Controle dos impulsos

Controlar nossos impulsos significa o quanto conseguimos ser capazes de adiar a gratificação por algo e com isto, fazer escolhas mais inteligentes ou adaptáveis. Sabe o que é mais interessante: o controle dos impulsos se dá em nossa infância, quando lidamos com as primeiras frustrações e gratificações.

Crianças nunca aprendem a autodisciplina sozinhas e nem na escola. Aí entra a habilidade dos pais em dar limites e ensinar que para cada ato há uma consequência, que as escolhas levam a determinados caminhos, positivos ou negativos. 

Dizer “não” é muito mais complicado do que dizer “sim”; porém, olhando para o futuro os resultados de um “sim” e um “não” no tempo certo, fazem toda a diferença quando seu filho for adolescente ou adulto. Não diga “sim” para acalmar o choro ou a irritação, mas quando for necessário e “não” sempre que preciso, para que não colha dificuldades em longo prazo.

Falando na parte emocional (SAUVÉ 2009, pg,15) menciona que o vínculo afetivo é promovido juntamente com o relacionamento saudável e de confiança que as crianças mantêm com os pais que a fornecem um modelo que facilitará a aquisição de bons relacionamentos fora do seu ambiente familiar.

Limites são regras ou normas de conduta que devem ser passadas para as crianças desde a mais tenra idade, pois a imposição de limites é parte essencial da educação de uma criança, possibilitando melhor equilíbrio quanto ao seu desenvolvimento moral, psíquico, afetivo, cognitivo, organizando suas relações sociais. Ao colocar regras para as crianças as preparamos para a vida real, onde nem tudo acontece do jeito e na hora que se quer, portanto, durante o processo de desenvolvimento é importante saber que a lei na criança é internalizada, pois ela nasce amoral por ainda não ter internalizado as regras e aos poucos se torna capaz de moralidade quando guarda para si as leis. (COSTA, A., 2002, pg.22).

Por

Sara Cruz Frota 

Psicóloga (CRP 12/16061)

Ed. Liberty | Sala 307

Itajaí / SC