Insônia

A insônia simples refere-se tanto à dificuldade de adormecer quanto ao precoce despertar e constitui-se no motivo principal da consulta. Uma de suas manifestações consiste em a vida mental ser enredada por memórias de partes ou segmentos do acontecer na vigília numa espécie de tagarelice e de agitação, geralmente envolvendo prazer ou medo. Ou seja, uma predisposição à excitação mental, cujos conteúdos variam em conformidade com a estimulação e com as circunstâncias anteriores. Pode existir uma torrente de memórias e associações ou um redemoinho mental difícil de ser controlado, que entretém o paciente ou lhe dá a convicção de haver algo importante, desviando-o do sono.  Em certos casos, o sono é extremamente superficial, com ou sem pensamentos, emoções e imagens, dificultando o repouso. Mais geral, porém, é a constatação de que uma variada gama de estímulos, que se pode chamar de ruídos, vêm ocupar o lugar que seria próprio à experiência da pessoa com seu próprio ser; normalmente, isso se passa de modo inadvertido ao paciente. Assim, a insônia de que tratamos é uma atividade que se dá no plano interno, próxima à hiperatividade que se encontra no plano externo do comportamento, tendo a ver com o distanciamento de contato com o ser interior. Estima-se, por exemplo, que atualmente pelo menos um terço dos adultos no Ocidente sofra, em algum momento de sua existência, de algum tipo de insônia. Este dado, cotejado ao fato de que as medicações tranquilizantes estão entre as drogas lícitas mais vendidas no mercado farmacológico mundial, constituem perturbadores indícios de que o mal-estar na contemporaneidade se expressa, entre outros, através da incapacidade de dormir e de repousar.

Quem sofre de insônia geralmente acorda cansado, como se não tivesse dormido nem um pouco durante a noite. Como consequência, o insone pode começar a apresentar irritabilidade, cansaço, falta de concentração e falta de energia, problemas que podem prejudicar significativamente a vida do indivíduo.

Cuide das suas emoções: aprenda a lidar com seus sentimentos, evitando estresse, ansiedade e preocupações que trazem tensão e dificuldade de dormir.

Por

Sara Cruz Frota 

Psicóloga (CRP 12/16061)

Ed. Liberty | Sala 307

Itajaí / SC

 

Inscrições abertas para a primeira turma do Valorizando-se

Serão 21 dias de conteúdo mais 21 dias de prática através do grupo via WhatsApp com dicas diárias de finanças e psicologia.

A psicóloga Renata Scheide juntamente com o consultor financeiro João Paulo Kowalski vão iniciar a primeira turma do grupo Valorizando-se. Eles vão acompanhar os participantes diariamente, ao longo de 42 dias, por meio de um WhatsApp com dicas de psicologia e finanças. Com objetivo de identificar os gatilhos que causam os desequilíbrios na área financeira, ambos os profissionais irão auxiliar os participantes do grupo Valorizando-se com orientações diárias, planilhas, fórmulas e técnicas a utilizar o dinheiro de maneira construtiva.

A realização pessoal e autoconhecimento são fatores que caminham de mãos dadas e, por isso, a independência financeira e a realização pessoal acontecem quando esses dois pontos estão equilibrados.  É necessário termos consciência da nossa relação com o dinheiro para a partir disso, aos poucos, mudarmos alguns padrões de comportamento e deixarmos de lado as crenças que impedem a nossa prosperidade e sucesso.

Como você tem administrado o seu dinheiro e os seus gastos? Você tem atingido suas metas? Se você busca mudança e quer aprender como lidar com o seu dinheiro sem deixar que as velhas crenças te dominem, faça parte do grupo via WhatsApp – Valorizando- se.

O grupo inicia no dia 10 de fevereiro e as inscrições estão abertas e poderão ser feitas até o dia 9 de fevereiro através do link:

https://pag.ae/7VFmWfqNK

Dificuldade na alimentação e suas emoções

Os distúrbios alimentares são comuns na adolescência e no começo da vida adulta. Eles estão relacionados a uma série de consequências psicológicas, como ansiedade e pressões sociais para o chamado ‘corpo perfeito’.

Ao se trabalhar com transtornos alimentares, não se pode considerar simplesmente o “transtorno” isoladamente, sem considerar o meio no qual a pessoa se encontra, não sendo possível ignorar os estímulos que ela recebe. Este ser que sofre é antes de tudo um ser de relações, e é a partir dessas relações que estabelece com o mundo que constrói sua vida, sua existência e sua própria concepção de mundo e de si. Esta é a essência desse ser que sofre de transtornos alimentares.

Atrás da problemática da irrepresentabilidade de que sofrem esses pacientes, com horror ao vazio, aos abismos impenetráveis, às angústias de fragmentação e, ainda, das confusões de lugar, entre dentro e fora, self e não self, real e imaginário, despende-se muito tempo de tratamento para que o processo psicanalítico possa transformar esses “terrores sem nome” em terrores nomináveis e, enfim, narráveis, como referiu Bion.

Diante do diagnóstico de transtornos alimentares, são recomendadas abordagens e tratamentos especializados, realizados por equipes compostas principalmente por psiquiatras, nutricionistas e psicólogos/psicanalistas responsáveis por “recuperar” esses sujeitos, tratá-los, alimentá-los e ensinar-lhes novos hábitos e cuidados com o corpo e com a alimentação, especialmente nos casos de pacientes que insistem numa alimentação “problemática” ou em considerar-se gordas, mesmo quando estão muito emagrecidas.

Por

Sara Cruz Frota 

Psicóloga (CRP 12/16061)

Ed. Liberty | Sala 307

Itajaí / SC

 

Por que os adolescentes são mais suscetíveis ao estresse?

O mundo dos adolescentes é predominantemente dominado pelas emoções, e isso tem uma explicação biológica. Antes de tudo, é importante ressaltar que, diferente dos adultos, os adolescentes possuem uma menor atividade no lobo pré-frontal do cérebro, responsável pelo manejo das emoções, sendo assim, em casos de crise, podem encontrar um pouco mais de dificuldade em lidar com a situação. Ainda, o cérebro do adolescente é mais suscetível ao estresse pela forma como ele lida com o hormônio THP (tetraidropregnenolona), este hormônio normalmente é liberado em resposta ao estresse, ele costuma atuar como um tranquilizador, com efeitos em áreas do cérebro que acalmam a atividade do órgão, porém no adolescente ele pode ter um efeito contrário, aumentando ainda mais a ansiedade.

A adolescência é uma fase de transformações cerebrais, ou melhor, transformações nas competências cognitivas, sociais, emocionais, onde os neurotransmissores são personagens importantíssimos, ou seja, o cérebro adolescente passa por uma enorme reestruturação, tornando-os mais facilmente afetados pelo ambiente em que vivem e pelos estressores.

Alguns motivos mais comuns como desencadeares do estresse na adolescência são: pressão e fracasso na escola; pensamentos negativos sobre si mesmo; mudanças no corpo; brigas e conflitos familiares; sobrecarga de atividades e compromissos; bullying; entre outros. Os pais ou responsáveis devem estar sempre atentos aos comportamentos dos adolescentes, pois muitas vezes, eles próprios não sabem explicar o que está acontecendo. A seguir, algumas estratégias que podem ajudá-los a amenizar o estresse: praticar esportes; ter uma alimentação saudável; evitar o excesso de cafeína, que provoca ansiedade e agitação; não consumir drogas; potencializar os pensamentos positivos com metas concretas de pequenos desafios realizáveis; descansar depois de situações estressantes (ouvir música, conversar com um amigo, desenhar, escrever); contar com amigos que possam ajudar a enfrentar as situações de maneira positiva. Muitas vezes a ajuda profissional especializada se faz necessário. Ficou com alguma dúvida? Entre em contato comigo.

Por

Priscila Mafra

Psicóloga da Infância e Adolescência 

CRP 12/16760 | (47) 9 9187-3868

@psicologapriscilamafra

 

 

Os prazeres e o cérebro

Em tempo de acaloradas discussões ideológico-políticas no Brasil e no mundo, vamos tratar de assuntos amenos e saudáveis. Dores e prazeres são reações do corpo ou do cérebro? Bem, o cérebro faz parte do corpo, então não faz sentido disputar a autoria. Porém, como explicar a dor ou coceira num membro amputado? O livro “Fantasmas no cérebro” responde a esta pergunta.

Há bons estudos sobre o cérebro e as sensações físicas. A neurocientista Suzana Herculano Houzel divulga em “Sexo, drogas, Rock’roll e chocolate” que cafezinho e chocolate em excesso queimam neurônios, álcool, cigarro, maconha, cocaína, crack, em menor ou maior grau, queimam neurônios. O único prazer inofensivo é o prazer sexual, que de quebra é um poderoso antidepressivo, antiestresse e ansiolítico.

Sobre o prazer sexual pairam tabus culturais históricos que aos poucos vão sendo superados. Visto como sujo, feio, pecaminoso, impuro. E Deus como o autor da censura. De outro lado a ciência afirma que é um santo remédio. É inútil e prejudicial reprimir um impulso tão forte da natureza. Graças a ele a humanidade continua. A ênfase foi colocada na função procriativa, e agora se reconhece que a função recreativa é legítima e altamente benéfica, não havendo razão para preconceito ou repressão. Sobre o tema há um ótimo livro de Regina Navarro Lins, “A cama na varanda”.

A associação dos prazeres da vida ao demônio e do sofrimento a Deus é uma tremenda incongruência. As religiões dizem que nascemos para a felicidade e ao mesmo tempo pregam a austeridade, a renúncia, o sacrifício. Mas lá no Gênesis ao narrar a criação se diz que “Deus viu que tudo era bom”. Aí o eterno dilema: como explicar o mal? Difícil, porque ele também existe. Mas colocá-lo na conta dos prazeres é sacanagem. Com o perdão do termo.

Por

Ivo Fachini

Psicoterapeuta

http://www.ivofachini.com.br

Psicóloga Renata Scheide fala sobre a relação entre depressão e suicídio

A profissional enfatiza a importância do diálogo para as pessoas que tem pensamentos suicidas.

No Brasil, segundo pesquisas mais recentes, a cada 45 minutos uma pessoa se suicida, sendo que de cada dez mortes, nove podem ser evitadas. As pesquisas revelam ainda que 66% das pessoas conhecem alguém que tem depressão, que é a principal causa do suicídio. Além disso, a Organização Mundial da Saúde- OMS, aponta que o suicídio é a segunda principal causa de mortes de jovens com idade entre 15 e 29 anos, no mundo.

A campanha mundial Setembro Amarelo foi criada em 2015 por entidades que prezam pela valorização da vida. O objetivo é a prevenção do suicídio por meio da comunicação, do compartilhamento de informações e da importância da ajuda profissional. 

 Renata Scheide destaca que a prevenção ao suicídio pode vir da conversa e da ajuda sem julgamentos. Ela afirma que inúmeras situações podem ser evitadas quando dedicamos um tempo para o autoconhecimento.

“Prestar atenção em si mesmo e em quem está à nossa volta é um dos primeiros passos para prevenção ao suicídio. Assim, é possível identificar o que nos incomoda e nos machuca e também ajudar aqueles que estão precisando. Além disso, conversar com um amigo, um profissional ou com os voluntários do CVV pode abrir a nossa mente para a solução de problemas e dores que na nossa cabeça são insuportáveis”, afirma.

 A psicóloga Renata Stulp Scheide alerta ainda que um importante passo para ajudarmos a nós mesmos e aos outros seria fazer uma diferenciação entre a “pulsão de morte” – termo designado por Freud para os pensamentos corriqueiros sobre a morte – e o pensamento suicida.

De acordo com filósofo, a pulsão de morte é um impulso de pensar em morte como um alívio, já o “pensamento suicida”, seria o desejo de tirar a própria vida ou a dor do viver.

“Pessoas com pensamento suicida vivem os três “is”, ou seja, imaginam que a dor que sentem é impossível, interminável e insuportável. No entanto, trata-se de uma visão distorcida da realidade”, explica a psicóloga.

Durante o mês de setembro, a psicóloga tem apresentado em sua conta no Instagram @psicologarenatas alguns temas relacionados à prevenção ao suicídio com dicas e alertas sobre o quão importante é observar a saúde mental e estar atento as pessoas que fazem parte da sua vida. Vale à pena conferir!

Visitas à mamãe recém-nascida

Sabemos o quanto um bebê traz euforia e alegria aos amigos e familiares, mas é sempre bom lembrar que existem alguns detalhes importantes a serem considerados quando se trata de um bebê e mamãe recém-nascidos.

O bebê é lindo, fofo e adora colo, carinho, e aconchego, mas ele não vai se importar se por acaso você nem der TANTA atenção assim, e não ficar babando nele. Ele quer e precisa principalmente, do contato com os pais, colabore com isso! Não tire o bebê do colo da mãe sem antes perguntar se pode, e também deixe ele descansar caso esteja dormindo.

Agora, se você quiser MESMO ajudar a mãe recém-nascida, tenho algumas sugestões:

– Pode fazer MUITA diferença se você der atenção a mamãe que acabou de ter o bebê. Converse com ela, olhe nos olhos, e esteja disposta a ouvi-la. Acolha o que ela tem a dizer.

– Se possível, lembre dela e leve um mimo como um cartão, uma flor, ou algo simbólico, pois isso pode dar forças para que ela enfrente os próximos desafios da maternidade!

– Algo que acontece rotineiramente, é que após o bebê nascer, ninguém mais lembra da mãe, só do bebê, e isso pode causar um impacto emocional muito grande na vida dessa recém mãe! Até porque, ao longo da gestação, as pessoas dão muito carinho e atenção para a gestante, e depois que a criança nasce, é como se tudo isso fosse arrancado, junto com a saída do bebê da barriga! Por isso, quando puder, ligue, mande mensagem, pergunte como ela está, se precisa de ajuda, ou em que você pode contribuir.

– Ligue antes de fazer visitas, pergunte qual o melhor horário, e se a mãe está apta a receber visita. E por favor, seja breve, mãe e bebê estão se conhecendo e precisam descansar.

– Uma sugestão extra: se o bebê já tiver irmãos, seria muito legal da sua parte levar uma lembrança para estes também, qualquer coisa que mostre que você se importa com eles também.

Com essas pequenas dicas, você pode fazer muita diferença, e esta mãe vai ver que tem pessoas ao seu redor, dispostas a ajudar, e que ainda se preocupam com ela! O pós-parto pode ser algo muito solitário se não tomarmos alguns cuidados. Vamos contribuir?

Por

Ana Paula Majcher

Psicóloga – CRP:12/10780

Av. Cel. Marcos Konder, 1313, Centro, Itajaí – SC, 8801-300

(47) 99172-5620

Instagram: gestandoeaprendendo

Psicóloga Renata Scheide ministra palestra no evento “Conversa sobre mães Reais”

A Loja Lara Flor, localizada em Itajaí, reuniu clientes para o evento “Conversa sobre mães Reais”, um ciclo de palestras com assuntos relacionados à maternidade e cuidados estéticos, na última quinta-feira, 9 de maio.

A psicóloga Renata S. Scheide abriu o evento com a palestra A Síndrome da Péssima Mãe, que contou com a participação de três mais que compartilharam cada suas experiências com o público.

A palestra da psicóloga abordou a maternidade real,  que é a concepção de maternidade como algo transformador que além da romantização, e traz também angústias, ansiedades e cobranças que as mães costumam enfrentar em suas rotinas diárias.

Renata S. Scheide e Mariana Reis

“É preciso entender que o fato de ser mãe não é o suficiente para se sentir completa. As mulheres devem buscar preencher suas rotinas com outras atividades e não se esquecerem de que também são mulheres, esposas, profissionais.. Ao mesmo tempo, as mães não devem se preocupar em atingir as expectativas impostas pela sociedade”, explicou a psicóloga, que é mãe do pequeno Gabriel, de 1 ano e meio.

A psicóloga Renata S. Scheide ladeada pelas sócias, Larissa Costa Flor e Kátia Regina Costa Flor

O evento contou ainda com palestras sobre cuidados estéticos. A esteticista Eloise Petrelli, da clínica Vitalize, falou sobre procedimentos estéticos, a exemplo, as técnicas que são utilizadas para secar  microvasos e varizes.  E também esteticista Natália Mattos, da loja Goreti Shopping da Estética, passou diversas dicas sobres os cuidados diários da pele. Para finalizar, a maquiadora Daiane Prates fez uma make em uma mãe real durante o evento.

Além do ciclo de palestras, a equipe da loja Lara Flor realizou, por meio de um sorteio, a escolha de duas mães que ganharam um dia no salão de beleza, looks da loja e um voucher para o restaurante Águas da Brava. Após o coquetel, todas as participantes receberam brindes dos apoiadores do evento.

Cuidado com as comparações nas redes sociais

Você já reparou o quanto as redes sociais podem ser nocivas, especialmente quando nos deparamos com cenas e declarações de maternidade perfeita ou ideal? Bem, a partir disso você pode estar pensando que então só há pontos negativos na maternidade, mas veja bem, não é isso que eu quero dizer. Sabe quando que isso pode ser, realmente nocivo? Principalmente quando fazemos comparações, ou seja, quando usamos a “nossa régua” para
medir a vida do outro.

Nossa Ana, mas como assim? Vou utilizar um exemplo simples e que acontece no cotidiano de muita gente. Às vezes vemos belas fotos de crianças pequenas com pratos coloridos de verduras, legumes, frutas, alimentos saudáveis, e acabamos nos questionando como aquela família consegue manter hábitos tão saudáveis, e nós nem sempre, ou quase nunca?

Por isso que eu sempre digo, muito cuidado, não acredite em tudo que você vê nas redes sociais. Nada é tão 8 ou 80 assim, é tudo uma questão de ponto de vista, de momento, de vivência, e vários outros aspectos que podem ser levados em consideração. Até porque, o fato de ter algumas fotos ou vídeos daquela situação, não quer dizer que necessariamente, é assim o tempo todo!

E se por algum motivo você estiver se sentindo frustrada com o seu maternar, por não estar dando conta de fazer o que a amiga ou a famosa faz, não fique triste e nem se culpe, até porque, isso não vai te ajudar. E lembre-se que somos mães imperfeitas, porém, damos o melhor de nós. Por isso, a dica é justamente essa: cuidado com o que você acredita nas redes sociais. Não existe mundo perfeito, ok?

Um abraço carinhoso!

Por

Ana Paula Petry 

Psicóloga

Av. Cel. Marcos Konder, 1313, Centro, Itajaí – SC, 8801-300

(47) 99172-5620

Instagram: gestandoeaprendendo

 

 

Depressão

A depressão é caracterizada pela perda ou diminuição de interesse e prazer pela vida, gerando angústia e prostração, algumas vezes sem um motivo evidente. Michael Phelps, por exemplo, revelou sofrer demais com o problema após as Olimpíadas de 2012, quando ganhou seis de suas 28 medalhas olímpicas. Hoje, a depressão é considerada a quarta principal causa de incapacitação, segundo a Organização Mundial da Saúde.

Pessoas que sofrem com distúrbios de depressão apresentam uma tristeza profunda, perda de interesse generalizado, falta de ânimo, de apetite, ausência de prazer e oscilações de humor que podem culminar em pensamentos suicidas.

Há uma grande diferença entre tristeza e depressão. A tristeza pode ocorrer desencadeada por algum fato do cotidiano, onde a pessoa realmente sofre com aquilo até assimilar o que está acontecendo e geralmente não dura mais do que quinze a vinte dias. Já a depressão se instala e se não for tratada pode piorar e passar por três estágios: leve, moderada e grave.

Ainda não se sabe quais são as origens da depressão, uma doença complexa que tem consequências físicas e emocionais. “Conhecida também como Transtorno Depressivo Maior (TDM), é caracterizada por sinais que interferem na habilidade para trabalhar, estudar, comer, dormir e apreciar atividades antes agradáveis”, explica Acioly Lacerda, professor da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). O problema é mais comum entre pessoas
de 20 e 40 anos, mas pode ocorrer em qualquer faixa etária.

Qualquer pessoa que tenha um agravamento muito severo de um quadro depressivo, a ponto de não querer mais viver (mesmo que não mencione se matar), é um candidato em potencial ao suicídio.

A depressão é na realidade uma ampla família de doenças, por isso denominada Síndrome. Há uma série de evidências que mostram alterações químicas no cérebro do indivíduo deprimido, principalmente com relação aos neurotransmissores (serotonina, noradrenalina e, em menor proporção, dopamina), substâncias que transmitem impulsos nervosos entre as células. Outros processos que ocorrem dentro das células nervosas também estão envolvidos.

O tratamento para depressão é feito com o uso de medicamentos antidepressivos recomendados pelo psiquiatra e a realização de sessões de psicoterapia, geralmente, feitas semanalmente com um psicólogo.

Para além do acompanhamento médico, o apoio familiar também é fundamental para o tratamento desta doença.

Por

Sara Cruz Frota

Psicóloga (CRP 12/16061)

Psicologia Clínica  |   Psicologia Organizacional

Ed. Liberty  | Sala 307 | Itajaí – SC

47 – 98410.1800  |  frotasara@gmail.com