Ceviche de salmão com lula e abacate

Fácil e rápido de fazer, o ceviche é uma opção diferente e refrescante para servir de entrada.
Ingredientes

90 gr de salmão em cubos
60 gr de lula (tubo) fatiada
1 colher de chá de alho frito
1/2 limão tahiti
1/2 limão siciliano
1 pitada de sal
30 gr de abacate cortado em cubos
5 gr de pimenta dedo de moça
4 pimenta biquinho
1/2 cebola roxa fatiadas à juliene (tiras longas e finas)
1 batata roxa laminada

Modo de preparo

Misture todos os ingredientes em uma tigela, esprema os limões para sair apenas o suco. Acrescente fio de azeite e coentro à gosto. Frite e sirva como chips a batata doce laminada. Dispunha o ceviche em taças de cocktail e coloque ao redor, em um prato, os chips.

Hello Summer!

Com foco em qualidade, conforto e sofisticação, a empresária Antonella Zonta Schurmann faz da Estaleiro Guest House um destaque de alto padrão em hospedagem e eventos em meio a exuberante paisagem do litoral catarinense.

Sabe aquele cenário de filme onde é possível desfrutar uma vista de tirar fôlego, que inspira paz e tranquilidade e ainda te convida a aproveitar todo o conforto e a sofisticação que uma pousada/hotel pode oferecer? Em Santa Catarina este local chama-se Estaleiro Guest House. Há 15 anos em atividades na Praia do Estaleiro em Balneário Camboriú, a Guest, carinhosamente chamada pelos seus frequentadores, se tornou o lugar preferido de quem deseja eternizar os momentos dentro do melhor estilo.

Mas, quem faz deste local um verdadeiro paraíso sinônimo de sucesso? Estamos falando da empresária multifunção Antonella Zonta Schurmann. Uma mulher dinâmica, dedicada e apaixonada pelo que faz, além de administrar a pousada ainda gerencia sua marca de laços voltada ao público infantil de alcance nacional. Isso sem mencionar sua vida pessoal como esposa, mãe, irmã e filha. Sim, podemos dizer que o dia a dia desta empresária é extremamente agitado e com poucas horas de folga, mas que ela dá conta com total êxito.

E vai além. Pois além de cuidar de perto dos negócios, Antonella é dona de um bom gosto sem igual que claramente é refletido em todos os detalhes que compõe, por exemplo, a Guest House e ainda agrega ao seu trabalho o seu estilo de vida voltado ao simples, porém sofisticado.

Detalhista e sempre em busca de novidades, Antonella é também aquele tipo de mulher que coloca a mão na massa e quando se propõe a fazer algo, se entrega de corpo, alma e coração. Assim fica fácil entender o porquê do constante crescimento e aprimoramento da Guest House desde que abriu as portas com a ideia de oferecer aos hóspedes uma alta performance em bem-receber.

De acordo com a empresária, nada por ela passa desapercebido e cada detalhe desde o jardim, das suítes e até a pós-estadia, é pensado para proporcionar a melhor e mais incrível experiência. Um trabalho que vai muito além de investimento financeiro, que requer dedicação e amor, mas que a empresária Antonella Zonta Schurmann e sua equipe, atualmente com 40 colaboradores, fazem com total eficiência.

Perfil 

 Idade: 39 anos

Um lugar no mundo: Orlando, EUA

Um refúgio: praia

Viajar é: renovação sempre

Perfume: Burberry London

Seu estilo é:  ser feliz

Prato preferido: feijão

Um sonho: poucos, porém intensos

O que não admite: mentira e traição   

O que admira nas pessoas: gentileza e sinceridade  

Estaleiro Guest House

Conheça o local que inspira e deslumbra quem passa por lá. Além de uma localização privilegiada em meio a uma das praias mais bonitas do Brasil, conta com uma decoração totalmente especial feita pelos próprios donos e seus colaboradores, cada cantinho traz impresso o bem viver dentro de uma atmosfera mágica que celebra os melhores momentos da vida.

Atualmente a parte hoteleira disponibiliza 21 suítes luxuosas com temáticas diferenciadas e compostas com o que há de melhor e mais acolhedor aos hóspedes. Quatro delas, no último ano, foram finalizadas trazendo a Tailândia como fonte de inspiração.

Para relaxar a pousada oferece o serviço de Spa Zen, que pode ser nas suítes ou no charmoso gazebo, em frente ao mar. Conta ainda com academia, sauna, piscinas, sala de jogos e parque infantil. A estrutura da pousada também foi pensada para cadeirantes com quartos adaptados.

APAIXONADOS POR PETS

Pioneira na região em hospedar animais com seus tutores, na Guest House o seu bichinho de estimação tem espaço garantido com direito a muitos mimos, e isso incluí até mesmo toalhinhas personalizadas. Os peludinhos, além contarem com todo o carinho e atenção da equipe, podem circular por todas as áreas e se divertir.

EVENTOS 

Em relação aos eventos, a Guest House é igualmente impecável no que oferece. E quando se trata de casamentos, sua fama está por todos os lados. Não é à toa que o local é o preferido de incontáveis noivas vindas de todo o país. Além disso, ela também é a escolha certa para os eventos corporativos de empresas que buscam diferencial seja em momentos de confraternização, wokshops ou lançamentos de produtos. Mas independentemente do estilo do evento, pessoal ou corporativo e quantidade de convidados, a Guest tem o espaço certo para atender à necessidade de todos com total infraestrutura física e excelente gastronomia ao lado do conforto e da sofisticação. E para isso, oferece ambientes encantadores e diferenciados como o Lounge, a Figueira e o Bistrô.

GASTRONOMIA

E por falar no Bistrô, que recebe tanto os hóspedes quanto visitantes, o carinho e cuidado são os mesmos dedicados em todos os outros serviços da Guest House. Especializado na cozinha artesanal brasileira, o Bistrô da Guest além de proporcionar um ambiente aconchegante, oferece pratos que primam a valorização da culinária local com produtos frescos e regionais.

NOVIDADES

A Guest House está com novos espaços para realizar os mais diversos eventos. O Deck Zen, em frente à praia, foi revitalizado e recebeu uma nova cobertura, o Bistrô, foi ampliado e está com um novo menu, a piscina com a cobertura retrátil oferece conforto térmico e climático. A centenária figueira ganhou um deck e virou cenário para celebrações intimistas, além disso, estão está previsto para 2020 a construção de mais quatro novas suítes.

Para quem já conhece a Guest House sabe dos encantos que o local oferece, mas se você ainda não esteve por lá, é melhor que esteja pronto para se apaixonar e viver momentos inesquecíveis.

MAIS INFORMAÇÕES

Estaleiro Guest House

Av. Interpraias, nº 3987 – Praia do Estaleiro

Balneário Camboriú – SC

(47) 3264-5717 | 3363-5071 | 99272-2924

www.estaleiroguesthouse.com.br

estaleiroguesthouse

 

 

Cinquenta anos da nouvelle cuisine

Muitas pessoas nunca ouviram falar, e menos ainda são aquelas que sabem o que foi a Nouvelle Cuisine: o mais importante movimento gastronômico de toda a história contemporânea e cujo legado permanece até os dias de hoje. Surgiu na França em 1969 liderados pelos chefs Alan Senderens, os irmãos Claude e Pierre Troisgros e pelo mais festejado chef de todos os tempos, Paul Bocuse. Foi um movimento de rebeldia. Queriam testar novas combinações, se libertar das regras rígidas da cozinha francesa clássica com seus molhos pesados, cozimento lento e porções pantagruélicas. Buscavam uma cozinha mais leve, valorizando o frescor e o sabor único de cada ingrediente e, sobretudo, mais bela. Eles queriam criar. Como todo movimento libertário, houve, é claro, excessos. A busca pela beleza e leveza tornou-se uma obsessão e a quantidade de comida nos pratos foi diminuindo, os chefs passaram a ser muito valorizados e os preços praticados eram cada vez mais altos. No Brasil a Nouvelle Cuisine chegou dez anos depois, pelas mãos dos chefs Emanuel Bassoleil, Claude Troisgros e Laurent Suadeau.

Inicialmente eles sofreram com a falta dos produtos que estavam acostumados a encontrar na Europa, mas esse contratempo foi uma dádiva, pois se viram obrigados a fazer a cozinha francesa com ingredientes brasileiros, a cozinha brasileira com técnicas francesas, introduzindo fundos e caldos e nos ensinaram a valorizar mais o nosso terroir. Para aqueles nascidos nos anos 80 e 90: aspargos e cogumelos só havia em conserva, alcachofras nem isso. Pimentão apenas o verde, risoto era feito com arroz parboilizado ou branco, salmão nem pensar. Temperos verdes só salsa e cebolinha. Do Rio de Janeiro para cima havia também o coentro. Alfaces, apenas a lisa e americana. Então podemos dizer que esses chefs fizeram um trabalho extraordinário, só que assim como na França a porções diminutas e as contas muito altas fizeram com que o movimento acabasse e justamente pelas mãos daqueles que a criaram. Em uma de suas últimas entrevistas ao jornal “Le fígaro” Paul Bocuse, recentemente falecido, foi perguntado se lembrava da criação da Nouvelle Cuisine. “Claro, éramos jovens, entusiasmados e sabíamos que estávamos revolucionando a maneira de cozinhar, mas no final o que se viu foi um nada dentro do prato e muito na conta.” E qual foi o legado dessa revolução?  Em primeiro lugar a apresentação dos pratos: seja na cozinha Francesa – mesmo a clássica – italiana, portuguesa ou brasileira. Depois na leveza e na valorização do frescor dos ingredientes. Também as combinações ficaram mais ousadas. Não é incomum vermos Couscuz marroquino com frutos do mar ou diferentes estilos em um mesmo prato. E o tamanho das porções aumentou. Então podemos até dizer que a Nouvelle Cuisine não morreu, mas se adaptou e perdura até hoje.

Recentemente tenho visto que alguns chefs se atreveram recriá-la em sua forma original, mas ao invés de um prato único, uma sucessão de pequenas porções. Bravo! Por último, mas não menos importante é que antes os chefs eram homens e mulheres que viviam dentro das cozinhas queimando a barriga no fogão. Hoje são conhecidos pelo nome e não é raro vê-los circulando pelo salão, após o serviço, impecavelmente limpos e conversando com seus clientes. Vou deixar uma receita das mais famosas dessa “Nova cozinha”.

Salada de atum vermelho com ervas da Provence 

Lombo de atum fresco 800 g; sal, pimenta do reino gb; 2 colheres de sopa de ervas da Provence; 1 maço de alface lisa; 1 maço de alface crespa; 1 maço de radiccio; 1 maço de rúcula; ½ maço de hortelã; e ½ maço de salsa e um fio de azeite. Para o molho: azeite extravirgem 200 ml; vinagre balsâmico 50 ml, sal/pimenta do reino e pimenta rosa qb.

Modo de fazer. Tempere o atum com o sal e a pimenta, pincele azeite e envolva com as ervas da Provença. Leve ao fogo uma frigideira antiaderente com um pouco de azeite. Sele o atum de todos os lados e corte 16 fatias finas e reserve. Na mesma frigideira coloque os ingredientes do molho e deixe reduzir. Enquanto isso, disponha lindamente as folhas de alfaces, rúcula e radiccio e regue com o azeite. Arrume o atum sobre a salada e regue com o molho ainda a quente. Sirva acompanhado de rosé da Provence. Um brinde a todos aqueles que amam a cozinha e especialmente aqueles que amam fazê-la.

Por

Renato Justo

Chef de cozinha

 

Massa sem glúten e sem lactose

05 batatas salsas cozidas e amassadas com sal marinho à gosto

01 colher (sopa) de salsinha picada

02 colheres (sopa) de manteiga ghee

Fazer um purê e rechear com frango

Passar clara de ovo por cima de cada croquete e polvilhar farinha de mandioca torrada

Colocar no forno pré-aquecido por aproximadamente 30 minutos

Por

Tânia Fernandes 

Terapeuta nutricional e proprietária do Univital

Falando de Pato

Os patos tais como o conhecemos, são primos dos cisnes, gansos e marrecos e é uma das aves mais antigas que se tem notícia, havendo relatos de que eles já eram domesticados pelos antigos egípcios e estão distribuídos no mundo inteiro, menos no continente antártico. Na América do Sul, quando os primeiros portugueses chegaram no século XVI, os índios já criavam e caçavam patos selvagens tanto pela carne como pelos ovos.

Eu diria que há basicamente três tipos de patos: os selvagens que são caçados em determinadas épocas de acordo com a espécie; os domésticos criados a moda “caipira”, assim como as galinhas e os criados industrialmente para a comercialização da carne. Os patos selvagens e os domésticos criados soltos têm a carne mais dura e mais escura. A carne do pato é muito saborosa e a sua cor mais escura se deve a sua alimentação que inclui, além do milho, pequenos insetos e peixinhos.

Os peitos normalmente são servidos grelhados e as coxas normalmente são confitados, ou seja, cozidas lentamente em sua própria gordura. Também podem ser cozidos, ou assados ou fazer deliciosas terrinas.

FOIE GRAS: Significa literalmente fígado gorduroso e pode ser obtido tanto do pato como do ganso, sendo que o desse último é bem mais valorizado por causa do seu sabor. Essa é uma iguaria das mais antigas que existem. Os antigos romanos os alimentavam com figos e mel. Hoje em dia é utilizado basicamente milho. Para aqueles que os apreciam, e aí eu me incluo, trata-se uma cirrose. Isso mesmo. A alimentação forçada faz com o pato chegue até a 8 quilos e o seu fígado, que normalmente pesaria no máximo 50 gramas, chega a atingir até 660 gramas. Atualmente sua produção é bastante controversa pois trata-se de uma crueldade com os animais. Ok, mas é bom então esclarecermos algumas coisas: a galinha que compramos no supermercado e cujo peito é o queridinho das dietas é criada de forma intensiva e à noite as luzes são acesas para que elas não percebam que é noite e está na hora de dormir e, consequentemente, não parem de se alimentar. Sua curta vida de 45 dias é um stress do dia em que nascem até a hora do abate. Mais uma: comeu tainha esse ano? Espero que sim. Eu adoro, mas você já assistiu um lanço? É fantástico ver aquele monte de peixes pulando e se debatendo não é mesmo? Saiba que na verdade elas estão morrendo sufocadas, pois fora da água não conseguem respirar. É uma agonia que dura uns bons 15 a 30 minutos. Então meu caro defensor dos animais, quando levantar o dedinho ou abrir a boca para protestar contra o foie gras, seja coerente e lembre-se das galinhas e das tainhas. A propósito, caso encontrem no menu de algum restaurante da nossa região “magret” de canard o mmias provável seja peito de pato, porque o magret é retirado dos patos que foram engordados para produção de foie gras e o seu peso chega até 600 gramas cada, enquanto o peito tem em torno de 200 gramas.

PATO AO TUVCUPI: é a única receita genuinamente brasileira. Feita com o tucupi – suco extraído da mandioca brava – e jambu uma erva típica da região norte do Brasil e que deixa a boca levemente dormente. O arroz de Pato é um clássico da cozinha portuguesa e muito fácil de ser preparado por qualquer dona de casa. Você vai precisar de: 01 pato inteiro; 03 cebolas cortadas em cubos grandes, 01 cenoura grande em cubos, 05 dentes de alho picados, 01 maço de salsa picada, ½ garrafa de vinho branco seco, 01 chouriço português – na falta use uma linguiça Blumenau sem a pele, um bom maço e aspargos, 500 gramas de arroz parboilizado. Modo de fazer: corte o pato nas juntas e refogue em uma panela funda, de preferência com azeite. Junte 02 cebolas e a cenoura e aloure. Ponha o vinho, os talos de salsa e as folhas de louro e deixe quase secar. Cubra com água e cozinhe até o pato ficar macio. Retire o pato, coe o caldo e reserve. Desfie o pato grosseiramente e reserve.  Limpe e cozinhe os aspargos e corte cada um em 5. Em uma panela esquente um pouco de azeite e frite levemente a linguiça cortada em rodelas, junte o alho e a cebola e refogue, coloque o arroz misture bem e ponha 1 litro de caldo. Quase ao final do cozimento junte a carne do pato e os aspargos, confira o tempero com sal e pimenta do reino branca, tampe a panela e desligue o fogo. Deixe assim por aproximadamente 30 minutos. Na hora de servir, esquente um copo do caldo de pato e coloque por cima. Rende aproximadamente 6 porções. Para acompanhar nada como um bom tinto português da região do Douro. Bom apetite!

Por

Renato Justo

Chef de cozinha

Bolo de tapioca

Ingredientes 

200 ml de leite de coco

1 leite condensado sem lactose

400 ml de leite sem lactose

200gr de coco ralado

1 xícara de farinha de tapioca

Modo de fazer

Coloque tudo em uma panela, leve ao fogo e vá mexendo até engrossar então cozinhe por mais 5 minutinhos.

Depois de pronto coloque numa forma de furo e deixe na geladeira por 1 hora antes de desenformar.

Por

Tânia Fernandes

Terapeuta nutricional e proprietária do Univital

 

A maravilhosa costela bovina

Em minha singela opinião, é de longe a parte mais saborosa do boi. Por estas plagas é quase sempre associada ao churrasco. Seja enrolada no papel alumínio, “esquecida” no canto da churrasqueira – fiz muito assim – ou no fogo de chão. Sei que de um modo geral a gauchada assa muito bem uma costela, portanto vamos falar sobre os tipos de costela e suas variadas formas de preparo.

Prime rib: como o próprio nome diz, é a melhor parte da costela sendo bastante macia e marmorizada. Ideal para ser feita na sauteuse ou na grelha da churrasqueira em fogo bem quente. No máximo 6 minutos de cada lado e caso o osso tenha mais de 30 centímetros, é chamado de Tomahawk. Ambos são saborosos por si só fazendo com que a guarnição seja mera coadjuvante. Se quiser “enfeitar o pavão”, sirva sobre a carne um molho à base de mostarda de Dijon acompanhado de batata rosti. Caso queira você também pode utilizá-la para fazer uma versão contemporânea do bife a cavalo. Leve ao fogo uma frigideira de fundo grosso, esquente um pouco de azeite com manteiga, tempere com sal e pimenta do reino e grelhe por 6 ou 8 minutos de cada lado, dependendo do ponto desejado. Sirva sobre ela dois ovos estrelados e acompanhe com batatas chips.

Ripa de costela: em minha opinião a melhor para assar, mas seu cozimento deve ser longo, no mínimo umas seis horas envolta em papel celofane e papel alumínio, depois recomendo mais meia hora fora do fogo para que seus sucos se espalhem. Excelente também para moer e fazer deliciosos hambúrgueres. Devido ao seu sabor forte, é comum fazer um blend com outras carnes – patinho, coxão mole etc.  – com ótimos resultados. A ripa quando cortada em tiras é muito boa para grelas rapidamente em fogo alto. Por último, ela também se presta e muito para ensopados. Na hora de comprar a costela tem de se levar em conta dois fatores: qual prato farei com ela e qual o sabor que eu quero.

Se a ideia for uma prime rib ou um assado de tiras o ideal é um boi novo – ossos mais finos, gordura mais clara – e de uma boa raça tipo angus ou hereford. Se for para fazer um churrasco eu não vejo problema algum em comprar uma costela de boi velho. O que acontece é que vai levar mais tempo para assar e o sabor certamente será mais acentuado. Idem para um hambúrguer e finalmente para os guisados ou assados de panela tanto a idade do boi como a raça são absolutamente indiferentes. Se acaso alguns leitores torcerem o nariz para essas informações, paciência. É impossível agradar a gregos e troianos.

Dessa vez vou lhes deixar com uma ótima receita que eu fiz ontem: costela assada de panela ao molho de vinho tinto com fetuccine. 3kg de ripa de costela; sal/pimenta do reino e cominho; 6 tomates picados sem pele e sementes- pode usar duas latas de tomate sem pele – 4 cebolas picadas; 2 cabeças de alho picados; louro, 1 garrafa de vinho tinto. Modo: corte as costelas junto aos ossos e tempere. Leve ao fogo uma panela de fundo grosso, esquente um pouco de óleo e doure a costela. Retire a carne e refogue o alho e a cebola por uns 15 minutos em fofo baixo, mexendo sempre. Junte os tomates e refogue por mais 5 minutos. Junte a carne misture bem, ponha as folhas de louro e o vinho tinto, reduza até quase secar. Cubra com água e deixe cozinhar em fogo baixo. À medida que for secando pingue mais água e junte um maço de salsinha picada e ½ maço de coentro – opcional -. Vez por outra espete a carne com um garfo, ela deve estar soltando do osso e bem macia. Esse preparo leva em torno de umas três horas. Você pode usar a panela de pressão, mas o resultado nunca será o mesmo, uma vez que o cozimento lento apura o sabor. Por último, ponha 2 cenouras grandes e grossas em rodelas, depois de macias desligue o fogo e deixe descansar por uma hora. Na hora de servir cozinhe o fetuccine e sirva a seguir. Ontem eu escoltei esse prato com um bom Chianti. Uma outra boa opção é um Tannat. Bom apetite a todos!

Por

Renato Justo

Chef de Cozinha

Bolo de cacau sem farinha, sem glúten e sem lactose

Ingredientes

01 xícara de cacau

02 xícaras de leite de Coco

½ xícara de leite em pó

06 ovos

½ xícara de óleo

01 xícara de açúcar demerara

01 pitada de goma xantana

01 colher rasa de fermento em pó

Preparo

Separe o fermento e a goma, o restante bata tudo no liquidificar. Depois de pegar uma consistência na massa, acrescente no liquidificador o fermento e a goma (deixando bater por pouco tempo).

Por

Tânia Fernandes

Terapeuta nutricional e proprietária do Univital

Univital

Rua: Felipe Schmidt, 40x | Centro – Itajaí

Feijão sem arroz

Dez entre dez brasileiros preferem feijão … Esse é o início da música “Preto Maravilha “, das Frenéticas e que foi o tema de abertura da novela “Feijão Maravilha, exibida pela Globo em 1979. Dez entre dez é exagero, mas com certeza o feijão é ingrediente quase indispensável na mesa do brasileiro e curiosamente, o preto maravilha, ingrediente básico da nossa feijoada longe de ser uma unanimidade é uma exceção. Apenas nos estados do Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do sul ele é consumido cotidianamente. Nos demais estados a preferência recai por outros tipos notadamente o carioquinha, além disso no Brasil o feijão está associado diretamente ao arroz. O verdadeiro prato nacional não é a feijoada e sim feijão com arroz. Mas e feijão sem arroz? Pode soar estranho para muitos, mas o feijão é tão versátil que se presta a inúmeras receitas onde o arroz é absolutamente desnecessário ou simplesmente não faz parte. Acha que não? Então vamos a algumas delas:

Quem não conhece a salada de feijão fradinho com bacalhau que muitas vezes vira prato principal? O acarajé que é feito com massa de feijão fradinho e recheado com vatapá, embora seja de origem africana e não baiana é muitíssimo apreciado em todo o Brasil. Na Itália a salada de Pulpo com fagiolli, feita com feijão branco é muito apreciada e muitos restaurantes aqui no Brasil também a servem. Os atletas de prova de resistência gostam muito e as nutricionistas recomendam uma salada de vários tipos de feijão. O tutu de feijão e o feijão tropeiro que em Minas Gerais é feito com feijão carioquinha. A dobradinha feita com feijão branco, tripas e carne de porco. Temos também com feijão branco, a feijoada de frutos do mar tão apreciada por muitos e o Cassoulet, a feijoada francesa que é feita com feijão branco, pato, carne de porco e gratinada com farinha de rosca.

Em todas essas preparações o arroz é absolutamente desnecessário! Na feijoada brasileira mais importante que o arroz é a farinha e a couve, sem falar no torresmo que deve ser sempre bem crocante. Porém, antes de deixar algumas receitas faz-se mister algumas dicas: todo e qualquer feijão tem de ser catado e lavado antes; tanto o feijão branco como o preto necessitam ser deixados de molho. No caso do feijão preto não troque a água do molho ou o caldo ficará cinza. O feijão vermelho por ser muito macio não precisa ficar de molho. Sei que muitas donas de casa por economia de tempo e gás gostam de usar panela de pressão. De fato, o tempo de cozimento é praticamente a metade. Porém, o cozimento lento faz com que o feijão fique mais saboroso, pois pega melhor o gosto das carnes que utiliza e diminui o efeito “artilheiro” do feijão do qual falaremos a seguir. Já o feijão vermelho não precisa de panela de pressão. Todos sabem o que é esse efeito e ele ocorre porque o feijão contém muitos carboidratos que não são bem absorvidos pelo estômago. Esse efeito pode ser minorado das seguintes formas: consumir apenas o caldo, mastigar bem o feijão para facilitar a digestão ou colocar uma colher de sobremesa, rasa, de bicarbonato de sódio por quilo de feijão. Se for cozinhar o feijão com carne seca e/ou embutidos dessalgar bem e provar antes de temperar. As vezes nem precisa. Sabe aquela feijoada que sobrou e você quer guardar, pois: guarde o feijão separado das carnes. Com o tempo o sal apura e daí não tem jeito. Ou você cozinha umas batatas inteiras – o feijão vai cozinhar demais – ou põe mais água e aí vai mudar completamente o sabor. Se durante o preparo você perceber que está salgado, coloque pedaços grandes de abóbora e folhas de couve.

Finalmente o que beber com o feijão: como praticamente TODAS as receitas levam um pouco de gordura eu arrisco um bom rosé. Leves e refrescantes eles não vão pesar tanto na sua cabeça e ao mesmo tempo dar elegância a refeição. Desta vez não vou deixar nenhuma receita. Sei que você é uma cozinheira(o) de mão cheia. Portanto, um brinde ao feijão.

Por

Renato Justo

Chef de Cozinha

Muffin de cacau sem glúten e sem lactose

Massa

3 ovos

1 xícara de leite de Coco

1/3 de xícara de óleo de Coco

1 xícara de açúcar demerara 1 colher (sopa) de cacau em pó

2 xícaras de farinha de arroz integral

1 colher (sobremesa) de fermento em pó

Bata os ovos com o açúcar no liquidificador e vá acrescentado cada ingrediente, por último o fermento.

 

Calda

1 xícara de leite sem lactose

1 colher (sopa) de cacau em pó

2 colheres (sopa) de açúcar demerara

1 colher (sopa) de amido de milho

Em uma panela misture tudo e coloque para ferver misturando sempre.

Coloque em cima dos muffins já assados e polvilhe granulado sem glúten e sem lactose.

Por

Tânia Fernandes

Terapeuta nutricional e proprietária do Univital

Univital

Rua: Felipe Schimidt, 40 | Centro – Itajaí

Tel: (47) 3349.1132 

De segunda a sexta das 7h às 20h30min 

Sábado das 8h às 14horas