Alimentação da mãe tem influência direta na saúde do bebê

A gravidez costuma ser um período marcado pela alegria, ansiedade e também por inúmeras dúvidas. Com a responsabilidade de gerar uma nova vida, a mulher precisa modificar diversos hábitos, inclusive, na alimentação, o que provoca questionamentos e a possibilidade de vários equívocos.

Nessa fase, as futuras mamães precisam estar bem nutridas, já que influenciam de forma profunda e duradoura a saúde do feto, do recém-nascido e da criança até a idade adulta. Conforme a médica nutróloga Cristiane Molon, a alimentação adequada é essencial para a manutenção da placenta e o transporte de nutrientes entre a gestante e o bebê.

No primeiro trimestre, por exemplo, é importante priorizar alimentos com maior quantidade de nutrientes, vitaminas e proteínas. Para as náuseas, comuns na etapa inicial da gestação, vale consumir alimentos mais secos, gengibre e chás de erva-doce e camomila.

Já nos dois últimos trimestres, segundo a especialista, a criança apresenta ganho de peso e se deve aumentar a ingestão de alimentos nutritivos. “No entanto, é essencial ter cautela na escolha dos alimentos, pois consumir muitos doces, carboidratos e açúcar pode levar ao ganho de peso, inchaço e o desenvolvimento de diabetes gestacional, com riscos para a mãe e o bebê”, explica.

Durante a gestação também é fundamental controlar a quantidade de alimento. “Cuidado com a máxima de comer por dois”, enfatiza a nutróloga. Isso porque, segundo ela, não existe liberação no consumo, mas, sim, atenção redobrada para a ingestão de proteínas, como carnes, peixes, ovos e quinoa, e de micronutrientes, como ácido fólico, ferro, vitaminas A, C e B12 e cálcio.

O ganho excessivo de peso pode ser prejudicial para o bebê e para a criança anos mais tarde. “Estudos vem mostrando que a saúde do adulto pode ser um reflexo das práticas alimentares às quais ele foi exposto durante a vida intrauterina”, comenta. Além disso, esse exagero na balança associado à má alimentação, complicações gestacionais e exposição a substâncias como cigarro, álcool, drogas são capazes de aumentar a predisposição a algumas doenças na fase adulta. Na lista estão a obesidade, o diabetes, as doenças cardiovasculares e a depressão.

DICAS
– Inclua no cardápio alimentos variados para evitar a carência de nutrientes específicos;
– Diminua o consumo de sal. Substitua-o por especiarias, como alho, alecrim, salsa, açafrão e manjericão;
– Ingira líquidos, de preferência, nos intervalos das refeições, evitando a má-digestão. Invista em chás de camomila, erva-doce e cidreira.
– Abandone os refrigerantes, sucos industrializados, chá mate e chá preto (estes contêm cafeína e podem diminuir a absorção de ferro). Evite tomar café. Substitua-o pela versão descafeinada ou por chás;
– Evite consumir saladas cruas em ambientes suspeitos com a qualidade de higienização;
– O hábito de comer doces todos os dias não deve existir. Coma frutas, tome chás com cravo ou canela e faça exercícios físicos para diminuir a vontade de comer doces;
– Pare de comer quando se sentir saciada. Não é feio deixar comida no prato!
– Fique longe de adoçantes artificiais como aspartame e a sacarina. Estudos mostram que eles exercem efeitos negativos na gestação com reflexos na saúde do bebê;
– Consuma alimentos ricos em ômega 3 (truta, sardinha, atum, salmão, semente de linhaça). Os ácidos graxos são importantes para o desenvolvimento neurológico do bebê.
– Exponha-se ao sol, pelo menos, por dez minutos ao dia. Assim, é possível aumentar a síntese de vitamina D, importante para a saúde óssea, coração, sistema imunológico e intestinal.

Foto: divulgação

Sobre a Dra. Cristiane Molon
É médica especializada em nutrologia com pós-graduação em Prática Ortomolecular e Saúde da Família, além de cursar especialização em Medicina do Esporte. Outras informações www.cristianemolon.com.br, www.facebook.com/CristianeMolon ou instagram/dracristiane.molon

 

DESVENDANDO A PSIQUIATRIA

Muitas pessoas ainda deixam de ir ao psiquiatra por medo de serem rotuladas de “loucas”. Um dos problemas desencadeados por esse preconceito é que o indivíduo em sofrimento psíquico acaba prolongando a sua dor e tornando-a mais difícil de ser tratada na medida em que protela a procura pelo atendimento especializado. Isso porque atuar na doença mental no seu quadro inicial melhora sobremaneira o prognóstico, pois evita a cronicidade dos sintomas. Além disso, a resposta terapêutica, independente do plano terapêutico estabelecido pelo psiquiatra, é mais rápida, eficaz e, sem dúvida, mais duradoura.

Nos dias de hoje em que as doenças psíquicas ou mentais estão em ascensão e, acometendo cada vez mais pessoas, é imprescindível que haja a desestigmatização da psiquiatria. Precisamos desassociar, de uma vez por todas, a psiquiatria da loucura, e encarar a doença psíquica como outra qualquer.

Existem alguns fatores que, ao meu ver, contribuíram para que esse estigma fosse concretizado e difundido. Um deles é o fator histórico. A psiquiatria, relativamente nova como especialidade médica, teve sua origem na Idade Média com os manicômios que tratavam basicamente pessoas com sintomas psicóticos e de uma forma totalmente desumanizada. A psicose era o quadro psiquiátrico que justificava o tratamento por essa especialidade. Pessoas com outros tipos de sintomas psíquicos, mais amenos e não tão assustadores aos olhos da sociedade, procuravam outros tipos de ajuda em áreas variadas, o que acabava descentralizando o tratamento e a sua possibilidade de eficácia. A psiquiatria era, portanto, extremamente restrita, limitada e errônea na sua abordagem.

Apenas no século XVIII é que essa especialidade médica começou a evoluir de forma a considerar a abrangente sintomatologia dos quadros psíquicos, além de outras mudanças que ocorreram na época, sem esquecer da reforma psiquiátrica que – no Brasil – ocorreu no final da década de 70 e foi um marco para a saúde mental de forma geral. Entretanto, apesar da constante evolução da psiquiatria, ainda existe o preconceito em relação a ela, e isso me faz pensar que devam existir outros fatores contribuintes para o estigma, além dos históricos.

A desinformação também tem um papel muito importante nessa questão, o que parece até um paradoxo, tendo em vista que estamos na era digital ou tecnológica. Percebo no consultório, por exemplo, que as pessoas em geral não sabem qual o real papel do médico psiquiatra e eu diria até que muitos profissionais da área da saúde mental, inclusive médicos de outras especialidades, também desconhecem algumas informações importantes e pertinentes, o que acaba confundindo ainda mais o indivíduo que está necessitando de ajuda especializada.

Primeiramente, o psiquiatra é médico, estudou seis anos de Medicina e, no meu caso, mais três anos em período integral, sem contar com as subespecializações para tornar-se especialista, ou seja, psiquiatra. Esse profissional tem o CRM, que é o registro de médico, e o RQE, que é o registro de especialista. Na verdade, o médico pode atuar em qualquer área da Medicina, mas não pode se intitular especialista se não tiver realizado a especialização e prova de título ou residência médica.

Em relação à abrangência da sua atuação, o psiquiatra cuida de pacientes com transtornos mentais  e conflitos internos de uma forma bastante complexa. Ele atua não apenas no quadro agudo da doença, como também pode atuar na sua prevenção e na reabilitação do paciente durante e após o tratamento. Além disso, ter formação médica torna o psiquiatra apto para avaliar de forma minuciosa e global os sintomas psíquicos que, muitas vezes, mimetizam ou são causados por doenças orgânicas. O tratamento por esse profissional é extremamente abrangente, podendo ser farmacológico e / ou psicoterápico.

Os transtornos psíquicos podem ter diversas graduações ou intensidades, ser tratados no consultório, em domicílio ou em regime de internação psiquiátrica, além de serem inúmeros. O psiquiatra pode tratar desde esquizofrenia, demência e transtorno bipolar até situações mais contemporâneas como depressão, ansiedade, estresse, dependência química e disfunções alimentares como compulsão, anorexia e bulimia. Transtornos de personalidade, como o borderline e o dependente, entre outros, também podem ser tratados pelo psiquiatra. Aliás, o médico psiquiatra pode atuar como terapeuta se possuir formação para tal nas diferentes modalidades de terapia e não restringir-se apenas a prescrição de psicotrópicos.

Caso o psiquiatra não realize terapia e essa for uma indicação de tratamento, ele certamente encaminhará para um psicólogo da sua confiança. Essa parceria é extremamente benéfica para o paciente. Outra questão pertinente em relação à psiquiatria é que existem diversas abordagens terapêuticas. Durante a minha formação como médica, e após como psiquiatra, assumi a abordagem psicodinâmica como base profissional. O psiquiatra psicodinâmico aborda seus pacientes, tentando basicamente determinar o que é singular em cada um deles, dependendo de sua história de vida.

Para mim o indivíduo deve ser considerado como um todo, levando em consideração a  sua personalidade, suas vivências passadas e recentes, seus medos, seus anseios, seus desejos, seus impulsos, sua auto imagem, sua percepção dos outros e do mundo, seus relacionamentos, sua espiritualidade e o seu funcionamento padrão, além é claro de considerar seus fatores genéticos, suas comorbidades clínicas e sua situação de saúde física naquele momento.

Muitas vezes, são necessários exames laboratoriais e/ou de imagem para que possamos fechar o diagnóstico psíquico e traçar o plano de tratamento. Vale ressaltar que a abordagem psicodinâmica pode ser sempre realizada, independente se o psiquiatra atuará ou não como terapeuta e independente do tempo da consulta. Outro fator que talvez distancie as pessoas dos consultórios dos psiquiatras, além da questão histórica e da falta de informações pertinentes acerca da profissão, é a própria postura do psiquiatra. Escuto muitas queixas dos pacientes em relação a isso, ou por experiência própria, ou porque ouviram falar. Existe um certo estigma  não apenas da psiquiatria, como também da figura do psiquiatra. Muitas pessoas dizem que os psiquiatras são frios, distantes e pouco sensíveis, além disso os pacientes queixam- se de que quando começam a falar de uma forma mais detalhada ou expressar seus relatos com muito sentimento são logo encaminhados para o psicólogo. Essa impressão infelizmente é muito comum.

A boa relação ‘médico-paciente’ é imprescindível para que haja sucesso terapêutico. O paciente precisa sentir-se de certa forma à vontade diante do profissional e para que isso aconteça é importante que o profissional tenha sensibilidade e empatia; entretanto, acredito que isso dependerá do perfil e da formação de cada um.

O objetivo dessa conversa é desmistificar o psiquiatra e a psiquiatria. Não há vergonha alguma, e nem é preciso receio, para consultar com esse profissional. Portanto, diante de quaisquer sintomas psíquicos ou sintomas físicos inexplicáveis procure o psiquiatra para que ele possa avaliar o quadro e planejar o tratamento o quanto antes. É importante ressaltar que o tratamento não necessariamente será medicamentoso, isso dependerá de cada caso.

Não esqueça que o tratamento é individualizado e, muitas vezes, a psicoterapia é a primeira e única escolha de tratamento e não apenas coadjuvante. Além disso, o tratamento geralmente tem início, meio e fim e não é vitalício, como a grande maioria das pessoas pensa. Em relação aos temidos efeitos colaterais dos psicotrópicos, existem hoje uma infinidade de medicações disponíveis no mercado e, muitas delas, com pouquíssimos ou nenhum efeito colateral. Aliás, talvez na maioria das vezes, existe a possibilidade da monoterapia se aliada a um tratamento multidisciplinar e multifocal. A mudança global no estilo de vida, incluindo a prática de atividade física regular, do sono reparador, das terapias alternativas voltadas para o autoconhecimento e autocontrole, da espiritualidade e da alimentação saudável são sempre necessários para a melhora global.

PERCA O MEDO E O PRECONCEITO, NÃO PERCA TEMPO. PROCURE UM PSIQUIATRA.

Vanessa Adegas Menin, médica psiquiatra em Balneário Camboriú e Itajaí
CRM 22011 RQE 12908

Dicas para não se enganar com dietas e alimentos

Diariamente nos deparamos com estudos  que condenam alguns alimentos, glorificam outros e, logo em seguida, novas pesquisas são divulgadas desmentindo as conclusões anteriores. A Doctoralia, plataforma líder mundial para a conexão de profissionais de saúde com pacientes, traz algumas orientações e recomendações sobre como ter bons hábitos alimentares e evitar  produtos que podem prejudicar a saúde.

Não se engane ao consumir alimentos com boa fama
Algumas dicas de alimentação que já fazem parte do senso comum, também podem causar efeitos negativos ao organismo se ingeridos em excesso, é o que aponta o nutricionista cadastrado na Doctoralia, Dr. Daniel Barreto de Melo. O alto consumo de fibras, muito adotado pelos que estão em dietas, “pode levar não só à constipação (intestino preso) como também a uma menor absorção de algumas vitaminas e minerais”. Mesmo as frutas,  consideradas totalmente saudáveis, devem ser consumidas com moderação. “A maioria delas são ricas em açúcares simples e seu excesso promove o ganho de peso e algumas desordens metabólicas”, ressalta o Dr. Melo.

Diversifique seu cardápio
Dietas restritivas, como as que eliminam o carboidrato do cardápio, são muito divulgadas e praticadas, porém essa prática pode causar deficiências nutricionais  sérias. O nutricionista  afirma que “a diversidade alimentar é fundamental para que sejam ingeridas as quantidades adequadas de vitaminas, minerais e compostos bioativos dos alimentos”. Além disso, Dr. Melo lembra que limitar as opções pode “causar monotonia alimentar e diminuir a percepção de que a alimentação deve ser, além de saudável, prazerosa”.

Evite alimentos com altas quantidades de compostos químicos
Segundo o profissional, alimentos fontes de gordura trans, nitritos, nitratos e outros, consumidos com frequência, mesmo que em quantidades pequenas, fazem mal a saúde. “Neste ponto é que entram a maioria dos alimentos industrializados e daqui surgem as recomendações de se preferirem os alimentos minimamente processados, caseiros, naturais, etc”. Dr. Melo cita ainda alguns produtos que são muito comuns no dia a dia, como “a maioria dos biscoitos e bolachas, sorvetes, bolos prontos, diversos alimentos congelados, embutidos em geral, refrigerantes, alimentos coloridos artificialmente, caldo de carne, entre outros”.

Além desses, legumes, vegetais e frutas também merecem atenção. De acordo com estudos da Anvisa, o Brasil é maior consumidor de agrotóxicos do mundo, sendo que muitos alimentos apresentam substâncias químicas acima do permitido. O nutricionista alerta para este fato e afirma  “esses compostos químicos são absorvidos e armazenados no corpo, impedindo seu adequado funcionamento”.

Crie o hábito de ler as embalagens
Muitos produtos vendidos como saudáveis também podem mascarar ingredientes prejudiciais à saúde, como é o caso dos biscoitos integrais, que algumas vezes contém mais açúcar do que fibra em sua composição. “A indústria de alimentos costuma utilizar farinha de trigo integral junto à branca, então o produto ganha fibras e outros nutrientes, mas de forma limitada, nem sempre sendo realmente saudável”. Outro exemplo é o suco de caixinha, se for néctar de fruta,  significa que tem apenas de 20% a 40% de suco e o restante é composto de água, açúcar e aromatizante. Mesmo quando não se enquadram nesta categoria, “os que realmente são sucos costumam perder uma quantidade considerável de nutrientes, durante o processo de pasteurização e envasamento, o que torna os sucos feitos na hora as melhores opções”. “Diante disso tudo, é importante saber que algumas marcas são mais cautelosas com o consumidor e produzem versões realmente saudáveis desses alimentos. É preciso se criar o hábito de ler rótulos, para que sejam feitas sempre as melhores escolhas”, aconselha o Dr. Melo.

 

10 alimentos para aliviar os sintomas do estresse e da ansiedade

Nutricionista explica como itens comuns do dia a dia podem ser grandes aliados da saúde mental

Rotina agitada, falta de tempo, falta de exercício físico e a má alimentação são alguns dos motivos que acabam desencadeando o estresse e a ansiedade. Os sintomas são os mais variados, e hoje atingem pessoas de todas as classes e idades. E o pior, em casos mais graves os dois problemas acabam interferido drasticamente na vida da pessoa.

Segundo a nutricionista Aline Quissak, especializada nas áreas de Oncologia, Síndrome Metabólica, Psicologia da Nutrição e Nutrição Esportiva, a má alimentação é um grande agravante do estresse e da ansiedade. “Com a rotina agitada, a grande maioria das pessoas acaba por optar pela praticidade e não pela qualidade do que está ingerindo. A alimentação interfere diretamente na rotina, não só na produtividade e disposição para o dia, como pode aumentar os níveis de estresse e ansiedade”, explica.

Segundo a nutricionista, existem alguns alimentos que, quando consumidos da maneira correta, auxiliam no combate ao estresse e a ansiedade:

 

1) Açafrão da Terra (cúrcuma)

Nutrientes Fonte: Curcumina, ferro, manganês, potássio e vitamina B6.

Mecanismo Biológico: A cúrcuma é o anti-inflamatório natural poderoso. Como consideramos o estresse uma inflamação, esse tempero se torna indispensável. A curcumina que é o composto ativo da cúrcuma, é de difícil absorção no corpo humano, mas se adicionada à pimenta do reino preta aumentamos em até 80x a absorção desse fotoquímico (composto com propriedades terapêuticas).

Sugestão de consumo: 1 colher de sopa por dia distribuída nas refeições, sempre combinada com 1/3 de colher de sopa de pimenta do reino (Pode já fazer um potinho e deixar pronto em casa com essa proporção 3:1 cúrcuma para pimenta do reino)

2) Brócolis

Nutrientes Fonte: Cálcio, vitamina K, Potássio, vitamina C, sulfurafano (antioxidante) e Indol 3 Carbinol.

Mecanismo Biológico:  O brócolis é um belo representante da família dos glicosinolatos, compostos para prevenção do câncer de intestino, de próstata e de mama, mas além disso é importante para o controle do estresse, uma vez que auxilia na regulação da pressão sanguínea (pessoas com nível alto de estresse sempre tem a pressão alterada), além de suas propriedades anti-inflamatórias que ajudam no relaxamento dos músculos do coração.

Sugestão de consumo: 1 xícara de brócolis cozido no vapor 3x na semana.

 

3) Salmão

Nutrientes Fonte: Ômega 3, vitamina D, vitamina B12, ferro, cálcio e selênio.

Mecanismo Biológico: Devido a união e sinergia do Ômega 3, Vitamina D e Selênio, o salmão promove uma diminuição do estresse já que esses compostos são importantes para a produção de hormônios anti-inflamatórios e desintoxicação, auxiliando na eliminação de toxinas e na desinflamação do organismo. A união entre o Ômega 3 e a Vitamina B12 produz uma camada protetora no cérebro permitindo uma diminuição da irritabilidade.

Sugestão de consumo: 150g de filé assado ou grelhado pelo menos 1x na semana (ideal 3x).

 

4) Semente de Abobora:

Nutrientes Fonte: Triptofano, magnésio, rica em proteínas e ômega 3, fonte de zinco e ferro. Além dos fito-esteróis.

Mecanismo Biológico: O triptofano auxilia na diminuição da ansiedade e na modulação do sono, promovendo um relaxamento. Já o magnésio potencializa o relaxamento, além de atuar nas enzimas do corpo contribuindo para gerar a sensação de tranquilidade. Por também conter ferro e as proteínas, as sementes aumentam a disposição e a energia para o dia a dia.

Sugestão de consumo: 2 colheres de sopa por dia (torrada e sem casca).

 

5) Ovo Inteiro (com a gema):

Nutrientes Fonte: Vitamina B6, B12, E, zinco, cobre e ferro.

Mecanismo Biológico: o ovo é rico em enxofre e vitaminas do complexo B que são esgotadas no nosso corpo durante os momentos de estresse e ansiedade. Além de contar com proteínas responsáveis para diminuir a compulsão por doces, a ansiedade e a vontade exagerada de petiscar/beliscar. O ovo é um alimento rico em 95% dos nutrientes da necessidade do ser humano, por isso é tão importante nesses momentos, já que nossa alimentação quase nunca é saudável quando esses sinais estão presentes.

Sugestão de consumo:  2 ovos por dia.

 

6) Coco seco:

Nutrientes Fonte:  TCM (gordura do bem), vitamina A, vitamina E e vitaminas do complexo B. Além de Potássio e magnésio.

Mecanismo Biológico: o TCM, uma das gorduras do coco, é responsável por diminuir a ansiedade por meio do controle hormonal. O potássio e o magnésio fazem a comunicação entre os neurônios responsáveis pelo pensamento e os neurônios motores, responsáveis pelos movimentos; dessa forma melhoram a agilidade nas atividades, diminuindo a fadiga e o cansaço crônicos.

Sugestão de consumo: 20g de coco seco antes de dormir.

 

7) Chocolate 70% cacau:

Nutrientes Fonte: Magnésio, cafeína, ferro e Flavonoides do Cacau (antioxidantes).

Mecanismo Biológico: Os flavonoides do cacau são importantes para a proteção da saúde do coração e a prevenção de câncer neurológico, mama e leucemia. O cacau pode contribuir para diminuir o hormônio do estresse (Cortisol), principalmente das 16h às 18h, horário de pico do hormônio. Além disso, ele aumenta a rapidez de comunicação dos neurônios, permitindo mais foco e concentração, sintomas que são diminuídos nas pessoas com estresse e ansiedade.

Sugestão de consumo: 10g por dia entre das 16h às 18h.

 

8) Abacate:

Nutrientes Fonte: Vitamina E, A, B 1, B 2, glutationa (antioxidante), ferro, magnésio, ácido oleico, linoleico e palmítico.

Mecanismo Biológico: A gordura do abacate é uma gordura do bem, junto com seu poder antioxidante é responsável por promover a saúde do coração. Isso é importante pois o estresse em alto grau prejudica a funcionalidade do coração e do sistema cardiovascular, promovendo uma falta de regulação nos batimentos/aceleração. Além disso, o abacate diminui a produção de Cortisol (hormônio do estresse).

Sugestão de consumo: 3 colheres de sopa rasas antes de dormir.

9) Iogurte Natural:


Nutrientes Fonte: Triptofano, Cromo, Probióticos (bactérias do bem) e fósforo.

Mecanismo Biológico:  O triptofano é o ingrediente para formar o hormônio do prazer e bem-estar. O cromo diminui a vontade de comer doces, muito presente em pessoas estressadas e ansiosas. O fósforo auxilia na produção de energia pelas células, aumentando a disposição e diminuindo o cansaço. Os pró-bióticos são bactérias do bem que ajudam o intestino a absorver melhor os nutrientes da alimentação, melhoram a imunidade e auxiliam na produção do hormônio do bem-estar e da felicidade: Serotonina.

Sugestão de consumo: 1 potinho de 150g durante a manhã ou antes de dormir.

 

10) Aveia:

Nutrientes Fonte: Fibra solúvel chamada Beta Glucana, vitaminas do complexo B, zinco e silício.

Mecanismo Biológico: Devido ao teor de fibra, a aveia diminui a concentração de açúcar no sangue, dessa forma por diminuir também o hormônio insulina. Ela sinaliza ao corpo para minimizar a produção do hormônio do estresse (Cortisol). Além de ser rica em vitaminas do complexo B, promove uma proteção contra o dano causado nos neurônios. Durante momentos emocionais conturbados, o corpo usa nosso estoque de zinco, e a aveia é uma ótima fonte. Seu carboidrato complexo promove energia de prazer ao cérebro, diminuindo a ansiedade.

Sugestão de consumo: 3 colheres de sopa por dia durante a tarde de preferência ou no café da manhã.

Para se ter uma ideia, o Brasil é o segundo país com o maior nível de estresse do mundo. Segundo pesquisa realizada pela International Stress Management Association (ISMA), mais de 70% da população brasileira sofre com algum tipo de estresse. De acordo com a especialista, o consumo dos alimentos citados pode dar início a uma mudança de vida. “O consumo desses alimentos, nas quantidades adequadas, alivia os sintomas gerados pelos altos níveis de estresse e ansiedade, prevenindo sintomas ainda mais graves e melhorando o dia a dia do paciente”, completa a especialista.

Para mais informações sobre a nutricionista acesse a página oficial no Facebook (https://www.facebook.com/nutrisecrets/) ou o perfil no Instagram (instagram.com/nutri_secrets/).

Buscar saúde não é fugir de doença

Fazer uma faxina dos choques e traumas de nossa história para ter saúde e vida longa é a proposta da Microfisioterapia, que trabalha com o conceito de saúde integral e entende que todo sintoma, seja ele físico ou emocional, tem por trás um sentido biológico desencadeado por um choque, uma situação dramática e inesperada. “Nenhum sintoma aparece do nada”, ressalta o Microfisioterapeuta e Coach de Saúde, Dr. Ricardo Hoffmann, destaque da área na região de Balneário Camboriú.

Idealizador do Meeting Saúde e Vida Longa, Ricardo Hoffmann ainda sugere juntar a isso hábitos saudáveis, alimentação adequada, atividade física, contato com a natureza, atividades em grupos (dança, canto, artes), meditação, evitar pessoas que só fazem mal, ter atitudes prestadias e ser proativo, fazer o que dá prazer. “É difícil? Vale a pena? Eu o desafio a tentar. Comece aos poucos, um degrau por vez. Buscar saúde é completamente diferente de fugir da doença”, finaliza.

Créditos: Divulgação/ Xs Excess Comunicação

Dieta para uma vida melhor

Especialista lança e-book com receitas exclusivas para melhorar o humor e combater o estresse e ansiedade

Dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em fevereiro deste ano, mostram que 9,3% da população brasileira têm algum tipo de transtorno de ansiedade. Mas isso não é um problema exclusivamente brasileiro. A mesma pesquisa mostra ainda que existem mais de 18,6 milhões de pessoas no mundo com algum tipo de transtorno de ansiedade. Outro dado preocupante é quanto ao estresse. Segundo a International Stress Management Association (ISMA), mais de 70% da população brasileira sofre com algum tipo de estresse.

Tais informações são preocupantes, já que afetam todos os setores da vida da pessoa. O que a grande maioria da população não sabe, é que a nossa alimentação pode melhorar esses sintomas. Especialista e pesquisadora na área, a nutricionista Aline Quissak, resolveu fugir do tradicional e partir de um novo olhar sobre a nutrição, que prioriza as propriedades terapêuticas dos alimentos, vinculando o prazer da alimentação com o bem-estar, criando receitas que ajudam principalmente a aliviar os sintomas de estresse e ansiedade.

Formada no Brasil e com especializações no exterior nas áreas de Oncologia, Síndrome Metabólica, Psicologia da Nutrição e Nutrição esportiva, Aline desenvolveu uma linha de pesquisa exclusiva, que envolve não só a nutrição em sim, como todo um processo de laboratório e investigação, para que suas receitas possam ajudar efetivamente em cada caso. Para a nutricionista, uma alimentação saudável não implica exclusivamente no lado estético, mas pode influenciar em outros setores, alterando os níveis de estresse, ansiedade e até a disposição do indivíduo no seu dia a dia.

“Hoje temos diversas vertentes nutricionais, desde as tradicionais, até aquelas mais restritivas, em que as pessoas eliminam certos alimentos da sua rotina. A ideia do projeto é balancear tudo isso, usar a alquimia dos alimentos como aliada do nosso organismo. Unindo três pilares da alimentação: o prazer de comer, a funcionalidade da comida e cultura onde estamos inseridos, trazendo uma melhor qualidade de vida, sem sacrifícios e restrições desnecessárias”, explica.

Agora, Aline Quissak acaba de lançar a primeira parte desse projeto: o e-book “Mood and Food: receitas para reduzir estresse, ansiedade e melhorar seu humor”. O livro é uma ferramenta do manifesto criado pela nutricionista intitulado #MinhaMelhorVersão. Segundo a especialista, o manifesto surgiu com o objetivo de criar uma rede colaborativa, ajudando a si e ao próximo na busca por uma rotina mais saudável. “O manifesto é algo mais simples do que parece. Por exemplo, quando a pessoa leva uma fruta para o trabalho, automaticamente ela está influenciando aquele ambiente, estimulando as pessoas em volta a tentar algo novo e quebrar seus paradigmas sobre a nutrição, chamando a atenção para práticas simples e saudáveis”, detalha.

Para que haja uma mudança efetiva e uma melhora na qualidade de vida do paciente, ele precisa estar consciente de tudo isso,  não existe uma regra, existem sim um gatilho, mas a maturidade nutricional é adquirida com o tempo, e cada um tem a sua. Cada um tem seu gatilho para iniciar a mudança de hábitos e muitas vezes precisa de uma maturidade nutricional que só é adquirida com o tempo ou com experiências mal sucedidas de dietas restritivas. Não podemos antecipar o momento da decisão de mudança de cada pessoa, mas podemos estimular e incentivar. A partir dessa tomada de consciência é que o profissional de saúde pode ajudar. “A mudança só acontece se surgir de um impulso interno, não podemos obrigar a pessoa a mudar seus hábitos se ela não estiver disposta a isso. Por isso, dietas da moda não são sustentáveis, uma vez que o resultado é apenas estético e momentâneo, o efeito rebote sempre é a consequência, vem o aumento de peso acompanhado de frustração, compulsão por doces e massas e muitas vezes distúrbios alimentares. Comer (não é apenas nutrir se de vitaminas, minerais e calorias, comer é um entretenimento. Por isso é essencial o acompanhamento de um Nutricionista para harmonizar a necessidade bioquímica com o prazer e a cultura de cada paciente) vai muito além de um simples ato e deve sim, ser prazeroso. É possível unir ambos os lados, comer bem e ter uma vida mais saudável”, finaliza a especialista.

Alimentos que ajudam no combate ao estresse e a ansiedade.
O e-book “Mood and Food: receitas para reduzir estresse, ansiedade e melhorar seu humor” traz 20 receitas especiais, com estudos de casos, que ajudam no combate aos sintomas. Para ajudar a iniciar esse processo, a nutricionista Aline Quissak separou algumas combinações que vão te ajudar a começar a combater os dois problemas: o estresse e a ansiedade.

Café da Manhã: Ovo mexido com queijo minas padrão, estepe ou ementhal. Salada de frutas de melão, melancia com semente de linhaça. 1 xícara de Café expresso

Almoço: Filé de Peixe (Preferir Tilápia, salmão, truta, badejo ou camarão), feijão ou sua família (ervilha, lentilha, grão de bico), Folhas verde escuras (principalmente espinafre, couve e rúcula), Vegetais verde escuros e amarelos (brócolis, cenoura, abobora, beterraba)

Café da Tarde: Aveia com Banana, canela e coco ralado. Acompanhar de torrada integral com queijo minas padrão ou meia cura.

Jantar: Filé de Frango temperado com cúrcuma (açafrão da terra e pimenta do reino) acompanhado de espinafre refogado com alho, cebola e azeite. Adicionar pedaços de abacate e tomate cereja. Tomar 150 ml de Suco de Acerola com limão

Ceia (Lanche noturno): Iogurte integral com 2 castanhas do Pará. Acompanhar de Chá de melissa com 3 gotas de óleo essencial de laranja doce 100% puro e 5 gotas de própolis.

Dica: Durante o dia substitua o excesso de café preto por chás que aumentam a concentração e diminuem a ansiedade como chá verde com frutas vermelhas, chá rooibos com rosa mosqueta e demais chás frutados com canela.

Para mais informações sobre a nutricionista acesse a página oficial no Facebook  (https://www.facebook.com/nutrisecrets/) e do Instagram (instagram.com/nutri_secrets/) . O e-book custa R$ 49,90 e está disponível no sitewww.ebook.nutrisecrets.com.br

OS 10 CUIDADOS DO SISTEMA RESPIRATÓRIO NO OUTONO

Outono é a estação do ano na qual as doenças respiratórias tem a maior facilidade de propagação.  O clima seco é o pior vilão. Também nesta época do ano nos deparamos com um friozinho não tão intenso, mas alternado com um calor razoável. Isso gera frequentes choques térmicos, e adivinhe quem sofre com isso? Seu nariz, garganta, laringe, pulmões, olhos etc.

Os casos de crises de rinite alérgica, sinusite, laringite e asma aumentam assustadoramente. Crianças e os idosos são os que sofrem mais, além do maior risco de terem complicações, como a temida pneumonia.

Confira com o otorrinolaringologista Dr. Jamal Azzam as 10 melhores dicas para proteger seu sistema respiratório no outono:

1) Tomar água como tratamento e não somente para matar a sede
Muitos falam que tomam muita água, mas deve-se pensar na água como um tratamento do sistema respiratório, uma vez que as secreções tendem a ficar mais ressecadas no outono e a água faz as secreções ficarem mais líquidas e assim serem mais facilmente eliminadas, levando com elas os vírus e bactérias.

2) Inalações com soro fisiológico
O contato direto do soro fisiológico com todo o trato respiratório mantém as melhores condições para as trocas gasosas, além de ajudar demais na fluidificação das secreções.  Pode-se fazer inalações por conta própria livremente, 3 ou 4 vezes ao dia ou mais, desde que somente com soro fisiológico, sem acrescentar-se as “gotinhas” tradicionais para o tratamento da asma.

3) Use o umidificador de ar à vontade
Não tenha receio de deixar o umidificador ligado a noite toda no quarto de dormir.  Isso só vai ajudar a manter as vias aéreas umedecidas e em muito melhores condições.

4) Mantenha toalhas de banho bem úmidas expostas no quarto, se não tiver umidificador
As bacias de água ajudam muito pouco a aumentar a umidade do ar.  As toalhas de banho úmidas tem uma área muito maior de evaporação, levando a água para o ambiente.

5) Borrifar sprays de soro fisiológico no nariz
Os sprays de jato contínuo de soro fisiológico são muito eficazes na limpeza e umidificação do nariz e seios da face.  Pingar com um conta gotas também é uma boa medida.

6) Evitar atividades físicas ao ar livre entre 10 e 16 horas
Neste período costuma haver um maior acúmulo de poluentes no ar e isso pode prejudicar muito o sistema respiratório, especialmente porque no exercício físico existe toda uma sobrecarga da respiração.  Uma vez que cerca de 40 % da poluição atmosférica é devido aos escapamentos dos carros, ônibus e caminhões, evite lugares com muito trânsito.

7) Mantenha a casa bem ventilada, especialmente o quarto de dormir
Se a casa ficar fechada o tempo todo, mesmo no clima seco podem crescer fungos e piorar muito as alergias respiratórias.  A ventilação ajuda muito a evitar tudo isso.

8) Antes de usar jaquetas ou blusas de lã guardadas, lave-as e deixe-as tomarem muito sol
Geralmente as pessoas só se lembram das jaquetas e das blusas de lã antes de usar.  Na maioria das vezes elas ficaram guardadas quase 6 meses, pois as estações anteriores ao outono foram a primavera e o verão.  Então, o que ocorre na hora de pegar estas roupas?  Aquele cheiro de roupa guardada!  Cuidado! Prepare-se melhor e não tenha os efeitos nocivos do mofo no seu trato respiratório.

9) Evite o ar condicionado
Os aparelhos de ar condicionado normalmente já são vilões do sistema respiratório, uma vez que sempre diminuem muito a umidade do ar.  E no outono, o ar já é bem mais seco, então os aparelhos irão diminuir mais ainda a umidade do ar.  Isso predispõe a várias infecções e piora das alergias

10) Nunca tossir ou espirrar sem proteção e nunca usar as mãos para isso
Infelizmente ouvimos de nossos avós e pais a frequente expressão “Coloque a mão na frente da boca ao tossir ou espirrar”. Pois é, mas a proteção com as mãos retém as secreções e possíveis vírus que tem nelas.  Depois, ao se colocar as mãos na maçaneta da porta, no teclado ou mouse, no controle da TV, no corrimão do ônibus/trem/metrô, está se transferindo os vírus para estes locais.  Então outras pessoas colocam as mãos, levam ao rosto e ficam susceptíveis a pegar as infecções.  Então, proteja sempre a tosse ou espirro com um lenço de papel descartável (proibido lenços de pano).  Se não tiver lenços de papel, lave as mãos ou use álcool gel imediatamente.

Sobre o Dr. Jamal Azzam:
Dr. Jamal Azzam, médico formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em 1986 e com residência médica no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. O especialista tem mais de 25 anos de experiência em atendimentos e cirurgias na área de otorrinolaringologia. Dr. Jamal atende crianças, adultos e idosos de ambos os sexos; é membro titular da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial e ministra palestras em diversos congressos a nível nacional e internacional.

Empresa incentiva o uso da bicicleta como meio de transporte para o trabalho

Andar de bicicleta é bom para a saúde – tanto para a sua quanto a do trânsito – e dá mais disposição para o trabalho. De olho em pessoas mais felizes, cada vez mais empresas estão estimulando o hábito entre seus colaboradores. Para contar com este alto astral entre os membros da equipe, a Allog International Transport, com matriz em Itajaí (SC), está estimulando o uso deste meio alternativo de transporte.

Para incentivar a prática de esportes, a empresa está colocando bicicletas à disposição na empresa para que os colaboradores usem no dia a dia. A iniciativa integra as ações do Dia Mundial da Bicicleta comemorado no dia 19 de abril. A data foi celebrada pela primeira vez nos Estados Unidos da América, em 1989. Os objetivos da data passam por promover o uso da bicicleta como meio de transporte, por destacar os seus benefícios e por chamar a atenção para os direitos dos ciclistas. A empresa também disponibiliza vestiário com chuveiro para troca de roupa, estacionamento com garagem coberta para quem for de bike, e alguns outros “mimos”, como camiseta de ciclismo e guarda-volumes.

Incentivando o uso de bicicletas ou a caminhada pelos funcionários, a empresa ganha benefícios mais abrangentes, como uma imagem corporativa que demonstra responsabilidade social e ambiental.

Artur Lamin, analista comercial da Allog, diz que o uso da bicicleta como meio de transporte para ir ao trabalho trouxe mais disposição e rapidez no deslocamento. Ele conta que usava a bike como transporte alternativo ao carro, mas nos últimos tempos decidiu fazer da “magrela” uma opção para se deslocar. Opinião semelhante tem a analista de produtos, Francine Torres, que entre pegar o ônibus ou ir a pé para o trabalho, optou pela bicicleta.

A adesão às duas rodas na empresa também representa a criação de uma cultura colaborativa, incentiva a hábitos de vida saudável, combate ao sedentarismo e a promoção da socialização entre os colaboradores. O diretor operacional, Rodrigo Hauk, explica que começou a usar a bike aos 18 anos como complemento para o tratamento de bronquite asmática. Desde então, nunca mais parou. No início, pedalava apenas com o irmão e agora já participa de grupos de pedal. E embora não faça da bicicleta seu meio de transporte principal, ele a utiliza para competição amadora de Mountain Bike (MTB) e hoje faz parte da Allog MTB Team, grupo de pedal. “Geralmente participo das provas na categoria dupla com o colega de trabalho Daniel Pereira”, conta. No ano passado, a dupla ficou em terceiro lugar no Desafio das Araucárias, com um percurso de 50 quilômetros, disputado em São Bento do Sul.

Em 2016, Rodrigo e Daniel pedalaram até a Buenos Aires, na Argentina, passando pelo litoral sul brasileiro e por todo o litoral do Uruguai, num total de 1.480 km em 20 dias. Saúde e bem estar foi, aliás, o que também motivou Daniel, do Departamento de Tecnologia da Informação da Allog, a começar a pedalar. Depois de passar por uma cirurgia bariátrica, ele foi incentivado pela empresa e amigos. Gostou tanto que hoje, a exemplo dos seus colegas de trabalho, incentiva o uso da bicicleta como meio de transporte e lazer.

Pesquisa realizada em 2015, em São Paulo, descobriu que a falta de infraestrutura adequada é uma das principais reclamações tanto das mulheres (19%) quanto para homens (25%) que usam a bicicleta como meio de transporte.  Entre os colaboradores da Allog, um dos problemas apontados é a falta de ciclovias que ligue, por exemplo, Itajaí e Balneário Camboriú, duas cidades interligadas.

Bikes: o que prevê a lei

– Bicicletas devem ocupar as ciclovias, ciclofaixas ou acostamento, portanto quem treina em rodovias deve ocupar o acostamento (Art. 58 do CTB). Se não houver essas opções, deverá seguir pelo bordo da pista no mesmo sentido dos demais veículos, nunca na contramão.

– É proibida a circulação de bicicletas na canaleta exclusiva do ônibus expresso. Também não é permitido pedalar nas calçadas ou em áreas exclusivas para circulação de pedestres, como calçadões.

– De acordo com o artigo 255 do CTB, conduzir bicicleta em passeios onde não seja permitida a circulação desta é infração média, com penalidade de multa e medida administrativa de remoção da bicicleta. Porém, o ciclista tem o direito de só entregar o equipamento a autoridade de trânsito mediante recibo para o pagamento da multa.

– O ciclista desmontado (desembarcado) é considerado pedestre, portanto se precisar deslocar-se por uma calçada ou faixa de pedestres, o mero desembarque já o coloca nessa condição.

– Veículos motorizados deveriam ultrapassar a bicicleta com uma distância lateral mínima de 1,5m (Art. 201 do CTB).

 

São equipamentos obrigatórios para as bicicletas
– Campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos pedais (olho-de-gato ou pisca), e espelho retrovisor do lado esquerdo.

– Capacete, roupas claras e reflexivas não são obrigatórias para o ciclista, mas recomendáveis.

Infecções de repetição podem ascender o sinal de alerta para as IDPs

Cerca de 70% a 90% dos pacientes ainda não estão diagnosticados

Entre os dias 22 e 29 de abril acontece a Semana Mundial de Imunodeficiências Primárias (IDPs), que traz como tema este ano “Testar, Diagnosticar e Tratar”. Várias entidades pelo mundo estarão reunidas nesta semana de conscientização, sendo no Brasil a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) e o Grupo Brasileiro de Imunodeficiências (BRAGID) assim como associação de pacientes. Diversos serviços de saúde que prestam atendimento às IDPs farão trabalhos com a população para alertar sobre estas doenças.

As IDPs ocorrem em pessoas nascidas com o sistema imunológico deficiente em algum setor e manifesta-se por meio de infecções “comuns”, como otites, pneumonia, sinusites, entre outras. São mais de 300 doenças diferentes e, por isso, a prevalência varia muito. “As mais comuns são aquelas em que há defeitos na produção de anticorpos. Assim sendo, o fundamental para o tratamento destas doenças é garantir aos pacientes o acesso à reposição de imunoglobulina por via venosa ou subcutânea regularmente”, explica a especialista da ASBAI Dra. Ekaterini Goudouris.

Chegar à conclusão de que uma pessoa tem IDP não é tarefa simples. Atualmente, cerca 70% a 90% dos pacientes ainda não estão diagnosticados. Para auxiliar os médicos no diagnóstico, foram listados os 10 principais sinais para crianças e adultos que podem caracterizar uma pessoa com imunodeficiência primária. São eles:

Os 10 Sinais de Alerta para Imunodeficiências Primárias em Adultos 

· Duas ou mais novas otites por ano

· Duas ou mais novas sinusites no período de um ano, na ausência de alergia

· Uma pneumonia por ano

· Diarreia crônica com perda de peso

· Infecções virais de repetição (resfriados, herpes, verrugas)

· Uso de antibiótico intravenoso de repetição para tratar infecção

· Abcessos profundos de repetição na pele ou órgãos internos

· Monilíase persistente ou infecção fungica na pele ou qualquer lugar

· Infecção por micobactéria da tuberculose ou atípica

· História familiar positiva de imunodeficiência

Os 10 Sinais de Alerta para Imunodeficiências Primárias em Crianças

· Duas ou mais pneumonias no ano

· Quatro ou mais otites no último ano

· Estomatites de repetição ou monilíase por mais de dois meses

· Abcessos de repetição ou ectima

· Um episódio de infecção sistêmica grave (meningite, osteoartrite, septicemia)

· Infecções intestinais de repetição/diarreia crônica

· Asma grave, doença do colágeno ou doença autoimune

· Efeito adverso ao BCG e/ou infecção por micobactéria

· Fenótipo clínico sugestivo de síndrome associada à imunodeficiência

· História familiar positiva de imunodeficiência

 

“Suspeita-se do diagnóstico das IDPs sempre que há processos infecciosos graves ou difíceis de tratar e/ou muito frequentes e/ou por agentes infecciosos não comuns. Febre, sinais de inflamação sem infecções ou doenças autoimunes em crianças pequenas também são sinais de alerta”, explica a Dra. Beatriz Tavares Costa Carvalho, especialista do Departamento Científico de Imunodeficiências da ASBAI e membro do Jeffrey Modell, instituição que apoia eventos sobre IDPs em todo o mundo.

Entre os desafios de se chegar ao diagnóstico de imunodeficiência primária está o desconhecimento da própria classe médica sobre estas doenças. Além disso, a dificuldade do acesso a determinados exames que confirmam a doença e o ingresso no tratamento.

Mais informações sobre a Semana Mundial de Imunodeficiências Primárias podem ser obtidas no site http://www.worldpiweek.org/resources/campaign-materials

 

Sobre a ASBAI
A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia existe desde 1946. É uma associação sem finalidade lucrativa, de caráter científico, cujo objetivo é promover o estudo, a discussão e a divulgação de questões relacionadas à Alergologia e à Imunologia Clínica, além da concessão de Título de Especialista em Alergia Clínica e Imunologia a seus sócios, de acordo com convênio celebrado com a Associação Médica Brasileira. Atualmente, a ASBAI tem representações regionais em 21 estados brasileiros.

Sobre o BRAGID
O Grupo Brasileiro de Imunodeficiências foi criado para oferecer aos médicos acesso a informações sobre as Imunodeficiências Primárias, procurando promover educação continuada sobre seu diagnóstico e tratamento, desenvolver uma rede nacional de diagnóstico laboratorial e estabelecer uma rede de cooperação entre os centros de referência nacionais e da América Latina.

Limão previne o envelhecimento precoce, mas ajuda a emagrecer?

Médica nutróloga explica os  benefícios da fruta e diz o que é mito

O limão é uma fruta barata encontrada em feiras,  supermercados e até no quintal de casa. Por isso, desde o tempo de nossos avós essa fruta é tão popular. Mas de um tempo pra cá, o limão vem ganhando cada vez mais espaço. Ele é usado para temperar saladas, em sucos desintoxicantes e em algumas dietas. Mas será que tomar água com limão, como muitos fazem, ajuda a emagrecer? A médica nutróloga Ana Paula Scremin já está acostumada a dar a resposta aos seus pacientes: não, não existe nenhuma comprovação que o limão ajude no emagrecimeto! “O que vai acontecer  é que na hora que tomar esse preparo, a pessoa vai se sentir satisfeita, mas logo vai sentir fome novamente. O limão não tem propriedades que aumentam a termogênese(processo que acelera o metabolismo e queima de calorias) como o gengibre, por exemplo”, explica a especialista.

E atenção! Pessoas mais sensíveis a alimentos cítricos devem tomar cuidado. A ingestão de limão em jejum ou em excesso pode provocar dor de cabeça, náuseas, diarreia e , até mesmo, o efeito do refluxo gastroesofágico.

A nutróloga Ana Paula Scremin, que também é dermatologista, aproveita para lembrar que o limão tem outras propriedades que já foram comprovadas cientificamente como potássio, sais minerais, magnésio e têm ainda o efeito antioxidante. “O limão é rico em vitamina C e tem um óleo essencial chamado limoneno, ambos têm atributos antioxidantes que previnem o envelhecimento precoce e melhoram o sistema imunológico. A recomendação é dois limões por dia. Uma dica é aproveitar a casca do limão na hora de fazer o suco. A casca, que muitas vezes vai direto para o lixo, tem bastante fibra solúvel e ajuda na redução do colesterol e da glicemia (nível de açúcar no sangue)”, diz a nutróloga que aproveita para lembrar que depois de usar o limão é preciso lavar as mãos para evitar manchar a pele. Depois dessa dica bacana, que tal aproveitar a fruta baratinha? Mas cuide com o excesso!

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