CABERNET SAUVIGNON E O TERROIR

Todas as pessoas que amam vinhos ou simplesmente o tomam ocasionalmente, conhecem essa uva tinta. Ela foi identificada pela primeira vez na região de Bordeux, França por volta do século XVIII. Pesquisas genéticas descobriram que ela é um cruzamento de duas castas distintas. A tinta Cabernet Franc e a branca Sauvignon Blanc e como não há registros de que houve a tentativa por parte do ser humano, presume -se que esse cruzamento tenha ocorrido de forma natural através, quem sabe de uma polinização feita por insetos ou mesmo pelo vento.   Sua casca é grossa e de cor violácea. Graças a sua robustez e pela sua capacidade de se adaptar aos mais diferentes climas ela é plantada nas américas do norte do sul – Argentina, Brasil, Chile e Uruguai. E entre nós notadamente nas serras catarinense e gaúcha e também no vale do São Francisco (Ne)- Na Europa, além da França, na Espanha, Itália e Portugal, na África do sul, e inclusive na Austrália e Nova Zelândia. Pir essa razão é chamada apropriadamente, de rainha das uvas tintas e os vinhos feitos com ela tem corpo, aquela sensação de encher a boca – médio a forte e aromas de amoras e veludo ou de pimentões. Quanto mais madura, mais suaves serão os seus taninos – aquele amargor da uva – mas dependendo do terroir, são muito diferentes entre si. TERROIR!!! Agora peguei vocês! Muita gente já ouviu falar, mas a maioria não sabe o significado dessa palavra tão francesa e sem tradução em nenhuma outra língua. Isso se dá porque terroir é um conceito. Há inúmeras definições para explicar esse conceito, a maioria longas e enfadonhas, então para caber aqui nessa coluna, e de modo que até os mais leigos possam entender, TERROIR- que vem do radical francês terr, de terre (terra), terrain (terreno)- é o conjunto de das propriedades minerais do solo, da altitude, da temperatura, e da umidade de uma determinada região. Esse conceito utilizado para as uvas é tão importante para os franceses que nos rótulos ao invés das uvas, vem escrito o lugar onde o vinho foi produzido.  Por extensão podemos ampliá-lo para os morangos – quem já provou os morangos de Rancho Queimado, os de Gravatá (Pe) e os da França, bem como melões por exemplo, do nordeste do Brasil ou da Espanha- sabe do que estou falando. Na mesa harmoniza muito bem com bovinos e ovinos grelhados e eventualmente com algumas aves como pato ou avestruz. Com gratinados a base de parmesão ou gruyére também são ótimos. Se for a ocasião de apenas um bate papo entre amigos seguido de alguns tapas, ela é sem dúvida a uva ideal.

Uma receita simples, porém, muita saborosa feita com ela e também um ícone da culinária francesa é o Cock -au- vin, que literalmente significa “Galo ao vinho”. Para preparar esse prato você vai precisar de um galo ou galinha caipira – na falta use uma galinha “ tipo caipira “ que você encontra em alguns supermercados- sem pele e cortada nas juntas; 300 gramas de bacon cortado em cubos médios; 1 garrafa de vinho tinto feito com 100% de uvas Cabernet Sauvignon, 300 ml de fundo escuro de boi, feito também com vinho cabernet sauvignon; ½ cebola branca bem picada; 4 dentes de alho picados;  2 tomates maduros picados gorsseiramente; 8 echalotes ou mini cebolas inteiras; 300 gramas de cogumelo paris fatiado grosso e um amarrado de ervas feito com ramos de alecrim, louro, tomilho e salsa. Modo de fazer: na véspera tempere os pedaços da ave com sal/pimenta do reino moída na hora, tomilho picado e vinagre de vinho tinto. No dia seguinte, leve ao fogo uma panela de ferro ou tefal mas de fundo grosso, esquente o azeite e doure o bacon em fogo baixo e reserve; doure a ave e reserve, doure o alho e a cebola de pois o tomate até murchar. Junte a ave e o bacon e misture bem e coloque o vinho e o amarrado de ervas. Abaixe o fogo e cozinhe por 15 minutos e junte o fundo escuro. Tampe a panela e cozinhe até amolecer, dá umas duas horas e meia ou três. Junte as echalotes e o cogumelos e cozinhe por mais 5 minutos. Desligue o fogo e deixe reservado lor meia hora. Reaqueça e sirva seguir acompanhado de uma boa massa com alho, salsa e manjericão ou purê de batatas. Para escoltar um bom tinto 100 % Cabernet Sauvignon.

Bom apetite e um brinde à rainha das uvas. SANTÉ!


Renato Justo
Chef de Cozinha
@verde_tinto
📱 (48) 99848-8888

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