Primavera Alérgica – Como controlar a rinite?

Dr. Daniel Buffon Zatt – Foto: @marciojrph

Começou a temporada das flores e com ela a rinite alérgica aflora a cada dia que passa.  A rinite alérgica, um dos tipos de rinite, é um processo inflamatório crônico do revestimento do nariz, onde o organismo desenvolve de forma errônea uma resposta exagerada a algumas substâncias alergênicas, como os ácaros e os pólens.

Espirros, coriza, obstrução nasal, coceira nos olhos, nariz e garganta… Não é fácil a vida do alérgico neste período! O que justifica uma piora dos sintomas nesta época do ano não são somente as flores, mas a polinização. A dispersão de partículas de pólen no ar é extremamente alta quando comparado com outras épocas do ano. Engana-se quem acha que o pólen está predominantemente em flores, pois o mesmo também está árvores e gramíneas possuem partículas invisíveis, microscópicas, que têm capacidade de dispersão muito maior, podendo viajar por vários quilômetros.

Com o aumento da temperatura, outro vilão também pode contribuir para a festa alérgica: o mofo. O fungo, microrganismo responsável pelo mofo, tende a se proliferar de forma mais intensa com temperaturas maiores e ambientes pouco ventilados. Eles costumam soltar partículas microscópicas no ar, os esporos, que também podem desencadear quadros alérgicos.

Como existem diversos tipos de rinite, com sintomas e fatores desencadeantes diferentes, nem sempre basta tomar aquele comprimidinho antialérgico.  É fundamental um conhecimento pleno do problema, identificando questões do ambiente que possam favorecer as crises, além de um planejamento terapêutico personalizado que tenha por base a classificação da rinite, a avaliação física e os resultados de exames específicos, como o teste alérgico.  

E falando em tratamento, medicamentos até aliviam os sintomas, mas não são o suficiente para resolver a rinite. Um controle ambiental adequado é parte fundamental no tratamento do alérgico. Nela estão incluídas questões de limpeza do ambiente em geral e redução na exposição de fatores irritativos e alérgicos – conforme o quadro de dicas. 

Por fim, mas não menos importante: siga o que seu médico diz! Só com essas mudanças é possível sentir diferença no dia a dia e na qualidade de vida daqueles que sofrem com a rinite.  

Mantra do alérgico – Dicas de controle ambiental para reduzir a rinite: 

• Na limpeza da casa dar preferência ao uso de aspiradores com filtro HEPA e pano úmido. Evitar o uso de vassouras. 

• Manter os ambientes arejados e deixar entrar o máximo de sol. Mas NÃO abrir as janelas antes das 9 horas, pois o período de polinização é maior entre as 6 e 9 horas da manhã.

• Não fumar e evitar que fumem ao seu redor.

• Evitar animais de estimação em casa, especialmente dentro de casa.

• Evitar locais com poeira, fumaça e mofo.

• Evitar colocar a cama encostada na parede. Evitar beliches, mas se não for possível, dormir na cama de cima.

• Evitar tapetes, cortinas, bichos de pelúcia, livros e outros itens que acumulem pó no quarto. É preferível guardá-los dentro de armários.

• Forrar travesseiros, cobertores e colchões com capas impermeáveis laváveis (lavá-las aproximadamente a cada 15 dias) e expor ao sol quando possível.

• Lavar roupas de cama preferencialmente com água quente e sabão neutro.

• Evitar o uso de “sprays”: desodorante, perfume, de cabelo, inseticida, entre outros.

• Observar qualquer contato que desencadeie crise alérgica.


Daniel Buffon Zatt | CRM/SC: 23.589 | RQE: 18.759

Otorrinolaringologista 

Rua Lauro Muller, 110, Centro – Itajaí | SC

(47) 99790-9094

@daniel.otorrino

http://www.danielotorrino.com.br

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