NOVEMBRO AZUL

Assunto sério. Confira o nosso bate-papo com o especialista Dr. Gilberto Almeida sobre o câncer urológico e a importância de estar atento aos sinais.

Dr. Gilberto Almeida | Urologista, certificado Internacionalmente em Cirurgia Robótica e Uro-Oncologia

Em novembro damos as boas-vindas ao mês que vem para quebrar tabus e alertar sobre a importância da saúde masculina, em especial ao câncer de próstata. Estamos falando do Novembro Azul. Um movimento idealizado pelo Instituto Lado a Lado pela Vida e apoiado pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), que visa conscientizar a população masculina sobre o câncer de próstata. Em outras palavras, seu objetivo é motivar os homens a fazerem os exames preventivos com o urologista. E o mais importante, esta prática está relacionada à diminuição na mortalidade e de complicações dessa doença. Para saber um pouco mais, conversamos com o especialista, o urologista Dr. Gilberto Almeida. Confira. 

Dr. Gilberto, quando falamos em câncer urológico quais os tipos e os sinais mais comuns de cada um deles?

Os cânceres urológicos são os tumores que envolvem o rim, ureter, bexiga, próstata, testículo, pênis e uretra. Outro comumente tratado pelo urologista também são os tumores da glândula suprarrenal. Podem acometer tanto homens quanto mulheres e em todas as faixas etárias, desde crianças até idosos. Os sintomas são muito variados e dependem de qual órgão acometido, mas de uma forma geral sangramento na urina, dificuldade para urinar, dores ósseas, anemia, perda de peso rápida, entre outros sintomas podem acontecer.

O câncer de próstata é um dos que mais se desenvolve entre os brasileiros, principalmente, em homens acima dos 50 anos. Porém, a doença não costuma aparecer sintomas no início, apenas em estágios mais avançados. Tem como evitar isso?  

Sim, o câncer de próstata é o mais comum nos homens, exceto tumores de pele não-melanoma, tendo a incidência muito semelhante, às vezes maiores, que o câncer de mama nas mulheres. 

No que se refere à prevenção, na verdade, não há como prevenir um câncer de próstata e quando este é diagnosticado apenas em estágio muito avançado, a cura é quase impossível. Porém, com o diagnóstico em fase inicial é possível, muitas vezes, reverter o quadro. 

Desta forma, é fácil entender o porquê o famoso “preventivo” é, na verdade, uma busca ativa, ou rastreamento, por tumores em estágios iniciais quando a cura é possível em mais de 90% dos casos.

Quais os tipos de câncer de próstata e quais as diferenças?

O câncer de próstata é dividido em estágios e grau de agressividade, então pode-se ter um câncer de próstata agressivo em estágio inicial ou em contrapartida um câncer menos agressivo, mas em estágio mais avançado. Os estágios são: localizado quando o tumor está somente na glândula prostática; localmente avançado quando está saindo da próstata, mas ainda somente na pelve; ou avançado quando já tem metástases, ou seja, células tumorais, em outros órgãos como os ossos, gânglios, pulmões ou fígado. 

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é feito a partir de uma suspeita clínica pelo urologista, baseado nos fatores de risco, PSA (exame de sangue), exame digital da próstata e ressonância magnética. A partir daí realiza-se uma biópsia da próstata para confirmação ou não de um câncer de próstata.

É importante salientar que nem o exame de sangue e nem o exame digital da próstata dão o diagnóstico de câncer de próstata, mas, sim, levantar uma suspeita.

Quando diagnosticado, quais tipos de tratamento há disponível? 

O tratamento depende principalmente do estágio da doença e da idade do paciente e suas comorbidades (doenças associadas). Pode-se fazer vigilância ativa (monitoramento) de um paciente com câncer pouco agressivo e inicial, pode se fazer cirurgia ou radioterapia para tumores mais agressivos e estágios ainda localizados, ou fazer hormonioterapia e/ou quimioterapia para doença já avançada e metastática. O tratamento atualmente é muito personalizado e discutido com o paciente para termos a melhor opção para o paciente em específico. Os pacientes são distintos e necessitam de tratamento individualizado.

Quais os fatores de risco que influenciam no desenvolvimento do câncer de próstata? 

Os fatores de risco mais conhecidos para o câncer de próstata são: a idade (quanto mais velho maior a incidência), história familiar de câncer de próstata (principalmente de 1º e 2º grau) e mama, raça negra (tendência maior incidência de tumores mais agressivos), obesidade (tendência a tumores mais agressivos).

Como prevenir ou melhor, como diagnosticar o mais cedo possível? 

Consulta anual com o seu urologista é a melhor forma! Esse é o cuidado que todo homem deve ter, e não esperar por sintomas da próstata, pois o câncer de próstata não causa sintomas em estágios iniciais somente em estágios avançados (dores ósseas, dificuldade de urinar, sangue na urina…) quando não é curável.

O câncer de próstata tem cura

O câncer de próstata tem cura sim e, atualmente, conseguimos curar a maioria dos pacientes. 

Qual a frequência para os exames de rotina?

A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda que os homens a partir dos 50 anos procurem seu urologista para a realização da avaliação prostática. Aqueles com maior risco da doença (história familiar, raça negra) devem procurar o urologista a partir dos 45 anos. Muitos pacientes já têm procurado atendimento a partir dos 40 anos e isso não há problema, pois conseguimos a partir daí estratificar risco da doença e individualizar o atendimento do paciente.


SERVIÇO

Dr. Gilberto Almeida | CRM-SC 15223   l   RQE 7839

Urologista, certificado Internacionalmente em Cirurgia Robótica e Uro-Oncologia

http://www.drgilbertoalmeida.com.br

Urocenter Balneário Camboriú

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Edifício Seixas – Business Tower | Centro, Itajaí – SC

(47) 2033-7737 | 9 9140-7451

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FOTO: @marciojrph

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