Psicóloga comenta sobre aplicativo de “envelhecimento “

Face App volta a viralizar  e no último final de semana, as redes sociais foram invadidas por fotos de pessoas com aparência mais velhas

O FaceApp voltou a ser febre nas redes sociais com a função de mostrar como será a aparência das pessoas quando envelhecer. Famosos e anônimos entraram na onda do aplicativo e compartilharam suas selfies. Dentre as opções de estilo de barba, corte e cores de cabelo, o filtro queridinho é o que mostra qual aparência que a pessoa terá quando envelhecer.

 Embora seja um aplicativo que, como tantos outros, ora viraliza e toma conta das redes sociais, cabe uma reflexão com o FaceApp. De acordo com a psicóloga Renata S. Scheide, a idade é a apenas um número. “Ser jovem, rejuvenescer e até mesmo o fato de envelhecer está dentro de nós. Pessoas mais velhas podem ter mais disposição que outras mais jovens, não é uma regra” explica a psicóloga, acrescentando também que “há muitas pessoas mais velhas que possuem excelente saúde e condicionamento físico.

Sendo assim,  a idade serve, apenas, como base de referência que inicia com nascimento de cada ser. É fato que com o passar dos anos, naturalmente a aparência física tende a modificar e o corpo envelhece. Porém, a cada dia temos uma nova oportunidade para sair da zona de conforto, recomeçar, mudar hábitos e perceber que todos carregam dentro de si um imenso potencial.  Além disso, temos hoje uma grande variedade de produtos que contribuem para nossa saúde e também para os cuidados com a aparência e rejuvenescimento.

“A disposição, força de viver, assim como a prática de atividades físicas e busca por qualidade de vida é o que vai determinar a energia e disposição de cada um, independentemente de ser jovem ou idoso. Cuide-se e seja você mesmo. Não se apegue à sua idade”, ressalta a psicóloga.

Maternidade: o que ninguém te conta

Quando engravidei do primeiro filho todo mundo vinha me contar do quanto era maravilhoso ser mãe, de que nossa vida muda muito, mas que só seria gratidão e amor envolvidos. As pessoas faziam questão de mencionar o quanto aquilo foi a melhor coisa que aconteceu na vida delas, que a maternidade era realmente transformadora. E de fato, essas pessoas estavam certas.

No entanto, tem um lado que ninguém contou, até meu primeiro filho nascer e eu resolver desabafar com algumas amigas que já eram mães. Ninguém contou que eu sairia com uma barriga enorme da maternidade – e que talvez alguém acharia que eu ainda estava grávida (sim, isso aconteceu dentro do próprio hospital…risos); ninguém contou que nos primeiros meses a privação de sono nos deixa completamente desgastadas e que talvez o bebê não conseguisse mamar tão lindamente como nos comerciais e capas de revista. Ninguém contou que a gente não tem um “instinto” materno tão natural assim. Ninguém contou que os filhos dos outros, parecem estar sempre melhores que os nossos, e que muitas vezes vem um sentimento de frustração e fracasso imensos. Ninguém contou que a culpa é algo que nos acompanharia por tanto tempo.

E é justamente por estes motivos, que acho tão importante levantarmos a bandeira de falar sim desses lados que nem são tão belos na maternidade. Não quer dizer que eles apaguem as coisas boas, muito pelo contrário, eles apenas nos mostram que somos seres humanos, imperfeitos, errantes, e que sim, vez ou outra as coisas não sairão como planejado. Mas tudo bem, são fases, ora boas, ora ruins, e a gente sempre dá conta no final. Algum aprendizado vem, sempre!

É triste ver a maternidade sendo romantizada, e muitas mães se omitindo de falar disso, pelo simples fato de ter medo de julgamento. Afinal, se falarmos de forma realista e sincera, tudo fica mais fácil de lidar, podemos encontrar solução ou no mínimo acolhimento e empatia por parte de outras pessoas. Não é uma questão de amar ou odiar a maternidade, e sim, uma questão de aceitação. Aceitar o que vem independente do que nos faz sentir.

É justamente por ver frequentemente em consultório, uma luta das mães buscando fugir desses sentimentos ruins, e se sentindo culpadas por não estar amando absolutamente tudo no seu maternar, que afirmo o quanto precisamos ser realistas e pés no chão. Até porque, esta busca incessante por uma maternidade idealizada, é nada mais nada menos, que utopia.

Por isso, concluo afirmando que se você passou por situações as quais nunca te contaram, bem-vinda ao time, você não é a única. Sinta-se abraçada e acolhida!

Por

Ana Paula Majcher

Psicóloga – CRP:12/10780

Av. Cel. Marcos Konder, 1313, Centro, Itajaí – SC, 8801-300

(47) 99172-5620

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Luto e psique

O luto é caracterizado como uma perda de um elo significativo entre uma pessoa e seu objeto, portanto, um fenômeno mental natural e constante no processo de desenvolvimento humano. O processo de luto está inevitavelmente presente na dinâmica entre os dois polos da existência humana: a vida e a morte.

A ideia de luto não se limita apenas à morte, mas o enfrentamento das sucessivas perdas reais e simbólicas durante o desenvolvimento humano. Deste modo, pode ser vivenciado por meio de perdas que perpassam pela dimensão física e psíquica, como os elos significativos com aspectos pessoais, profissionais, sociais e familiares do indivíduo. O simples ato de crescer como, por exemplo, no caso de uma criança, vem com uma dolorosa abdicação do corpo infantil e suas significações. A capacidade de o indivíduo de se adaptar às novas realidades produzidas diante das perdas servirá como modelo, compondo um repertório, reativado em experiências ulteriores.

O luto é um processo lento e doloroso, que tem como características uma tristeza profunda, afastamento de toda e qualquer atividade que não esteja ligada a pensamentos sobre o objeto perdido, a perda de interesse no mundo externo e a incapacidade de substituição com a adoção de um novo objeto de amor (FREUD, 1915).

Esta fase é marcada por uma natural instabilidade emocional, sinalizada por diferentes emoções. Além disso, o luto passa por algumas etapas antes de sua conclusão. Inicialmente há o choque da perda e depois vem a negação ou a busca. Logo em seguida entram em cena o sofrimento e a inevitável desestruturação, quando surgem os sentimentos depressivos, a solidão, o medo, a agressividade, a culpa. Nesta fase a pessoa somatiza o sofrimento e se distancia de seu cotidiano.

Muitas vezes só nos apercebemos da importância de determinada pessoa ou coisa, quando a perdemos, porque o valor dessas pessoas ou coisas dilui-se no valor das coisas que a rodeiam. Porém, quando a perdemos, não a perdemos apenas a ela, mas muito do valor das coisas que a rodeavam e é aí que notamos a sua falta.

Por

Sara Cruz Frota 

Psicóloga (CRP 12/16061)

Ed. Liberty | Sala 307

Itajaí / SC

Bullying

Palavra de origem inglesa que significa valentão e que na prática, traduz-se em atos de covardia, agressão e maltrato que acontecem de forma repetitiva, e não necessariamente com uma agressão física, mas na maioria das vezes acompanhado de ofensas, ameaças e torturas psicológicas.

Infelizmente esta forma de violência tem crescido no mundo e vem fazendo vítimas em todos os contextos sociais. E apesar de existir há muito tempo, atualmente tem sido motivo de preocupação de vários setores da sociedade devido ao crescente número de casos, principalmente nas escolas.

O agressor, em geral, tem uma mente perversa e às vezes doentia. Ele é consciente de seus atos e de que suas vítimas não gostam de suas atitudes, e mesmo assim agride como forma de se destacar no grupo, sentindo-se mais popular e poderoso.

Em relação a vítima, podemos observar que, além do isolamento ou da queda do aproveitamento escolar, ela pode iniciar um processo de adoecimento psicossomático de estado emocional, sintomas depressivos, estresse elevado e, tudo isso somado, pode afetar sua personalidade. Ao ser ridicularizada a pessoa passa a não enfrentar mais o contato social e aos poucos perde o prazer em atividades ou qualquer situação em que necessite se expor. Esse
fenômeno leva a pessoa a mobilizar seu medo, a reprimir a raiva e, até mesmo, ter sentimento de culpa, como se ela fosse responsável pelos ataques sofridos.

Muitas vítimas do bullying ficam marcadas com feridas emocionais que podem perdurar por toda a vida. Por isso, a ajuda psicológica é fundamental para amenizar a difícil convivência com memórias tão dolorosas. É preciso estar atendo aos sinais, aos sintomas das crianças e/ou adolescentes. Com isso, se perceber alguma diferença no comportamento, é importante contatar os responsáveis da escola e ainda ter uma conversa franca com a pessoa que
foi agredida.

Por

Sara Cruz Frota 

Psicóloga (CRP 12/16061)

Ed. Liberty | Sala 307

Itajaí / SC

Por que bebês choram tanto?

Se tem algo que angústia os pais, é o choro do bebê! Mas afinal, por que eles choram tanto?

Há vários motivos que contribuem para isso.

O mais importante e que precisamos ter muita clareza, é que o choro é a forma de EXPRESSÃO dos bebês! Afinal, eles não sabem falar, como podem nos mostrar que algo não vai bem, ou fazer algum pedido, se não através do choro?

Bebês choram porque querem transmitir alguma mensagem para nós…essas mensagens podem ser:
“Hei, estou com fome!”
“Ai que soninho”
“Hm, mas que sede”
“Alerta!! Fralda suja!”
“Tem alguma dor me incomodando”
“Sinto um leve desconforto!”
“Eu não quero ficar nesse berço sozinho!”
“Cansei dessa posição!”
“Cadê minha mamãe, e meu papai?”
“Quero um colinho!!!”
“Estou com calor…ou, estou com frio!”

Dentre VÁRIOS outros motivos!

Veja bem, seu bebê NÃO SABE FALAR, então até mesmo se ele estiver com uma coceira no pé, até alguém coçar o pezinho, ou a coceira passar espontaneamente, ele vai chorar. 🙂

Por isso, não se angustie, o choro é a melhor forma de passar alguma mensagem, e com o tempo a gente aprende a identificar diferentes choros para cada assunto específico! Pelo menos aquilo que for a maioria deles.

Agora, se o choro for MUITO constante, e vier acompanhado de outros sintomas, você deve procurar um pediatra para avaliar seu filho, ok? O choro é normal, mas chorar 24h por dia, não. Ou chorar e ter outros sintomas associados, como febre, se contorcer demais, enfim, na dúvida, vale a pena investigar e procurar um profissional!

Agora, se não tiver nenhum sinal “extra”, se acalme, e tente compreender qual mensagem o bebê está tentando lhe passar! Não é fácil, mas aos poucos vamos nos acostumando e nos entendendo.

Por

Ana Paula Petry

Psicóloga – CRP: 12/10780

Av. Cel. Marcos Konder, 1313, centro, Itajaí – SC, 88301-300

47 99172.5620

Resiliência

Na psicologia, a palavra resiliente significa voltar ao estado anterior. Em física Resiliência se refere a capacidade que um material tem em suportar grandes impactos de temperatura e pressão, se deformar ao extremo, mas pouco a pouco conseguir se recuperar e voltar à sua forma anterior.

A psicologia, vê a importância do relacionamento com a família, principalmente na infância, que vai construir a capacidade de suportar crises e suportar essas crises.

A resiliência é a capacidade que um material tem de se deformar inteirinho, quase “morrer”, para então conseguir ir voltando ao que era antes e se refazer e se reconstruir. Esse termo passou por uma adaptação nas ciências humanas e hoje representa a capacidade de um ser humano de sobreviver a um trauma, a resistência do indivíduo, não só a resistência física, mas a visão positiva para se reconstruir.

A resiliência é uma capacidade que nos orienta para o futuro, para a esperança e para a força. Mas, antes de tudo, nos orienta para a ação. A resiliência pode ser aprendida, não é um traço de personalidade que aparece em algumas pessoas e em outras não.

0 desenvolvimento da resiliência começa pelo aceitar o desafio, onde se reconhece a existência do problema e também se percebe que podem existir soluções ou formas adaptativas de lidar com novas possibilidades. Creio que embora a resiliência seja íntima e pessoal, um dos fatores de maior importância seria o apoio e o acolhimento oferecido por outras pessoas.

Não há evolução sem mudança e mesmo que você não queira evoluir em nada, a mudança acontecerá. Portanto, adapte-se à mudança que vai ajudar a colocar em prática estratégias mais dinâmicas e a diferenciar as circunstâncias da sua vida para poder melhorar naquilo que deseja.

O ambiente de trabalho pode muitas vezes ser o local ideal para se aplicar nossa capacidade de resiliência. Momentos econômicos difíceis causam desemprego, reestruturações nas empresas, ou mesmo quando nada disso está ocorrendo novos desafios surgem a cada momento.

Uma vez que você é consciente dela, falta apenas que você a desenvolva e coloque-a em prática. Com empenho e persistência você poderá conseguir. Ser resiliente é uma habilidade que pode ser aprendida ou que ajudará a compreender a vida de outra maneira.

Carlos Drumond de Andrade, uma vez escreveu: “A dor é inevitável. O sofrimento, opcional”. Esta lucidez do poeta,
do seu modo, fala de resiliência.

Por

Sara Cruz Frota

Psicóloga Clínica

Organizacional

47.98410.1800 | frotasara@gmail.com

Ed. Liberty | Sala 307 |  Itajaí – SC

*Grupo “EmagreSENDO” abre inscrições para a quarta turma *

Grupo de emagrecimento via whatsapp é coordenado pela psicóloga Renata Scheide e pela nutricionista Francieli Vasata

Renata Stulp Scheid e Francielli Vasata

A psicóloga Renata Stulp Scheid, em parceria com a nutricionista Francielli Vasata, vai iniciar a quarta turma do grupo de emagrecimento via WhatsApp – EmagreSENDO. O grupo é destinado a mulheres e, ao longo dos dois meses, as profissionais vão orientar as participantes com dicas, receitas e muita motivação para que todas tenham hábitos alimentares saudáveis. É a oportunidade para quem busca melhorar a relação com a comida, perder de peso, manter o foco de maneira saudável com orientações de Psicologia e Nutrição.

As inscrições poderão ser feitas até sexta-feira, 26 de abril, e o grupo iniciará na segunda-feira, 29 de abril. 

Mais informações (47) 99628 – 4041

Saiba como controlar a ansiedade quando estiver passando por um tratamento de saúde

Psicóloga do Hospital Marieta dá três dicas importantes que vão te ajudar a passar por esse processo

A ansiedade está cada vez mais comum. A rotina agitada é um dos gatilhos para a inquietação, impaciência e agonia, e que pode causar ainda outros transtornos psicológicos. Quando se passa por problemas de saúde, essa angústia fica bem aparente e frequente, mas é preciso cuidar para que a ansiedade não prejudique o tratamento.

De acordo com a Cristiane Moreira de Moraes, psicóloga do Hospital Marieta Konder Bornhausen, quando nos deparamos com uma situação onde a hospitalização seja inesperada, ou mesmo planejada, a ansiedade pode tomar conta. “É uma situação que foge do nosso controle, você não sabe realmente o que pode acontecer, e então passa a ter sentimentos de medo e insegurança. ” Comenta Cristiane.

Pensando em auxiliar as pessoas que estão com a saúde debilitada e ainda estão sofrendo com a ansiedade, a psicóloga separou três dicas importantes tanto para quem está passando por esse período, quanto para os familiares que estão juntos nesse processo.

1- Fale sobre seus temores

É importante conversar com seus familiares e amigos, conte o que está sentindo, como está enfrentando a situação e converse também com a equipe de saúde, eles são os profissionais que podem te ajudar.

2- Pergunte

Interrogue os profissionais envolvidos em seu tratamento a respeito do diagnóstico e prognóstico. Pesquise sobre a patologia diagnosticada, tendo cuidado de buscar em fontes seguras, e esteja o mais informado possível sobre sua situação.

3 – Apoio

Familiares e amigos devem estar por perto, oferecendo apoio. Além disso, em caso de diagnósticos difíceis, existe a possibilidade de buscar grupos de ajuda específicos, inclusive virtuais.

O acompanhamento profissional adequado e constante é importante também em todo o tratamento. Procure sempre ajuda e envolva pessoas próximas para enfrentar a situação de forma mais confiante e segura.

Hospital e Maternidade Marieta Konder Bornhausen

http://www.hospitalmarieta.org.br/

 

Mindfulness, uma prática simples para aumentar seu bem-estar

Muito tem se falado sobre mindfulness (atenção plena), uma capacidade humana pouco explorada, por conta talvez dos hábitos adquiridos ao longo das nossas vidas. Realizamos múltiplas tarefas ao mesmo tempo, estamos quase o tempo todo ligados no piloto automático.

Embora uma prática simples, mindfulness é difícil de ser iniciada e mantida. Seja pela falta de tempo relatado por algumas pessoas, ou até mesmo pelo cansaço ou porque os resultados só surgirão a longo prazo. O fato é que permanecer atento e consciente requer uma regularidade.

Para levar mais consciência e mais atenção plena ao seu dia a dia, segue uma prática simples que pode ser utilizada por você uma, duas, ou três vezes ao dia:

Prática dos 3 passos – 3 minutos:

Inicialmente, na posição sentada, procure deixar seu corpo estabilizado e relaxado, os pés apoiados ao chão, olhos fechados:

1 min: Entre em contato com seu corpo. Como está se sentindo neste momento. Quais pensamentos estão presentes. Quais sentimentos. Perceba como está sem tentar mudar nada.

2 min: Leve sua atenção para a respiração. Sinta o ar entrando e saindo pelas suas narinas e o movimento no seu abdômen.

3 min: Expanda essa sensação para todo o seu corpo, como se todo o corpo estivesse respirando. Perceba o entorno, a temperatura, sons, ruídos…Respire com o ambiente.

“Cada mudança começa com a intenção de obtê-la: respire”

Por

Giovana Delvan Stuhler

Psicologia Social e da Personalidade, especialista em Formação

Contemporânea para o Ensino na Área da Saúde e professora na UNIVALI. Praticante regular de Mindfulness, com curso de formação profissional de instrutores em Mindfulness, promovido pela UNIFESP. 

giovanadstuhler@gmail.com  |  47 99928..4041

Tristeza Natalina

Há poucas semanas do Natal, as lojas, as propagadas televisivas e as decorações especiais  já anunciam a proximidade da época mais festiva do ano. O Natal representa geralmente uma data de celebração, reencontros e alegrias; no entanto, para algumas pessoas, o Natal é visto com tristeza; uma realidade bem distante daquela de felicidade e de harmonia que vemos nos comerciais de TV.

A psicóloga Renata Stulp Scheide explica que a mesma simbologia do Natal que desperta alegria e entusiasmo em muitas pessoas provoca em outras um fardo por essa data ter em si uma atmosfera de obrigação social, seja por conta da dificuldade em se mostrar feliz como a maioria das pessoas se mostram nessa época; sejam pelos compromissos, para algumas  pessoas indesejados, com confraternizações com a família, colegas de trabalho e amigos.

Segundo a psicóloga, os meses de novembro e dezembro são de bastante movimentação em seu consultório por conta do clima de festas de fim de ano que desencadeia em algumas pessoas sentimentos de ansiedade e tristeza por diversos motivos. “Entre as principais queixas daqueles que não gostam do Natal está encontros familiares, tato o caso das pessoas que ficam tristes por estarem distantes das pessoas que amam e não poderem reunir-se com a família, como o caso daqueles que não desejam os encontros por possuírem questões mal resolvidas com familiares e amigos, por exemplo”, explica.

Para aqueles que estão distantes das pessoas que amam e tem dificuldades para encontra-las nesse período, a psicóloga recomenda usar da tecnologia e da criatividade para tornar essa ausência menos pesada e sofrida, como deixar a pessoa ausente participar de algum momento da reunião por vídeo conferência, por exemplo. Já para as pessoas que possuem desavenças no meio familiar ou com amigos, Renata recomenda aproveitar esse momento para tentar solucionar conflitos.

Existem ainda os casos de pessoas que sofrem o Natal devido a algum trauma, a uma perda ou separação de um ente querido. E se o trauma, a morte ou separação aconteceu perto do Natal, o sentimento de tristeza tende a ser mais forte, afirma. Nesses casos, a psicóloga recomenda que não deixemos as lembranças do passado nos impedirem de viver o presente, construir novos laços e viver uma nova vida.

Outro motivo que deixa algumas pessoas tristes nesse período de final de ano é a sensação de não ter alcançado seus objetivos tanto na vida pessoal, como no caso de um casamento em crise; quanto na vida profissional, como problemas com o trabalho ou insatisfação financeira, nesse último caso principalmente devido ao grande estímulo ao consumo nesse período.

Se você sente tristeza no período das festas de fim de ano por alguma dessas razões, a recomendação da psicóloga Renata Scheide, além das já apresentadas, é que você analise o que seria necessário para resolver essa dificuldade e que ao longo do ano, você já comece a tomar atitudes. “Aproveite esse tempo para pensar na vida, em seus planos, em seus relacionamentos e evite a solidão e sentimentos negativos sobre si mesmo. Outra dica é programar uma viagem para esse período, você pode vir a conhecer outras pessoas que vivem as mesmas dificuldades. Você também tem a opção de buscar apoio psicológico profissional”, finaliza.

Psicóloga Renata Stulp Scheide

PSICOTERAPIA & HIPNOTERAPIA

EndereçoCentro Empresarial Embraed, Av. Cel. Marcos Konder, 1207 – 74 – Centro, Itajaí

Telefone(47) 99628-4041