Sabores que aquecem a alma

A conceituada cake design, Michelle Ferreira, inaugura doceria em Itapema.

Sabe aqueles docinhos de festas infantis que, muito mais do que lindos, são super saborosos com gostinho de infância? Agora é possível degustá-los de terça a domingo, das 14 às 19 horas. Sim, a renomada cake design Michelle Ferreira, acaba de presentear a cidade de Itapema e região, com a abertura da Douce Maison. Em um ambiente aconchegante e para lá de especial, a doceria foi pensada carinhosamente para transportar o cliente a um mundo encantado repleto de flores. “Queremos que nossos clientes ao virem aqui tenham uma experiência única, que ultrapasse o simples fato de consumir algo e saciar uma vontade. Desejamos despertar em cada café ou doce uma emoção que lembre sua infância, isso porque, aqui na doceria, o principal ingrediente é o amor e queremos passar esse sentimento em cada detalhe que oferecemos”, destaca Michelle.

Sempre atenta e preocupada em atender com excelência a todos, além dos doces e salgados tradicionais, a Douce Maison oferece opções sem glúten e/ou lactose, veganas, cafés, chás, sucos, drinks e chocolate quente. Tudo com a mais alta qualidade para proporcionar momentos únicos. Cuidados esses que só alguém com o Know-how da Michelle poderia proporcionar. Afinal, sua trajetória de mais de sete anos nesse universo saboroso, transforando sonhos em delícias comestíveis, a tornaram uma expert no assunto.

E se você já é um fã das delícias que a cake design prepara e está prestes a realizar um evento, não se preocupe, além dos produtos a pronta entrega, ela continua firmemente com as encomendas. “Com certeza, as encomendas permanecem, até porque não poderíamos construir uma nova trajetória sem dar continuidade ao que nos trouxe até aqui. Agregamos serviços para continuar fazendo o que mais amamos, vendo no rostinho de cada criança um brilho especial ao verem seu personagem favorito em forma de doce”, finaliza.

Douce Maison

Rua 302 nº 5222 esquina c/ Av. Nereu Ramos – Meia Praia | Itapema -SC

47 9 9666-5440 | micakesc@gmail.com 

Instagram: michelleferreiracakedesign

Bolo de tapioca

Ingredientes 

200 ml de leite de coco

1 leite condensado sem lactose

400 ml de leite sem lactose

200gr de coco ralado

1 xícara de farinha de tapioca

Modo de fazer

Coloque tudo em uma panela, leve ao fogo e vá mexendo até engrossar então cozinhe por mais 5 minutinhos.

Depois de pronto coloque numa forma de furo e deixe na geladeira por 1 hora antes de desenformar.

Por

Tânia Fernandes

Terapeuta nutricional e proprietária do Univital

 

A maravilhosa costela bovina

Em minha singela opinião, é de longe a parte mais saborosa do boi. Por estas plagas é quase sempre associada ao churrasco. Seja enrolada no papel alumínio, “esquecida” no canto da churrasqueira – fiz muito assim – ou no fogo de chão. Sei que de um modo geral a gauchada assa muito bem uma costela, portanto vamos falar sobre os tipos de costela e suas variadas formas de preparo.

Prime rib: como o próprio nome diz, é a melhor parte da costela sendo bastante macia e marmorizada. Ideal para ser feita na sauteuse ou na grelha da churrasqueira em fogo bem quente. No máximo 6 minutos de cada lado e caso o osso tenha mais de 30 centímetros, é chamado de Tomahawk. Ambos são saborosos por si só fazendo com que a guarnição seja mera coadjuvante. Se quiser “enfeitar o pavão”, sirva sobre a carne um molho à base de mostarda de Dijon acompanhado de batata rosti. Caso queira você também pode utilizá-la para fazer uma versão contemporânea do bife a cavalo. Leve ao fogo uma frigideira de fundo grosso, esquente um pouco de azeite com manteiga, tempere com sal e pimenta do reino e grelhe por 6 ou 8 minutos de cada lado, dependendo do ponto desejado. Sirva sobre ela dois ovos estrelados e acompanhe com batatas chips.

Ripa de costela: em minha opinião a melhor para assar, mas seu cozimento deve ser longo, no mínimo umas seis horas envolta em papel celofane e papel alumínio, depois recomendo mais meia hora fora do fogo para que seus sucos se espalhem. Excelente também para moer e fazer deliciosos hambúrgueres. Devido ao seu sabor forte, é comum fazer um blend com outras carnes – patinho, coxão mole etc.  – com ótimos resultados. A ripa quando cortada em tiras é muito boa para grelas rapidamente em fogo alto. Por último, ela também se presta e muito para ensopados. Na hora de comprar a costela tem de se levar em conta dois fatores: qual prato farei com ela e qual o sabor que eu quero.

Se a ideia for uma prime rib ou um assado de tiras o ideal é um boi novo – ossos mais finos, gordura mais clara – e de uma boa raça tipo angus ou hereford. Se for para fazer um churrasco eu não vejo problema algum em comprar uma costela de boi velho. O que acontece é que vai levar mais tempo para assar e o sabor certamente será mais acentuado. Idem para um hambúrguer e finalmente para os guisados ou assados de panela tanto a idade do boi como a raça são absolutamente indiferentes. Se acaso alguns leitores torcerem o nariz para essas informações, paciência. É impossível agradar a gregos e troianos.

Dessa vez vou lhes deixar com uma ótima receita que eu fiz ontem: costela assada de panela ao molho de vinho tinto com fetuccine. 3kg de ripa de costela; sal/pimenta do reino e cominho; 6 tomates picados sem pele e sementes- pode usar duas latas de tomate sem pele – 4 cebolas picadas; 2 cabeças de alho picados; louro, 1 garrafa de vinho tinto. Modo: corte as costelas junto aos ossos e tempere. Leve ao fogo uma panela de fundo grosso, esquente um pouco de óleo e doure a costela. Retire a carne e refogue o alho e a cebola por uns 15 minutos em fofo baixo, mexendo sempre. Junte os tomates e refogue por mais 5 minutos. Junte a carne misture bem, ponha as folhas de louro e o vinho tinto, reduza até quase secar. Cubra com água e deixe cozinhar em fogo baixo. À medida que for secando pingue mais água e junte um maço de salsinha picada e ½ maço de coentro – opcional -. Vez por outra espete a carne com um garfo, ela deve estar soltando do osso e bem macia. Esse preparo leva em torno de umas três horas. Você pode usar a panela de pressão, mas o resultado nunca será o mesmo, uma vez que o cozimento lento apura o sabor. Por último, ponha 2 cenouras grandes e grossas em rodelas, depois de macias desligue o fogo e deixe descansar por uma hora. Na hora de servir cozinhe o fetuccine e sirva a seguir. Ontem eu escoltei esse prato com um bom Chianti. Uma outra boa opção é um Tannat. Bom apetite a todos!

Por

Renato Justo

Chef de Cozinha

Feijão sem arroz

Dez entre dez brasileiros preferem feijão … Esse é o início da música “Preto Maravilha “, das Frenéticas e que foi o tema de abertura da novela “Feijão Maravilha, exibida pela Globo em 1979. Dez entre dez é exagero, mas com certeza o feijão é ingrediente quase indispensável na mesa do brasileiro e curiosamente, o preto maravilha, ingrediente básico da nossa feijoada longe de ser uma unanimidade é uma exceção. Apenas nos estados do Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do sul ele é consumido cotidianamente. Nos demais estados a preferência recai por outros tipos notadamente o carioquinha, além disso no Brasil o feijão está associado diretamente ao arroz. O verdadeiro prato nacional não é a feijoada e sim feijão com arroz. Mas e feijão sem arroz? Pode soar estranho para muitos, mas o feijão é tão versátil que se presta a inúmeras receitas onde o arroz é absolutamente desnecessário ou simplesmente não faz parte. Acha que não? Então vamos a algumas delas:

Quem não conhece a salada de feijão fradinho com bacalhau que muitas vezes vira prato principal? O acarajé que é feito com massa de feijão fradinho e recheado com vatapá, embora seja de origem africana e não baiana é muitíssimo apreciado em todo o Brasil. Na Itália a salada de Pulpo com fagiolli, feita com feijão branco é muito apreciada e muitos restaurantes aqui no Brasil também a servem. Os atletas de prova de resistência gostam muito e as nutricionistas recomendam uma salada de vários tipos de feijão. O tutu de feijão e o feijão tropeiro que em Minas Gerais é feito com feijão carioquinha. A dobradinha feita com feijão branco, tripas e carne de porco. Temos também com feijão branco, a feijoada de frutos do mar tão apreciada por muitos e o Cassoulet, a feijoada francesa que é feita com feijão branco, pato, carne de porco e gratinada com farinha de rosca.

Em todas essas preparações o arroz é absolutamente desnecessário! Na feijoada brasileira mais importante que o arroz é a farinha e a couve, sem falar no torresmo que deve ser sempre bem crocante. Porém, antes de deixar algumas receitas faz-se mister algumas dicas: todo e qualquer feijão tem de ser catado e lavado antes; tanto o feijão branco como o preto necessitam ser deixados de molho. No caso do feijão preto não troque a água do molho ou o caldo ficará cinza. O feijão vermelho por ser muito macio não precisa ficar de molho. Sei que muitas donas de casa por economia de tempo e gás gostam de usar panela de pressão. De fato, o tempo de cozimento é praticamente a metade. Porém, o cozimento lento faz com que o feijão fique mais saboroso, pois pega melhor o gosto das carnes que utiliza e diminui o efeito “artilheiro” do feijão do qual falaremos a seguir. Já o feijão vermelho não precisa de panela de pressão. Todos sabem o que é esse efeito e ele ocorre porque o feijão contém muitos carboidratos que não são bem absorvidos pelo estômago. Esse efeito pode ser minorado das seguintes formas: consumir apenas o caldo, mastigar bem o feijão para facilitar a digestão ou colocar uma colher de sobremesa, rasa, de bicarbonato de sódio por quilo de feijão. Se for cozinhar o feijão com carne seca e/ou embutidos dessalgar bem e provar antes de temperar. As vezes nem precisa. Sabe aquela feijoada que sobrou e você quer guardar, pois: guarde o feijão separado das carnes. Com o tempo o sal apura e daí não tem jeito. Ou você cozinha umas batatas inteiras – o feijão vai cozinhar demais – ou põe mais água e aí vai mudar completamente o sabor. Se durante o preparo você perceber que está salgado, coloque pedaços grandes de abóbora e folhas de couve.

Finalmente o que beber com o feijão: como praticamente TODAS as receitas levam um pouco de gordura eu arrisco um bom rosé. Leves e refrescantes eles não vão pesar tanto na sua cabeça e ao mesmo tempo dar elegância a refeição. Desta vez não vou deixar nenhuma receita. Sei que você é uma cozinheira(o) de mão cheia. Portanto, um brinde ao feijão.

Por

Renato Justo

Chef de Cozinha

Muffin de cacau sem glúten e sem lactose

Massa

3 ovos

1 xícara de leite de Coco

1/3 de xícara de óleo de Coco

1 xícara de açúcar demerara 1 colher (sopa) de cacau em pó

2 xícaras de farinha de arroz integral

1 colher (sobremesa) de fermento em pó

Bata os ovos com o açúcar no liquidificador e vá acrescentado cada ingrediente, por último o fermento.

 

Calda

1 xícara de leite sem lactose

1 colher (sopa) de cacau em pó

2 colheres (sopa) de açúcar demerara

1 colher (sopa) de amido de milho

Em uma panela misture tudo e coloque para ferver misturando sempre.

Coloque em cima dos muffins já assados e polvilhe granulado sem glúten e sem lactose.

Por

Tânia Fernandes

Terapeuta nutricional e proprietária do Univital

Univital

Rua: Felipe Schimidt, 40 | Centro – Itajaí

Tel: (47) 3349.1132 

De segunda a sexta das 7h às 20h30min 

Sábado das 8h às 14horas

Pudim de leite sem lactose

Ingredientes

01 lata de leite condensado sem lactose

A mesma medida de leite sem lactose

04 ovos inteiros

1/2 xícara de coco fresco ralado

Modo de preparo

Bata no liquidificador o leite sem lactose, o leite sem lactose e os ovos. Depois de bem batido misture o coco ralado. Na forma de furo coloque 1/2 xícara de melado, coloque a batida do liquidificador e leve ao forno ou fogão em banho-maria por aproximadamente 60 minutos.

Por

Tânia Fernandes

Terapeuta nutricional e proprietária do Univital

Univital

Rua: Felipe Schimidt, 40 | Centro – Itajaí

Tel: (47) 3349.1132 

De segunda a sexta das 7h às 20h30min 

Sábado das 8h às 14horas

Pinhão e tainha

Pode até parecer nome de dupla caipira, mas o pinhão e a tainha são, em minha opinião, os dois elementos mais representativos da gastronomia catarinense. Por uma dessas coincidências maravilhosas da vida a safra do pinhão e a chegada das tainhas às nossas praias acontecem exatamente na mesma época: começo do outono até meados do inverno.

Alguns certamente vão perguntar sobre as ostras e o camarão. As primeiras são cultivadas o ano inteiro e somente a partir dos anos 90. Já o camarão, esse crustáceo tão apreciado tem o seu defeso – proibição de pesca – de dezembro até junho. Depois o que se encontra é camarão de cativeiro que vem principalmente do Nordeste.

O pinhão é nativo da nossa flora e alimentou inúmeras populações. Antes restrito a serra, seu sabor conquistou todo o estado e foram criadas inúmeras preparações culinárias e hoje o pinhão é sinônimo do aconchego do inverno. A pesca da tainha se confunde com a ocupação do nosso litoral pelos primeiros colonizadores. Muitos catarinenses não sabem, mas a tainha é um peixe que sofre um enorme preconceito em todo o Brasil. Fora do estado ela tem gosto de lama e esgoto. Eu mesmo, que sou oriundo do Rio de Janeiro só fui apreciá-la quando cheguei aqui e isso porque já conhecia a fama e não me decepcionei, mas o encanto demorou três postas para acontecer. A primeira eu estranhei o sabor forte. A segunda gostei, mas apenas na terceira fui adorar.

Nos domingos do inverno o perfume de tainha assada toma conta de toda a ilha. Embora ambos possam ser consumidos sozinhos, a verdadeira EXPLOSÃO DE SABORES se dá no encontro da serra e do mar. Pinhão e tainha tal e qual dois super-heróis se unem para promover maravilhas gastronômicas.

A que vou lhes deixar é extremamente simples, mas fará você se sentir um(a) autêntico(a) chef! Filé de tainha grelhada ao molho de ervas com risoto de pinhão. Primeiro faça um caldo de legumes: em uma panela esquente um pouco de azeite e coloque duas cebolas fatiadas, um alho-poró fatiado e uma cenoura fatiada. Refogue por um minuto. Coloque duas folhas de louro e talos de salsa. Ponha um copo de vinho branco seco, deixe reduzir e cubra com dois litros de água. Cozinhe por 40 minutos em fogo baixo, coe e reserve.

Para o molho de ervas basta esquentar 250 ml de azeite e colocar as folhas de meio maço de basílico e de meio maço de salsa e mais as folhas de alguns ramos de tomilho e dois ramos de alecrim. Mexa, apague o fogo e deixe descansar com a panela tampada por uma hora. Bata, coe e reserve. Fatie cerca de 30 pinhões cozidos. Em uma panela refogue os pinhões com pimentões amarelos e vermelhos cortados em losangos, junte uma xícara de arroz arbóreo, vinho branco e vá adicionando o fundo de legumes aos poucos e mexendo sempre. Tempere dois filés de tainha com sal e pimenta do reino. Grelhe dos dois lados e reserve. Quando o risoto estiver quase pronto adicione 50 gramas de manteiga com sal e 50 gramas de queijo colonial em cubos. Apague o fogo e deixe ambos derreterem. Sirva um filé em cada prato salpicado com raspas de limão siciliano, o molho e metade do risoto. Para acompanhar, como a tainha é um peixe de sabor muito forte, sugiro um tinto da serra catarinense. Bom apetite!

Por

Renato Justo

Chef de Cozinha

Vivendo e comendo em Portugal

Nos últimos cinco anos houve um aumento significativo no número de brasileiros que emigrou para antiga metrópole. Esse fenômeno se deu basicamente por duas razões: crise econômica e o crescimento da violência. Além disso, há também a facilidade da língua, por que na pátria que educa somente 20% da população brasileira domina outro idioma. Mas uma coisa é passar algumas semanas como turista e outra, bem diferente, é morar. Em primeiro lugar os preços. Um quarto com banheiro e cozinha compartilhados com outras pessoas não sai por menos de 200 euros e um apartamento de um quarto, mobiliado, no mínimo 500. Além disso, os salários pagos em Portugal estão entre os mais baixos da Europa. O clima é bastante parecido com o de Santa Catarina e o tamanho é um pouco menor, embora a população seja maior. Mas tem suas vantagens. No quadrinômio segurança, transporte, saúde e educação o país é realmente muito bom. E a comida? A comida é ótima. São basicamente os mesmos ingredientes, mas é diferente. Nós que estamos acostumados com banana e mamão descobrimos que lá essas frutas são bem inferiores as nossas, bem como a manga e o abacaxi. Em compensação melões, pêssegos e frutas vermelhas são ótimos. Os adeptos do suco de laranja pela manhã certamente vão sair decepcionados pois as laranjas são muuuito azedas. Água de coco nem pensar. No pequeno almoço, que é como eles chamam o café da manhã eles tomam geralmente café, leite e uma tosta mista – o nosso misto quente. Tem muito queijo de cabra, ovelha e queijo de vaca amarelo. Queijo branco não tem, mas o pão em Portugal é até melhor do que na França.

Atenção. Por aqui presunto é o que chamamos de presunto cru. O nosso presunto é chamado de fiambre. Na hora do almoço outra diferença. Por aqui não tem restaurantes por quilo. No sul do país e também na região de Lisboa e Cascais os restaurantes servem uma boa variedade de pratos do dia e aqui mais uma diferença: se come peru o ano inteiro de modo que bifes de peru ao molho de cogumelos são muito comuns, bem como arroz de pato, bacalhau a brás e bolinhos de bacalhau com salada e arroz de tomates. As porções são parecidas com as nossas. Mas não se preocupe, há Mc Donalds, Burguer king, sushis e uma variedade enorme de restaurantes indianos, chineses e também brasileiros. No norte de Portugal é beeem diferente. Menos cosmopolita, mais conservador, muito melhor. Mesmo os mais jovens valorizam a sua gastronomia. Não há self-service, redes de fast food ou sushis. É cozinha portuguesa típica e em porções pantagruélicas. O pequeno almoço é igual em todo o país, mas no Norte eles servem, um menu composto de pão, sopa, uma bebida – peça uma jarra de vinho da casa – prato, sobremesa e café por preços que variam entre 8 e 10 euros. Comem bastante porco, boi e coelho. Tripas e embutidos. Nesse quesito aliás vale provar as alheiras que são linguiças de frango e /ou de caça, bem temperada e engrossada com pão e farinha.

As sobremesas são um pouco diferentes também. Natas do céu, bolo de bolacha, rabanadas com calda de vinho do Porto e pão de ló. Pastel de Belém só em Belém, no restante do país tem pastel de nata. Peixes e frutos do mar: Polvos, lulas, robalos, linguados e sardinhas. Tem também chocos e potas que são primos dos polvos. Poucos mexilhões e ostras, mas muitas amêijoas, navalhas e percebes. E evidentemente bastante bacalhau. As formas mais comuns são: Bacalhau a brás, a Gomes Sá, a lagareiro, com broa, a braga e a zé do pipo.

Outra diferença é que os portugueses jantam. Para quem gosta de beber: Portugal tem mais de 5000 rótulos de vinho. Uma boa parte custa até 7 euros e são ótimos. Tem duas grandes marcas de cerveja: Sagres, no Sul e super bock no Norte. Equivalem as nossas Brahamas e Antárcticas. A boa notícia é que aos poucos eles estão começando a fazer cervejas artesanais de boa qualidade. Destaco a 1927 que pertence a Super bock e a Nortada, cuja fábrica fica na rua Sá da Bandeira, no Porto e onde se pode também tomar as cervejas.

Destilados: ao contrário do que ocorre por aqui, os portugueses não bebem whiski, caipiras e cachaças antes das refeições, somente depois e uma curiosidade: pela lei portuguesa nenhum destilado pode ser servido gelado nos bares e restaurantes.

Caso prefira fazer comida em casa você vai se tornar cliente do Pingo doce e / ou do Continente as duas grandes redes de supermercados do país. O primeiro é um pouco menor que o nosso Angeloni, enquanto o segundo é bem maior. Importante: os sacos plásticos tão comuns por aqui lá eles são pagos e reutilizáveis por isso acostume-se a ir com eles quando for fazer compras. Aliás todo mundo lá faz isso. Por último e muito importante: em Portugal o caminhão de lixo não passa nas casas, mas há enormes depósitos espalhados pela cidade e o recolhimento é feito de madrugada.

Dito isso fica a pergunta que muitos brasileiros me fazem: Vale a pena morar em Portugal? Sim e não. Depende muito da situação da qual você está saindo, das suas expectativas E pretensões e também da sua capacidade de adaptação.

Por

Renato Justo

Chef de Cozinha

Bolo de aipim com ameixa e cereja

Ingredientes
– 250g de aipim cozido
– 2 ovos
– 4 colheres de óleo de coco
– 1 xícara de açúcar demerara
– ½ xícara de farinha de arroz
– 1 colher de fermento em pó

Calda
– Melado
– Cereja
– Ameixa

Modo de preparo
Bater todos os ingredientes no liquidificador, por último o fermento em pó. Para a calda, forrar uma forma de ferro com melado, ameixa e cereja. Colocar a mistura da massa em cima. Levar ao forno.

Por

Tânia Fernandes

Terapeuta nutricional e proprietária do Univital

Univital

Rua: Felipe Schimidt, 40 | Centro – Itajaí

Tel: (47) 3349.1132 

De segunda a sexta das 7h às 20h30min 

Sábado das 8h às 14horas