Câncer, vamos falar sobre isso

O câncer é considerado uma das doenças mais temidas mundialmente, e não é à toa, pois é uma das principais causas de morte no planeta. Só em 2018, foram cerca 9,6 milhões e pessoas ao redor do mundo que perderam suas vidas devido a esta doença. Por isso, informação e prevenção são fundamentais na luta para combatê-lo.

O que é o câncer?

É o crescimento desordenado de células que invadem órgãos e tecidos. Essas células doentes podem espalhar-se para outras regiões, o que conhecemos como metástase. Além disso, pode surgir em qualquer parte do corpo. Entretanto, alguns órgãos são mais afetados do que outros; e cada órgão, por sua vez, pode ser acometido por tipos diferenciados de tumor, mais ou menos agressivos.

O câncer é maligno quando o crescimento desordenado dessas células é incontrolável, em grande quantidade e agressivo, o que deixa a pessoa debilitada e, em grande parte dos casos, traz risco de morte a curto, médio ou longo prazo, conforme as condições clínicas e avanço da doença em cada situação.

O câncer é benigno quando essas células desordenadas crescem em apenas um local específico do corpo, de forma devagar, e trazem semelhanças aos tecidos originais. Esse tipo de câncer raramente constitui risco de morte.

O que causa?

O câncer não tem uma causa única. Há diversas causas externas (presentes no meio ambiente) e internas (como hormônios, condições imunológicas e mutações genéticas). Os fatores podem interagir de diversas formas, dando início ao surgimento do câncer.

Entre 80% e 90% dos casos de câncer estão associados a causas externas. As mudanças provocadas no meio ambiente pelo próprio homem, os hábitos e o estilo de vida podem aumentar o risco de diferentes tipos de câncer.

Existem ainda alguns fatores genéticos que tornam determinadas pessoas mais suscetíveis à ação dos agentes cancerígenos ambientais. Isso parece explicar porque algumas delas desenvolvem câncer e outras não, quando expostas a um mesmo carcinógeno.

O envelhecimento natural do ser humano traz mudanças nas células, que as tornam mais vulneráveis ao processo cancerígeno. Isso, somado ao fato de as células das pessoas idosas terem sido expostas por mais tempo aos diferentes fatores de risco para câncer, explica, em parte, o porquê de o câncer ser mais frequente nessa fase da vida.

Tipos de câncer 

Atualmente, existem mais de 100 tipos de câncer na literatura médica mundial que correspondem aos vários tipos de células presentes no corpo humano. O câncer de pele, por exemplo, tem vários tipos, uma vez que a pele é composta por mais de um tipo de célula.

Os principais e mais comuns tipos de câncer são: Câncer anal, Câncer da bexiga, Câncer de boca, Câncer colorretal, Câncer do colo do útero, Câncer do esôfago, Câncer do estômago, Câncer do fígado, Câncer infantil, Câncer de laringe, Leucemia, Linfoma de Hodgkin, Linfoma não-Hodgkin, Câncer de mama, Câncer do ovário, Câncer de pâncreas, Câncer de pele melanoma, Câncer de pele não melanoma, Câncer do pênis, Câncer de próstata, Câncer do pulmão, Câncer do testículo e Tumores de Ewing.

Se o câncer tiver início em tecidos epiteliais, como a pele ou mucosas, é conhecido como carcinoma. Se começar em tecidos conjuntivos, como ossos, músculos ou cartilagens, é chamado de sarcoma.

Outra característica que diferencia os diversos tipos de câncer existentes são a velocidade de multiplicação das células doentes e a capacidade que elas têm de invadir tecidos e órgãos vizinhos ou distantes, fenômeno conhecido como metástase.

O diagnóstico precoce 

Detecção precoce é uma forma de prevenção secundária e visa a identificar o câncer em estágios iniciais. Existem duas estratégias de detecção precoce: o diagnóstico precoce e o rastreamento.

O objetivo do diagnóstico precoce é identificar pessoas com sinais e sintomas iniciais da doença, primando pela qualidade e pela garantia da assistência em todas as etapas da linha de cuidado da doença. O diagnóstico precoce, portanto, é uma estratégia que possibilita terapias mais simples e efetivas, ao contribuir para a redução do estágio de apresentação do câncer. Assim, é importante que a população em geral e os profissionais de saúde reconheçam os sinais de alerta dos cânceres mais comuns, passíveis de melhor prognóstico se descobertos no início. A maioria dos cânceres é passível de diagnóstico precoce mediante avaliação e encaminhamento após os primeiros sinais e sintomas.

Já o rastreamento é uma ação dirigida à população sem sintomas da doença, que tem o intuito de identificar o câncer em sua fase pré-clínica. Atualmente, apenas há a indicação de rastreamento aos cânceres de mama e do colo do útero.

Como prevenir?

A prevenção primária engloba ações realizadas para evitar a ocorrência da doença e suas estratégias são voltadas para a redução da exposição aos fatores de risco. Os principais fatores de risco relacionados ao desenvolvimento do câncer são: tabagismo, alimentação, peso corporal, hábitos sexuais, fatores ocupacionais, bebidas alcoólicas, exposição solar, radiações e medicamentos.

Ações que ajudam a prevenir o câncer

1 – Não fume

2 – Alimente-se saudavelmente

3 – Mantenha o peso corporal adequado

4 – Pratique atividades físicas diariamente

5 – Amamente

6 – Mulheres entre 25 e 64 anos devem fazer um exame preventivo ginecológico a cada três anos

7 – Evite a ingestão de bebidas alcoólicas

8 – Evite a exposição ao sol entre 10h e 16h, e use sempre proteção adequada, como chapéu, barraca e protetor solar, inclusive nos lábios

9 – Vacine contra o HPV as meninas de 9 a 14 anos e os meninos de 11 a 14 anos

Câncer em números 

De acordo com o INCA, abaixo uma síntese de alguns tipos de câncer e suas estimativas de incidência 2018/2019, no Brasil.

* Câncer de mama – estimam-se 59.700 casos novos.

* Câncer de próstata – estimam-se 68.220 casos novos.

* Câncer de cólon e reto estimam-se 17.380 casos novos. É o terceiro mais frequente em homens e o segundo entre as mulheres.

* Câncer de pulmão – estimam-se 18.740 casos novos

* Câncer de estômago – estimam-se 13.540 casos novos entre homens e 7.750 nas mulheres. Entre homens, é o quarto mais incidente e o sexto entre as mulheres.

* Câncer do colo do útero – estimam-se 16.370 casos novos, ocupando a terceira posição.

* Câncer de pele – estimam-se 85.170 casos novos. É o mais incidente em ambos os sexos

*Fonte Mistério da Saúde e Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA)

Abordagem psiquiátrica

Ainda existem dúvidas em relação a psiquiatria e ao psiquiatra e isso dificulta o seu acesso e piora o prognóstico dos transtornos mentais. Primeiro é importante entender que o psiquiatra é  o médico que fez residência ou especialização em psiquiatria. Lembrando que se o profissional for especialista, precisa ter o registro que é um número, o RQE (Registro de Qualificação de Especialidades). Isso faz toda a diferença.

O psiquiatra pode trabalhar com a prevenção, com o tratamento e com a reabilitação dos transtornos mentais que podem ser orgânicos ou funcionais e que apresentam sinais e sintomas psicológicos. O psiquiatra alivia o sofrimento psíquico independente da causa. Ele pode tratar depressão, ansiedade, esquizofrenia, outras psicoses, transtorno bipolar, demências, dependência química, transtornos alimentares, transtornos de personalidade e muitos outros.

A consulta é como a de um outro médico de outra especialidade. O psiquiatra irá querer saber sobre as queixas, mas muito mais do que isso, irá querer saber sobre toda a história biológica, psíquica e cultural do paciente, incluindo história familiar e religiosa. É muito importante que a avaliação seja o mais completa possível e por isso muitas vezes são necessárias mais de uma consulta de avaliação até fechar o diagnóstico e direcionar a conduta. O exame do estado mental ocorre basicamente através da conversa. Algumas vezes são necessários exames físicos, de laboratório ou de imagem, avaliações psicológicas, neurológicas ou neuropsicológicas.

Em relação aos tratamentos em psiquiatria pode ser medicamentoso, psicoterápico, em regime de internação ou outros mais inovadores como a estimulação elétrica tránscraniana e eletroconvulsoterapia. Existe todo um arsenal terapêutico em psiquiatria. Mais especificamente sobre a psicoterapia existem diversas abordagens como a comportamental, de apoio, analítica, sistêmica e cada pessoa tem uma indicação. A psicoterapia pode ser realizada por psiquiatra que tenha formação ou por psicólogo, lembrando que um profissional não tem como dominar todas as abordagens ao mesmo tempo. O ideal é que diante de algum sofrimento psíquico haja avaliação do psiquiatra que direcionará para os profissionais e abordagens ideais.

O que eu percebo na psiquiatria é que o quanto antes se procura ajuda, mais fácil é o tratamento, com melhora mais rápida e sua manutenção a longo prazo. Então perca o medo e o preconceito, não perca tempo, procure um psiquiatra.

Por

Dra. Vanessa Adegas Menin

Psiquiatria e psicoterapia 

CRM – 22011 RQE 12908 

CLINSAM – Clínica de saúde mental 

Rua: Antônio Manoel Moreira, 140 – Itajaí

(47)4141.8781 (47)99641.8781

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Raiva: o que é e como prevenir

Especialistas explicam como evitar a doença que pode comprometer o Sistema Nervoso Central (SNC)

Muito se fala sobre a raiva, uma doença grave que pode comprometer o Sistema Nervoso Central (SNC), mas dificilmente encontramos pessoas que realmente sabem como ela é transmitida, quais são seus sintomas e como prevenir. Transmitida por meio da saliva de animais infectados, que pode entrar em nosso corpo por meio de uma mordida ou até mesmo após lambedura de uma lesão já existente na pele, o vírus pode viajar até o cérebro humano, causando inchaço ou inflamação.

“O tempo entre a transmissão e o aparecimento da infecção pela raiva é de, em média, 45 dias. os principais sintomas são febre, babar em excesso, dor ou sensibilidade exagerada no local da mordida, excitabilidade, perda de sensibilidade ou força em uma área do corpo, espasmos musculares, agitação, ansiedade, dificuldade de engolir e até mesmo convulsões”, explica a Dra. Marianna Lago, infectologista do Docway.

Segundo a especialista, caso uma pessoa seja mordida por um animal desconhecido é importante manter a calma e obter o máximo de informações sobre ele. Isso vai facilitar muito o tratamento. A ferida deve ser limpa com sabão e água e um médico deve ser procurado para que sejam realizadas as medidas necessárias.“Se houver risco de raiva, o paciente receberá uma série de vacinas preventivas”, explica a especialista.

As vacinas são aplicadas, geralmente, em cinco doses durante 28 dias. A maioria dos pacientes também recebe um tratamento chamado imunoglobulina humana para raiva (HRIG). “Ele é administrado no dia do acidente, se a probabilidade do animal apresentar raiva for muito alta”, detalha Marianna Lago. Mesmo não existindo um tratamento efetivo conhecido para raiva, a vacina antirrábica ainda é a melhor maneira de se prevenir o contágio. “E mesmo nessa situação delicada, se possível, entre em contato com o controle de animais para que aquele animal seja capturado de forma segura e caso haja suspeita de raiva, ele possa ficar em observação e receber o tratamento adequado”, aconselha.

Os animais e a raiva

Quanto aos animais que transmitem a doença, a Dra. Jueli Berger, veterinária da EsalPet, explica que qualquer mamífero pode ser infectado pela raiva, que afeta o sistema nervoso central e pode levar o animal a óbito em apenas alguns dias após a contaminação. Mas os principais transmissores são animais silvestres como morcegos, gambás e macacos, além de cães, gatos, bovinos, suínos, caprinos, ovinos e equídeos.

Segundo Jueli Berger, nos animais a doença tem um período de incubação que pode variar de 15 dias a 2 meses e pode se manifestar de duas formar: a furiosa e a muda. “A furiosa que é a mais comum apresenta três fases de sintomas”, detalha a especialista. Na primeira, que costuma durar cerca de 3 dias, o animal contaminado apresenta mudança de comportamento, esconde-se em locais escuros, não obedece e tem momentos de agitação. Já na segunda fase, o pet começa a se mostrar extremamente agressivo, mordendo e atacando, e sendo comum inclusive a automutilação, além de apresentar salivação intensa e latido rouco devido à paralisia dos músculos de deglutição e das cordas vocais causados pela doença. Na fase final, o animal tem convulsões generalizadas, falta de coordenação motora e paralisia do tronco e membros que geralmente após 48 horas evolui para óbito.

Já na forma muda, o animal se torna melancólico e calmo demais, esconde-se em locais escuros, não come, não late, não responde aos chamados do dono e, também, apresenta paralisia gradativa dos músculos. “A melhor maneira de prevenção é a imunização adequada. Animais domésticos devem receber uma dose anual da vacina, para que não corram riscos”, completa a veterinária.

Erros do dia a dia aumentam a incidência do câncer mais comum no Brasil. Saiba quais são!

Céu azul, nuvens branquinhas e muito sol. O cenário seria perfeito se ele não fosse um fator de alerta para a incidência do câncer de pele, o mais comum tanto no Brasil, como em outros países. Nem todo mundo sabe, mas os dados do câncer de pele são bastante assustadores: segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), 4,5 milhões de brasileiros já tiveram câncer da pele. A Organização Mundial da Saúde (OMS) ainda prevê que no ano 2030 serão registrados 27 milhões de casos novos de câncer, 17 milhões de mortes pela doença e 75 milhões de pessoas vivendo com câncer.

Mas e o que fazer para prevenir? De acordo com a dermatologista da Clínica CLIP, Caroline Balvedi Gaiewski, a fotoproteção é mais importante do que se imagina. “A recomendação é de uso de protetores solares FPS mínimo 30. Faça chuva ou faça sol”, comenta a especialista. Ela ainda complementa: “O uso de protetores solares com FPS mais alto devem ser usados para situações específicas como paciente com maior sensibilidade ao sol, antecedentes pessoais ou familiares de câncer de pele, dentre outros”.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia confirma a recomendação da médica. De acordo com a entidade, erros comuns como não usar filtro solar diariamente, não reaplicar o filtro solar, achar que em dias nublados ou chuvosos não precisa do filtro, aumentam a incidência de câncer.

fashion-985556_960_720Foto: Pixabay

“Outro detalhe bastante importante e voltado especialmente para as mulheres é que não basta usar maquiagens que contenham filtro e achar que só isso já é o suficiente. Este é outro erro bastante comum porque geralmente não ocorre a reaplicação”, afirma a dermatologista da Clínica CLIP, que completa lembrando que as maquiagens geralmente contem FPS 15, abaixo do recomendado.

Os números da pesquisa da Sociedade Brasileira de Dermatologia confirmam ainda que mais de 100 milhões de brasileiros se expõem ao sol de forma intencional nas atividades de lazer, 3% dos brasileiros não usam protetor solar no seu dia a dia e 6 milhões de brasileiros adultos não se protegem de forma alguma quando estão na praia, piscina, cachoeira, banho de rio ou lago.

Dra Caroline ainda ressalta: “A falta de fotoproteção ainda pode agravar outros problemas como o melasma, caracterizado por manchas escuras na pele”.

Veja então as dicas da dermatologista Caroline para não cometer erros que podem comprometer a sua saúde:

– Usar filtro solar diariamente com FPS mínimo 30 (independente da coloração da pele)

– Aplicar o filtro solar 15 minutos antes da exposição ao sol

– Reaplicar o filtro solar a cada duas horas ou após longos períodos de imersão

– Não esquecer do filtro solar no corpo

– Ir ao dermatologista regularmente

– Não se expor ao sol entre as 10h e 15h

– Usar bonés e chapéus

– Abrigar-se em sombras naturais ou artificiais

–  Crianças só devem utilizar protetor solar acima dos seis meses

– Crianças abaixo dos seis meses não devem se expor diretamente ao sol