Uso de eletrônicos na infância – Qual o limite?

Estamos vivendo um mundo progressivamente mais conectado com a tecnologia, além disto, está muito comum encontrarmos crianças cada vez menores fazendo o uso, crianças essas, que muitas vezes não sabem amarrar seus próprios sapatos, mas, já dominam a internet. E será que essa inserção tão precoce neste mundo da tecnologia, é benéfico para os pequenos? É o que muitos pais se perguntam.

Antes de tudo, não devemos apontar o eletrônico como grande vilão dos problemas comportamentais na infância, porém, é preciso atentar-se para o uso excessivo. Este uso descontrolado pode sim trazer sérias consequências para o desenvolvimento da criança, entre os problemas estão: o déficit de atenção, atrasos cognitivos, dificuldades de aprendizagem, impulsividade, insônia, obesidade. Precisamos trabalhar com as novas tecnologias, afinal, vivemos a “era digital”, resolvemos muitas coisas pela tela do celular, e é preciso reconhecer o lado positivo desses instrumentos. Porém, o uso equilibrado deve ser regra, lembrando que as crianças se espelham em seus pais e em pessoas que fazem parte do seu convívio, e por isto o exemplo é sempre valioso. Proibir o uso não é a solução, entretanto, os pais devem estar atentos à indicação do tempo ideal de uso para cada idade, da mesma forma, devem supervisionar os conteúdos acessados pelas crianças. Embora pareça difícil, é importante não estimular o uso antes do tempo, manter o diálogo e investir em atividades que envolvam os familiares é uma forma de evitar que a criança dispense seu tempo de forma excessiva no uso destes eletrônicos. Não deixe de buscar ajuda profissional.

Priscila Mafra – Psicóloga da Infância e Adolescência

CRP 12/16760

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Abordagem psiquiátrica

Ainda existem dúvidas em relação a psiquiatria e ao psiquiatra e isso dificulta o seu acesso e piora o prognóstico dos transtornos mentais. Primeiro é importante entender que o psiquiatra é  o médico que fez residência ou especialização em psiquiatria. Lembrando que se o profissional for especialista, precisa ter o registro que é um número, o RQE (Registro de Qualificação de Especialidades). Isso faz toda a diferença.

O psiquiatra pode trabalhar com a prevenção, com o tratamento e com a reabilitação dos transtornos mentais que podem ser orgânicos ou funcionais e que apresentam sinais e sintomas psicológicos. O psiquiatra alivia o sofrimento psíquico independente da causa. Ele pode tratar depressão, ansiedade, esquizofrenia, outras psicoses, transtorno bipolar, demências, dependência química, transtornos alimentares, transtornos de personalidade e muitos outros.

A consulta é como a de um outro médico de outra especialidade. O psiquiatra irá querer saber sobre as queixas, mas muito mais do que isso, irá querer saber sobre toda a história biológica, psíquica e cultural do paciente, incluindo história familiar e religiosa. É muito importante que a avaliação seja o mais completa possível e por isso muitas vezes são necessárias mais de uma consulta de avaliação até fechar o diagnóstico e direcionar a conduta. O exame do estado mental ocorre basicamente através da conversa. Algumas vezes são necessários exames físicos, de laboratório ou de imagem, avaliações psicológicas, neurológicas ou neuropsicológicas.

Em relação aos tratamentos em psiquiatria pode ser medicamentoso, psicoterápico, em regime de internação ou outros mais inovadores como a estimulação elétrica tránscraniana e eletroconvulsoterapia. Existe todo um arsenal terapêutico em psiquiatria. Mais especificamente sobre a psicoterapia existem diversas abordagens como a comportamental, de apoio, analítica, sistêmica e cada pessoa tem uma indicação. A psicoterapia pode ser realizada por psiquiatra que tenha formação ou por psicólogo, lembrando que um profissional não tem como dominar todas as abordagens ao mesmo tempo. O ideal é que diante de algum sofrimento psíquico haja avaliação do psiquiatra que direcionará para os profissionais e abordagens ideais.

O que eu percebo na psiquiatria é que o quanto antes se procura ajuda, mais fácil é o tratamento, com melhora mais rápida e sua manutenção a longo prazo. Então perca o medo e o preconceito, não perca tempo, procure um psiquiatra.

Por

Dra. Vanessa Adegas Menin

Psiquiatria e psicoterapia 

CRM – 22011 RQE 12908 

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Medicações psiquiátricas na gestação

Atendo muitas gestantes no meu consultório, principalmente por quadro de humor depressivo ou de ansiedade. Uma das grandes dúvidas é em relação à segurança dos psicotrópicos para o bebê quando são indicados para a mãe. Lembrando que toda gestante que estiver vivenciando sinais ou sintomas psíquicos intensos em quaisquer fases da gestação deve procurar o médico especialista que é o psiquiatra. Além disso, história prévia ou familiar de transtornos psíquicos pode aumentar o risco de reagudização dos sintomas nessa fase ou de depressão pós-parto; portanto, procurar o psiquiatra torna-se muitas vezes imprescindível.

Quando necessárias, bem indicadas e conduzidas, as medicações podem salvar o bebê, a gestante e o vínculo entre eles. Os prejuízos causados pela doença quando se espera remissão espontânea, sem avaliação ou tratamento adequado, podem ser devastadores para ambos. As doenças mentais, além de alterações comportamentais e emocionais, podem cursar com alterações cerebrais e isso repercute de forma negativa em todos os sistemas do corpo da mãe e consequentemente para o bebê.

Fatores inflamatórios e hormônios do estresse, como o cortisol, a adrenalina e a noradrenalina são liberados, podendo causar prematuridade, aumento do peso, restrição do crescimento intrauterino e do bebê, partos prematuros, cesárias, pré-eclâmpsia, hipoglicemia do recém-nascido, trabalho de parto prematuro, problemas na amamentação entre outros. Além disso, prejudica o vínculo da mãe com o bebê, podendo assim repercutir negativamente na vida adulta.

A estrutura emocional do bebê começa a se desenvolver na sua vida intrauterina. Existem sim evidências de que alguns psicotrópicos podem causar prejuízos para o desenvolvimento do bebê, mas outros são bastante seguros para serem utilizados nessa fase. Não se pode generalizar, afirmando que todos os fármacos utilizados para tratar transtornos psiquiátricos são maléficos para o bebê durante a gestação da mesma forma que nem toda gestante com sintomas psíquicos tem indicação para utilizá-los.

Infelizmente percebo muitas prescrições desnecessárias e muitas vezes até arriscadas vindas de profissionais não especialistas, por isso a importância de procurar o psiquiatra, aliás existem psiquiatras perinatais. Percebo que muitas vezes os medos das gestantes em relação ao tratamento psiquiátrico farmacológico ocorrem por preconceitos e falta de informação; portanto, a psicoeducação é extremamente importante. A gestação é uma fase de descobertas positivas, mas também podem ser de revivências negativas da infância, de amadurecimento e evolução na sua concepção mais ampla. Pode ser libertador ou avassalador. Procurar ajuda multidisciplinar em saúde mental é imprescindível para tratar transtornos mentais na gestação. Psiquiatras, obstetras, pediatras e psicólogos juntos, tratando mãe e bebê de forma integrada.

Por

Dra. Vanessa Adegas Menin

Psiquiatria e psicoterapia – CRM 22011 RQE 12908 

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Sobre nossas crianças

Suicídio, depressão, ansiedade, transtornos alimentares, hoje a cada cinco crianças, uma tem algum transtorno mental. Diante dessa prevalência, uma das questões mais importante a serem discutidas é o nosso sistema familiar, sobre como estamos educando os nossos filhos dentro das nossas casas. A educação familiar é a única forma de diminuirmos a vulnerabilidade das crianças e dos adolescentes diante desse caos social em que estamos inseridos. A nossa sociedade está doente e venho tentando alertar sobre isso há muito tempo. Claro que existe uma hierarquia causal e o “sistema” está no topo. Não temos como modificar questões maiores, infelizmente, mas, podemos sim ser mais presentes na educação dos nossos filhos. A nossa estrutura emocional é formada na infância, é o que nos dá capacidades para lidar com as adversidades da vida com mais equilíbrio e sem sofrimentos persistentes e incapacitantes. Precisamos cuidar mais dos nossos filhos e não estou falando sobre amamentar, trocar fraldas e saber tudo sobre o desenvolvimento psicomotor e formação da dentição. Estou falando sobre olhar, ver, enxergar e se aproximar com mais afeto e sem medo. Estou falando sobre ter tempo para brincar e conversar com eles de forma atenta. De lidar com as suas emoções, de ensiná-los a nomeá-las e a elaborá-las. Criança precisa de referências presentes, disponíveis e atentas. Lugar de criança é na rua, brincando e não em frente ao celular ou ao computador e se for inevitável, fique junto. Esse personagem virtual chamado momo, o jogo baleia azul, e tantos outros que estão circulando na internet, inclusive os que erotizam as crianças e incitam a pedofilia são tristes realidades, mas que podem ser controladas em casa. A tecnologia e outras questões sociais negativas acabam culminando em tragédias não apenas por existirem, mas pela vulnerabilidade dos nossos filhos dentro das nossas casas porque não estamos atentos, conversando e explicando. Estamos no meio do Caos, da banalização do antigo modelo familiar. Crianças precisam de referências materna e paterna e não falo aqui de questões de gênero. Estou falando de educação familiar com referências presentes de corpo e alma. Se estivermos realmente atentos aos nossos filhos perceberemos quando eles precisarem de ajuda. Lógico que não somos perfeitos como pais, mas temos obrigação de atentarmos para eles e de melhorarmos o que precisa ser melhorado. O vizinho pode ficar surpreso com a atitude do seu filho, você não. Formar adultos saudáveis de uma forma global é dizer “NÃOS” continuamente, e frustrar mesmo depois de um dia de trabalho. É abrir mão do TER para formar um SER. Vamos trabalhar menos, gastar menos e ficar mais com os nossos filhos. Não podemos terceirizar uma educação que é de nossa responsabilidade. Babás e escolas não formam bons adultos, eles são complementos. Aliás cuide da escola onde coloca o seu filho. Entenda sobre o plano pedagógico, sobre os valores e conheçam os professores. Participe ativamente, Informe-se. Eduque com gentileza, carinho, mas seja firme, sem violência. Eduque pelo exemplo. Sempre é tempo para modificar e melhorar. Não se culpe, apenas haja com responsabilidade e siga em frente rumo à formação de um adulto saudável.

PERCA O MEDO E O PRECONCEITO, NÃO PERCA TEMPO, PROCURE UM PSIQUIATRA.

Por

Dra. Vanessa Adegas Menin

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Saúde mental levada à sério

À frente da Clinsam, a renomada psiquiatra Vanessa Adegas Menin fala sobre atuação, diferenciais e o poder do trabalho multidisciplinar e integrado nesta área.

Quebrando preconceitos referentes à área da saúde mental e trabalhando de maneira integrada e multidisciplinar, a psiquiatra Vanessa Adegas Menin é referência e destaque na região. Formada em medicina pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), especialista em psiquiatria pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e pós-graduada em psicoterapia de orientação analítica pelo Centro de Estudos Luís Guedes (CELG) – UFRGS, além de membro da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Vanessa se faz presente e de forma atuante em toda a sociedade. Sempre que convidada está em programas de TV, rádio, jornais e revistas, buscando desvendar a psiquiatria para o maior número possível de pessoas. Além disso, compartilha seu conhecimento nas redes sociais, acreditando na psicoeducação como fator determinante na busca pela consciência social no que diz respeito à prevenção, ao tratamento precoce e à diminuição do preconceito em relação à saúde mental e emocional.

E foi sua paixão pela área e a possibilidade em proporcionar, com outros profissionais, um atendimento humanizado, atencioso e de excelência, que fizeram um dos seus grandes sonhos se realizar com a criação da CLINSAM. “Sempre desejei ter uma clínica que pudesse oferecer ao paciente um atendimento completo em saúde mental. E hoje isso se tornou uma realidade. Na CLINSAM conseguimos reunir profissionais experientes, competentes e altamente capacitados para lidar com quaisquer patologias psíquicas em todas as faixas etárias”, destaca a médica. Vanessa comenta, com muita emoção, que nada disso teria sido possível sem o seu marido, sócio e administrador da CLINSAM, Fabiano Menin.

Mas, por que um atendimento multidisciplinar e integrado? Vanessa explica que os resultados mais eficazes acontecem quando o trabalho é realizado em equipe. “Cada profissional da saúde mental e emocional aborda o transtorno mental de forma diferente e se completam de maneira harmônica quando o objetivo é realmente ajudar o indivíduo em sofrimento psíquico. Para ficar mais claro, sempre dou o exemplo do transtorno de humor mais comum no consultório: a depressão. Não há como tratá-la de forma eficaz apenas com medicações; elas são sim
imprescindíveis, porém, a psicoterapia, o estilo de vida saudável (alimentação saudável, atividade física regular e sono reparador) e as terapias holísticas (reiki, meditação, yoga e outras) são infinitamente mais eficazes quando aplicadas juntas do que cada uma de forma isolada.

A equipe CLINSAM é formada por psiquiatras, psicólogos e neurologista no mesmo espaço físico
e ainda conta com profissionais parceiros para os quais encaminhamos clientes quando necessário, como, nutricionistas, educadores físicos, terapeutas holísticos e profissionais de especialidades médicas que podem ser decisivas no processo terapêutico.

Até porque as causas dos transtornos mentais são geralmente multifatoriais e isso significa que o tratamento deve ser multidisciplinar. Trabalhar em equipe pelo paciente é a grande chave para o sucesso terapêutico,” explica Vanessa.

A CLINSAM, mesmo nos seus primeiros meses de funcionamento, em 2018, foi reconhecida como uma empresa de destaque na região e tornou-se referência em saúde mental.

Dentre tantas outras abordagens, a equipe realiza avaliação neuropsicológica, orientação profissional, terapia de casal e individual, dependência química e proporciona tratamentos inovadores na região como realidade virtual por neuro-feedback, além de desenvolver palestras em saúde mental e emocional de acordo com a demanda social, de empresas e em eventos diversos. Tudo na CLINSAM foi desenvolvido com muito carinho e empenho, desde a escolha de cada profissional da equipe até o local, muito acolhedor, aconchegante e de muito bom gosto.
Segundo Vanessa, a CLINSAM veio para ultrapassar tabus e lidar com o sofrimento psíquico de forma integrada e humanizada. Em outras palavras, veio para fazer a diferença em saúde mental.

Fotos: Awen Group

Serviço

Clinsam – Clínica de saúde mental
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