mais personalizados e versáteis. Os espaços tendem a diminuir e por isso serão híbridos e meticulosamente aproveitados, unindo inúmeras funcionalidades em um único ambiente. Outra grande tendência apontada por especialistas é a de moradias compartilhadas, o coliving. Podemos concluir que nossa relação com o morar vem se transformando ao longo do tempo e estamos criando uma relação mais saudável, intrínseca e singular com o lugar que habitamos.

Por isso, seja em cidades flutuantes, “casa na árvore”, domos geodésicos, edifícios criados por impressoras 3D e até mesmo suspensos por asteroides como sugere o projeto Annalema Tower: o futuro dos edifícios e das moradias precisam atender às novas necessidades e abarcar a totalidade do aspecto humano, conectando sabiamente a natureza, a tecnologia e a sustentabilidade.


Thaisa Nascimento Correa, arquiteta e sócia da Edificart

http://www.edificart.com.br

📱 (47) 3348-1775

Av. Ver. Abrahão João Francisco, 221
Fazenda – Itajaí – SC

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