O tempo da criança

O desenvolvimento de cada criança tem forte ligação com o ambiente em que vive, as experiências que são vivenciadas, sua relação cultural e como a família se relaciona com ela. Ninguém é igual a ninguém, cada pessoa tem uma história.

Nesse contexto é preciso saber que cada criança tem seu tempo para aprender, seu ritmo individual. E ao se tratar de educação não existe receita pronta, mas existem sim, caminhos que possam ser seguidos de forma a contribuir com o compasso de aprendizado de cada criança.

A escola deve ser um ambiente em que todos devem ser tratados com igualdade e tenham as mesmas oportunidades. Oportunidades estas, que devem ser aplicadas de forma diferenciada, atendendo o ritmo de cada aluno. O acolhimento e o respeito às individualidades são fundamentais. A instituição deve estar preparada para proporcionar aos seus alunos esse olhar diferenciado desde a sua chegada. É necessária a busca por estratégias que melhore o desempenho daqueles que apresentam evolução mais lenta. Trabalhos de grupo, duplas, atividades e ambientes diferenciados, teatro, música, jogos… São alguns exemplos de estratégias que o professor pode usar para lidar com esse tipo de situação.

O fato é que os profissionais da educação precisam estar atentos, respeitando a personalidade e a forma de aprendizagem de cada criança. Educadores devem estimular e incentivar as conquistas e superações das crianças, como também instigar sua curiosidade natural, sobre o mundo que as cercam.

Segundo Paulo Freire, “ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para sua própria produção ou sua construção”. É preciso sensibilidade e tato para ter um olhar individualizado sobre a meninada.

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Susana Mara Nunes

Coordenadora Pedagógica

Pintando O Sete

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Rua: Lauro Muller, N1177 – Fazenda – Itajaí – Santa Catarina

 

O trabalho com projetos na Educação Infantil

A Educação Infantil tem seu caráter de base para o desenvolvimento cognitivo e cada vez mais o objetivo dos educadores desse segmento deve ser o de colaborar na construção de indivíduos independentes e que exerçam, de fato, seu papel de cidadão. Nesse cenário, a escolha metodológica na ação educativa, deve estar pautada no lúdico e no trabalho que dê continuidade à criatividade e a curiosidade naturais desse público.

As crianças são ávidas por conhecimento e o professor pode valorizar esse interesse por tantos assuntos, oferecendo boas perguntas e bons motivos de pesquisa. O trabalho com projetos na Educação Infantil busca promover a construção de novos conhecimentos com sentido e significado. São várias as possibilidades de pesquisa que podem ser organizadas por meio dessa forma de trabalho, para isso, o professor precisa ter foco e clareza de seus objetivos no momento de elaborar um bom projeto com os pequenos. A criança aprende por meio de seus ensaios com o meio, através de uma participação ativa na resolução de problemas e a pedagogia de projetos é um instrumento, dentre outros, que possibilita essa intenção.

O papel do professor na condução de um projeto é de mediador, provocador, acrescentando novos questionamentos ou informações. Nesse trajeto, é preciso envolver os alunos em contextos de pesquisa e permitir que haja possibilidade de errar, compartilhar pensamentos, perguntar e estabelecer relações com outros saberes.

Um projeto bem planejado oportuniza ao aluno experimentar o papel de ser protagonista em sua aprendizagem, expandindo suas experiências de mundo. O trabalho com projetos substitui as rotineiras tarefas de treino e repetição, criando um ambiente de investigação e solução de problemas, dando vida aos conteúdos e tornando a escola cada vez mais atraente para o aluno. É a possibilidade de relacionar teoria e prática, desenvolvendo nas crianças habilidades como negociar, argumentar, respeitar opiniões e trabalhar em equipe.

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Susana Mara Nunes

Coordenadora pedagógica

C.E. Pintando o Sete

A importância da leitura

O incentivo ao hábito da leitura pelas crianças precisa começar o mais cedo possível. A educação infantil é uma fase propícia para a formação do interesse pela leitura, visto que é nesta fase onde são formados os hábitos. E a leitura é um bom hábito que deve ser inicialmente incentivado e constantemente nutrido. A escola é um lugar onde as crianças interagem socialmente e recebem diversas influências para sua aprendizagem.

Estimular a leitura é desenvolver a oralidade e enriquecer a comunicação, importantes recursos que favorecem a interação social do indivíduo. A leitura estimula a capacidade crítica, concentração, curiosidade, a interpretação e muitos outros fatores positivos que serão desenvolvidos. Por meio das histórias infantis as crianças sentem alegria e medo, relacionam o real com o imaginário e resolvem conflitos. É através da leitura que se desperta a sensibilidade e se desenvolve o aspecto cognitivo e social de uma criança.

Além disso, contar histórias para crianças desenvolve a linguagem, ampliando o universo de significados e o repertório de palavras, ajudando assim no seu poder criativo e no raciocínio lógico. Estudos apontam que crianças que são expostas à leitura desde a tenra idade têm mais chances de se sair bem em todas as fases da educação formal.

Até mesmo os bem pequenos, que ainda não falam e nem compreendem bem a trama da história, desfrutam deste momento de afeto e partilha durante a contação da história e se encantam com o tom de voz do adulto e as gravuras do livro.

 

Nesse contexto, o papel do adulto – pais e professores, deve ser o de assumir um compromisso com a leitura, criando o hábito de contar histórias, levando as crianças às bibliotecas e livrarias, presenteando-as com livros, despertando assim a curiosidade e fortalecendo os laços afetivos que os envolvem.

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Susana Mara Nunes
Coordenadora Pedagógica

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Escola é lugar de brincar?

Simmm!!! A brincadeira tem importância fundamental na perspectiva do trabalho desenvolvido na educação Infantil. Nesse segmento a brincadeira transforma-se em fator educativo no processo pedagógico, promovendo conhecimento e sendo responsável por gerar uma formação integral na criança.

Para Vigotski (2007), a criança ao nascer já está imersa em um contexto social e a brincadeira se torna importante para ela justamente na apropriação do mundo, na internalização dos conceitos desse ambiente externo a ela. É por meio do brincar que a criança tem liberdade de ação, imaginação, faz inferências e resolve seus conflitos e contratempos.

É brincando, que o mundo se descortina para as crianças, que elas se comunicam e se inserem num contexto social. Por meio das brincadeiras as crianças têm a oportunidade de desenvolver capacidades cognitivas, motoras e afetivas.

A urbanização, a industrialização e os novos modos de vida, limitaram e muito, a brincadeira livre dos meninos e meninas. É nesse contexto que a escola de Educação Infantil se sobressai em sua importância ao oferecer espaços e ambientes propícios ao brincar. Destacamos aqui o valor do papel do professor que deve ser de um iniciador e mediador, observador e avaliador no processo pedagógico, ao manter vivo o papel vital do brincar na sua prática diária.

A brincadeira é essencial! Ao brincar a criança categoriza as situações do seu cotidiano em direção ao contexto real, desenvolve a linguagem, aumenta, enriquece e manifesta sua aprendizagem.

Entendemos que a brincadeira é o mais alto nível do desenvolvimento da criança na Educação Infantil. É por meio desse recurso lúdico que a criança fortalece sua autonomia, amplia seu vocabulário e criatividade, através da interação e troca de afetos com seus pares.

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Susana Mara Nunes
Coordenadora Pedagógica

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FONTE: Brasil. Ministério da Educação, Base Nacional Comum Curricular – BNCC, Brasília 2017
Só Brincar? O papel do brincar na educação infantil
Janet R. Moyles – Artmed, 2002

Escola: nos primeiros dias um amigo desconhecido, mais tarde, um amigo inseparável

Quem não lembra do seu primeiro dia de aula? O ambiente novo, aquela porção de pessoas desconhecidas, regras diferentes das de casa e, muitas vezes, sensação de depender, pela primeira vez, apenas de si mesmo.

O ingresso na escola é um evento muito importante na vida da criança, pois é o primeiro passo rumo à independência em relação aos pais. É a construção de um espaço próprio, que marcará seu caminho futuro.

Para os pais, esse também é um momento decisivo, principalmente quando se trata do primeiro filho. É uma ocasião não só de separação, mas de constatação de que seu bebê está crescendo e se tornando menos dependente. Algumas atitudes simples, porém, necessárias, podem tornar essa hora menos difícil para ambas as partes. A adaptação da criança também depende do equilíbrio dos pais.

Adaptação, como próprio nome diz, adaptar ao novo, leva um tempo, mas esse período não é tão longo como muitos pais o fazem. A adaptação tem um tempo limitado, ela se dá nos primeiros dias, nas primeiras semanas, onde a criança vai conhecer o espaço onde ela irá ficar.

A observação nos leva a perceber, muitas vezes, que em certos casos, a criança se adapta no primeiro dia, se identifica com a escola, com os colegas, gosta da professora, passa a confiar na escola e quem precisa trabalhar a questão da adaptação são os pais, são eles que não conseguem fazer a separação desse momento e não a criança. Por isso, o equilíbrio é fundamental.

Para esse período acontecer de forma saudável e tranquila, prepare seu filho para o ingresso na escola. Essa preparação deve incluir desde uma visita às instalações da escola até a compra do material escolar. O entusiasmo dos pais também pode ajudá-lo a criar uma expectativa positiva sobre sua ida à escola, desde que o entusiasmo seja natural e não exagerado.

Na escola, a criança passa a pertencer a uma coletividade, que é a sua turma. Ela será inserida num todo onde perceberá que precisa dividir. É um crescimento ao “eu” de casa, onde ela é praticamente o centro e quando ela passa a entender esse processo, terá a escola como seu melhor amigo.

Todos os pais querem que seus filhos sejam felizes. Mas felicidade não se dá, muito menos se compra. Aprende-se a ser feliz. Não existe felicidade pronta, ela está nos passos de uma conquista, no caminhar de uma busca e o processo da adaptação mostra esse caminho, por isso ele é fundamental.

Contribua sempre no processo de adaptação do seu filho, mas não esqueça de adaptar-se também.

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Pintando o Sete

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Ler não é como andar de bicicleta

Na bicicleta quando o aprendiz consegue se equilibrar e incorpora o ato de pedalar, pronto. A criança pode até cair, mas sem nem perceber, já sabe! Conta com sua vontade e com seu instinto, bem diferente do que ocorre com a leitura.

A iniciação no mundo das letras é um processo bem mais complexo, e lento. Primeiro porque pressupõe habilidades de diferentes áreas, e também porque é menos estável, fazem parte do percurso, dos avanços e retrocessos. Além disso, ler é um processo cultural e a qualidade da aquisição na leitura será determinada pela inserção na cultura. Aí o papel dos pais é determinante, pois estes devem proporcionar oportunidades de leitura, e também, selecionar e
estimular.

Etapa após etapa, nossos pequenos heróis se lançam nesse grande desafio. Poetiza para todas as idades Cecília Meireles, que também era professora, termina a poesia “O mosquito escreve” com a pergunta: “Pois escrever cansa não é criança?”. Sem dúvida ler e escrever são atividades que podem cansar os pequenos. Chega a ser um dilema: ler um livro inteiro é difícil, e ler frases desconexas é sem graça para eles.

Para nossa sorte alguns livros podem ajudar! A editora Larrousse tem uma coleção, chamada “Leia Comigo”, com livros “para curtir em dupla”. Ou seja, tem uma parte para ser lida por adultos e outra, geralmente um balão de falas, para ser lida pela criança. Os textos são criativos e cheios de aventuras.

Um bem interessante que recomendo, é o livro “Viva a chuva”. Duas botas querem ser vendidas em uma loja de sapatos para viver no mundo. São provadas por um gigante, uma bruxa, pela chapeuzinho vermelho e até por papai Noel. Sem restrições, sucesso para crianças de um a oito anos!

É ler para aprender a ler. Com as leituras compartilhadas, é mais fácil se interessar, fazer da leitura um verdadeiro prazer. E assim, pouco a pouco, a gente faz um novo leitor, e a criança ganha esse mundão maravilhoso!

Por

Daniela Gomes Medeiro

Pedagoga – Especialista em gestão escolar

Mestre em educação – Univali – PPGE

Coordenadora pedagógica

C.E. Pintando o Sete

A infância e o direito da criança de brincar

Neste mês temos como propósito refletir sobre a brincadeira como direito da criança na infância.
Todas as crianças têm direitos básicos, tais como alimentação, educação, saúde, lazer, liberdade, direito a convivência familiar e de sociedade. As crianças também têm o direito de ser protegidas da discriminação, exploração e negligência. Todos esses direitos as crianças conquistaram por meio da Declaração Universal dos Direitos da Criança durante uma assembleia na ONU em 1959.
Neste mesmo documento consta que é direito da criança brincar. Isto mesmo!! Brincar!!
O Brincar é um direito e está assegurado e regulamentado em lei, conforme o artigo 7º que diz: “Toda criança terá o direito de brincar e divertir-se, cabendo à sociedade e às autoridades públicas garantir a ela o exercício pleno desse direito”.
Sendo o brincar um direito, a infância é um período em que as crianças experimentam e exploram este direito.
Quando a criança brinca durante a infância ela utiliza desta possibilidade para expressar sua cultura, aprender, socializar e se divertir!
Pesquisadores da infância consideram também o brincar como uma atividade essencial ao desenvolvimento infantil.
Para a filosofia da infância, o brincar é pura possibilidade na qual potencializa a infância.
Sendo assim, é importante que seja proporcionado para as crianças tempos e espaços a onde a infância consiga exercer seu direito de brincar!
Na escola “Pintando o Sete” as crianças têm tempos e espaços para brincar na qual a infância é pensada respeitada de maneira que possam expressar seus desejos, em contato com diferentes tipos de brincadeiras, numa metodologia voltada para as especificidades da infância garantindo o direito de brincar!

Por Daniela Gomes Medeiros
Pedagoga especializada em gestão escolar
Mestre em Educação
Coordenadora pedagógica

Brinquedos para crianças são ótimos, mas brinquedos que ajudam a pensar são melhor ainda!

Toda forma de brincar e proporcionar isto para a criança é algo muito importante para o seu desenvolvimento. No entanto, alguns brinquedos fazem tudo pela criança, não estimulando a imaginação dos pequenos. Alguns brinquedos que não possuem forma estruturante, como é o caso das “sucatas” (caixas vazias, embalagens, tampas e outros), num instante este materiais viram casinha, carrinho, cabana e muito mais. Basta deixar a imaginação fluir e ter materiais que possam estimular a criatividade.

Quando a escola de educação infantil tem como um dos seus objetivos desenvolver o imaginário e estimular a criatividade das crianças, esta é uma proposta bem interessante para o trabalho com esta faixa etária. Construir brinquedos com sucata oferece oportunidades para a criança explorar várias de suas habilidades, uma delas é exercitar seu poder de tomar decisões, de expressar sentimentos e de interagir consigo e com o mundo no ato da brincadeira desafiando a imaginação por meio da exploração dos materiais disponíveis.

É importante ressaltar que este recurso didático deverá ter a supervisão sempre de um adulto, e a higiene destes materiais é fundamental, de modo a não oferecer nenhum risco de segurança à criança. O importante, diante disto tudo, é fazer com que a criança tenha um momento para pensar, explorar e criar, não havendo interferências para que façam por ela, deixando a criança participar ativamente.

Construir brinquedos com sucata é uma atividade divertida que pode ser feita não só na escola, como também em família. Os finais de semana com chuva, por exemplo, nos quais as crianças nem sempre tem muito o que fazer, esta atividade vem como uma proposta divertida de interação e aprendizagem para todos!!!

Daniela Gomes Medeiros
Pedagoga com Especialização em Gestão Escolar
Mestranda em Educação – PPGE – Univali
Coordenadora Pedagógica do Centro Educacional “Pintando o Sete”