ENXERTOS ÓSSEOS NA IMPLANTODONTIA

Dr. Eduardo Belfort Campos | Foto: @marciojrph

Numa pesquisa publicada em 2020 a prevalência de edentulismo total (pessoas sem nenhum dente em uma das arcadas ou em ambos) associada com avanço da idade e também a fatores socioeconômicos ainda é preocupante1.  A partir do levantamento epidemiológico realizado no Brasil em 1986, 2003 e 2010, Cardoso e colaboradores2 estimaram as taxas de perdas dentárias entre idosos para 2020, 2030 e 2040. Nesse estudo proposto estimou-se que até 2040 85,96% da população estudada terá arcada desdentada equivalendo a 64 milhões de indivíduos.  As pessoas que usam dentaduras ou prótese total geralmente apresentam uma grande perda óssea, prejudicando sua estabilidade ou fixação na arcada. Diante disso o tratamento com enxerto ósseo são amplamente indicados, quando se pensa em instalação de implante dentários para fixação duma prótese total.  Basicamente há quatro tipos de enxertos ósseos quanto à origem: 

* Autógeno (osso do próprio paciente) 

* Alógeno (osso oriundo do banco de tecidos humanos) 

* Xenógeno osso de outras espécies) 

* Aloplastico (material inorgânico ou sintético). 

O enxerto ósseo é um tratamento amplamente usado na implantodontia nos casos de reabsorção óssea severa tanto no osso maxilar ou mandíbula. Porém essa opção de tratamento prolonga a reabilitação definitiva do paciente.  Do início ao fim do tratamento leva em média mais ou menos de 17 a 18 meses para a conclusão caso, passando o paciente por no mínimo 2 cirurgias. 

Essa é uma das desvantagens dos enxertos ósseos na reabilitação de maxilas atróficas (osso da arcada superior com grande reabsorção óssea). Para esses casos críticos de perda óssea em maxila (osso da arcada superior) os implantes zigomáticos ou técnicas all on 4, se mostram uma opção viável devolvendo em uma só cirurgia dentes fixos em até 72 horas.

Referência: 1 – Maia L.C, Costa C.S, Martelli B.R.D, Caldeira P.A. Edentulismo total em idosos: envelhecimento ou desigualdade social Rev. bioét. (Impr). 2020;28(1):173-81. Internet DOI: 10.1590/1983-80422020281380.  2- Cardoso M, Balduci.I, Telles DM, Lourenço EJV, Nogueira LJR. Edentulism in Brazil: Trends, projections and expectations unitil 2040. Ciênci Saúde Coletiva (Internet). 2016 (acesso 24 maio 2018); 21(4): 1239-45. DOI: 10.1590/1413-81232015214.13672015.

Figura demonstrativo do enxerto ósseo

Implantes zigomáticos possibilitando a reabilitação com prótese fixa sem enxertos ósseos em até 72 horas


Dr. Eduardo Belfort Campos | CRO-SC 11374

• Cirurgião Dentista; 

• Ortodontista e Ortopedia facial; 

• Cirurgião Implantodontista (implantes dentários); 

• Pós-graduado em Implantes Zigomático (Implantes sem enxerto ósseo).

@belfortsaudeintegrada

(47) 9 8909-0316 | (47) 9 9907-9223

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