Medicações psiquiátricas na gestação

Atendo muitas gestantes no meu consultório, principalmente por quadro de humor depressivo ou de ansiedade. Uma das grandes dúvidas é em relação à segurança dos psicotrópicos para o bebê quando são indicados para a mãe. Lembrando que toda gestante que estiver vivenciando sinais ou sintomas psíquicos intensos em quaisquer fases da gestação deve procurar o médico especialista que é o psiquiatra. Além disso, história prévia ou familiar de transtornos psíquicos pode aumentar o risco de reagudização dos sintomas nessa fase ou de depressão pós-parto; portanto, procurar o psiquiatra torna-se muitas vezes imprescindível.

Quando necessárias, bem indicadas e conduzidas, as medicações podem salvar o bebê, a gestante e o vínculo entre eles. Os prejuízos causados pela doença quando se espera remissão espontânea, sem avaliação ou tratamento adequado, podem ser devastadores para ambos. As doenças mentais, além de alterações comportamentais e emocionais, podem cursar com alterações cerebrais e isso repercute de forma negativa em todos os sistemas do corpo da mãe e consequentemente para o bebê.

Fatores inflamatórios e hormônios do estresse, como o cortisol, a adrenalina e a noradrenalina são liberados, podendo causar prematuridade, aumento do peso, restrição do crescimento intrauterino e do bebê, partos prematuros, cesárias, pré-eclâmpsia, hipoglicemia do recém-nascido, trabalho de parto prematuro, problemas na amamentação entre outros. Além disso, prejudica o vínculo da mãe com o bebê, podendo assim repercutir negativamente na vida adulta.

A estrutura emocional do bebê começa a se desenvolver na sua vida intrauterina. Existem sim evidências de que alguns psicotrópicos podem causar prejuízos para o desenvolvimento do bebê, mas outros são bastante seguros para serem utilizados nessa fase. Não se pode generalizar, afirmando que todos os fármacos utilizados para tratar transtornos psiquiátricos são maléficos para o bebê durante a gestação da mesma forma que nem toda gestante com sintomas psíquicos tem indicação para utilizá-los.

Infelizmente percebo muitas prescrições desnecessárias e muitas vezes até arriscadas vindas de profissionais não especialistas, por isso a importância de procurar o psiquiatra, aliás existem psiquiatras perinatais. Percebo que muitas vezes os medos das gestantes em relação ao tratamento psiquiátrico farmacológico ocorrem por preconceitos e falta de informação; portanto, a psicoeducação é extremamente importante. A gestação é uma fase de descobertas positivas, mas também podem ser de revivências negativas da infância, de amadurecimento e evolução na sua concepção mais ampla. Pode ser libertador ou avassalador. Procurar ajuda multidisciplinar em saúde mental é imprescindível para tratar transtornos mentais na gestação. Psiquiatras, obstetras, pediatras e psicólogos juntos, tratando mãe e bebê de forma integrada.

Por

Dra. Vanessa Adegas Menin

Psiquiatria e psicoterapia – CRM 22011 RQE 12908 

CLINSAM – Clínica de saúde mental – Rua Antônio Manoel Moreira, 140 – Itajaí 

(47) 4141.8781 (47)99641.8781 

clinsam.dap@gmail.com / desvendandoapsiquiatria.com.br 

Facebook e Instagram: vanessapsiquiatra 

Instagram: clin_sam

Youtube: Desvendando a Psquiatria

Maternidade e autoestima

Você já reparou como a maternidade mexe com a autoestima da mulher?

É incrível, mas a autoestima baixa é uma queixa muito comum entre as mães, especialmente nos primeiros anos de vida! É claro que não é uma regra, mas grande parte delas, passa por este desafio.

Bem, o corpo muda, o tempo para si diminui, a autocobrança aumenta, o senso de responsabilidade também, e estes são apenas alguns dos fatores que causam toda essa mudança na autoestima feminina. O fato é que, de uma forma ou de outra, em algum momento, a mãe precisa voltar a olhar para si, e resgatar a mulher que existe por trás daquela mãe!

Se você já acompanha os artigos aqui na revista, sabe que eu não é a primeira vez que falo sobre isso. Mas afinal, porque esse “resgate” é tão importante? Porque quando nos tornamos mães, o nosso olhar fica completamente voltado para aquele serzinho tão pequeno e “indefeso” que certamente, precisa de atenção e cuidado integral. No entanto, com o passar dos meses, acredite, não tem problema algum você voltar a olhar para si.

É essencial, que com o passar dos meses, a mulher volte a pensar em si (provavelmente de forma lenta no início, pois esta mudança pode parecer estranha), e busque se reconectar com sua essência. Quais são as coisas que mais gosto de fazer? O que posso fazer por mim hoje, que vai me fazer sentir melhor? Essas são duas perguntas que podem te ajudar a iniciar essa busca de reconexão!

Mas não é egoísmo pensar em mim, e não nos meus filhos? De forma alguma! Veja bem, você vai pensar TAMBÉM em você, e não apenas em seus filhos! Tudo bem se você tirar umas horinhas para você, ou mesmo alguns dias de vez em quando. Isso vai te fazer sentir melhor? ÓTIMO, então faça. Afinal, a ciência já comprovou: mães felizes, criam filhos mais felizes!

Por

Ana Paula Majcher

Psicóloga – CRP:12/10780

Av. Cel. Marcos Konder, 1313, Centro, Itajaí – SC, 8801-300

(47) 99172-5620

Instagram: gestandoeaprendendo

Conheça o ateliê Mães na Massa

Sabe aqueles produtos para o décor dos pequenos, que nos arrancam suspiros porque são puras fofuras? Então, estamos falando do Ateliê Mães na Massa, da empresária Bruna Costa Coelho. Tudo começou em 2016, quando sua filha nasceu. Na época, Bruna nos revela, que sentiu uma necessidade muito grande de poder passar o maior, ou melhor dizendo, todo o tempo possível com a pequena. Com isso, surgiu a ideia de trabalhar com algo que pudesse fazer em casa. “Passei alguns meses em busca de algo que me encantasse, me despertasse curiosidade. E então apareceu o crochê! Depois de comprar uma peça para decorar o quarto da Lis, tive a certeza de que era aquilo que eu gostaria de aprender. Fui atrás de cursos na cidade, mas me deparei com um mercado que havia voltado à moda recentemente e ainda não tinha sido devidamente explorado na região. Ainda era considerado “coisa de vó”. Depois que, enfim, aprendi a técnica, comecei a comercializar minhas peças no perfil pessoal do Instagram. Os pedidos foram aparecendo e veio a necessidade de profissionalizar a marca. Criei o perfil comercial, conquistei os primeiros clientes, e algo que seria o complemento da renda da minha família, em um ano já havia se tornado parte essencial de nossas vidas. Sempre fui uma pessoa que se preocupa com produtos de qualidade, boas fotos e atendimento ao cliente. Isso ajudou muito no crescimento orgânico da empresa. Hoje, dois anos e meio depois, conto com algumas artesãs que ajudam com a agenda de pedidos, alguns anjos que aparecem no meio da caminhada e uma família que apoia incondicionalmente a vontade de tornar o Ateliê Mães na Massa a realização de um grande sonho”, revela Bruna.

Com clientes em todo o Brasil, os produtos, feitos carinhosamente todos à mão, compõe desde decorações minimalistas até projetos mais elaborados. A empresária comenta ainda que tudo é personalizado e que cada peça carrega, em todos os pontinhos do crochê, muito amor.

Além dessa energia de amor, os produtos do Ateliê Mães na Massa, são puro charme e bom gosto. Mas, qual o diferencial? Bruna prontamente responde: “Quando você compra algo feito à mão, está adquirindo não somente um produto, mas também um sonho! Algo pensado e produzido especialmente para você. É essa a sensação que queremos que nossas clientes tenham ao receber nossas peças, e o grande diferencial de uma experiência de compra afetiva”, finaliza Bruna.

Se você também se apaixonou pelas peças do Ateliê Mães na Massa, os orçamentos e pedidos podem ser feitos, exclusivamente, pelo Instagram @ateliemaesnamassa.

Ateliê Mães na Massa 

(47) 9-9698-0550 | ateliemaesnamassa@gmail.com 

@ateliemaesnamassa

Maternidade: o que ninguém te conta

Quando engravidei do primeiro filho todo mundo vinha me contar do quanto era maravilhoso ser mãe, de que nossa vida muda muito, mas que só seria gratidão e amor envolvidos. As pessoas faziam questão de mencionar o quanto aquilo foi a melhor coisa que aconteceu na vida delas, que a maternidade era realmente transformadora. E de fato, essas pessoas estavam certas.

No entanto, tem um lado que ninguém contou, até meu primeiro filho nascer e eu resolver desabafar com algumas amigas que já eram mães. Ninguém contou que eu sairia com uma barriga enorme da maternidade – e que talvez alguém acharia que eu ainda estava grávida (sim, isso aconteceu dentro do próprio hospital…risos); ninguém contou que nos primeiros meses a privação de sono nos deixa completamente desgastadas e que talvez o bebê não conseguisse mamar tão lindamente como nos comerciais e capas de revista. Ninguém contou que a gente não tem um “instinto” materno tão natural assim. Ninguém contou que os filhos dos outros, parecem estar sempre melhores que os nossos, e que muitas vezes vem um sentimento de frustração e fracasso imensos. Ninguém contou que a culpa é algo que nos acompanharia por tanto tempo.

E é justamente por estes motivos, que acho tão importante levantarmos a bandeira de falar sim desses lados que nem são tão belos na maternidade. Não quer dizer que eles apaguem as coisas boas, muito pelo contrário, eles apenas nos mostram que somos seres humanos, imperfeitos, errantes, e que sim, vez ou outra as coisas não sairão como planejado. Mas tudo bem, são fases, ora boas, ora ruins, e a gente sempre dá conta no final. Algum aprendizado vem, sempre!

É triste ver a maternidade sendo romantizada, e muitas mães se omitindo de falar disso, pelo simples fato de ter medo de julgamento. Afinal, se falarmos de forma realista e sincera, tudo fica mais fácil de lidar, podemos encontrar solução ou no mínimo acolhimento e empatia por parte de outras pessoas. Não é uma questão de amar ou odiar a maternidade, e sim, uma questão de aceitação. Aceitar o que vem independente do que nos faz sentir.

É justamente por ver frequentemente em consultório, uma luta das mães buscando fugir desses sentimentos ruins, e se sentindo culpadas por não estar amando absolutamente tudo no seu maternar, que afirmo o quanto precisamos ser realistas e pés no chão. Até porque, esta busca incessante por uma maternidade idealizada, é nada mais nada menos, que utopia.

Por isso, concluo afirmando que se você passou por situações as quais nunca te contaram, bem-vinda ao time, você não é a única. Sinta-se abraçada e acolhida!

Por

Ana Paula Majcher

Psicóloga – CRP:12/10780

Av. Cel. Marcos Konder, 1313, Centro, Itajaí – SC, 8801-300

(47) 99172-5620

Instagram: gestandoeaprendendo

Especialmente para elas!

Uma tarde no shopping, um café com as amigas ou um cineminha pós-trabalho. Um dos melhores presentes para uma mãe é um momento só dela. Selecionamos dicas lindas e poderosas de grifes do Balneário Shopping para que ela arrase neste inverno. Confira!

Tricot sempre
Este tricot novinho com cara de antiguinho da SHOULDER vai deixar a mamãe quentinha nesta estação.

Mistura bem dosada
O look descontraído da CANAL CONCEPT com a camiseta de algodão com lettering faz uma mistura bem dosada de texturas.

Paris 6 Café
Que tal levar a mamãe para provar as delícias do Paris 6 Café do Balneário Shopping? O Grand gateau au pavê de chocolat blanc à Yanna Lavigne é uma delas. A unidade catarinense acompanha todo o estilo das demais lojas da rede, com arquitetura e ares parisienses dos anos 1920. Ela vai amar!

Anos 60
Influenciados pelos anos 60, diferentes grafismos em preto e branco se encontram no Inverno da LE LIS BLANC. A diva Carol Trentini é a musa da marca nesta estação.

Sensual e elegante
Dica infalível para deixar o visual mais interessante: tricot com lurex + seda + renda + couro croco da TWENTY FOR SEVEN. Perfeito para um jantar a sós com o papai.

Animal print
A tendência para o Inverno 2019 é a mistura do animal print. Nesta bota da RAPHAELLA BOOZ ficou simplesmente divina!

Balneário Shopping

Facebook: Balneário Shopping

Instagram: balnearioshooping

balneariocamboriushopping.com.br

 

Maternare

A Maternare, criada para oferecer o que há de melhor e mais moderno em relação à saúde da mulher e da criança, acaba de completar em novembro seu primeiro ano. Idealizada pela ginecologista e obstetra Karen Dametto e seu esposo Eder Dametto, responsável pela administração da empresa, o casal trouxe para Itajaí um espaço que, apesar de pouco tempo, se tornou referência, pois entre seus diferencias estão o atendimento humanizado e a integração de especialidades. Para conhecermos um pouco mais sobre a trajetória e os serviços que oferece, entrevistamos as ginecologistas e obstetras, Karen Dametto e karina Henning Uhlmann que muito mais que colegas de trabalho e de terem a mesma linha de pensamento voltada à excelência, são grandes amigas.

Quando perguntadas por qual motivo escolheram Itajaí para o exercício da profissão, já que ambas são naturais de outras cidades, a resposta foi uma só. “Nossa formação foi aqui. Nos sentimos acolhidas pela comunidade e pelos colegas de profissão. E escolher ficar foi a maneira que encontramos de retribuir todo o aprendizado que nos foi oferecido. Recebemos o melhor. E, por isso, agora queremos oferecer o melhor também”, esclarece Karina.

De acordo com as médicas, o propósito da Maternare é ser um ambiente que, além de proporcionar serviços com excelência em relação à prevenção e ao tratamento, seja igualmente um local acolhedor. “Pensamos cuidadosamente em cada detalhe. Desde, por exemplo, a decoração e iluminação, até a maneira como são realizadas as consultas de forma mais humanizada. Tudo para que nossas pacientes se sintam bem, acolhidas e seguras”, pontua Karina.

Atuando com cinco profissionais, a clínica presta atendimento em ginecologia e obstetrícia, reprodução humana, mastologia e pediatria. Entre os serviços, destaque também para o exame de colposcopia (patologia cervical) e o tratamento lazer CO2. Este último, Karina explica que, além estar entre os mais modernos e de contar com várias funções, atua em problemas como o da incontinência urinária e ressecamento vaginal devido à idade, pois estimula
o colágeno, permitindo que o tecido fique mais jovem.

Com uma equipe unida e aliando atendimento humanizado com todo o know-how das profissionais, karen garante que é possível, de maneira séria e comprometida, estar ao lado da paciente seja em momentos de alegria como a chegada de um bebê, como também dar todo o atendimento e suporte necessário para o tratamento de doença.

Para uma vida com mais saúde

Outro ponto de destaque no trabalho da clínica está na prevenção e promoção da saúde. As ginecologistas afirmam que para todas as pacientes é repassada e reforçada a importância da prevenção e da necessidade dos exames de rotina para avaliar se tudo está bem. Além disso, Karina nos conta que toda a semana, nas redes sociais, são repassadas dicas de saúde com o objetivo de promover à saúde para um maior número possível de pessoas. “Quando falamos de prevenção, não estamos abordando apenas o câncer, mas de todos os problemas que podem
surgir em cada idade. Muitas doenças não se mostram por meio de sintomas visivelmente perceptíveis, como corrimento, dor e coceira, por exemplo. Apenas com uma consulta ao ginecologista, a realização de exames e uma avaliação completa que se poderá descobrir quaisquer alterações ou irregularidades e buscar a melhor forma de tratamento. A maioria das doenças, quando descobertas em sua fase inicial, têm mais chances de serem tratadas
com maior eficiência”, explica Karen.

Novidade

A Maternare já realizava atendimento aos pequenos. Porém, como a ideia é inovar e buscar constantemente por melhorias, agora conta com um espaço exclusivo para a pediatria, no mesmo endereço, porém em salas separadas. “Optamos em fazer um espaço pediátrico para proporcionar às mães e seus filhos, um atendimento ainda mais direcionado, onde possam se sentir à vontade. Neste espaço a pediatra, por exemplo, não usa jaleco para não assustar a criança; há cadeira de amamentação para uma melhor orientação e acompanhamento e ainda conta com um espaço kids e muito mais. Isso porque acreditamos que para tratarmos com excelência, precisamos proporcionar igualmente o melhor ambiente possível.

Futuro

Entre os planos para os próximos anos, Karem nos conta que a ideia é integrar ainda mais especialidades. “Queremos oferecer para nossas pacientes tudo o que possa estar relacionado ao bem-estar da mulher. Além disso, fazemos questão de estarmos inseridas na comunidade, levando informação sobre saúde e prevenção para além dos nossos consultórios. Para isso, temos em mente oferecer mais palestras e criar simpósios e cursos. Não almejamos
ser apenas mais uma clínica. Nós desejamos fazer a diferença na vida das pessoas”, finaliza Karen.

Maternare Clínica Médica
Av. Marcos Konder, 1207 | Ed. Embraed – Sala 70 | Itajaí – SC
(47) 3311-4799 / 98847-5560
@clinicamaternare

Será que amamentar é mesmo um conto de fadas?

Que o leite materno é repleto de benefícios, todo mundo já sabe, mas amamentar vai muito além disso. E sinceramente, acredito que para poder incentivar mais mulheres a seguir na amamentação, elas precisam saber do outro lado da história!

A começar pelo “conto” de que todo bebê nasce sabendo mamar. É um novo aprendizado tanto para mãe quanto para o bebê, e nem sempre é tão “instantâneo” e se por algum motivo (prematuridade, por exemplo) o bebê não puder ter o contato com o peito nas primeiras horas de vida, isso pode dificultar um pouco mais.

Amamentar dói, e mesmo que a pega esteja correta pode doer, afinal, o peito está supersensível, e como a demanda inicial é muito grande (pois o bebê pode querer mamar muito mais que a cada 3 horas), pode levar dias para a dor passar. E falando nisso, você não precisa contar exatamente 3 horas, nos primeiros meses o bebê ainda está em adaptação, por isso, pratique a livre demanda. Ou seja, dê de mamar sempre que o bebê quiser, mesmo que signifique ficar com o bebê colado ao peito, isso é confortante para ele, nutritivo para o corpo e mente do bebê.

Amamentar também é desgastante, cansativo, dá muita fome, e sede. Aliás, você precisa beber muita água, para se hidratar e auxiliar na produção do leite. Também precisa descansar, sempre que possível, pois o excesso de desgaste físico e emocional, pode fazer com que sua produção de leite diminua.

E acredite: as pessoas vão te questionar a respeito da decisão de amamentar. Se você não amamenta, perguntam porque não. Se amamenta, perguntam até que idade, se não mama demais, se seu leite é fraco, etc. Falando nisso, não existe leite fraco, portanto, fique tranquila.

No início pode parecer difícil e dar a impressão que você não vai conseguir, mas depois que começa a fluir, é muito gostoso, e a gente passa a curtir bem mais. Por isso, persista, e leve um dia de cada vez, tem pessoas que tem muita facilidade, outras já sofrem um pouco mais. O apoio das pessoas que convivem com a recém mamãe é fundamental para este sucesso! Por isso, ao invés de criticar, vamos apoiar e incentivar as mamães que querem amamentar, ok!

Agora, caso enfrente problemas, minha sugestão é procurar uma consultora em amamentação, pode fazer toda a diferença neste processo. Agora aproveitando o tema, você já parou para pensar como se sente a mãe que não amamenta?

Agora vamos parar e pensar um pouco! Você alguma vez já se perguntou o que aconteceu para que aquela mãe estivesse dando leite de fórmula e não leite materno para o seu filho? Será que é isso que faz com que ela seja mais, ou menos mãe, melhor ou pior mãe? Amamentar por si só já é algo bem difícil, e as pessoas também não apoiam o quanto deveria. Mas não amamentar, olha, vou te contar, é muito difícil! Lidar com pessoas que não fazem o mínimo para compreender o que está por trás daquele “não amamentar” é desgastante.

Minha intenção não é desmotivar ninguém a amamentar, muito menos incentivar que as pessoas deem leite de fórmula, mas mostrar que existe muito mais coisas por. Você que passou por isso, sabe muito bem do que estou falando! Você que não passou por isso, por favor, não julgue. Tenhamos empatia umas pelas outras e vamos viver um universo materno melhor, sem comparações e sem julgamentos!

Por

Ana Paula Petry

Instagram e Facebook: gestandoeaprendendo

(47)99172-5620

Av. Cel. Marcos Konder, 1313

Centro, Itajaí – SC, 88301-300

Colo demais, bom ou ruim?

Meu bebê só para de chorar quando pego no colo. Não são raras às vezes em que ouvimos expressões como essa no consultório. Muitas mães, principalmente as de primeira viagem, têm dúvidas sobre segurar o bebê no colo por muito tempo. Há quem diga que eles ficarão mal-acostumados, cheios de manias e que não irão parar quietos fora do colo.
Mas, afinal que mal tem em dar colo a um bebê?
Primeiro, as mães e os pais devem entender que os bebês se comunicam pelo choro, e o colo traz calor, aconchego, segurança. Existe um fenômeno chamado de “exterogestação”, que significa literalmente gestar fora. A gestação dura nove meses, mas todos sabem que o bebê nasce ainda imaturo e não é capaz de perceber completamente o mundo ao seu redor. Isso
gera insegurança e uma necessidade de trazer à sua memória as sensações que tinha dentro do útero, como o barulho de pulsar constante, semelhante as batidas do coração da mãe, um lugar bem apertadinho, quentinho, com um balanço suave. A exterogestação acontece nos três primeiros meses do bebê, que também chamamos de quatro trimestre de gestação.
O colo é capaz de simular essa sensação do útero! Traz proximidade, balanço e calor. Segundo especialistas, contato físico investido de carinho é fundamental para o desenvolvimento do bebê. Por isso, não tenha medo de dar colo ao seu bebê. Ele não vai ficar manhoso e nem mal-acostumado. Entenda a manha como um pedido, um jeito de dizer que algo está faltando.
Sendo assim, por que não o pegar no colo e confortá-lo?

Karina Heusser 

Médica pediatra e orientadora em aleitamento materno 

Instagram: @pediatrakarinah

Alimentação da mãe tem influência direta na saúde do bebê

A gravidez costuma ser um período marcado pela alegria, ansiedade e também por inúmeras dúvidas. Com a responsabilidade de gerar uma nova vida, a mulher precisa modificar diversos hábitos, inclusive, na alimentação, o que provoca questionamentos e a possibilidade de vários equívocos.

Nessa fase, as futuras mamães precisam estar bem nutridas, já que influenciam de forma profunda e duradoura a saúde do feto, do recém-nascido e da criança até a idade adulta. Conforme a médica nutróloga Cristiane Molon, a alimentação adequada é essencial para a manutenção da placenta e o transporte de nutrientes entre a gestante e o bebê.

No primeiro trimestre, por exemplo, é importante priorizar alimentos com maior quantidade de nutrientes, vitaminas e proteínas. Para as náuseas, comuns na etapa inicial da gestação, vale consumir alimentos mais secos, gengibre e chás de erva-doce e camomila.

Já nos dois últimos trimestres, segundo a especialista, a criança apresenta ganho de peso e se deve aumentar a ingestão de alimentos nutritivos. “No entanto, é essencial ter cautela na escolha dos alimentos, pois consumir muitos doces, carboidratos e açúcar pode levar ao ganho de peso, inchaço e o desenvolvimento de diabetes gestacional, com riscos para a mãe e o bebê”, explica.

Durante a gestação também é fundamental controlar a quantidade de alimento. “Cuidado com a máxima de comer por dois”, enfatiza a nutróloga. Isso porque, segundo ela, não existe liberação no consumo, mas, sim, atenção redobrada para a ingestão de proteínas, como carnes, peixes, ovos e quinoa, e de micronutrientes, como ácido fólico, ferro, vitaminas A, C e B12 e cálcio.

O ganho excessivo de peso pode ser prejudicial para o bebê e para a criança anos mais tarde. “Estudos vem mostrando que a saúde do adulto pode ser um reflexo das práticas alimentares às quais ele foi exposto durante a vida intrauterina”, comenta. Além disso, esse exagero na balança associado à má alimentação, complicações gestacionais e exposição a substâncias como cigarro, álcool, drogas são capazes de aumentar a predisposição a algumas doenças na fase adulta. Na lista estão a obesidade, o diabetes, as doenças cardiovasculares e a depressão.

DICAS
– Inclua no cardápio alimentos variados para evitar a carência de nutrientes específicos;
– Diminua o consumo de sal. Substitua-o por especiarias, como alho, alecrim, salsa, açafrão e manjericão;
– Ingira líquidos, de preferência, nos intervalos das refeições, evitando a má-digestão. Invista em chás de camomila, erva-doce e cidreira.
– Abandone os refrigerantes, sucos industrializados, chá mate e chá preto (estes contêm cafeína e podem diminuir a absorção de ferro). Evite tomar café. Substitua-o pela versão descafeinada ou por chás;
– Evite consumir saladas cruas em ambientes suspeitos com a qualidade de higienização;
– O hábito de comer doces todos os dias não deve existir. Coma frutas, tome chás com cravo ou canela e faça exercícios físicos para diminuir a vontade de comer doces;
– Pare de comer quando se sentir saciada. Não é feio deixar comida no prato!
– Fique longe de adoçantes artificiais como aspartame e a sacarina. Estudos mostram que eles exercem efeitos negativos na gestação com reflexos na saúde do bebê;
– Consuma alimentos ricos em ômega 3 (truta, sardinha, atum, salmão, semente de linhaça). Os ácidos graxos são importantes para o desenvolvimento neurológico do bebê.
– Exponha-se ao sol, pelo menos, por dez minutos ao dia. Assim, é possível aumentar a síntese de vitamina D, importante para a saúde óssea, coração, sistema imunológico e intestinal.

Foto: divulgação

Sobre a Dra. Cristiane Molon
É médica especializada em nutrologia com pós-graduação em Prática Ortomolecular e Saúde da Família, além de cursar especialização em Medicina do Esporte. Outras informações www.cristianemolon.com.br, www.facebook.com/CristianeMolon ou instagram/dracristiane.molon