Visitas à mamãe recém-nascida

Sabemos o quanto um bebê traz euforia e alegria aos amigos e familiares, mas é sempre bom lembrar que existem alguns detalhes importantes a serem considerados quando se trata de um bebê e mamãe recém-nascidos.

O bebê é lindo, fofo e adora colo, carinho, e aconchego, mas ele não vai se importar se por acaso você nem der TANTA atenção assim, e não ficar babando nele. Ele quer e precisa principalmente, do contato com os pais, colabore com isso! Não tire o bebê do colo da mãe sem antes perguntar se pode, e também deixe ele descansar caso esteja dormindo.

Agora, se você quiser MESMO ajudar a mãe recém-nascida, tenho algumas sugestões:

– Pode fazer MUITA diferença se você der atenção a mamãe que acabou de ter o bebê. Converse com ela, olhe nos olhos, e esteja disposta a ouvi-la. Acolha o que ela tem a dizer.

– Se possível, lembre dela e leve um mimo como um cartão, uma flor, ou algo simbólico, pois isso pode dar forças para que ela enfrente os próximos desafios da maternidade!

– Algo que acontece rotineiramente, é que após o bebê nascer, ninguém mais lembra da mãe, só do bebê, e isso pode causar um impacto emocional muito grande na vida dessa recém mãe! Até porque, ao longo da gestação, as pessoas dão muito carinho e atenção para a gestante, e depois que a criança nasce, é como se tudo isso fosse arrancado, junto com a saída do bebê da barriga! Por isso, quando puder, ligue, mande mensagem, pergunte como ela está, se precisa de ajuda, ou em que você pode contribuir.

– Ligue antes de fazer visitas, pergunte qual o melhor horário, e se a mãe está apta a receber visita. E por favor, seja breve, mãe e bebê estão se conhecendo e precisam descansar.

– Uma sugestão extra: se o bebê já tiver irmãos, seria muito legal da sua parte levar uma lembrança para estes também, qualquer coisa que mostre que você se importa com eles também.

Com essas pequenas dicas, você pode fazer muita diferença, e esta mãe vai ver que tem pessoas ao seu redor, dispostas a ajudar, e que ainda se preocupam com ela! O pós-parto pode ser algo muito solitário se não tomarmos alguns cuidados. Vamos contribuir?

Por

Ana Paula Majcher

Psicóloga – CRP:12/10780

Av. Cel. Marcos Konder, 1313, Centro, Itajaí – SC, 8801-300

(47) 99172-5620

Instagram: gestandoeaprendendo

Transplante aproxima doador e receptor e inicia-se uma grande amizade

Roseli doou um rim para Cátia e agora são como mãe e filha 

Em 20 de julho comemora-se o Dia do Amigo. Amizade pode ser definida como relação afetiva que envolve admiração, afinidade, carinho e amor fraterno. Mas, até que ponto alguém chegaria para exercitar e solidificar a amizade verdadeira? Na Fundação Pró-Rim, referência nacional em tratamento e transplantes de rins, este sentimento é uma constante. Histórias enternecedoras envolvendo vidas de pacientes passam por aqui. Roseli e Cátia protagonizaram uma história emocionante que salvou uma vida e serve como exemplo de amizade incondicional.

Em janeiro de 2011, a professora Cátia Crispim Rodrigues saiu da sua cidade, Dourados (MS), para passar férias com a família em Guaratuba, no litoral norte de Santa Catarina. Doente renal, ela pesquisou e descobriu que a hemodiálise em trânsito poderia ser realizada na Fundação Pró-Rim, em Joinville (SC), sem qualquer alteração no tratamento, além de garantir o período de lazer.

Foi durante estas sessões que ela se informou com as enfermeiras e entendeu que a possibilidade de fazer um transplante era real. Voltou para a sua cidade, mas devido à debilidade física decidiu retornar para Joinville seis meses depois, determinada a fazer o transplante. O marido licenciou-se do trabalho para acompanhá-la. Uma mudança radical na luta contra o relógio para salvar à própria vida.

O irmão mais novo, que a princípio seria o doador, foi descartado por falta de compatibilidade. A doença continuava avançando e Cátia cada vez mais debilitada precisava do transplante com urgência. “Naquele domingo o meu marido foi à igreja em que congregamos e ele deu um depoimento relatando o nosso drama. Na semana seguinte eu o acompanhei ao culto e fui confortada por várias pessoas, entre elas uma mulher que se disse disposta a me doar um rim. Agradeci, mas considerei aquele gesto como resultado de um momento de emoção”, detalhou Cátia.

Mas a mulher estava mesmo determinada a fazer os exames de compatibilidade e doar um rim o mais rápido possível para salvar a vida de Cátia. Era Roseli de Barros Behnke, funcionária de uma empresa de segurança, que em 2005 perdeu um filho de 20 anos em um acidente de trânsito. Ela conta que mesmo diante de tanta dor, naquele momento, autorizou a doação de todos os órgãos do filho. Agora, o cenário era diferente. Ela própria seria a doadora e em vida!

Em poucos dias, os exames confirmaram a compatibilidade entre as duas. Mas, surgiu a primeira dificuldade: a legislação brasileira só permite que a doação de órgãos entre vivos seja de aparentados, com algumas exceções. Imediatamente o advogado, Maycon Truppel Machado, comprovou no processo que tanto a doadora quanto a receptora frequentavam a mesma igreja e na crença fortaleceram os laços de amizade. Ou seja, as duas eram irmãs na fé, o que resultou neste ato generoso, humanitário, sem qualquer outro interesse. A sentença judicial foi favorável e o transplante aconteceu em 19 de abril de 2013 e foi um sucesso.

Para Cátia, “tudo o que aconteceu foi parte de um plano divino para me manter viva. Muito mais que uma amizade. Sinto pela Roseli uma gratidão eterna, maior que o mundo, afinal carrego uma parte dela dentro de mim. Ela agora é da minha família. Transformou-se em uma verdadeira mãe para mim. Me deu outra vida e agora cuida de mim, sempre preocupada comigo”. E acrescenta que em um futuro breve pensa em adotar um filho “e assim poder externar todo este amor que agora a vida me permite sentir”.

Já Roseli brinca ao definir o que aconteceu: “fiz um bom trabalho!” Para ela, “a Cátia é uma filha de rim, um amor incondicional. Eu que agradeço por me sentir uma pessoa melhor e conseguir transmitir isso, que mudou a minha vida. O que aconteceu conosco foi uma benção que vai nos manter juntas para toda vida, independentemente de qualquer distância” explica a doadora.

 Sobre a Fundação Pró-Rim (www.prorim.org.br): Referência nacional no tratamento e no transplante de rins, a Fundação Pró-Rim é uma entidade filantrópica com 30 anos de atuação. Possui unidades de hemodiálise em Santa Catarina e Tocantins e atende pacientes renais crônicos de todo o Brasil. É pioneira nos transplantes renais em SC e sua equipe está entre as que mais realizam transplante no país. Já ultrapassou a marca de 1500 transplantes renais. Foi a primeira unidade de hemodiálise do Estado a receber o nível máximo de Qualidade da Organização Nacional de Acreditação (ONA – Nível 3). Recebeu o Prêmio Empreendedorismo Social pela Folha de S. Paulo e foi eleita pelo oitavo ano consecutivo pelo Guia Você SA como uma das 150 melhores empresas para se trabalhar no Brasil.