REPOSIÇÃO HORMONAL MOCINHA OU VILÃ?

Estou falando da reposição hormonal da pós-menopausa, a fase que vivemos um terço de nossas vidas. O uso de hormônios nesta fase foi bombardeado e massacrado após publicação de um estudo em 2005. Estes estudos foram realizados pelo Women’s Health Iniciative (WHI), que nos ensinou muito sobre reposição hormonal. Mas que em um primeiro momento pelos resultados dos seus primeiros estudos assustou mulheres e médicos. Fazendo com que por alguns anos, muitos médicos deixassem de prescrever essa terapia. 

Porém, o que aprendemos com o tempo e revisão destes resultados é que selecionando as mulheres e a hora certa existe sim segurança.  

Muitos anos se passaram e hoje sabemos que nem vilã, nem mocinha. A reposição hormonal tem indicações e contraindicações. É maravilhosa quando realizada na pessoa e hora certas. 

Hoje sabemos que existe o tempo certo de se iniciar, a chamada “janela de oportunidade”, existe a via mais adequada e os tipos de hormônios que devem ser utilizados conforme as queixas e histórico da paciente. As contraindicações são poucas, mas devem ser muito respeitadas.  

As indicações são precisas: melhora dos fogachos, atrofia vaginal, perda de massa óssea e menopausa precoce (<40 anos). Além desses benefícios, existe melhora do controle de glicemia, perfil lipídico, humor, libido, cabelo, unhas, pele, proteção cardiovascular e por aí vai. 

Existem também suas complicações, como aumento do risco do câncer de mama (após 5 anos de uso) e aumento do risco de trombose (se pela via oral). Nesse momento é que definimos o que trará maior benefício e segurança para a paciente. Avaliamos individualmente, esclarecemos e colocamos na balança o risco X benefício individual para definir o que vai ser melhor para a qualidade de vida e futuro desta mulher. E não, a reposição hormonal não engorda, a menopausa que deixa o metabolismo mais lento. 

E é sempre bom lembrar, que reposição hormonal não faz milagre. Muito dos resultados, da prevenção ou do aumento do risco de algumas doenças tem muito mais relação com os nossos hábitos do que com o uso de hormônios. Portanto, a melhor maneira de passar pela menopausa com qualidade é uma soma de fatores que envolve prática de exercícios, alimentação balanceada, cuidados com a saúde mental e uso de medicações hormonais ou não para controle dos sintomas do climatério e prevenção de doenças.


Natália Roberta Andrade Dalla Costa

Ginecologia | CRM/SC 18370 | RQE: 13342

@dranataliaginecologista

• Atendimento em Ginecologia e Estética íntima na Clincare 

Avenida Joca Brandão, 265. Centro, Itajaí.  📱 (47) 9 9753-0185

• Atendimento em Estética Íntima na Lipolaser 

Rua 600, 349. Centro Balneário Camboriú 📱 (47) 9 9164-3811

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s