Ortodontia na terceira idade: quais os tratamentos indicados?

Muitas pessoas acreditam que o uso de aparelhos ortodônticos é para os jovens, e que não existem tratamentos para a terceira idade. Isso não é verdade. Inclusive, o tratamento dentário para a terceira idade, ou melhor idade, pode ser trabalhado com técnicas diferentes, pontuais e otimização do tempo. Portanto, a ortodontia para os idosos é possível, sim, desde que trabalhada com ética e cuidado, assim como todos os outros pacientes.

Os pacientes idosos tendem a apresentar uma diminuição óssea, característica do envelhecimento, que pode ser agravada pela presença de doenças periodontais ao longo da vida. Alguns ainda podem apresentar perdas dentárias ou utilizar algum tipo de prótese. Estes fatores não são, de forma alguma, limitantes para o tratamento ortodôntico, mas faz-se necessário um correto planejamento com um ortodontista, aliado a uma equipe de dentistas multiprofissional.

O trabalho realizado com pacientes com 60, 70 ou mesmo a partir de 80 anos é muito seguro. Atualmente existem processos mais tranquilos, sem efeitos colaterais e com poucas limitações. A ortodontia na terceira idade não é mais vista com dificuldades, como antigamente. É um trabalho profissional e o paciente é visto como uma pessoa adulta, com as limitações que qualquer outro paciente adulto possa ter, simples assim.

De que forma, então, a ortodontia pode ser útil na vida das pessoas idosas? De muitas maneiras. É comum encontrarmos estes pacientes com perdas dentárias e, assim, alguns chegam no consultório querendo realizar um implante e alinhar a arcada, priorizando benefícios estéticos e funcionais. Nesses casos, muitas vezes precisamos reestabelecer o espaço que existia em sua boca, para que o implante possa ser instalado. Às vezes, estes pacientes idosos perderam dentes em uma idade mais jovem e, devido ao equilíbrio funcional, os outros dentes tendem a migrar para o espaço que surgiu na arcada. Esta é uma das principais razões de se colocar um aparelho fixo, ou um alinhador, na melhor idade.

O interessante é que o trabalho não precisa ser feito em toda a boca. Um ortodontista, depois de fazer a avaliação do paciente, por exemplo, pode sugerir que o aparelho seja instalado somente em alguns dentes, realizando mecânicas pontuais. Porque essa técnica pode ser feita? Justamente pensando no conforto e bem-estar. Dependendo do caso clínico, não é necessário que o idoso coloque aparelho em todos os dentes. Pode-se lançar mão de técnicas segmentadas e dispositivos de movimentação e ancoragem somente nos dentes problema, ou que se deseja movimentar. Sendo assim nesses casos pode-se trabalhar de forma isolada e pontual.

Por fim, outro ponto muito importante dentro do trabalho realizado com os idosos são as questões estéticas, que não devem ser deixadas de lado. A auto-estima, o sentir-se bem consigo mesmo, é um sentimento importante em todas as idades, e entre os idosos isso não é diferente. Muitas vezes a pessoa envelhece, mas continua jovem. Já presenciamos alguns casos de pacientes que fizeram questão de colocar aparelhos metálicos com elásticos coloridos. Para os mais discretos pode-se sim utilizar os alinhadores, não existe contra indicação no tipo de aparelho escolhido nesta idade. O que queremos é que nossos idosos se sintam melhores, mais saudáveis e cheios de juventude. A ortodontia na melhor idade é sim uma realidade possível e muito próxima dos pacientes.

A autora: Ingrid Müller Ledra é ortodontista, secretária da Associação Brasileira de Ortodontia e Ortopedia Facial, a ABOR-SC. Mestre e Doutoranda em Ortodontia pela Universidade Estadual Paulista – UNESP, Araraquara.

Crianças a partir de cinco anos já devem se consultar com um ortodontista

Conforme a Associação Brasileira de Ortodontia e Ortopedia Facial de Santa Catarina (ABOR-SC), quanto mais cedo o problema de saúde for identificado, mais fácil será o tratamento

O começo do ano é uma das melhores épocas para levar os filhos nas consultas anuais e iniciar 2019 com o pé direito na saúde. Com a volta às aulas e início do ano letivo, é preciso estar atento à rotina dos pequenos. Em relação à ortodontia, a indicação é de que as crianças façam sua primeira consulta entre os cinco e sete anos de idade, conforme recomenda a Associação Brasileira de Ortodontia e Ortopedia Facial (ABOR). Quanto mais cedo, mais fácil será o tratamento.

As questões que envolvem a ortodontia e a saúde da boca vão além da aparência estética. Diversos problemas podem ser identificados ainda na infância, com a ajuda de um especialista. Alguns diagnósticos são frequentemente identificados em crianças, como a mordida cruzada ou aberta, dificuldade para falar, mastigar, deglutir ou até respirar, por exemplo.

Conforme o ortodontista e presidente da Associação Brasileira de Ortodontia e Ortopedia Facial de Santa Catarina (ABOR-SC), Gustavo Zanardi, crianças também podem apresentar os dentes mal posicionados, falta de dentes ou demora na erupção dos dentes permanentes. “São muitos benefícios ao se levar o filho pequeno para uma consulta. Alguns problemas só podem ser resolvidos de forma adequada se diagnosticados precocemente”, explica ele.

Ainda de acordo com o especialista, além de melhorar a respiração, mastigação, deglutição e fala, o tratamento ortodôntico “pode melhorar também a auto estima da criança e dos adolescentes, o que traz benefícios imensuráveis no seu desenvolvimento psicossocial e nos seus relacionamentos interpessoais”, completa.

As crianças brasileiras, conforme explica Gustavo, apresentam a idade dentária adiantada. Por isso, a fase dos seis anos é considerada ideal para a primeira consulta – alguns procedimentos, inclusive, podem ser realizados antes disso, ainda aos cinco anos de idade. “O bem-estar e a autoestima elevada são essenciais à saúde. Por isso, recomendamos consultas de seis em seis meses ou, pelo menos, uma vez ao ano para fazer o monitoramento até a dentição permanente estar completa”.

Saiba mais sobre a ABOR-SC

A Associação Brasileira de Ortodontia e Ortopedia Facial de Santa Catarina (ABOR-SC) é uma entidade estadual filiada à Associação Brasileira de Ortodontia e Ortopedia Facial (ABOR), que age de forma nacional. Os associados ABOR-SC são ortodontistas profissionais e reconhecidos em sua área. Além de gerenciar a ação dos ortodontistas no estado, a ABOR-SC também oferece informações e conhecimentos atualizados da ortodontia através de atividades específicas para os especialistas.

Um dos objetivos da associação, conforme explica o presidente Gustavo, é de primar pela excelência dos profissionais que trabalham para o desenvolvimento da especialidade, com seriedade e ética. “É fundamental que os pacientes procurem profissionais devidamente capacitados e registrados no Conselho Regional de Odontologia de Santa Catarina (CRO/SC) como especialistas em ortodontia, para uma avaliação adequada, diagnóstico e tratamento”, completa.

Quer saber mais sobre a ABOR? Através do site da instituição é possível encontrar uma listagem de todos os profissionais ortodontistas associados em Santa Catarina. Para um tratamento com segurança, basta conferir os especialistas disponíveis em cada cidade: www.aborsc.com.br

 

Dentistas podem usar botox para fins estéticos

Aliada da saúde e da beleza, toxina botulínica é usada em diferentes procedimentos na Odontologia

O uso da toxina botulínica pela odontologia ainda causa estranheza por parte dos pacientes e profissionais de outras áreas da medicina. Apesar de tradicionalmente estar ligada ao tratamento dentário, a odontologia cuida do aparelho mastigatório como um todo, indo além dos cuidados com dentes e gengiva. O ortodontista está habilitado para o tratamento de ossos, músculos, articulações e ligamentos, podendo fazer uso da substância por ser um profissional dedicado à face como um todo.

Em 2016, o Conselho Federal de Odontologia (CFO) instituiu a regulamentação nº 176, que normatiza o uso da toxina botulínica para fins odontológicos, também como alternativa terapêutica para distúrbios da articulação temporomandibular (DTM).

Entre as disfunções mais comuns causadas pela DTM, está o ranger ou apertar dos dentes durante o sono. O tratamento consiste na aplicação da toxina nos músculos responsáveis pela força na área mandibular. “Os músculos relaxam quando recebem a toxina e a força maior que o normal feita pelo paciente desaparece”, explica a ortodontista Denize Luzetti Latrônico, da Latrônico Odontologia. A profissional também explica que a toxina também é indicada para as pessoas acometidas pelo sorriso gengival, cuja aplicação é menos invasiva e se apresenta como alternativa ao procedimento cirúrgico.

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Toxina para fins estéticos
O uso estético da toxina também pode ser feito em clínicas odontológicas. Em São José (SC), a Latrônico Odontologia é destaque pelo serviço de harmonização facial, que consiste em uma série de procedimentos menos invasivos, proporcionando um resultado natural sem a realização de cirurgia plástica. “Com base na simetria facial, é possível harmonizar os traços e linhas do rosto de acordo com as necessidades de cada pessoa, sem modificar suas características”, conta Denize Luzetti Latrônico, especialista em Harmonização de Face.

Em geral, mulheres com idade acima de 35 anos lideram a procura pela harmonização em busca de prevenção e minimização das marcas de envelhecimento. “Com o preenchimento facial é possível suavizar cicatrizes, eliminar vincos de expressão, aperfeiçoar o formato do nariz e o contorno facial”, pontua Denize. Além do preenchimento com toxina botulínica, a harmonização engloba procedimentos como fios de sustentação, bichectomia e aplicação de lentes de contato dental.