Vicente Jorge, o caçador de vinhos fará degustação na Praia Brava

O Vinum Brava recebe dia 20 de janeiro Vicente Jorge, o caçador de vinhos, para uma degustação dos rótulos do Enclos Du Wine Hunter e do menu da casa. Com uma trajetória de mais de 30 anos de carreira pelo mundo dos vinhos Vicente Jorge vai proporcionar, durante a degustação uma imersão nesse universo tão rico e cheio de particularidades. A degustação começa às 19h e terá o valor de R$ 120,00 por pessoa.

Vicente Jorge é paulista, nascido em Penápolis, vive em uma chácara, em Jaguariúna, interior de São Paulo, que gosta de chamar de refúgio. Aos 55 anos, é marido, pai, avô, adora cachorros! E, coleciona meias e vinhos: é aqui que tudo muda e a biografia deixa de ser a “de um sujeito padrão” e o torna uma figura interessante e que exerce uma rara profissão: caçador de vinhos! 

Sim, ele viaja o mundo procurando, provando e analisando rótulos, de novidades e apostas aos clássicos. Não, não se trata de mais uma ‘profissão ou profissional’ da moda, que aparece de uma hora para outra, especialmente nas redes sociais. 

São 30 anos de carreira no mundo do vinho exercendo esse ofício. Tanto é que não consegue precisar, milimetricamente, tudo o que já viveu (e bebeu!), mas alguns números impressionam: já visitou cerca de 1.200 vinícolas em mais de 30 países. Não consegue dizer quantos vinhos já provou na vida, mas consegue dar dados mais precisos do que degustou na última década: 2.300 rótulos diferentes, por ano. 

Carreira

No currículo, ele que é publicitário por formação, guarda prêmios e condecorações como Comendador da “Commanderie du Bontemps” Bordeaux, Prud’homme de Saint Emilion, Hospitalier de Pomerol, Cavaleiro dos vinhos do Porto, Confrade de honra de Ribeira del Duero, Chevaliers du Taste Vin – Bourgogne, entre outros. 

Percurso que, em nenhum momento, o jovem de 17 anos que estava morando em Manhattan, nos Estados Unidos, e precisava de “uns bicos” para sobreviver. Virou motorista, transformou-se em Sebastian Alex e passou a comandar uma limousine que atendia figurões – entre eles, um milionário do ramo imobiliário de Nova York, que virou seu patrão. “Nas horas vagas, organizava a adega de mais de 1.500 garrafas do meu chefe. Ali, a minha curiosidade pelos rótulos começou, grande parte era Bordeaux e Bourgogne”, conta ele. “Após os jantares, eu provava tudo e comecei a entender as diferenças de estilo e passei a comprar livros, já que naquela época não existia internet para pesquisar. Volto para o Brasil já atraído pelo mundo dos vinhos, comecei a fazer todos os cursos existentes, estudar e praticar”. 

Não demorou muito e foi trabalhar na Interfood, importadora em que trabalhou por 11 anos, uma de suas funções era de circular pelos quatro cantos do globo ajudando a abastecer o portfólio da empresa. Ali, já começou a entender que não basta conhecer a bebida em si, sua produção e nuances no paladar, mas saber como funciona o mercado, entender de economia e de assuntos globais, já que o sucesso de uma negociação, muitas vezes está no relacionamento, o que significa não só longas reuniões, mas também cafés, almoços, jantares… 

Em 2012, recebeu o desafio de mudar de emprego, para ajudar a criar um clube de vinhos por assinatura: a missão seria semelhante à anterior, caçar bons vinhos e descobrir novos produtores – um dos cases de sucesso foi ter participado da equipe responsável por trazer o sucesso monstruoso da Toro Loco para o Brasil. E junto com Manu, fiel parceiro nas caças de vinhos, ajudamos a criar o estilo do restante da linha Toro loco, Cava, Brancos e Roses e especiais, já que só havia um vinho, o tinto. Vale destacar que quando assumiu o cargo, a empresa estava começando e com cerca de 10 mil assinantes; oito anos depois, o montante mudou para 250 mil nomes e a marca consagrou-se como “o maior clube de vinhos do planeta”. Desafio cumprido, Vicente resolveu seguir novos voos – hoje ele está na TodoVino; e projetos pessoais como o Enclos du Wine Hunter. 



Enclos du Wine Hunter (@enclosduwinehunter)


Aqui, desenvolve com o francês Manu Brandão, também um ‘caçador de vinhos’ e parceiro de longa data nessas três décadas de estrada, um projeto em que a dupla produz o próprio vinho. E, em uma localização privilegiada: Saint Emilion, vilarejo distante 40 km de Bordeaux, na França. “Queremos criar os nossos vinhos, com as características que gostamos, na região do mundo que a gente mais admira. Até o rótulo foi desenhado por mim e traz o Otto, da raça “Dogue de Bordeaux “do Manu, que é o único ser que nos acompanha nas jornadas de degustação que por vezes duram dias. que vive lá no Enclos. Após mais de 10 “assemblages” feitos, chegamos em janeiro 2019 com o estilo e qualidade desejados! Com nosso um Bordeaux de entrada, outro branco e um rosé…O Bordeaux Superieur e tivemos outro achado por acaso! Comentamos que queríamos fazer um Saint Émilion Grand Cru já que Manu tinha a casa nessa denominação, e com grande satisfação conseguimos achar uma pequena parcela do melhor terroir de Saint Emilion Grand Cru “Côte Pavie” e assim elaborar nosso vinho impressionante”. 

Vale ressaltar que o Enclo não fica só nas fronteiras da França; e já tem rótulos em produção no Chile, Espanha e África do Sul. 

Serviço:

Dia 20 de janeiro

Horário: a partir das 19h

Local: Vinum Brava- Praia Brava

Valor: 120,00 por pessoa – com uma degustação do menu e 5 rótulos do Enclos du Wine Hunter

(47) 99692-9290

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