QUEM É VOCÊ NA TPM?

A que se irrita com tudo? A que chora por qualquer coisa? A que come tudo o que vê pela frente ou que não sai da cama por conta das cólicas?

Distensão abdominal, cólicas, dor nas mamas e de cabeça, acne, irritabilidade, ansiedade, choro fácil, vontade de comer doces… Para muitas pessoas, a TPM pode parecer “frescura”, mas ela não é! Seus sintomas, a depender da intensidade, podem interferir de forma negativa na vida da mulher, em suas atividades e no seu convívio social.

A síndrome de tensão pré-menstrual (TPM) é caracterizada por um conjunto de sintomas físicos e/ou emocionais que se manifestam de forma cíclica e recorrente, alguns dias antes do período menstrual. Tem duração média de 6 dias, com pico de gravidade 2 dias antes do primeiro dia do fluxo e rápido alívio após seu início.

O que muitos não sabem é que a TPM possui uma “irmã mais severa”, com sintomas muito intensos, designada transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM), considerada um transtorno depressivo. Enquanto a TPM atinge cerca de 40% das mulheres com ciclos regulares, a TDPM acomete até 10%.

O surgimento dos sintomas parece estar associado à flutuação hormonal observada durante o ciclo menstrual normal (e não a algum desequilíbrio hormonal como muitos acham). O tratamento tem como objetivo o alívio dos sintomas, visando qualidade de vida, e deve ser individualizado.

Cada vez mais as mulheres têm adotado métodos contraceptivos não hormonais, e é aqui que muitas delas podem se encontrar em encruzilhadas: somente o anticoncepcional hormonal pode tratar estes sintomas? Eu respondo: Não! Mudanças de estilo de vida com objetivo de reduzir a inflamação corporal e a liberação de radicais livres, aumentar a liberação de hormônios do prazer e bem-estar e melhorar a função celular devem estar em foco. A prática regular de atividade física, parar de fumar, reduzir a ingesta de álcool, café, sal e açúcar refinado e realizar higiene do sono podem auxiliar na melhora do bem-estar.

A suplementação de cálcio, magnésio, vitamina B6, triptofano, Omega-3, óleo de prímula e borragem pode auxiliar nos sintomas inflamatórios e nas dores. Fitoterápicos como valeriana, vitex agnus-castus e borago officinalis auxiliam na irritabilidade e oscilação do humor. O picolinato de cromo, por sua vez, é um recurso para alívio da compulsão alimentar e desejo por doces. Sim, estas medidas demandam mais esforço e comprometimento por parte da mulher, mas oferecem ótimo efeito a longo prazo, do ponto de vista de melhora dos sintomas e na saúde e qualidade de vida de maneira geral. Quando necessário, caso não haja melhora dos sintomas, é indicada a supressão da função ovariana com anticoncepcionais e, em casos mais graves, antidepressivos.


Dra. Fabiana Zarske de Mello

CRM 19.493 | RQE 14.867

Ginecologia e Obstetrícia

Clínica Digest Care

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