SÍNDROME DA CARTEIRA: CONHEÇA O HÁBITO QUE PODE CAUSAR DORES NO CIÁTICO

Sentar com a carteira no bolso de trás é um hábito bastante comum, especialmente entre os homens. Entretanto, o costume de ficar sentado em cima do objeto por muito tempo pode causar dores na região dos glúteos e nas pernas. O problema, chamado entre os especialistas de “síndrome da carteira”, já foi comprovado pela medicina e é mais comum do que se imagina.

O hábito atinge o nervo ciático, que é o nervo que tem origem na região lombar e se estende pela perna com várias ramificações. “Quando nós ficamos sentados em cima da carteira, ela fica sobre a nádega. Essa compressão sobre o nervo ciático por um longo período gera uma isquemia, uma falta de sangue e oxigênio no ciático, e o local começa a ter lesões, com isso, o paciente apresenta dor e formigamento tanto na região da nádega, como na região da perna”, explica Dr. Adriano Scaff, neurocirurgião especialista em medicina da dor.

Além disso, sentar sobre a carteira pode causar também um pequeno desvio na coluna (escoliose) e alteração no alinhamento do quadril. É inofensivo por um tempo, mas pode se tornar um problema sério a longo prazo.

A primeira medida para aliviar as dores é retirar a carteira do bolso ao sentar. “Outra opção é fazer fisioterapia para relaxar as regiões musculares, principalmente, do glúteo piriforme. Em último caso, se as dores persistirem, entramos com a medicação”, finaliza o especialista.

Website: http://www.adrianoscaff.com.br

34º Congresso Brasileiro de Reumatologia terá curso gratuito para 500 pacientes com doenças reumáticas

Evento será realizado em Florianópolis em setembro. Inscrições estão abertas

Florianópolis sedia em setembro deste ano a 34ª edição do Congresso Brasileiro de Reumatologia e uma das atividades programadas é o curso de Educação em Saúde para Pessoas com Doenças Reumáticas. Serão ofertadas 500 vagas. As inscrições estão abertas e podem participar pacientes com doenças reumáticas, familiares, cuidadores e profissionais da saúde.

A participação no curso é gratuita e o objetivo é oferecer conhecimento sobre as doenças e formas práticas de promover maior qualidade de vida aos pacientes. Um grupo de profissionais ligados à Sociedade Brasileira de Reumatologia será o responsável por repassar os conhecimentos.

“Quando o paciente tem conhecimento sobre a doença ele consegue conviver melhor tanto fisicamente como emocionalmente e por isso percebemos a importância de trazer este curso para o Congresso na capital catarinense. Estender esse conhecimento para os familiares e cuidadores também é fundamental”, declara o presidente do Congresso, o médico reumatologista Ivânio Pereira.

Estatísticas
Existem mais de 120 doenças reumáticas catalogadas e essas enfermidades afetam 10% da população brasileira, com manifestações em pessoas de qualquer idade. De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), as mais frequentes são osteoartrite, artrite reumatoide, osteoporose, fibromialgia, gota e lúpus. Para se ter uma ideia a artrite reumatoide, doença que provoca inflamação nas juntas, atinge 1% da população, a osteoporose, mundialmente, acomete 1 em cada 3 mulheres e a fibromialgia atinge 3% da população.

A inscrição pode ser feita pelo e-mail curso.paciente@sbr2017.com.br ou pelo telefone (48) 3322-1021.

 

Programação

Módulo 1 – O que é artrite?
– Como se tornar proativo no cuidado da artrite
– Visão e prática educativa
– Conceitos fundamentais sobre educação em artrite
– Objetivo do módulo: esclarecer sobre a doença, como diagnosticá-la, a importância do diagnóstico precoce, complicações e tratamento
Módulo 2 – Trocando experiências/Resoluções de problemas
– Propósitos
– Introdução às técnicas de manejo da dor
– Avaliando a extensão da artrite
– Conselhos para exercitar/Práticas dos exercícios
– Abordagens educacionais distintas de acordo com a idade do paciente
– Prática de relaxamento muscular progressivo
Módulo 3 – Trocando experiências/Propósitos
– Manejo da depressão
– Pensando positivamente
– Artrite além do que se vê
– Como incrementar os exercícios
– Sentimento e comunicação
Módulo 4 – Trocando experiências/Entendendo os sintomas comuns
– A importância da nutrição em artrite
– Osteoporose
– Complicações mais frequentes que você deve estar atento
– Programa e exercícios para prevenção da queda
– Técnicas de distração
– Prática de relaxamento por imagens guiadas
Módulo 5 – Trocando experiências/Encontrando recursos
– Como encontrar cuidado para sua artrite
– Como melhorar a relação com seu médico
– Medicamentos em artrite (indicações, contraindicações e eventos adversos) e formas de administração
– Medicamentos que necessitam de técnicas e cuidados especiais
– Como se preparar para uma consulta
Módulo 6 – Trocando experiências/Estratégias para manejar os sintomas
– Como avaliar alternativas e outros tratamentos para sua artrite
– Manejo da fadiga
– Conhecendo as técnicas de manejo dos sintomas
– Planejando o futuro
– Prática dos exercícios
– Celebrando o êxito da turma
– Avaliação global da qualidade e da adequação do programa

Serviço
O que: 38º Curso de Educação em Saúde para Pessoas com Doenças Reumáticas – atividade que integra o 34º Congresso Brasileiro de Reumatologia
Quando: 13 de setembro, quarta-feira, das 8h30 às 16h30
Onde: Centro de Eventos CentroSul – Av. Gustavo Richard 850, Centro, Florianópolis.

Transplante aproxima doador e receptor e inicia-se uma grande amizade

Roseli doou um rim para Cátia e agora são como mãe e filha 

Em 20 de julho comemora-se o Dia do Amigo. Amizade pode ser definida como relação afetiva que envolve admiração, afinidade, carinho e amor fraterno. Mas, até que ponto alguém chegaria para exercitar e solidificar a amizade verdadeira? Na Fundação Pró-Rim, referência nacional em tratamento e transplantes de rins, este sentimento é uma constante. Histórias enternecedoras envolvendo vidas de pacientes passam por aqui. Roseli e Cátia protagonizaram uma história emocionante que salvou uma vida e serve como exemplo de amizade incondicional.

Em janeiro de 2011, a professora Cátia Crispim Rodrigues saiu da sua cidade, Dourados (MS), para passar férias com a família em Guaratuba, no litoral norte de Santa Catarina. Doente renal, ela pesquisou e descobriu que a hemodiálise em trânsito poderia ser realizada na Fundação Pró-Rim, em Joinville (SC), sem qualquer alteração no tratamento, além de garantir o período de lazer.

Foi durante estas sessões que ela se informou com as enfermeiras e entendeu que a possibilidade de fazer um transplante era real. Voltou para a sua cidade, mas devido à debilidade física decidiu retornar para Joinville seis meses depois, determinada a fazer o transplante. O marido licenciou-se do trabalho para acompanhá-la. Uma mudança radical na luta contra o relógio para salvar à própria vida.

O irmão mais novo, que a princípio seria o doador, foi descartado por falta de compatibilidade. A doença continuava avançando e Cátia cada vez mais debilitada precisava do transplante com urgência. “Naquele domingo o meu marido foi à igreja em que congregamos e ele deu um depoimento relatando o nosso drama. Na semana seguinte eu o acompanhei ao culto e fui confortada por várias pessoas, entre elas uma mulher que se disse disposta a me doar um rim. Agradeci, mas considerei aquele gesto como resultado de um momento de emoção”, detalhou Cátia.

Mas a mulher estava mesmo determinada a fazer os exames de compatibilidade e doar um rim o mais rápido possível para salvar a vida de Cátia. Era Roseli de Barros Behnke, funcionária de uma empresa de segurança, que em 2005 perdeu um filho de 20 anos em um acidente de trânsito. Ela conta que mesmo diante de tanta dor, naquele momento, autorizou a doação de todos os órgãos do filho. Agora, o cenário era diferente. Ela própria seria a doadora e em vida!

Em poucos dias, os exames confirmaram a compatibilidade entre as duas. Mas, surgiu a primeira dificuldade: a legislação brasileira só permite que a doação de órgãos entre vivos seja de aparentados, com algumas exceções. Imediatamente o advogado, Maycon Truppel Machado, comprovou no processo que tanto a doadora quanto a receptora frequentavam a mesma igreja e na crença fortaleceram os laços de amizade. Ou seja, as duas eram irmãs na fé, o que resultou neste ato generoso, humanitário, sem qualquer outro interesse. A sentença judicial foi favorável e o transplante aconteceu em 19 de abril de 2013 e foi um sucesso.

Para Cátia, “tudo o que aconteceu foi parte de um plano divino para me manter viva. Muito mais que uma amizade. Sinto pela Roseli uma gratidão eterna, maior que o mundo, afinal carrego uma parte dela dentro de mim. Ela agora é da minha família. Transformou-se em uma verdadeira mãe para mim. Me deu outra vida e agora cuida de mim, sempre preocupada comigo”. E acrescenta que em um futuro breve pensa em adotar um filho “e assim poder externar todo este amor que agora a vida me permite sentir”.

Já Roseli brinca ao definir o que aconteceu: “fiz um bom trabalho!” Para ela, “a Cátia é uma filha de rim, um amor incondicional. Eu que agradeço por me sentir uma pessoa melhor e conseguir transmitir isso, que mudou a minha vida. O que aconteceu conosco foi uma benção que vai nos manter juntas para toda vida, independentemente de qualquer distância” explica a doadora.

 Sobre a Fundação Pró-Rim (www.prorim.org.br): Referência nacional no tratamento e no transplante de rins, a Fundação Pró-Rim é uma entidade filantrópica com 30 anos de atuação. Possui unidades de hemodiálise em Santa Catarina e Tocantins e atende pacientes renais crônicos de todo o Brasil. É pioneira nos transplantes renais em SC e sua equipe está entre as que mais realizam transplante no país. Já ultrapassou a marca de 1500 transplantes renais. Foi a primeira unidade de hemodiálise do Estado a receber o nível máximo de Qualidade da Organização Nacional de Acreditação (ONA – Nível 3). Recebeu o Prêmio Empreendedorismo Social pela Folha de S. Paulo e foi eleita pelo oitavo ano consecutivo pelo Guia Você SA como uma das 150 melhores empresas para se trabalhar no Brasil.

Praticar esportes com varizes: é possível?

Além de serem esteticamente desagradáveis, as varizes também são um incômodo por conta da sensação de dor, formigamento, queimação e o inchaço que causam no paciente. Em média, 70% de brasileiros que sofrem com este problema. Veias dilatadas, alongadas e tortuosas (nas pernas e pés), são causadas pelo mal funcionamento das veias em enviar o sangue de volta ao coração. O problema maior da patologia é o risco de evoluir para doenças mais graves, como a trombose, que interferir diretamente na qualidade de vida e autoestima do paciente – isso porque, o paciente, não consegue dormir por causa das dores e evita certas vestimentas. Essas são dificuldades corriqueiras para quem sofre com doenças venosas.

Dentre os muitos fatores que levam ao surgimento das varizes, como idade avançada, fumo, uso de anticoncepcionais, gestação e predisposição genética a doenças venosas) deve-se estacar o sedentarismo e a obesidade – o que não significa que pessoas fora deste grupo de risco estejam imunes à doença. Segundo o último levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), realizado em 2015, 100,5 milhões de brasileiros acima de 15 anos não praticavam nenhum tipo de atividade física.

Além de ser importante na prevenção das varizes (e de muitos outros problemas físicos e/ou psicológicos), o esporte pode ser uma maneira de ajudar no tratamento das indesejáveis dores. Os esportes mais indicados são os que exigem maior desempenho aeróbio, como corrida, caminhada, ciclismo, futebol e vôlei, por exemplo – enquanto levantamento de peso, remo e vela são algumas das atividades não recomendadas para este tipo de caso.

As meias de compressão, que são eficazmente usadas como método de prevenção e tratamento das varizes, podem ser também ser utilizadas para a melhora da circulação durante as atividades físicas. Além de estimularem o retorno venoso e, assim, combater as varizes, as meias amenizam as dores pós-treino causadas pelo acúmulo de ácido lático no sangue – colaborando, assim, para uma melhor oxigenação de todo o organismo e, consequentemente, facilitar a dispersão do ácido lático liberado.

Além da linha Medical, que conta com diferentes modelos que atendem a todos os tipos de pacientes, a Sigvaris, empresa suíça líder em compressão graduada, possui também a linha Sports, com meias e polainas que ajudam na prevenção e tratamento das varizes – e contribuem, também, para um melhor desempenho do atleta. Associado a isso, é importante que o atleta cuide da circulação após à prática esportiva também. Por isso, recomenda-se o uso das meiasRecovery, ideais para o pós-treino, que amenizam as dores e diminuem a fadiga, a dor e o cansaço causado pelo exercício e aceleram a recuperação muscular.

A linha conta com a meia Performance (compressão 20-30 mmg), nas cores preto e branco, a polaina Pulse Road (compressão 20-30 mmHg), disponível nas cores preto, branco, azul, rosa, verde e laranja e a meia Recovery (compressão 15-20 mmHg), que pode ser encontrada nas cores preto e branco. Em caso de doença varicosa, consulte um especialista para avaliar qual atividade física e modelos de meia são mais adequados.

Pesquisa realizada pela Pfizer aponta que brasileiros desconhecem câncer de rim

A maioria dos brasileiros conhece pouco sobre o câncer de rim e considera que a divulgação sobre a doença no País é insuficiente. Além disso, predominam percepções equivocadas em relação às causas, sintomas e tratamento do tumor. Essas são algumas das conclusões de uma pesquisa inédita sobre o tema realizada pelo Instituto Nielsen, a pedido da Pfizer, envolvendo não apenas o Brasil, mas também ArgentinaChile, Colômbia e México. Participaram do levantamento 2.067 pessoas com mais de 18 anos, incluindo 414 brasileiros.

Menos de três a cada dez pessoas no Brasil têm informações sobre o câncer renal, embora se trate de um dos tumores com as maiores taxas de mortalidade em todo o mundo. Ainda assim, a porcentagem de brasileiros familiarizados com a doença é superior às taxas dos outros países que participaram do levantamento. “Essa constatação reforça a importância de um amplo trabalho de conscientização sobre a doença”, diz a oncologista clínica Ana Paula Garcia Cardoso, do Hospital Israelita Albert Einstein.

No Brasil, a parcela mais jovem dos entrevistados pela pesquisa, com idade entre 21 e 25 anos, é aquela que mais conhece o câncer de rim e também o grupo que dispõe de mais informações sobre os diferentes tipos de câncer existentes. Já entre as pessoas de 36 a 50 anos de idade, apenas 26% estão familiarizadas com a doença, porcentagem que cai para 20% entre aqueles com 51 anos ou mais.

Na visão dos entrevistados, o desconhecimento sobre o câncer renal está relacionado à baixa visibilidade da doença nos meios de comunicação e nas redes sociais, de modo que apenas 14% dos brasileiros ouvidos acreditam que a divulgação sobre esse tumor é adequada no País. Para outras populações, como a Argentina, essa porcentagem é ainda mais baixa, chegando a 8%.

Quando questionados sobre as possíveis fontes de informação sobre o câncer de rim, 86% dos entrevistados brasileiros disseram que esperariam encontrar esse conteúdo na internet. Também foram mencionados os profissionais de saúde (80%), as associações de pacientes (39%), a mídia impressa e eletrônica (24%), os amigos e familiares (19%), bem como as entidades governamentais (14%).

FONTE Pfizer

Proteja-se das doenças causadas pelas baixas temperaturas

Especialista alerta sobre o aumento dos casos de gripes, resfriados e doenças respiratórias

É muito comum que com a chegada do Inverno e das baixas temperaturas, aumentem os casos de gripes, resfriados e doenças respiratórias, as famosas “ites”. Por isso, devemos estar atentos e preveni-las. Para facilitar a tarefa, o Dr. Aier Adriano Costa, coordenador da equipe médica do Docway, explica como essas doenças atacam nosso organismo e separou algumas dicas para amenizar os problemas causados nesta época do ano.

A primeira coisa a saber, é que nosso organismo costuma combater sozinho essas doenças, eliminando-a do nosso corpo em cinco ou sete dias. “Nosso organismo está programado para isso. Na grande maioria dos casos ele mesmo elimina o vírus. Claro, devemos tomar cuidados básicos como beber bastante água para manter a hidratação, ter uma alimentação adequada e repousar bastante”, explica o médico.

Agora, se após esse período a pessoa apresentar os mesmos sintomas, podendo ser agravados por secreções amareladas ou esverdeadas no nariz e no ouvido ou pontos de inflamação e pus na garganta, é melhor procurar um médico. “Com a chegada do Inverno, nosso organismo acaba ficando suscetível a essas doenças. Nosso sistema respiratório é basicamente mucosa com cílios, que tem a função de eliminar possíveis invasores. Com o frio, esses pelinhos sofrem, e vírus e bactérias entram com mais facilidade no nosso corpo”, complementa.

Segundo Dr. Aier, é bom evitar lugares fechados e sem ventilação, já que eles concentram um número maior de micro-organismos, aumentando as chances de contágio. Por isso, não importa o local, seja ônibus, casa ou escritório, mesmo com as temperaturas mais baixas é importante que haja ventilação. “Ao chegar em casa, lave o nariz com soro fisiológico. Ele ajuda a limpar a poluição das vias respiratórias e eliminar possíveis invasores que causaram as doenças. Se o ar estiver seco, use um umidificador de ar ou uma toalha úmida no ambiente. Beba muita água, pois ela ajuda a prevenir as infecções”.

Para prevenção da gripe, existe ainda a possibilidade de vacina. Idosos com mais de 65 anos, grávidas e crianças com idade entre 6 meses e 2 anos devem ser vacinadas. O médico lembra ainda que esse método de prevenção não é aconselhável a pessoas com alergia a albumina, proteína encontrada no ovo e usada em sua fabricação. “O Inverno tente a trazer mais doenças, mas medidas simples podem ajudar no combate. Seja uma gripe ou resfriado, ou até mesmo uma rinite ou sinusite, tais cuidados ajudam no dia a dia do paciente”, finaliza.

Dados mundiais
Segundo estima a Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 1,2 bilhão de pessoas tem risco elevado de contrair a gripe e suas complicações. Desse total, 385 milhões são idosos acima de 65 anos, 700 milhões de crianças e adultos com doenças crônicas e outros 140 milhões de crianças. Estudos demostraram que a vacina, no caso da gripe, pode reduzir em até 75% a mortalidade global. Quanto aos idosos que residem em lares especiais, a imunização pode diminuir em até 60% o risco de pneumonia e 68% o risco de internação.

Vale lembrar que em 95% dos casos a gripe é causada por vírus, e apenas 5% por bactéria. Em determinado casos, a infecção por vírus pode acabar facilitando a infecção por bactéria, já que por conta da infecção há uma redução das defesas. Segundo Dr. Aier Adriano Costa, a vacina não causa gripe nos pacientes imunizados, mas leva de quatro a oito semanas para ter eficácia plena, por isso a pessoa que tomou a vacina pode chegar a ficar doente nesse período.

Para conhecer todos os detalhes sobre o Docway, que está disponível para os sistemas Android e iOS, acesse o site www.docway.co.

Julho é lembrado o mês de conscientização do câncer de bexiga

Um tipo de câncer que tem o tabagismo como principal fator de risco
 “Estamos iniciando uma nova era de tratamentos para combater o câncer de bexiga”.  Esta é a análise feita pelo médico oncologista, Giuliano Santos Borges, que acompanha o desenvolvimento de novas fórmulas medicamentosas para combater o câncer. Pesquisador há mais de 10 anos, vê esperança agora em tratamento para os pacientes com este tipo de câncer que afeta mais homens, entre os 5 primeiros – atrás de próstata, pulmão intestino e estômago e tem o cigarro como principal vilão.
 Segundo a estimativa do INCA, a doença vai atingir 7.200 em homens e 2.470 em mulheres. Os sintomas são silenciosos, o que atrasa o diagnóstico e faz com que a taxa de cura seja baixa. Segundo o oncologista, as pessoas devem ficar atentas quanto ao desconforto ao urinar, dor ou sangramento.
 O tratamento convencional para pacientes com este diagnóstico ainda é bem restrito a quimioterapia, porém, a esperança está na chegada dos imunoterápicos. Em 2016, a FDA, uma agência do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, aprovou  pela primeira vez, um medicamento desta para tratar o tipo mais comum de câncer de bexiga: carcinoma urotelial. E agora, um novo medicamento semelhante, está sendo testado em Itajaí, em pacientes com este tipo de câncer. A ação no organismo é estimular o sistema imunológico para combater as células cancerígenas.
Este novo tratamento disponível no Centro de Novos Tratamentos é direcionado para pacientes que tiveram o diagnóstico recente de câncer de bexiga metastático, e que não  iniciaram quimioterapia “ A intenção é melhorar os resultados já obtidos atualmente com os tratamentos padrões”, explicou Giuliano.

Testes gratuitos para pacientes com câncer de pulmão disponíveis em Itajaí

A cidade de Itajaí é a única no Estado de SC a oferecer os três exames de graça aos pacientes que tiveram o diagnóstico de câncer de pulmão recentemente. Dois desses estes estão sendo feitos pela equipe do Centro de Novos Tratamentos (CNT): são os testes do ALK e do EGFR. Já no Laboratório de Patologia Infolaudo está sendo oferecido o chamado exame PD-L1, recém liberado no Brasil. Até o mês passado, este último exame só era feito nos Estados Unidos, demorava até 30 dias para ficar pronto e custava em média US$ 1 mil. Agora, é de graça e fica pronto em até 5 dias.

 
Com esses exames, o médico poderá oferecer tratamentos mais personalizados aos pacientes. Por exemplo, se a pessoa tiver a resposta positiva para a alteração do ALK através deste exame gratuito, não precisará passar pela quimioterapia e tem à disposição no próprio CNT um comprimido para tratar a doença. Já no caso do PD-L1, o paciente saberá se pode fazer uso da imunoterapia, a nova classe de medicamentos que traz esperanças aos pacientes, uma vez que as células do corpo buscam combater o câncer, com baixa toxicidade. 
 
Cientificamente falando, o câncer de pulmão é dividido em dois grupos: o de pequenas células (15%) e o de não pequenas células ( 85%). Dentro desses tipos, encontram-se as alterações, como é o caso da translocação do ALK, que faz parte do grupo das não pequenas-células e atinge 5% das pessoas com esse diagnóstico. Essa alteração é diagnosticada através de uma análise feita em uma parte de tumor. Um exame que não está disponível no Sistema Único de Saúde e não é pago por grande parte dos convênios no país, mas é oferecido através deste protocolo clínico. 
 
Segundo o médico oncologista do Centro de Novos Tratamentos Itajaí, Giuliano Santos Borges, é importante que todos os pacientes com diagnóstico de câncer de pulmão façam os testes para identificar as terapias disponíveis.   A medicação usada no tratamento disponível em Itajaí já está aprovada nos Estados Unidos e na Europa desde 2014. Lá, o medicamento chega a custar US$ 15 mil mensais, correspondendo mais de R$ 50 mil no Brasil. E o concorrente, também aprovado, chega a ter um custo de tratamento de R$ 400 mil ao ano. São medicações que passaram por estudos clínicos e foram aprovados por apresentarem bons resultados. Aqui no Brasil, o comprimido ainda está em fase de testes. Este tratamento do exame de ALK e do comprimido também é oferecido no Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio Grande do Norte. 
 
Já sobre o teste do PD-L1, no sul do país, o laboratório em Itajaí, outro do mesmo grupo em Erechim, e também um laboratório de Porto Alegre,  no Rio Grande do Sul, realizarão o procedimento. Além desses locais, o programa está sendo ofertado em Salvador, Barretos e São Paulo, no hospital Albert Einstein. “A Medicina Personalizada é a nova área que a patologia esta inserida. É importante frisar que o estudo imuno-histoquimico, que é utilizado para fazer o PD-L1, antes era só disponível em São Paulo, hoje Itajaí esta entre as cidades do Brasil que dispõem dessa técnica, e esse método é usado para diferenciar também outros tipos de cânceres, incluindo os Linfomas, Câncer de Mama, Intestino e entre outros”, explicou o médico do Laboratório de Patologia Infolaudo e presidente da Sociedade Brasileira de Patologia, Clovis Klock.

Dicas para não se enganar com dietas e alimentos

Diariamente nos deparamos com estudos  que condenam alguns alimentos, glorificam outros e, logo em seguida, novas pesquisas são divulgadas desmentindo as conclusões anteriores. A Doctoralia, plataforma líder mundial para a conexão de profissionais de saúde com pacientes, traz algumas orientações e recomendações sobre como ter bons hábitos alimentares e evitar  produtos que podem prejudicar a saúde.

Não se engane ao consumir alimentos com boa fama
Algumas dicas de alimentação que já fazem parte do senso comum, também podem causar efeitos negativos ao organismo se ingeridos em excesso, é o que aponta o nutricionista cadastrado na Doctoralia, Dr. Daniel Barreto de Melo. O alto consumo de fibras, muito adotado pelos que estão em dietas, “pode levar não só à constipação (intestino preso) como também a uma menor absorção de algumas vitaminas e minerais”. Mesmo as frutas,  consideradas totalmente saudáveis, devem ser consumidas com moderação. “A maioria delas são ricas em açúcares simples e seu excesso promove o ganho de peso e algumas desordens metabólicas”, ressalta o Dr. Melo.

Diversifique seu cardápio
Dietas restritivas, como as que eliminam o carboidrato do cardápio, são muito divulgadas e praticadas, porém essa prática pode causar deficiências nutricionais  sérias. O nutricionista  afirma que “a diversidade alimentar é fundamental para que sejam ingeridas as quantidades adequadas de vitaminas, minerais e compostos bioativos dos alimentos”. Além disso, Dr. Melo lembra que limitar as opções pode “causar monotonia alimentar e diminuir a percepção de que a alimentação deve ser, além de saudável, prazerosa”.

Evite alimentos com altas quantidades de compostos químicos
Segundo o profissional, alimentos fontes de gordura trans, nitritos, nitratos e outros, consumidos com frequência, mesmo que em quantidades pequenas, fazem mal a saúde. “Neste ponto é que entram a maioria dos alimentos industrializados e daqui surgem as recomendações de se preferirem os alimentos minimamente processados, caseiros, naturais, etc”. Dr. Melo cita ainda alguns produtos que são muito comuns no dia a dia, como “a maioria dos biscoitos e bolachas, sorvetes, bolos prontos, diversos alimentos congelados, embutidos em geral, refrigerantes, alimentos coloridos artificialmente, caldo de carne, entre outros”.

Além desses, legumes, vegetais e frutas também merecem atenção. De acordo com estudos da Anvisa, o Brasil é maior consumidor de agrotóxicos do mundo, sendo que muitos alimentos apresentam substâncias químicas acima do permitido. O nutricionista alerta para este fato e afirma  “esses compostos químicos são absorvidos e armazenados no corpo, impedindo seu adequado funcionamento”.

Crie o hábito de ler as embalagens
Muitos produtos vendidos como saudáveis também podem mascarar ingredientes prejudiciais à saúde, como é o caso dos biscoitos integrais, que algumas vezes contém mais açúcar do que fibra em sua composição. “A indústria de alimentos costuma utilizar farinha de trigo integral junto à branca, então o produto ganha fibras e outros nutrientes, mas de forma limitada, nem sempre sendo realmente saudável”. Outro exemplo é o suco de caixinha, se for néctar de fruta,  significa que tem apenas de 20% a 40% de suco e o restante é composto de água, açúcar e aromatizante. Mesmo quando não se enquadram nesta categoria, “os que realmente são sucos costumam perder uma quantidade considerável de nutrientes, durante o processo de pasteurização e envasamento, o que torna os sucos feitos na hora as melhores opções”. “Diante disso tudo, é importante saber que algumas marcas são mais cautelosas com o consumidor e produzem versões realmente saudáveis desses alimentos. É preciso se criar o hábito de ler rótulos, para que sejam feitas sempre as melhores escolhas”, aconselha o Dr. Melo.

 

Infecções de repetição podem ascender o sinal de alerta para as IDPs

Cerca de 70% a 90% dos pacientes ainda não estão diagnosticados

Entre os dias 22 e 29 de abril acontece a Semana Mundial de Imunodeficiências Primárias (IDPs), que traz como tema este ano “Testar, Diagnosticar e Tratar”. Várias entidades pelo mundo estarão reunidas nesta semana de conscientização, sendo no Brasil a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) e o Grupo Brasileiro de Imunodeficiências (BRAGID) assim como associação de pacientes. Diversos serviços de saúde que prestam atendimento às IDPs farão trabalhos com a população para alertar sobre estas doenças.

As IDPs ocorrem em pessoas nascidas com o sistema imunológico deficiente em algum setor e manifesta-se por meio de infecções “comuns”, como otites, pneumonia, sinusites, entre outras. São mais de 300 doenças diferentes e, por isso, a prevalência varia muito. “As mais comuns são aquelas em que há defeitos na produção de anticorpos. Assim sendo, o fundamental para o tratamento destas doenças é garantir aos pacientes o acesso à reposição de imunoglobulina por via venosa ou subcutânea regularmente”, explica a especialista da ASBAI Dra. Ekaterini Goudouris.

Chegar à conclusão de que uma pessoa tem IDP não é tarefa simples. Atualmente, cerca 70% a 90% dos pacientes ainda não estão diagnosticados. Para auxiliar os médicos no diagnóstico, foram listados os 10 principais sinais para crianças e adultos que podem caracterizar uma pessoa com imunodeficiência primária. São eles:

Os 10 Sinais de Alerta para Imunodeficiências Primárias em Adultos 

· Duas ou mais novas otites por ano

· Duas ou mais novas sinusites no período de um ano, na ausência de alergia

· Uma pneumonia por ano

· Diarreia crônica com perda de peso

· Infecções virais de repetição (resfriados, herpes, verrugas)

· Uso de antibiótico intravenoso de repetição para tratar infecção

· Abcessos profundos de repetição na pele ou órgãos internos

· Monilíase persistente ou infecção fungica na pele ou qualquer lugar

· Infecção por micobactéria da tuberculose ou atípica

· História familiar positiva de imunodeficiência

Os 10 Sinais de Alerta para Imunodeficiências Primárias em Crianças

· Duas ou mais pneumonias no ano

· Quatro ou mais otites no último ano

· Estomatites de repetição ou monilíase por mais de dois meses

· Abcessos de repetição ou ectima

· Um episódio de infecção sistêmica grave (meningite, osteoartrite, septicemia)

· Infecções intestinais de repetição/diarreia crônica

· Asma grave, doença do colágeno ou doença autoimune

· Efeito adverso ao BCG e/ou infecção por micobactéria

· Fenótipo clínico sugestivo de síndrome associada à imunodeficiência

· História familiar positiva de imunodeficiência

 

“Suspeita-se do diagnóstico das IDPs sempre que há processos infecciosos graves ou difíceis de tratar e/ou muito frequentes e/ou por agentes infecciosos não comuns. Febre, sinais de inflamação sem infecções ou doenças autoimunes em crianças pequenas também são sinais de alerta”, explica a Dra. Beatriz Tavares Costa Carvalho, especialista do Departamento Científico de Imunodeficiências da ASBAI e membro do Jeffrey Modell, instituição que apoia eventos sobre IDPs em todo o mundo.

Entre os desafios de se chegar ao diagnóstico de imunodeficiência primária está o desconhecimento da própria classe médica sobre estas doenças. Além disso, a dificuldade do acesso a determinados exames que confirmam a doença e o ingresso no tratamento.

Mais informações sobre a Semana Mundial de Imunodeficiências Primárias podem ser obtidas no site http://www.worldpiweek.org/resources/campaign-materials

 

Sobre a ASBAI
A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia existe desde 1946. É uma associação sem finalidade lucrativa, de caráter científico, cujo objetivo é promover o estudo, a discussão e a divulgação de questões relacionadas à Alergologia e à Imunologia Clínica, além da concessão de Título de Especialista em Alergia Clínica e Imunologia a seus sócios, de acordo com convênio celebrado com a Associação Médica Brasileira. Atualmente, a ASBAI tem representações regionais em 21 estados brasileiros.

Sobre o BRAGID
O Grupo Brasileiro de Imunodeficiências foi criado para oferecer aos médicos acesso a informações sobre as Imunodeficiências Primárias, procurando promover educação continuada sobre seu diagnóstico e tratamento, desenvolver uma rede nacional de diagnóstico laboratorial e estabelecer uma rede de cooperação entre os centros de referência nacionais e da América Latina.