Readequação de voz para pessoas trans é oferecida em clínica de Blumenau

Otorrino explica técnicas para deixar a voz alinhada ao gênero

O médico otorrinolaringologista Guilherme Catani, que realiza a cirurgia de readequação vocal em pacientes trans, na Transgender Center Brazil

Mesmo que você não veja quem está falando, geralmente identificamos o gênero pela voz, sabendo distinguir se é homem ou mulher apenas pela tonalidade vocal. Para uma pessoa trans esse é um desafio a mais, uma vez que mesmo se identificando com o gênero oposto, muitas vezes a voz dificulta essa compreensão às demais pessoas.

Felizmente, assim como as cirurgias de feminização facial, ou redesignação sexual, existe tratamento para deixar a voz mais masculina, ou feminina.

Quem explica é o otorrinolaringologista Guilherme Catani, que atua na Transgender Center Brazil, clínica especializada no atendimento a pacientes trans, em Blumenau (SC) e que é comandada pelo médico José Carlos Martins Junior. Guilherme Catani também é autor do “Guia de readequação vocal para pessoas trans”, pela Editora Appris, onde apresenta informações seguras, atuais e científicas sobre a transição vocal.

Doutor em Clínica Cirúrgica pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), Guilherme explica que os tratamentos para a adequação vocal incluem cirurgias como a tireoplastia e a glotoplastia, que alinhadas com a hormonioterapia e a fonoterapia contribuem para que as pessoas trans se reconheçam ao falar. O profissional também atua no Hospital de Clínicas da UFPR e no Instituto Paranaense de Otorrinolaringologia.

“Engana-se quem acredita que a cirurgia de mudança vocal serve apenas para mudar a voz das pessoas. Seus benefícios vão muito além. O que mais vejo de diferença na vida delas após o procedimento é o quão autênticas elas se tornam, afinal, a voz se encaixa com a personalidade da pessoa e forma uma identidade única. Além da autenticidade, também vejo o quanto ter a voz harmônica com quem você é te dá mais autoconfiança para as mais diversas situações. Tira toda a vergonha, a insegurança e até o medo de coisas simples, como falar no telefone”, esclarece. As técnicas usadas no Brasil são avançadas e as mesmas do restante do mundo.

Em sua carreira como otorrino, onde atua há 22 anos, ele já atendeu 80 pacientes. Gulherme Catani explica que o tratamento geralmente se inicia com terapia fonoaudiológica por cerca de dois meses e depois entra a parte cirúrgica. “O procedimento leva no máximo duas horas e após é necessário um repouso vocal por duas semanas. O paciente precisará ainda de fono depois da cirurgia e a recuperação final leva cerca de três meses”, conclui.

Sobre o médico

Possui Graduação em Medicina pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), Mestrado em Medicina (Clínica Cirúrgica) pela Universidade Federal do Paraná e Doutorado em Medicina (Clínica Cirúrgica) pela UFPR. Atualmente é médico otorrinolaringologista do Hospital de Clínicas da UFPR, médico otorrinolaringologista do Hospital Instituto Paranaense de Otorrinolaringologia. É também professor adjunto de Otorrinolaringologia da UFPR, professor da Especialização Latu Sensu em Otorrinolaringologia da UFPR e preceptor da residência médica em Otorrinolaringologia do Hospital de Clínicas da UFPR.

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