MATERNIDADE TRANSFORMA TRAUMA DE EMPRESÁRIA EM PROPÓSITO DE VIDA

Ana Paula Franz, 34 anos, nunca sonhou em ser mãe por conta dos traumas de infância. Sem planejar, a maternidade fez com que ela transformasse toda a dor do abandono em uma oportunidade profissional. Hoje, Ana ajuda pais a educarem seus filhos para crescerem com confiança e amor próprio.

Era uma mulher com mais de 30, casada, empresária e sem a mínima vontade de ser mãe – apesar de ser o sonho do marido. Ana sabia que era adotada, mas apenas aos 21 anos de idade seu pai contou sua verdadeira história – a de que ela havia sido abandonada recém-nascida em um matagal e foi encontrada quase sem vida por um cachorro que a farejou. “Eu tinha muitos traumas inconscientes enraizados nesse abandono que travavam a minha vida em diversos aspectos. Um deles era sobre ser mãe”, conta Ana Paula Franz.

Até que Ana foi surpreendida por uma gravidez. Nascia ali uma mãe e uma nova profissional. Ela não acreditava que o instinto maternal fosse suficiente, por isso, leu muito sobre maternidade e sono. “Eu fui daqueles bebês que só choravam e não dormiam. Cresci sabendo que fiz meus pais adotivos sofrerem com a privação de sono”, diz Ana.

O Miguel nasceu e deu tudo tão certo na prática, que Ana sentiu a necessidade de ajudar outras famílias a se conectarem mais com os filhos. Vendeu sua clínica de estética, fez duas especializações internacionais em Sono, formou-se em Disciplina Positiva e Treinamento Comportamental e abriu uma nova empresa – agora, com foco em preparar os novos pais a desenvolverem a confiança e um apego seguro com seus filhos.

Nas palestras e workshops que faz sobre Disciplina Positiva, oferece ferramentas para que os pais consigam colocar em prática esta abordagem de educação, baseada na firmeza e gentileza. Ela acredita que as crianças devem ser criadas com respeito – nada de tapas, castigos, gritos e humilhações. Na teoria isso faz todo o sentido, mas pode ser bem difícil para uma família mudar um padrão.

Na consultoria do sono, Ana ajuda gestantes e famílias com crianças que estão com problemas para dormir. “Junto à família, tenho que entender o que está acontecendo através de um olhar integrativo, que vai muito além da hora de dormir; mas que busca equilibrar todas as necessidades da criança, tanto físicas quanto emocionais, para que o adormecer aconteça da forma mais natural possível”.

As mudanças na vida de Ana aconteceram de maneira natural e sem planejamento. “Hoje, eu realmente sinto que encontrei o meu propósito de vida, que é de transformar a maternidade em algo mais leve e tranquilo, pois não faz sentido dar o milagre da vida. Quero impactar de forma positiva todas as mães e os lares por onde eu puder passar”, finaliza.

Contato:

Ana Paula Franz – 47 98851-5231

@bomsonoconsultoria

EDUCANDO OS FILHOS POR MEIO DA DISCIPLINA POSITIVA

Especialista dá dicas de como aplicar o método em casa

Faz algum tempo que as palmadas estão saindo de cena e a Disciplina Positiva ganhando destaque no desenvolvimento das crianças. Tanto que a Academia Americana de Pediatria atualizou recentemente o seu código de ação e recomenda que os pediatras aconselhem os pais contra o uso de qualquer forma de punição corporal e verbal – como bater, gritar ou humilhar os pequenos.

A orientação está de acordo com a metodologia da Disciplina Positiva. Esta é uma
forma de ensino que tem como foco ajudar as crianças a serem capazes de lidar com
suas próprias emoções. “Além disso, por meio da Disciplina Positiva, ensinamos aos
nossos filhos habilidades de vida como respeito, confiança, resolução de problemas e
empatia”, afirma a educadora infantil Ana Paula Franz. “Muitos pais acreditam que a
criança precisa sofrer um pouco ou elas não aprenderão nada; outros, que não são a
favor do autoritarismo, caem na permissividade; e ambos são prejudiciais para educação
em longo prazo”, completa.

A punição faz com que a criança se sinta mal e colabore menos. Segundo Ana, desta
forma ela começa a lhe desafiar e a se recusar a fazer as coisas. Por isso, o ideal é
concentrar as energias na solução e não no problema; e a Disciplina Positiva tem
justamente o objetivo de ajudar as crianças a aprenderem com o que fizeram. Então,
quando você se deparar com situações difíceis, tenha em mente que é possível resolvê-
las de uma forma respeitosa, ensinando seu filho e oferecendo alternativas diferentes
daquela que você não deseja ou não pode.

A educadora infantil orienta a deixar de lado os “nãos” e ameaças e a envolver a criança
para que juntos consigam chegar a um acordo. “Por trás da birra, da falta de
colaboração, existe uma gama enorme de sentimentos e necessidades que os pais não
estão enxergando. Pode ser frustração, cansaço, raiva… emoções muito complexas para
uma criança lidar”, afirma Ana. Pra finalizar, a especialista lembra que os adultos é que
são responsáveis pelo comportamento dos filhos, não o contrário!

DICAS PARA APLICAR A DISCIPLINA POSITIVA
Pequenos ajustes podem fazer uma grande diferença na educação dos pequenos. Mas
apesar de parecerem óbvios, na prática, exigem sair do automático. Por isso, é preciso
pensar o que queremos que a criança aprenda e se torne quando adulta. Na Disciplina
Positiva, uma palavra pode mudar tudo.

Perguntar ao invés de mandar
Sai daqui que eu preciso limpar essa bagunça que você fez!
Disciplina Positiva: E agora! Como podemos limpar isso juntos?
Divida esse brinquedo com seu amigo!
DP: Como você e seu amigo podem brincar juntos?

Gentileza e firmeza

Autoritário: Não vou falar de novo! Se não guardar esses brinquedos agora, vou jogar
no lixo.
Permissivo: Não sei por que você não me escuta!Fico tão triste!
DP: Eu sei que você não quer guardar os brinquedos e está na hora de arrumá-los. Você
quer ligar o cronômetro ou cantar uma música enquanto guardamos?

Encorajar ao invés de elogiar

Elogio: Estou tão orgulhoso de você!
Encorajamento: Você se esforçou muito, aposto que está orgulhoso de si mesmo!

Conexão antes da correção
Eu te amo e acredito que podemos encontrar uma solução juntos para esse problema.

Permitir que as crianças aprendam a lidar com os sentimentos
Posso ver que você está muito brava por não poder pegar isso.

Ensinar as crianças o que fazer
Ao invés de dizer: “não bata” ou “não pegue esse copo”, diga: “faça carinho” demonstrando isso. Ou então: “você pode brincar com esse pote aqui”

PERGUNTAS E RESPOSTAS

A DISCIPLINA POSITIVA DÁ CERTO COM TODAS AS CRIANÇAS, INCLUSIVE
ASMAIS DIFÍCEIS?
ANA PAULA FRANZ – A DP dá certo com todas as crianças, pois é uma abordagem
que busca entender os desafios de comportamento como oportunidades de
aprendizagem, sendo um caminho sem volta de respeito mútuo e conexão. É uma
construção que pode não surtir efeito em curto prazo, como punir. Os resultados
ocorrem em longo prazo, por isso, a limitação está muito mais nos adultos – que são
imediatistas – que nas crianças.

QUEM EDUCOU ATÉ AGORA COM GRITOS E TAPAS PODE COMEÇAR A EXERCER A DISCIPLINA POSITIVA?
APF – Certamente. O grande desafio está justamente no adulto conseguir abrir mão do
seu padrão de educação atual, seja autoritário ou permissivo. Os responsáveis pela
educação da criança precisam sair do piloto automático e levar para a consciência as
suas ações e o uso das ferramentas da disciplina positiva dentro de cada atitude do filho.
Em um primeiro momento pode existir estranhamento por parte do filho, mas com o
tempo ele vai melhorar muito a relação e o senso de colaboração e respeito. É uma
mudança como qualquer outra, que só irá se tornar fácil com o tempo e a prática.

QUAL O RESULTADO DA DISCIPLINA EM LONGO PRAZO?
APF – O principal resultado é ensinar valiosas habilidades sociais e de vida para um bom caráter, através do respeito, empatia, poder na resolução de problemas, cooperação, contribuição. A disciplina positiva convida a criança a descobrir o quanto ela é capaz, encorajando a usar o seu poder pessoal e autonomia de uma forma construtiva.

Por

ANA PAULA FRANZ
Educadora Infantil em Disciplina Positiva – PDA
Contato: 47 98851-5231

EFEITO DOS ELETRÔNICOS NO SONO DAS CRIANÇAS

Educadora do Sono Infantil alerta sobre o tempo que as crianças ficam expostas aos eletrônicos durante as férias

O uso de aparelhos eletrônicos é cada vez mais frequente entre as crianças. Desde muito pequenas, elas sabem mexer em telefone celular, tablet e escolher os desenhos favoritos na televisão. Durante as férias essa exposição tende a ficar ainda maior. Os pequenos são cheios de energia e, para os adultos, às vezes fica difícil de acompanhar. É nessa hora que os eletrônicos acabam entretendo as crianças que estão de folga.

O problema é que o hábito pode prejudicar as sonecas da tarde e o sono da noite. A superestimulação dos eletrônicos pode deixar as crianças irritadas, com dificuldades para aceitar limites. “É importante que você saiba reconhecer quando seu bebê está superestimulado e ajudá-lo a se acalmar, pois ele não sabe fazer isso sozinho”, diz a Educadora Integrativa do Sono Infantil, Ana Paula Franz.  E criança que não se acalma, tem dificuldade para dormir e pode ter um sono agitado.

À noite, o uso de aparelhos eletrônicos pode ser ainda mais crítico. Pesquisadores da Universidade da Califórnia/ EUA afirmam que a luz emitida pelo celular faz com que o nosso cérebro entenda que ainda não é hora de dormir, interferindo na liberação da melatonina, o hormônio do sono. Isso faz com que a pessoa durma menos e com menos qualidade. “No outro dia é comum ficar com dificuldade de memória e pouca capacidade de resolver problemas”, afirma Ana.

COMO ORGANIZAR A ROTINA DO SONO DO BEBÊ

Tanto para as sonecas diurnas quanto para o sono noturno, é importante que a mãe crie um ritual para o bebê entender que chegou a hora de dormir. Ele vai ficar calmo se souber o que vai acontecer. Um banho, uma troca de fraldas, uma massagem relaxante, historinhas e muito carinho, sempre igual, vão colaborar para um sono gostoso.

“O ritual deve ser construído de acordo com as necessidades e dinâmica de cada família”, explica Ana. Ela também alerta para a importância das sonecas durante o dia: “elas acalmam e ajudam a criança a dormir bem à noite. O cansaço traz irritação e dificulta o processo”.

QUANTO TEMPO UMA CRIANÇA DEVE DORMIR

As horas de sono variam de acordo com a idade. Quando um bebê é recém-nascido, ele dorme de 16 à 18hs entre o dia e a noite. Conforme vai crescendo as necessidades do dia diminuem e da noite aumentam, chegando a 12hs noturnas com um ano de idade e até 3hs de soneca no dia.

A educadora lembra que a Sociedade Brasileira do Sono recomenda que crianças até sete anos de idade estejam dormindo até as 20hs. “Isso respeita o ciclo natural do organismo, não o deixando extremamente exausto”, explica.

CONSULTORIA DO SONO

O serviço de consultoria do sono consiste em auxiliar gestantes e famílias com bebês e crianças de até cinco anos de idade que estão enfrentando dificuldades para dormir.

Durante o processo, Ana Paula, junto à família, busca entender o que está acontecendo com a criança, assim é possível compreender a rotina, adequar o ambiente e estabelecer hábitos saudáveis para promover o melhor sono possível para todos, sempre levando em consideração a saúde emocional da criança.

SOBRE ANA PAULA FRANZ

Ana Paula Franz é fisioterapeuta e empresária, com duas certificações em Consultoria do Sono Infantil (IMPI e FWII – EUA) e também educadora infantil em Disciplina Positiva.

Durante cinco anos foi empresária do ramo da beleza, em Blumenau. Foi quando engravidou do Miguel que começou a estudar sobre o sono e conheceu a escola americana. Aos seis meses, o filho dela, hoje com quase dois anos, já dormia 12 horas seguidas.

Agora, Ana ensina outros pais a fazerem o mesmo pelos seus filhos – tudo de maneira muito amorosa e acolhedora. A Bom Sono foi fundada em 2017 e presta consultoria via Skype para famílias em qualquer lugar do mundo. Por aqui, o atendimento pode ser presencial.

Contatos:

Ana Paula Franz 47 98851-5231 / @bomsonoconsultoria

Bianca Ingletto 47 99676-0100