A escola de educação infantil e o desenvolvimento da criança

As experiências na primeira infância são cruciais para o desenvolvimento da identidade e da subjetividade da criança. A escola de Educação Infantil desempenha um papel fundamental nesta fase, sendo um período rico de descobertas diárias, de relações humanas além de estímulo para o conhecimento. A escola deve ser um espaço de vida e interação que viabiliza a construção do saber.

O trabalho educacional realizado com responsabilidade e respeito à infância, desenvolve habilidades, transmite valores e edifica o conhecimento. Muitos jogos e atividades, por mais despretensiosos que possam parecer, são carregados de intenções e lições que muitas vezes, são levadas por toda a vida. O professor de Educação Infantil deve encorajar, valorizar, promover e participar ativamente do brincar em sala de aula, desenvolvendo um trabalho pedagógico significativo. Ao brincar a criança faz simbologias de situações reais, usa sua criatividade e imaginação, pratica a cooperação e entende seus limites. Piaget (1974) mostra claramente em suas obras que os jogos não são apenas uma forma de desafogo ou entretenimento para gastar energia das crianças, mas meios que contribuem e enriquecem o desenvolvimento intelectual.

É na escola de educação infantil que a criança observa que todos usam as mesmas roupas (uniformes), que devem ser tratados com respeito e igualdade, que os brinquedos precisam ser compartilhados… Estão aprendendo as primeiras lições e condutas sociais fora do vínculo familiar.

Assim família e escola devem estabelecer uma relação de confiança e dessa forma a criança vai se sentir mais segura nas suas escolhas. Ao constituir uma parceria, a família pode dar continuidade às experiências realizadas na escola, enriquecendo o processo de aprendizagem. Quando escola e família se envolvem e trabalham juntas, aos poucos se institui uma relação de respeito, diálogo e troca de informações, onde quem sai ganhando é a criança.

O processo educativo no segmento da Educação Infantil, que se compromete com um trabalho de excelência, amplia o repertório vivencial e de conhecimento das crianças, fortalecendo a autonomia e a cooperação – competências indispensáveis no mundo moderno.

*Fonte

Em busca da Pedagogia da Infância – pertencer e participar

Tizuko Morchida Kishimoto e Júlia Oliveira-Formosinho

Brincar na Educação Infantil – uma história que se repete

Gisela Wajskop

Só Brincar? O papel do brincar na educação infantil

Janet R. Moyles

 

Por

Susana Mara Nunes

Coordenadora pedagógica

Personagens da Patrulha Canina fazem preview de espaço temático nesta sexta-feira (HOJE) no Balneário Shopping

Alguns dos filhotes da Patrulha Canina farão um preview especial nesta sexta-feira, 29 de março, no Balneário Shopping. O espaço, localizado no pavimento L2, em frente à Tok&Stok, só abre ao público no dia seguinte (sábado), dia 30, mas as crianças já poderão encontrar os personagens em frente ao Jardim da Praça Gourmet (L2) entre 18h e 20h de hoje. O preview contará com distribuição de algodão doce e coquetel divertido do Outback Steakhouse especialmente para as crianças, com suco colorido, batatas fritas, chicken fingers e fish and chips.

O espaço lúdico da Patrulha Canina conta com escorregador, tiro ao alvo, pinball, entre outras brincadeiras. Gratuito e aberto ao público, o evento licenciado Nickelodeon permanece no Balneário Shopping até o dia 17 de maio. Voltado para crianças de 3 a 12 anos, o espaço ambienta o universo dos cães filhotes que estão sempre prontos para entrar em ação quando o perigo aparece, com brincadeiras inspiradas em diferentes personagens.

Em ‘Ajude o Marshal a apagar o incêndio’, a garotada vai usar uma mangueira de ar comprimido para tentar derrubar as placas com fogo. No ‘Pinball do Rubble’, a missão é acumular o maior número de pontos. Com o ‘Chase’, as crianças precisam acertar com narfs nos distintivos do cão policial; enquanto no espaço da ‘Cockapoo Skye’ é preciso manter as bolas no ar com a ajuda de um compressor. A atração contará ainda com um escorregador da famosa torre de comando da Patrulha Canina e mesas com desenhos da turminha para colorir.

AGENDA
Preview com personagens da Patrulha Canina
Local: Balneário Shopping, pavimento L2, em frente ao jardim da Praça Gourmet
Data: 28 de março (sexta)
Horário: 18h às 20h
Valor: Gratuito

Nove dicas para lidar com a birra infantil

Situações de conflito ou frustração podem gerar momentos de tensão entre pais e filhos. Mas a conciliação é possível e pode aproximar a relação

Quando se fala em birra, é bem provável que pais e mães já tenham experimentado seus efeitos, muitas vezes devastadores. Esse tema gera desconforto, pois normalmente acontece de surpresa e é difícil quem goste de falar sobre isso – ou sequer admitir que seu filho aja de tal maneira.

De acordo com Samanta Sievers, professora de Educação Infantil do Colégio Marista São Luís de Jaraguá do Sul (SC), a birra pode ser descrita como um descontrole emocional. Acontece especialmente em momentos de conflito, frustração, ansiedade e raiva, seja por ter recebido um “não”, por ter perdido um jogo, ou por não querer obedecer. “Devemos encarar a situação como um pedido de ajuda, como uma oportunidade de diálogo para ensinar a criança a compreender melhor o mundo e a forma como vivemos em sociedade”, orienta Samanta.

É preciso entender, contudo, que o cérebro do ser humano passa por mudanças até o fim da adolescência, ou seja, a estrutura cerebral de uma criança não é a mesma do adulto, de seu pai ou mãe. Partindo daí já poderíamos ter razões suficientes para compreender que a criança não deve ser tratada como um adulto em miniatura.

Assim, Samanta orienta que diante de uma birra o primeiro passo é refletir sobre o que desencadeou aquele comportamento. “Avaliar se a criança está com fome ou sono é o primeiro passo. Também é preciso analisar se ela está em perigo. Uma birra em um brinquedo alto do parquinho por exemplo, pede que ela seja retirada de lá imediatamente”.

Com base nesses fatores, a professora listou algumas dicas práticas que podem ser usadas em situações de birra para amenizar e resolver o conflito. Confira:

– Abaixe-se na altura da criança, garantindo comunicação olho no olho, mostrando assim que se está acessível, que será possível ouvi-la com atenção.

– Tente conectar-se emocionalmente e fisicamente. De nada vai adiantar longos discursos no momento da birra. Aproxime-se, segure-lhe a mão com delicadeza; se perceber abertura para o mesmo, lhe dê um abraço. Use expressões faciais empáticas e um tom de voz carinhoso. Pode ser difícil manter a calma, mas o adulto é o modelo e deve ser a parte madura dessa relação. Outro desequilibrado e nervoso vai só piorar a situação: pense nisso!

– Não grite, não bata. Não vai funcionar, simples assim. Se você enquanto criança “apanhou e não morreu”, ótimo! Mas lembre-se que violência gera violência e em breve, quando a criança tentar lhe bater, não diga que não saiba onde o com quem ela aprendeu isso.

– O primeiro passo é garantir que a criança se acalme. Dê-lhe comandos simples como ‘respire fundo, conte até dez, segure a minha mão.’

– Com crianças menores de três anos, uma boa dica é mudar o cenário, o foco da conversa, visando que ela se acalme antes de qualquer tentativa de diálogo. ‘Vamos dar uma volta lá fora e olhar o céu? Que tal você me dar a mão e a gente caminhar juntos um pouco? Venha comigo, quero te mostrar uma coisa.’

– Para todas as idades: assim que ela se acalmar e relaxar, converse com a criança sobre os sentimentos que vieram à tona durante a birra, descrevendo a situação e nomeando as emoções: ‘Você me pareceu muito chateado quando eu falei que era hora de guardar os brinquedos. Você ficou nervoso e jogou-os em mim. Que tal se a gente conversar para tentarmos juntos resolver isso de outra maneira?’.

– Com crianças maiores, mantenha o diálogo com frequência sobre regras e limites, de forma positiva. Antes mesmo de começar a refeição, entrar no shopping ou supermercado, por exemplo, já realize algum combinado: ‘temos três tipos de salada, gostaria que você escolhesse uma para provar’; ‘hoje você poderá escolher um item para comprar’, ou ainda ‘hoje não será possível comprar um brinquedo novo, mas podemos olhar o que tem e pensar em opções para seu aniversário, que tal?’. Se mesmo após esse diálogo a birra acontecer, é interessante que haja uma consequência para que a criança entenda princípios de senso de justiça. Importante: não ceda ao combinado devido à birra, cumpra a sua palavra apesar dela, mostrando que havia sido feito um acordo anterior e que a sua palavra tem valor.

– Dica valiosa que vale para qualquer idade: se você sabe que a criança faz birra toda vez que você fala que é hora de tomar banho ou que chegou o momento de ir embora da casa da vovó, avise-lhe antes de isso acontecer. São medidas preventivas que têm como objetivo evitar a teimosia. Que tal ligar o despertador do celular para dali cinco minutos e assim que o fizer, falar: ‘quando o despertador tocar será a hora de ir embora, certo?’ Essas dicas normalmente funcionam.

– Outra dica: quando for possível, possibilite que a criança realize escolhas, visto que os ataques de birra ocorrem em muitos momentos impostos, como quando escolhemos suas roupas ou o que vão fazer. ‘Hoje você pode escolher entre esta ou esta roupa para sairmos em família, qual você prefere usar?’. A possibilidade de escolha soa muito mais respeitosa do que simplesmente dizer “vista isso”.

O equilíbrio emocional do adulto e o compromisso em educar, e não punir a criança birrenta, fazem toda a diferença. Aproveite este momento para conectar-se emocionalmente com sua criança, com atitudes acolhedoras e amáveis, garantindo leveza e diálogo.

Sobre a Rede Marista de Colégios: A Rede Marista de Colégios (RMC) está presente no Distrito Federal, Goiás, Paraná, Santa Catarina e São Paulo com 18 unidades. Nelas, os mais de 25 mil alunos recebem formação integral, composta pela tradição dos valores Maristas e pela excelência acadêmica. Por meio de propostas pedagógicas diferenciadas, crianças e jovens desenvolvem conhecimento, pensamento crítico, autonomia e se tornam mais preparados para viver em uma sociedade em constante transformação. Saiba mais em www.colegiosmaristas.com.br.

Microfisioterapia para as crianças

Sim, igualmente aos adultos, as crianças também sofrem com doenças e transtornos decorrentes dos acontecimentos e traumas pelos quais passam, algumas vezes, até desde o ventre materno. E como sabemos esses traumas podem originar problemas como alergias, insônia, irritabilidade, déficit de atenção, dificuldade alimentar, sistema imunológico deficiente, depressão entre outros.

Para tratar estas patologias geralmente recorremos aos tratamentos convencionais, porém, estes agem apenas no alívio dos sintomas e não da cura. E se o objetivo e levar o bem-estar à criança de forma efetiva e definitiva, a mircrofisoterapia é a ideal. Esta técnica de terapia manual desenvolvida na França na década de 80, cujo embasamento teórico iniciou-se pelo estudo da embriologia, filogênese e ontogênese, atua de forma eficaz, mapeando a pele do paciente e identificando registros teciduais que possam interferir em sua saúde física e
emocional. Em outras palavras, essa técnica foi desenvolvida para detectar, por meio de microtoques, a perda da vitalidade e a causa desses desequilíbrios proporcionando a autocura, o reequilíbrio e o bem-estar. Além disso, não existem contraindicações, não é um método invasivo e é bem aceito pelos pequeninos.

Por

Dra. Virgínia Bastos Herpich

Fisioterapeuta / Microfisioterapia

Baln. Camboriú

Rua: 300, 170, Sala Térrea

Tel: 47.33608586   –   9 9929-8656

Itajaí: Atendimento domiciliar

Tel: 47.99145-0954

Escola: nos primeiros dias um amigo desconhecido, mais tarde, um amigo inseparável

Quem não lembra do seu primeiro dia de aula? O ambiente novo, aquela porção de pessoas desconhecidas, regras diferentes das de casa e, muitas vezes, sensação de depender, pela primeira vez, apenas de si mesmo.

O ingresso na escola é um evento muito importante na vida da criança, pois é o primeiro passo rumo à independência em relação aos pais. É a construção de um espaço próprio, que marcará seu caminho futuro.

Para os pais, esse também é um momento decisivo, principalmente quando se trata do primeiro filho. É uma ocasião não só de separação, mas de constatação de que seu bebê está crescendo e se tornando menos dependente. Algumas atitudes simples, porém, necessárias, podem tornar essa hora menos difícil para ambas as partes. A adaptação da criança também depende do equilíbrio dos pais.

Adaptação, como próprio nome diz, adaptar ao novo, leva um tempo, mas esse período não é tão longo como muitos pais o fazem. A adaptação tem um tempo limitado, ela se dá nos primeiros dias, nas primeiras semanas, onde a criança vai conhecer o espaço onde ela irá ficar.

A observação nos leva a perceber, muitas vezes, que em certos casos, a criança se adapta no primeiro dia, se identifica com a escola, com os colegas, gosta da professora, passa a confiar na escola e quem precisa trabalhar a questão da adaptação são os pais, são eles que não conseguem fazer a separação desse momento e não a criança. Por isso, o equilíbrio é fundamental.

Para esse período acontecer de forma saudável e tranquila, prepare seu filho para o ingresso na escola. Essa preparação deve incluir desde uma visita às instalações da escola até a compra do material escolar. O entusiasmo dos pais também pode ajudá-lo a criar uma expectativa positiva sobre sua ida à escola, desde que o entusiasmo seja natural e não exagerado.

Na escola, a criança passa a pertencer a uma coletividade, que é a sua turma. Ela será inserida num todo onde perceberá que precisa dividir. É um crescimento ao “eu” de casa, onde ela é praticamente o centro e quando ela passa a entender esse processo, terá a escola como seu melhor amigo.

Todos os pais querem que seus filhos sejam felizes. Mas felicidade não se dá, muito menos se compra. Aprende-se a ser feliz. Não existe felicidade pronta, ela está nos passos de uma conquista, no caminhar de uma busca e o processo da adaptação mostra esse caminho, por isso ele é fundamental.

Contribua sempre no processo de adaptação do seu filho, mas não esqueça de adaptar-se também.

Por

Pintando o Sete

http://www.pintandoosete.net.br

(47) 3344-1143

Rua: Laura Muller, N 1177 – Fazenda – Itajaí – Santa Catarina

Conforto e praticidade sem abrir mão do estilo

Para os pais que gostam de vestir os pequenos com modelinhos que arrancam suspiros e que ao mesmo tempo proporcionam conforto, as peças da Nutti são ideais. Com dois anos de funcionamento, a marca já faz o maior sucesso na internet, nas revendas de multimarcas e também em suas duas lojas físicas, uma em Criciúma e outra em Balneário Camboriú, com peças minimalistas, inspiradas em uma moda mais limpa e com uma pegada europeia.
Além disso, a Nutti também aposta em tecnologia em prol do bem-estar das crianças. Um bom exemplo pode ser conferido em uma das peças que está entre as queridinhas das mamães, a mantinha com ação repelente natural desenvolvida em malha 100% algodão, para ter o toque mais macio possível na pele do bebê. “Para auxiliar nos cuidados com os pequenos, adicionamos nanocápsulas de citronela nas fibras do tecido, que promovem uma ação
repelente contra os mosquitos. Desta forma, o tecido repelente serve como um aporte extra de proteção. Até hoje desenvolvemos body, conjunto de blusa e calça e mantinhas com esta tecnologia. Mas, a mantinha é o primeiro produto da marca dentro da linha e é o nosso xodó até hoje”, explica a fundadora da Nutti, Gabriela Benvenutti.

Outro destaque da marca é o de ser democrática e de ter a comunicação, tanto no e-commerce e mídias sociais, quanto nas lojas físicas, feita de forma não sexista. “Nunca diferenciamos dentro das lojas ou do site quais produtos são femininos ou masculinos, pois queremos que os pais estejam livres para fazer essa escolha”, pontua a fundadora da marca.

Gabriela afirma que quem vestir as roupas da sua marca, contará com muito mais do que estilo, conforto e modernidade. “Quem veste Nutti, veste amor”. Um sentimento que, segundo ela, está intrínseco em cada etapa da criação e desenvolvimento dos produtos.

Já em relação as novidades para a próxima estação e que prometem fazer o maior sucesso, estão as peças em moletom/moletinho, confortáveis e quentinhas.

Por

Nutti – Bebê com Estilo

Instagram: amonutti   /     nuttibalneario

Av. Brasil, 2413, Balneário Camboriú

 

“É brincando que se aprende…”

Quem nunca ouviu esta frase? Que a brincadeira é essencial para o desenvolvimento saudável da criança em múltiplos contextos, não é mais uma novidade. Entretanto, cada dia que passa a agenda dos pequenos está cada vez mais lotada de atividades, as práticas de ensino mais sistematizadas e junto disso, a superestimulação frequente do uso de aparelhos eletrônicos faz com que as crianças fiquem mais dispersas, ansiosas e tenham pouco tempo e disposição para criar e brincar de forma livre.

A brincadeira muitas vezes é vista como mero entretenimento, mas ela é muito mais do que isso: é uma forma de aprendizagem. De acordo com a especialista na área Tizuko Morchida Kishimoto, é a partir da brincadeira que a criança desenvolve suas habilidades cognitivas, motoras e sócio-afetivas, distingue o que é real e imaginário, trabalha suas emoções e ensaia soluções para seus desafios cotidianos. Tudo isso de forma prazerosa e natural. Desta forma, o lúdico se tornou uma proposta educacional que direciona e facilita o processo de ensino-
aprendizagem.

Com intuito de estimular uma infância mais livre e criativa a Eureka Brinquedos Educativos, oferece uma grande variedade de brinquedos de madeira, educativos, científicos e robóticos, pensados para todas as instâncias do desenvolvimento. A linha de brinquedos é direcionada a crianças de “0 a 99 anos”, ou seja, acreditamos que o lúdico sempre está presente em novas vidas, possibilitando novas aprendizagens!

Por

Olivia Kruger 

Psicóloga e mestranda em Saúde e Desenvolvimento Psicológico Eureka Brinquedos Educativos

Eureka Brinquedos Criativos

http://www.eurekabrinquedos.com.br

Rua: 100, n° 52 – Centro | Balneário Camboriú | 47 3398.0106   47 99714.4966

Imposição social da maternidade perfeita

Você também tem a sensação que as pessoas esperam que as mães estejam sempre felizes? Que não se pode falar sobre os lados não tão bons assim da maternidade, pois por algum motivo, já interpretam como se você não quisesse mais ser mãe?

Percebo rotineiramente, uma imposição social de que a mãe precisa estar sempre sorrindo, feliz e plena, como se a maternidade fosse um passaporte para a felicidade”! Um verdadeiro mar de rosas, onde tudo simplesmente flui maravilhosamente!

É lógico que ser mãe envolve momentos maravilhosos, inexplicáveis, de muito amor e coisas lindas, mas não é assim o tempo todo não! E essa cobrança contribui MUITO para que as mães se sintam culpadas, especialmente quando “não podem” demonstrar como realmente estão se sentindo: muitas vezes esgotadas, com um desgaste emocional gigantesco, e tudo isso guardado dentro delas, pelo medo de receber críticas ou de ser julgada.

Afinal, não é raro ouvir frases como “Ué, está reclamando do que se foi você que escolheu ter filhos?”! Entendam uma coisa: a mãe pode até estar cansada, exausta, desanimada e irritada, mas isso não quer dizer que ela não ame seus filhos! E por favor, colabore, não seja mais uma destas pessoas que julgam sem tentar se colocar no lugar daquela mãe!

E só para concluir, vale sempre lembrar, tristeza e cansaço fazem parte da natureza humana, portanto mamãe, se você se sente assim, não se culpe, não se sinta mal, e não precisa esconder seus sentimentos. Afinal, a vida não é feita só de bons momentos, não é mesmo? Levanta, sacode a poeira, e vida que segue. Uns dias mais pesados, outros mais leves, e assim será sempre!

Sabe o que uma mãe precisa, de fato? Apoio, acolhimento, respeito, um ombro amigo, pessoas que estejam dispostas a vê-la como um ser humano com todos os sentimentos que qualquer um tem! Vamos nos unir e nos ajudar? Vamos juntos desromantizar um pouco a maternidade, parar de julgar e ser um pouco mais empático com a vida do outro! A maternidade não é uma competição!

Por

Ana Paula Petry

Av. Cel. Marcos Konder, 1313, centro, Itajaí – SC, 88301-300

47 99172.5620

Instagram: gestandoeaprendendo

EDUCANDO OS FILHOS POR MEIO DA DISCIPLINA POSITIVA

Especialista dá dicas de como aplicar o método em casa

Faz algum tempo que as palmadas estão saindo de cena e a Disciplina Positiva ganhando destaque no desenvolvimento das crianças. Tanto que a Academia Americana de Pediatria atualizou recentemente o seu código de ação e recomenda que os pediatras aconselhem os pais contra o uso de qualquer forma de punição corporal e verbal – como bater, gritar ou humilhar os pequenos.

A orientação está de acordo com a metodologia da Disciplina Positiva. Esta é uma
forma de ensino que tem como foco ajudar as crianças a serem capazes de lidar com
suas próprias emoções. “Além disso, por meio da Disciplina Positiva, ensinamos aos
nossos filhos habilidades de vida como respeito, confiança, resolução de problemas e
empatia”, afirma a educadora infantil Ana Paula Franz. “Muitos pais acreditam que a
criança precisa sofrer um pouco ou elas não aprenderão nada; outros, que não são a
favor do autoritarismo, caem na permissividade; e ambos são prejudiciais para educação
em longo prazo”, completa.

A punição faz com que a criança se sinta mal e colabore menos. Segundo Ana, desta
forma ela começa a lhe desafiar e a se recusar a fazer as coisas. Por isso, o ideal é
concentrar as energias na solução e não no problema; e a Disciplina Positiva tem
justamente o objetivo de ajudar as crianças a aprenderem com o que fizeram. Então,
quando você se deparar com situações difíceis, tenha em mente que é possível resolvê-
las de uma forma respeitosa, ensinando seu filho e oferecendo alternativas diferentes
daquela que você não deseja ou não pode.

A educadora infantil orienta a deixar de lado os “nãos” e ameaças e a envolver a criança
para que juntos consigam chegar a um acordo. “Por trás da birra, da falta de
colaboração, existe uma gama enorme de sentimentos e necessidades que os pais não
estão enxergando. Pode ser frustração, cansaço, raiva… emoções muito complexas para
uma criança lidar”, afirma Ana. Pra finalizar, a especialista lembra que os adultos é que
são responsáveis pelo comportamento dos filhos, não o contrário!

DICAS PARA APLICAR A DISCIPLINA POSITIVA
Pequenos ajustes podem fazer uma grande diferença na educação dos pequenos. Mas
apesar de parecerem óbvios, na prática, exigem sair do automático. Por isso, é preciso
pensar o que queremos que a criança aprenda e se torne quando adulta. Na Disciplina
Positiva, uma palavra pode mudar tudo.

Perguntar ao invés de mandar
Sai daqui que eu preciso limpar essa bagunça que você fez!
Disciplina Positiva: E agora! Como podemos limpar isso juntos?
Divida esse brinquedo com seu amigo!
DP: Como você e seu amigo podem brincar juntos?

Gentileza e firmeza

Autoritário: Não vou falar de novo! Se não guardar esses brinquedos agora, vou jogar
no lixo.
Permissivo: Não sei por que você não me escuta!Fico tão triste!
DP: Eu sei que você não quer guardar os brinquedos e está na hora de arrumá-los. Você
quer ligar o cronômetro ou cantar uma música enquanto guardamos?

Encorajar ao invés de elogiar

Elogio: Estou tão orgulhoso de você!
Encorajamento: Você se esforçou muito, aposto que está orgulhoso de si mesmo!

Conexão antes da correção
Eu te amo e acredito que podemos encontrar uma solução juntos para esse problema.

Permitir que as crianças aprendam a lidar com os sentimentos
Posso ver que você está muito brava por não poder pegar isso.

Ensinar as crianças o que fazer
Ao invés de dizer: “não bata” ou “não pegue esse copo”, diga: “faça carinho” demonstrando isso. Ou então: “você pode brincar com esse pote aqui”

PERGUNTAS E RESPOSTAS

A DISCIPLINA POSITIVA DÁ CERTO COM TODAS AS CRIANÇAS, INCLUSIVE
ASMAIS DIFÍCEIS?
ANA PAULA FRANZ – A DP dá certo com todas as crianças, pois é uma abordagem
que busca entender os desafios de comportamento como oportunidades de
aprendizagem, sendo um caminho sem volta de respeito mútuo e conexão. É uma
construção que pode não surtir efeito em curto prazo, como punir. Os resultados
ocorrem em longo prazo, por isso, a limitação está muito mais nos adultos – que são
imediatistas – que nas crianças.

QUEM EDUCOU ATÉ AGORA COM GRITOS E TAPAS PODE COMEÇAR A EXERCER A DISCIPLINA POSITIVA?
APF – Certamente. O grande desafio está justamente no adulto conseguir abrir mão do
seu padrão de educação atual, seja autoritário ou permissivo. Os responsáveis pela
educação da criança precisam sair do piloto automático e levar para a consciência as
suas ações e o uso das ferramentas da disciplina positiva dentro de cada atitude do filho.
Em um primeiro momento pode existir estranhamento por parte do filho, mas com o
tempo ele vai melhorar muito a relação e o senso de colaboração e respeito. É uma
mudança como qualquer outra, que só irá se tornar fácil com o tempo e a prática.

QUAL O RESULTADO DA DISCIPLINA EM LONGO PRAZO?
APF – O principal resultado é ensinar valiosas habilidades sociais e de vida para um bom caráter, através do respeito, empatia, poder na resolução de problemas, cooperação, contribuição. A disciplina positiva convida a criança a descobrir o quanto ela é capaz, encorajando a usar o seu poder pessoal e autonomia de uma forma construtiva.

Por

ANA PAULA FRANZ
Educadora Infantil em Disciplina Positiva – PDA
Contato: 47 98851-5231

EFEITO DOS ELETRÔNICOS NO SONO DAS CRIANÇAS

Educadora do Sono Infantil alerta sobre o tempo que as crianças ficam expostas aos eletrônicos durante as férias

O uso de aparelhos eletrônicos é cada vez mais frequente entre as crianças. Desde muito pequenas, elas sabem mexer em telefone celular, tablet e escolher os desenhos favoritos na televisão. Durante as férias essa exposição tende a ficar ainda maior. Os pequenos são cheios de energia e, para os adultos, às vezes fica difícil de acompanhar. É nessa hora que os eletrônicos acabam entretendo as crianças que estão de folga.

O problema é que o hábito pode prejudicar as sonecas da tarde e o sono da noite. A superestimulação dos eletrônicos pode deixar as crianças irritadas, com dificuldades para aceitar limites. “É importante que você saiba reconhecer quando seu bebê está superestimulado e ajudá-lo a se acalmar, pois ele não sabe fazer isso sozinho”, diz a Educadora Integrativa do Sono Infantil, Ana Paula Franz.  E criança que não se acalma, tem dificuldade para dormir e pode ter um sono agitado.

À noite, o uso de aparelhos eletrônicos pode ser ainda mais crítico. Pesquisadores da Universidade da Califórnia/ EUA afirmam que a luz emitida pelo celular faz com que o nosso cérebro entenda que ainda não é hora de dormir, interferindo na liberação da melatonina, o hormônio do sono. Isso faz com que a pessoa durma menos e com menos qualidade. “No outro dia é comum ficar com dificuldade de memória e pouca capacidade de resolver problemas”, afirma Ana.

COMO ORGANIZAR A ROTINA DO SONO DO BEBÊ

Tanto para as sonecas diurnas quanto para o sono noturno, é importante que a mãe crie um ritual para o bebê entender que chegou a hora de dormir. Ele vai ficar calmo se souber o que vai acontecer. Um banho, uma troca de fraldas, uma massagem relaxante, historinhas e muito carinho, sempre igual, vão colaborar para um sono gostoso.

“O ritual deve ser construído de acordo com as necessidades e dinâmica de cada família”, explica Ana. Ela também alerta para a importância das sonecas durante o dia: “elas acalmam e ajudam a criança a dormir bem à noite. O cansaço traz irritação e dificulta o processo”.

QUANTO TEMPO UMA CRIANÇA DEVE DORMIR

As horas de sono variam de acordo com a idade. Quando um bebê é recém-nascido, ele dorme de 16 à 18hs entre o dia e a noite. Conforme vai crescendo as necessidades do dia diminuem e da noite aumentam, chegando a 12hs noturnas com um ano de idade e até 3hs de soneca no dia.

A educadora lembra que a Sociedade Brasileira do Sono recomenda que crianças até sete anos de idade estejam dormindo até as 20hs. “Isso respeita o ciclo natural do organismo, não o deixando extremamente exausto”, explica.

CONSULTORIA DO SONO

O serviço de consultoria do sono consiste em auxiliar gestantes e famílias com bebês e crianças de até cinco anos de idade que estão enfrentando dificuldades para dormir.

Durante o processo, Ana Paula, junto à família, busca entender o que está acontecendo com a criança, assim é possível compreender a rotina, adequar o ambiente e estabelecer hábitos saudáveis para promover o melhor sono possível para todos, sempre levando em consideração a saúde emocional da criança.

SOBRE ANA PAULA FRANZ

Ana Paula Franz é fisioterapeuta e empresária, com duas certificações em Consultoria do Sono Infantil (IMPI e FWII – EUA) e também educadora infantil em Disciplina Positiva.

Durante cinco anos foi empresária do ramo da beleza, em Blumenau. Foi quando engravidou do Miguel que começou a estudar sobre o sono e conheceu a escola americana. Aos seis meses, o filho dela, hoje com quase dois anos, já dormia 12 horas seguidas.

Agora, Ana ensina outros pais a fazerem o mesmo pelos seus filhos – tudo de maneira muito amorosa e acolhedora. A Bom Sono foi fundada em 2017 e presta consultoria via Skype para famílias em qualquer lugar do mundo. Por aqui, o atendimento pode ser presencial.

Contatos:

Ana Paula Franz 47 98851-5231 / @bomsonoconsultoria

Bianca Ingletto 47 99676-0100