Abordagem psiquiátrica

Ainda existem dúvidas em relação a psiquiatria e ao psiquiatra e isso dificulta o seu acesso e piora o prognóstico dos transtornos mentais. Primeiro é importante entender que o psiquiatra é  o médico que fez residência ou especialização em psiquiatria. Lembrando que se o profissional for especialista, precisa ter o registro que é um número, o RQE (Registro de Qualificação de Especialidades). Isso faz toda a diferença.

O psiquiatra pode trabalhar com a prevenção, com o tratamento e com a reabilitação dos transtornos mentais que podem ser orgânicos ou funcionais e que apresentam sinais e sintomas psicológicos. O psiquiatra alivia o sofrimento psíquico independente da causa. Ele pode tratar depressão, ansiedade, esquizofrenia, outras psicoses, transtorno bipolar, demências, dependência química, transtornos alimentares, transtornos de personalidade e muitos outros.

A consulta é como a de um outro médico de outra especialidade. O psiquiatra irá querer saber sobre as queixas, mas muito mais do que isso, irá querer saber sobre toda a história biológica, psíquica e cultural do paciente, incluindo história familiar e religiosa. É muito importante que a avaliação seja o mais completa possível e por isso muitas vezes são necessárias mais de uma consulta de avaliação até fechar o diagnóstico e direcionar a conduta. O exame do estado mental ocorre basicamente através da conversa. Algumas vezes são necessários exames físicos, de laboratório ou de imagem, avaliações psicológicas, neurológicas ou neuropsicológicas.

Em relação aos tratamentos em psiquiatria pode ser medicamentoso, psicoterápico, em regime de internação ou outros mais inovadores como a estimulação elétrica tránscraniana e eletroconvulsoterapia. Existe todo um arsenal terapêutico em psiquiatria. Mais especificamente sobre a psicoterapia existem diversas abordagens como a comportamental, de apoio, analítica, sistêmica e cada pessoa tem uma indicação. A psicoterapia pode ser realizada por psiquiatra que tenha formação ou por psicólogo, lembrando que um profissional não tem como dominar todas as abordagens ao mesmo tempo. O ideal é que diante de algum sofrimento psíquico haja avaliação do psiquiatra que direcionará para os profissionais e abordagens ideais.

O que eu percebo na psiquiatria é que o quanto antes se procura ajuda, mais fácil é o tratamento, com melhora mais rápida e sua manutenção a longo prazo. Então perca o medo e o preconceito, não perca tempo, procure um psiquiatra.

Por

Dra. Vanessa Adegas Menin

Psiquiatria e psicoterapia 

CRM – 22011 RQE 12908 

CLINSAM – Clínica de saúde mental 

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Trombofilia

Apesar de não ser uma doença e sim uma condição, é muito importante saber o que é a trombofilia, principalmente para as mulheres que desejam engravidar. O médico ginecologista e obstetra, Rodrigo Otávio Sarraff Berger explica que a trombofilia é uma situação em que ocorre uma predisposição a ter trombose e riscos cardiovasculares, em que o sangue pode engrossar. Além disso, essa condição é muito comum ocorrer na gestação,
Há duas possibilidades de causas da trombofilia. Uma é a hereditária, quando a condição está ligada a fatores genéticos. A outra é quando essa condição é adquirida. Neste caso, ela pode ser desencadeada por diversos fatores que aumentam a coagulação do sangue, é uma consequência de outras condições clínicas, como: doenças (câncer, síndrome antifosfolípide); imobilização prolongada; uso de medicamentos (terapia de reposição hormonal, anticoncepcional oral); gravidez; puerpério (período de 45 dias após o parto).
Diagnóstico
Em relação a investigação da trombofilia, tanto adquirida quanto hereditária, esta é feita por meio de exames específicos que são capazes de identificar alterações em níveis, por exemplo, de proteínas como a S, quanto mutações ou deleção de alguns dos genes. E como prevenção, o Berger afirma que: “O ideal é que toda a pré-adolescente, que vai iniciar o uso de anticoncepcional combinado com estrogênio, faça uma investigação funcional e
genética”. Essa investigação, feita como prevenção, impediria que jovens passassem por casos de AVC (acidente vascular cerebral) ou trombose, por exemplo, ao usarem anticoncepcional com estrogênio, pois seriam identificadas as que pertencem ao grupo de risco.
Além disso, a importância de investigar logo no início da gravidez é de extrema relevância. O ginecologista nos conta que: “Cerca de 90% das possíveis patologias e complicações obstétricas estão relacionadas a esta parte da coagulação, seja deslocamento ou sangramento no primeiro trimestre, causa de abortamento, diminuição do líquido, envelhecimento da placenta, pré-eclâmpsia e eclampsia. E na maioria das vezes, se for fazer uma investigação, é possível verificar que se tivesse sido investigada antes, poderia ter sido ser tratada”, esclarece.
Sintomas
Quanto aos sintomas, o ginecologista explica que na maioria das vezes são brandos. “Às vezes os sintomas aparecem só depois de uma certa idade, com 40 ou 50 anos, ou então até precocemente, na infância. Crianças que tem muita dor de cabeça e não tem um diagnóstico definido, devem fazer essa investigação também, porque pode ser uma das causas desse problema”. Ressalta. Em muitos casos, a pessoa pode não saber que tem trombofilia até o surgimento de um inchaço repentino, passar a ter abortos frequentes ou complicações durante a gravidez. Também é comum aparecer em pessoas idosas, já que a fragilidade causada pela idade pode facilitar o aparecimento dos sintomas.
Entre os sintomas, o principal é a trombose venosa profunda, que ocorre principalmente nos membros inferiores e provoca os seguintes sintomas:
* Inchaço, geralmente em apenas uma perna;
* Dor na perna ao caminhar, ficar em pé ou em repouso;
* Aumento da temperatura no local;
* Dilatação das veias superficiais;
* Pele azulada ou pálida na área que está inchada e dolorida;
* Dor e endurecimento no trajeto da veia suspeita de ter o coágulo.

Tratamento

O tratamento para a trombofilia é feito com cuidados para se evitar quadros de trombose. Além de uma dieta com alimentos que favorecem o sangue a não engrossar, com acompanhamento de um nutricionista, é feito uso de medicamentos anticoagulantes, que “afinam o sangue”, de maneira a evitar a coagulação sanguínea e, consequentemente, prevenir a formação de trombos. Também durante o tratamento são feitos exames de sangue para avaliar se os anticoagulantes estão fazendo o efeito desejado. É importante também fazer atividades físicas e
uso de meias elásticas compreensivas.

Complicações
A trombofilia quando não tratada pode provocar:
* Trombose venosa profunda e superficial;
* Acidente vascular cerebral;
* Embolia pulmonar, que pode ser fatal;
* Complicações na gravidez (retardo do crescimento fetal, abortamento, perda do feto, início precoce de pré-
eclâmpsia grave, descolamento de placenta).

Raiva: o que é e como prevenir

Especialistas explicam como evitar a doença que pode comprometer o Sistema Nervoso Central (SNC)

Muito se fala sobre a raiva, uma doença grave que pode comprometer o Sistema Nervoso Central (SNC), mas dificilmente encontramos pessoas que realmente sabem como ela é transmitida, quais são seus sintomas e como prevenir. Transmitida por meio da saliva de animais infectados, que pode entrar em nosso corpo por meio de uma mordida ou até mesmo após lambedura de uma lesão já existente na pele, o vírus pode viajar até o cérebro humano, causando inchaço ou inflamação.

“O tempo entre a transmissão e o aparecimento da infecção pela raiva é de, em média, 45 dias. os principais sintomas são febre, babar em excesso, dor ou sensibilidade exagerada no local da mordida, excitabilidade, perda de sensibilidade ou força em uma área do corpo, espasmos musculares, agitação, ansiedade, dificuldade de engolir e até mesmo convulsões”, explica a Dra. Marianna Lago, infectologista do Docway.

Segundo a especialista, caso uma pessoa seja mordida por um animal desconhecido é importante manter a calma e obter o máximo de informações sobre ele. Isso vai facilitar muito o tratamento. A ferida deve ser limpa com sabão e água e um médico deve ser procurado para que sejam realizadas as medidas necessárias.“Se houver risco de raiva, o paciente receberá uma série de vacinas preventivas”, explica a especialista.

As vacinas são aplicadas, geralmente, em cinco doses durante 28 dias. A maioria dos pacientes também recebe um tratamento chamado imunoglobulina humana para raiva (HRIG). “Ele é administrado no dia do acidente, se a probabilidade do animal apresentar raiva for muito alta”, detalha Marianna Lago. Mesmo não existindo um tratamento efetivo conhecido para raiva, a vacina antirrábica ainda é a melhor maneira de se prevenir o contágio. “E mesmo nessa situação delicada, se possível, entre em contato com o controle de animais para que aquele animal seja capturado de forma segura e caso haja suspeita de raiva, ele possa ficar em observação e receber o tratamento adequado”, aconselha.

Os animais e a raiva

Quanto aos animais que transmitem a doença, a Dra. Jueli Berger, veterinária da EsalPet, explica que qualquer mamífero pode ser infectado pela raiva, que afeta o sistema nervoso central e pode levar o animal a óbito em apenas alguns dias após a contaminação. Mas os principais transmissores são animais silvestres como morcegos, gambás e macacos, além de cães, gatos, bovinos, suínos, caprinos, ovinos e equídeos.

Segundo Jueli Berger, nos animais a doença tem um período de incubação que pode variar de 15 dias a 2 meses e pode se manifestar de duas formar: a furiosa e a muda. “A furiosa que é a mais comum apresenta três fases de sintomas”, detalha a especialista. Na primeira, que costuma durar cerca de 3 dias, o animal contaminado apresenta mudança de comportamento, esconde-se em locais escuros, não obedece e tem momentos de agitação. Já na segunda fase, o pet começa a se mostrar extremamente agressivo, mordendo e atacando, e sendo comum inclusive a automutilação, além de apresentar salivação intensa e latido rouco devido à paralisia dos músculos de deglutição e das cordas vocais causados pela doença. Na fase final, o animal tem convulsões generalizadas, falta de coordenação motora e paralisia do tronco e membros que geralmente após 48 horas evolui para óbito.

Já na forma muda, o animal se torna melancólico e calmo demais, esconde-se em locais escuros, não come, não late, não responde aos chamados do dono e, também, apresenta paralisia gradativa dos músculos. “A melhor maneira de prevenção é a imunização adequada. Animais domésticos devem receber uma dose anual da vacina, para que não corram riscos”, completa a veterinária.