As lulas chegaram

É no verão que grandes quantidades de lulas, chegam ao litoral catarinense fazendo a alegria dos pescadores e dos amantes desse delicioso fruto do mar. Ao longo do ano, esporadicamente, também aparecem algumas que vem na rede do camarão. – Em minha singela opinião, as mais saborosas – Além das nossas lulas nativas, frescas, tem também as congeladas, vendidas quase sempre em rodelas e oriunda de países como Argentina, Chile ou China. Essas lulas embora não tenham gosto de nada ou ocasionalmente de isopor, são servidas pela maioria dos restaurantes de frutos do mar com a desculpa de que tem o ano inteiro e é preciso manter o padrão. Muita gente também as usa por serem práticas e não emborracharem, mas a lula fresca tem um sabor MUITO melhor, característico dela. Ora a exemplo da tainha que é servida quase que exclusivamente durante a “safra”, podiam respeitar também a sazonalidade da lula e oferecer um produto de melhor qualidade.

As lulas podem ser preparadas de diversas formas e até como recheio de pastéis, vol-au-vents e coquilles. Como é um molusco muito delicado é preciso prestar bastante atenção ao tempo de cozimento para que ela não fique borrachuda. Depois de limpas, as lulas devem ser cortadas em anéis grossos de dois centímetros de espessura (um dedo), os tentáculos devem ser deixados inteiros e as asas idem.

Em primeiro lugar nunca, jamais ou em hipótese alguma, tempere a lula com sal, pois isso fará com que ela solte água e emborrache.  Lambuze com azeite e leve ao fogo uma frigideira baixa, de fundo de ferro ou t-fal. Deixe a frigideira sair fumaça e refogue as lulas em pequenas quantidades. Depois de prontas você pode por sal. Na mesma frigideira e com um pouco mais de azeite frite o alho junte a salsinha picada e as raspas de limão e jogue por cima das lulas. Se for fazer a doré é só passar na farinha de trigo, retirando o excesso e fritar em óleo bem quente. Caso sejam objeto de recheio, prefira as menores e proceda como ao alho e óleo e depois faça o seu refogado de legumes e temperos, misture com as lulas e use a seguir.

Essas são as maneiras mais comuns, mas vamos ousar e preparar as lulas de uma forma inusitada. Lulas recheadas com arroz de cogumelos, molho de mirtilos, e acompanhadas de ratatouille. Ficam ótimas, bonitas e delicadas. Para isso você vai precisar de doze lulas de bom tamanho; 500 gramas de cogumelos frescos de sua preferência – eu uso shitake e paris- refogados com alho, cebola e salsinha; duas xícaras grandes de arroz cozido, uma berinjela grande fatiada e duas abobrinhas grandes fatiadas e ambas salteadas em azeite com casca. Misture o arroz com os cogumelos e recheie a lulas até dois terços do seu volume – elas vão encolher – e prenda com palitos.  Salteie as lulas por uns dois minutos de cada lado e depois corte m três ou quatro fatias. Disponha o molho no prato, sobre ele as lulas e a ratatouille ao lado. Essa quantidade rende quatro porções e também é uma ótima opção para a sexta-feira santa em substituição ao useiro e vezeiro bacalhau. Caso haja algum vegano à mesa, procure cogumelos grandes. Salteie-os inteiros e recheie com a ratatouille. Para acompanhar sugiro um brut da serra catarinense.

Por

Renato Justo

Chef de cozinha

 

Univital, 20 anos do melhor em nutrição saudável

O mês de fevereiro é, com certeza, muito especial para a equipe da Univital, pois estão celebrando 20 anos de atuação em Itajaí. Uma trajetória pautada nos esforços em levar o que há de melhor e mais saboroso quando o assunto é alimentação saudável.

De acordo com a proprietária e idealizadora do restaurante, Tânia Fernandes, essas duas décadas são a comprovação e o reconhecimento de que todo esforço, quando feito com o coração é recompensador. “Me sinto grata e feliz em, diariamente, poder contribuir com a saúde dos meus clientes durante esses 20 anos. Não há nada melhor do que poder proporcionar alimentos saudáveis à mesa de todos e ajudar na qualidade de vida das pessoas.

E não é à toa que quando o assunto é alimentação saudável, a Univital seja referência. Afinal, além de produtos fresquinhos e selecionados a dedo, os alimentos são preparados sem frituras e conservantes. Assim, na Univital cada nova receita surge pensada para aqueles que procuram na alimentação uma fonte de energia saudável para a vida. “Nessas duas décadas aprendi muito a respeitar cada corpo e cada organismo com os ingredientes necessários para uma boa saúde”, revela Tânia.

Além disso, dos saborosos pratos e dos cuidados também com aqueles que têm restrições alimentares como intolerância à lactose e ao glúten, o restaurante conta com o programa de DETOX que elimina as toxinas renovando as energias, e agora com o aparelho Rinter de bioressonância quântica que faz análise de todo o seu corpo.

Então se você procura um lugar de confiança, repleto de aromas e sabores e que leva à sério a qualidade do é consumido, é só chegar na Univital, em Itajaí. O horário de funcionamento é de segunda a sexta, das 7:00 às 20:00 e no sábado das 8:00 às 14:00.

Por

Tânia Fernandes

Terapeuta nutricional e proprietária da Univital

@taniafernandes_detox

 

 

 

 

O tomate no verão

Mas que calor ôôô ôôôr …  No estado inteiro um calor acima de normal como já havia previsto o Leandro Chuvalski, ops, Puchalski e acho que nem ele pensou que fosse assim TÃO acima, logo, é natural que a fome diminua e que a procura seja por comidas menos calóricas e mais leves. Então, vamos falar do tomate. Já havia falado sobre ele na coluna de abril do ano passado, mas focando na história, nas variedades e nos molhos. Dessa vez nosso foco é no seu consumo “In Natura.” No verão, devido ao calor todas as variedades estão bem doces e com muito sumo, mas antes faz-se mister saber escolhê-los. Os tomates devem estar com a cor vermelho vivo, firmes e com um cheiro suave (cheiro muito forte significa um amadurecimento maior que o desejado). Se for tirar a pele, faça da seguinte maneira: retire a parte verde e dê dois pequenos cortes em cruz na parte de cima. Mergulhe na água fervendo e quando começarem a enrugar coloque em água com gelo. Depois é só retirar a pele, secar bem e guardar na geladeira. Eles ficarão bons por dois dias, então vamos fugir do lugar comum e fazer umas coisas bem legais.

Para começar, um tartar de tomates. Essa entrada que eu fazia no meu antigo bistrô o La Provence, fazia muito sucesso tanto no almoço quanto no jantar. E faço em casa até hoje. Eu pego dois tomates sem pele e sem sementes, pico, tempero com sal do Himalaia e deixo escorrer bem. Em seguida misturava com quatro azeitonas pretas picadas, azeite e um bom punhado de folhas de manjericão e um pouquinho de orégano. Daí é só enformar e servir. Eu o acompanhava com torradinhas de ciabatta.

O que você acha de uma sopa fria? Para os brasileiros certamente soa bem estranho, mas no hemisfério norte é bastante comum. As mais conhecidas são a Vichyssoise – Que apesar do nome francês é norte americana- e o Gazpacho. Muito comum na Espanha e no sul de Portugal o Gazpacho, leva além do tomate, cebola, pepino, pimentão e hortelã. Apesar de ser uma sopa, ele não vai ao fogo, é simplesmente batido cru no liquidificador e pode ser servido tento em um prato fundo, em um ramequin ou mesmo no copo. Sua receita é muito simples: oito tomates maduros e firmes, sem sementes e picados; meio pimentão vermelho em cubos, uma cebola média idem, meio pepino sem casca e sem sementes e uma xícara de folhas de hortelã. Bata tudo no liquidificador com umas quatro pedras de gelo e sal. Uma pitada de páprica picante é opcional. Caso deseje a sopa um pouco mais grossa, bata também duas fatias de pão de forma. Sirva bem gelada com um fio de azeite ou pura.

Por último, para aqueles que não abrem mão de um cocktail, um clássico entre os clássicos: Bloody Mary. O nome é uma referência a Maria I rainha da Inglaterra no século XVI, e tanto o seu criador quanto o local onde foi criado ainda são objetos de controvérsia. Uns o atribuem a Fernand Petiot, barman do “Harry’s bar de Paris que teria  criado a sua primeira versão, mas que o lançou no Bar do Hotel Saint Regis em Nova York, na década de 20 e ambos os estabelecimentos disputam a primazia, e há uma terceira versão que o atribui a Bertin Azimont, do Hotel Ritz em Paris. Seja como for, a sua receita permanece inalterada até os dias de hoje: suco de tomate 90 ml; vodka 45 ml; suco de limão 1 colher de sopa; 2 gotas de tabasco, 2 gotas de molho inglês.  Misture todos os ingredientes em uma jarra menos o gelo e sirva sobre em um copo long drink com cubos de gelo. Decore com um talinho de salsão. Para quem não abre mão de uma taça de vinho, para acompanhar o tartar de tomates uma taça de vinho verde. Um brinde a todos e como dizia a minha mãe: “E que DEUS nos livre de uma boa coça”.

Por

Renato Justo

Chef de cozinha

Descobrindo e criando sabores

Em primeiro lugar espero que todos tenham tido um ótimo natal e ano novo. O verão que já vinha dando as caras faz algum tempo, chegou e se instalou. Com temperaturas acima dos trinta graus e uma sensação térmica bem maior, nós que amamos comer & cozinhar, ficamos com um grande problema: Aquelas comidas maravilhosas que tanto nos confortam nos dias mais frios se tornam, salvo uma ou outra exceção, impraticáveis. Então que tal deixar a imaginação fluir e fazer arte? Eu gosto muito de um peixinho e um camarão frito, mas são pesados e triviais demais, além disso quase sempre os acompanhamos com molhos a base de maionese. Grelhado + Salada? Saudável sem dúvida, mas sem graça. Se você, assim como eu adora os sabores agridoces vamos começar pelos chutneys.

O chutney é um molho frio de origem indiana que foi trazido ao ocidente pelos ingleses. É feito com legumes, verduras, frutas, gengibre e especiarias. O equilíbrio entre o sal, açúcar e acidez tem de ser perfeito e servem para acompanhar pratos frios de aves, carnes, bem como saladas diversas. Outra boa opção é o ceviche. De origem peruana, esse prato normalmente é feito com filé de peixe branco e temperado com sal, pimenta malagueta, limão e coentro. O prato vem acompanhado de milho, batata doce, manga. O limão mais usado é o thaiti, mas outras espécies também podem ser usadas sem problemas ou até mesmo uma outra fruta cítrica, como maracujá, pitanga, acerola, cajá etc. e acrescentar temperos diversos. Mas e se os agridoces não forem a sua praia? Embora o nosso litoral seja pródigo em peixes e frutos do mar, tem muita gente que não abre mão do salmão- Ih, rimou. – Para não ficar na mesmice dos sushis e sashimis ou ainda dos famosos e gordurosos rolls, saibam que uma maneira muito prática de melhorar e inovar no seu sabor é fazer um salmão em cartoccio. Nesse preparo o peixe é temperado com sal e pimenta do reino e envolto em papel vegetal sobre um leito de cogumelos variados, cebolas, ervas e vinho branco Em seguida é levado ao forno por cerca de trinta minutos; caso a sua preferência seja pelas carnes, eu lhe darei duas boas opções: Steak tartar e Vitelo tonato. O primeiro tem o inconveniente de levar uma gema crua no seu preparo, e isso eu não aconselho a ninguém, especialmente no verão, mas você pode usar gema pasteurizada ou um pouco de maionese. O segundo é um pouco mais elaborado e talvez um pouco exótico, mas é simplesmente delicioso e pode ser servido frio.

Eu poderia ficar aqui e me alongar por várias páginas, mas o espaço é pequeno e a leitura se tornaria muito cansativa então eu lhes deixarei duas receitinhas rápidas e fáceis. Chutney de damasco com uva passa- para aproveitar as sobras do natal- e Vitela tonato. Para o chutney você vai usar umas 200 gramas de damasco picado e re-hidratado e 100 gramas de uva passa idem. Reserve o líquido de ambos. Leve ao fogo 50 gramas de manteiga sem sal, um pouquinho de zimbro amassado, 1 cebola roxa grande fatiada e 1 colher de sopa de gengibre picado. Refogue e junte as frutas. Misture bem e junte 150 ml de vinagre de maçã e deixe ferver por dois minutos. Junte 100 gramas de açúcar mascavo metade do líquido reservado e cozinhe por uns 5 minutos. Deixe esfriar e sirva com costelinha de porco e/ou tulipinhas de frango na brasa. Para o Vitelo tonato (ao invés de vitela use um lagarto redondo, limpo), azeite, 3 cebolas fatiadas, 2 talos de salsão fatiados, 1 cenoura descascada e fatiada, louro ,4 talos de salsa, pimenta em grãos, 1 garrafa de vinho branco seco e 400 gramas de atum sólido, em lata, escorrido. Tempere o lagarto com a pimenta do reino. Em uma panela esquente o azeite e doure a carne. Retire e reserve. Salteie os legumes, junte o louro e os grãos de pimenta quebrados e o atum. Junte o vinho e deixe cozinhar por dois minutos em fogo baixo. Junte a carne e cozinhe mais dez minutos. Desligue o fogo e deixe cozinhar no calor latente com a panela tampada até esfriar completamente. Retire a carne e bata o líquido e os legumes no liquidificador. Leve tudo a geladeira por duas horas. Fatie a carne finamente, disponha o molho por cima e decore com alcaparras.

Caso queira ponha raspas de limão siciliano, fica bem interessante. Para beber, nesses dias de calor escaldante, a minha recomendação é pela água de coco, mas como ninguém é de ferro, os espumantes sempre caem bem ou uma Pilsen bem gelada. Se quiser sofisticar, uma Abbaye de Leffe, belga. Bom apetite e um brinde a todos.

Por

Renato Justo

Chef de cozinha

 

 

Um e-book todinho para você

Famílias esse e-book foi criado com mais de 50 receitas funcionais testadas e aprovadas para toda a família.

Sim, são receitas para a mamãe e o papai, filhos maiores e para os bebês.

Tem várias receitas para prepararem juntos nas férias, picolés, muffins e cookies, as crianças adoram se envolver no preparo.

Tem sucos detox sim, com vários sabores diferentes.

Opções de receitas sem glúten, sem leite e low carb.

Diariamente estou na cozinha preparando alimentos para minha família e buscando versões para ajudar vocês a nutrirem melhor a família de vocês.

Os ingredientes são saudáveis e fáceis de serem encontrados.

Receitas para levar à praia e à beira da piscina.

Servir um lanche da tarde completo, ou, se não estiver com muita fome tem versões de shakes proteicos e nutritivos.

Além do e-book, você também vai receber de presente um material com várias dicas e técnicas de congelamento para facilitar a rotina da casa durante as férias.

* 2 receitinhas que estão no e-book que a nutri adora

PANQUECA DE BANANA, FARINHA DE COCO E CACAU 

Ingredientes

Ovo – 1 unidade

Banana amassada – 1 unidade

1 colher de sopa de farinha de coco

1 colher de chá de cacau (opcional) + canela a gosto

Modo preparo:  misturar todos os ingredientes com o garfo ou fouet e fazer em uma frigideira untada, com óleo de coco ou manteiga ou azeite, em fogo baixo, como se fosse panqueca. Pode substituir 1 ovo por duas claras, se preferir! Pode fazer na véspera e apenas esquentar no dia seguinte!

Recheie com 3 morangos picados ou 1 fatia de manga picadinha.

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Shake de paçoca 

Ingredientes

1 banana grande congelada

1 colher (sopa) de pasta de amendoim

200ml extrato vegetal (ou ½ dose de whey)

1 colher (sobremesa) de chia ou linhaça

1 Colher (sobremesa) de farelo aveia

gelo

Modo de preparo: bata todos os ingredientes no liquidificador ou mixer e sirva.

Rendimento: 1 porção

 

Por

Carolina Theilacker Sommerfeld – CRN10 4033

Clínica Finestética

@carolnutrindofamilias

(47) 3046 1746 (47) 99640 3838

carol-saborcomsaude@hotmail.com

 

Massa sem glúten e sem lactose

05 batatas salsas cozidas e amassadas com sal marinho à gosto

01 colher (sopa) de salsinha picada

02 colheres (sopa) de manteiga ghee

Fazer um purê e rechear com frango

Passar clara de ovo por cima de cada croquete e polvilhar farinha de mandioca torrada

Colocar no forno pré-aquecido por aproximadamente 30 minutos

Por

Tânia Fernandes 

Terapeuta nutricional e proprietária do Univital

A maravilhosa costela bovina

Em minha singela opinião, é de longe a parte mais saborosa do boi. Por estas plagas é quase sempre associada ao churrasco. Seja enrolada no papel alumínio, “esquecida” no canto da churrasqueira – fiz muito assim – ou no fogo de chão. Sei que de um modo geral a gauchada assa muito bem uma costela, portanto vamos falar sobre os tipos de costela e suas variadas formas de preparo.

Prime rib: como o próprio nome diz, é a melhor parte da costela sendo bastante macia e marmorizada. Ideal para ser feita na sauteuse ou na grelha da churrasqueira em fogo bem quente. No máximo 6 minutos de cada lado e caso o osso tenha mais de 30 centímetros, é chamado de Tomahawk. Ambos são saborosos por si só fazendo com que a guarnição seja mera coadjuvante. Se quiser “enfeitar o pavão”, sirva sobre a carne um molho à base de mostarda de Dijon acompanhado de batata rosti. Caso queira você também pode utilizá-la para fazer uma versão contemporânea do bife a cavalo. Leve ao fogo uma frigideira de fundo grosso, esquente um pouco de azeite com manteiga, tempere com sal e pimenta do reino e grelhe por 6 ou 8 minutos de cada lado, dependendo do ponto desejado. Sirva sobre ela dois ovos estrelados e acompanhe com batatas chips.

Ripa de costela: em minha opinião a melhor para assar, mas seu cozimento deve ser longo, no mínimo umas seis horas envolta em papel celofane e papel alumínio, depois recomendo mais meia hora fora do fogo para que seus sucos se espalhem. Excelente também para moer e fazer deliciosos hambúrgueres. Devido ao seu sabor forte, é comum fazer um blend com outras carnes – patinho, coxão mole etc.  – com ótimos resultados. A ripa quando cortada em tiras é muito boa para grelas rapidamente em fogo alto. Por último, ela também se presta e muito para ensopados. Na hora de comprar a costela tem de se levar em conta dois fatores: qual prato farei com ela e qual o sabor que eu quero.

Se a ideia for uma prime rib ou um assado de tiras o ideal é um boi novo – ossos mais finos, gordura mais clara – e de uma boa raça tipo angus ou hereford. Se for para fazer um churrasco eu não vejo problema algum em comprar uma costela de boi velho. O que acontece é que vai levar mais tempo para assar e o sabor certamente será mais acentuado. Idem para um hambúrguer e finalmente para os guisados ou assados de panela tanto a idade do boi como a raça são absolutamente indiferentes. Se acaso alguns leitores torcerem o nariz para essas informações, paciência. É impossível agradar a gregos e troianos.

Dessa vez vou lhes deixar com uma ótima receita que eu fiz ontem: costela assada de panela ao molho de vinho tinto com fetuccine. 3kg de ripa de costela; sal/pimenta do reino e cominho; 6 tomates picados sem pele e sementes- pode usar duas latas de tomate sem pele – 4 cebolas picadas; 2 cabeças de alho picados; louro, 1 garrafa de vinho tinto. Modo: corte as costelas junto aos ossos e tempere. Leve ao fogo uma panela de fundo grosso, esquente um pouco de óleo e doure a costela. Retire a carne e refogue o alho e a cebola por uns 15 minutos em fofo baixo, mexendo sempre. Junte os tomates e refogue por mais 5 minutos. Junte a carne misture bem, ponha as folhas de louro e o vinho tinto, reduza até quase secar. Cubra com água e deixe cozinhar em fogo baixo. À medida que for secando pingue mais água e junte um maço de salsinha picada e ½ maço de coentro – opcional -. Vez por outra espete a carne com um garfo, ela deve estar soltando do osso e bem macia. Esse preparo leva em torno de umas três horas. Você pode usar a panela de pressão, mas o resultado nunca será o mesmo, uma vez que o cozimento lento apura o sabor. Por último, ponha 2 cenouras grandes e grossas em rodelas, depois de macias desligue o fogo e deixe descansar por uma hora. Na hora de servir cozinhe o fetuccine e sirva a seguir. Ontem eu escoltei esse prato com um bom Chianti. Uma outra boa opção é um Tannat. Bom apetite a todos!

Por

Renato Justo

Chef de Cozinha

Muffin de cacau sem glúten e sem lactose

Massa

3 ovos

1 xícara de leite de Coco

1/3 de xícara de óleo de Coco

1 xícara de açúcar demerara 1 colher (sopa) de cacau em pó

2 xícaras de farinha de arroz integral

1 colher (sobremesa) de fermento em pó

Bata os ovos com o açúcar no liquidificador e vá acrescentado cada ingrediente, por último o fermento.

 

Calda

1 xícara de leite sem lactose

1 colher (sopa) de cacau em pó

2 colheres (sopa) de açúcar demerara

1 colher (sopa) de amido de milho

Em uma panela misture tudo e coloque para ferver misturando sempre.

Coloque em cima dos muffins já assados e polvilhe granulado sem glúten e sem lactose.

Por

Tânia Fernandes

Terapeuta nutricional e proprietária do Univital

Univital

Rua: Felipe Schimidt, 40 | Centro – Itajaí

Tel: (47) 3349.1132 

De segunda a sexta das 7h às 20h30min 

Sábado das 8h às 14horas

Bolo de aipim com ameixa e cereja

Ingredientes
– 250g de aipim cozido
– 2 ovos
– 4 colheres de óleo de coco
– 1 xícara de açúcar demerara
– ½ xícara de farinha de arroz
– 1 colher de fermento em pó

Calda
– Melado
– Cereja
– Ameixa

Modo de preparo
Bater todos os ingredientes no liquidificador, por último o fermento em pó. Para a calda, forrar uma forma de ferro com melado, ameixa e cereja. Colocar a mistura da massa em cima. Levar ao forno.

Por

Tânia Fernandes

Terapeuta nutricional e proprietária do Univital

Univital

Rua: Felipe Schimidt, 40 | Centro – Itajaí

Tel: (47) 3349.1132 

De segunda a sexta das 7h às 20h30min 

Sábado das 8h às 14horas

Dia Detox – 6 receitas para retomar a rotina pós-festas

É natural após a época de festas de final de ano a gente dar uma inchadinha, afinal ninguém é de ferro para manter uma rotina de alimentação saudável em meio a ceias repletas de delícias.

Segundo a nutricionista Astrid Pfeiffer, autora do livro “Detox dia a dia” (Ed. Alaúde), a dieta detox ajuda a dar o suporte necessário para que os sistemas de detoxificação naturais do organismo sejam estimulados e assim limpem o organismo das substâncias tóxicas.

E para ajudar quem abusou nesses últimos dias, a nutricionista indica abaixo um cardápio com receitas para um dia completo de dieta, para limpar o corpo de todas as toxinas. Um pontapé inicial para quem precisa retomar os hábitos alimentares de maneira saudável.

Confira abaixo as receitas.

Café da manhã

Mingau de banana com cereais

1 porção | 15 minutos

1 banana média (125 g)

1 xícara de leite de arroz com amêndoas (240 ml)

2 colheres (sopa) de amaranto em flocos (15 g)

1 colher (sopa) de quinoa em flocos (10 g)

2 colheres (sopa) de uvas-passas pretas e brancas (25 g)

1 colher (sopa) de lascas de amêndoas (10 g)

¼ de colher (chá) de canela em pó (1 g)

1  Descasque a banana e corte em rodelas finas.

2  Coloque em uma panela o leite, o amaranto, a quinoa, a banana e as uvas-passas. Deixe aquecer até ficar na consistência de mingau.

3 Desligue e acrescente as lascas de amêndoas. Polvilhe a canela por cima. Sirva ainda quente.

Sugestões

Quanto mais tempo deixar no fogo, mais o mingau vai engrossar; você poderá escolher a consistência
que preferir.

Saiba mais

Entre os cereais integrais,
a quinoa e o amaranto são os mais ricos em proteína do grupo. São tão ricos nesse nutriente que são comparados aos alimentos vegetais mais proteicos que temos: as leguminosas (feijão, lentilha, grão-de- bico).

Lanche da manhã

Barrinhas de castanhas e banana

9 barrinhas | 20 minutos

1½ colher (sopa) de castanhas-do-pará (20 g)

2 colheres (sopa) de castanhas de caju sem sal (30 g)

1 pacote de bananada sem adição de açúcar (200 g)

2 colheres (sopa) de chia (20 g)

1  Corte as castanhas-do-pará em pedaços grandes e as castanhas de caju apenas ao meio, para manter seu formato, mas deixá-las mais finas.

2  Corte a bananada em pedaços pequenos e coloque em uma tigela. Aqueça no micro-ondas por 1 ou 2 minutos, no máximo, para amolecer apenas o suficiente para manuseá-la como uma massa.

3  Em seguida, junte os demais ingredientes à tigela e amasse com as mãos até que todos fiquem bem integrados.

4 Transfira essa massa para uma fôrma de vidro e abra com as mãos umedecidas. Corte as barrinhas no tamanho que desejar.

Sugestões

As castanhas podem ser substituídas por outras oleaginosas torradas sem sal, como amêndoas.

Almoço

Ravióli de chia com abóbora

20 unidades pequenas | 1 hora

2 pedaços médios de abóbora (180 g)

1/3 de xícara de leite de coco (80 ml; ver pág. 21)

1 colher (sopa) de chia (10 g)

½ xícara de farinha de inhame (80 g)

1/3 de xícara de farinha de arroz integral (40 g)

1 colher (sopa) de óleo de coco (15 ml)

1 colher (chá) de sal (5 g), e mais para temperar a abóbora

1  Coloque a abóbora em uma panela, cubra com água e cozinhe por 20 a 25 minutos, até amolecer. Retire da água e amasse com um garfo, temperando com um pouco de sal.

2  Aqueça o leite de coco até amornar. Desligue o fogo, junte a chia e espere alguns minutos até ela hidratar.

3  Coloque as farinhas, o óleo de coco e o sal em uma tigela. Junte o leite de coco com a chia e amasse bem até obter uma massa homogênea.

4  Espalhe um pouco de farinha de arroz na bancada. Abra a massa dentro de um saco plástico, usando um rolo para formar um retângulo fino.

5  Distribua colheradas do recheio da abóbora, deixando um espaço de dois dedos entre uma e outra. Feche a massa com cuidado, pois ela é frágil. Corte os raviólis e amasse as bordas com um garfo para fechar bem.

6 Em uma panela grande com água fervente, coloque devagar os raviólis para cozinhar. Quando subirem à superfície, retire-os delicadamente com a escumadeira. Sirva quente, com o molho de sua preferência.

Saiba mais

A abóbora é rica em betacaroteno, nutriente responsável pela sua cor alaranjada, e ganha da cenoura em quantidade de luteína e zeaxantina, substâncias que protegem a pele dos raios ultravioleta e agem principalmente na saúde dos olhos.

Lanche da tarde

Snack de grão de bico 

2 xícaras | 1 hora, mais o tempo do molho

1 xícara de grão-de-bico (200 g)

2½ xícaras de água filtrada (360 ml)

2 colheres (sopa) de azeite (30 ml)

¼ de colher (chá) de pimenta-do-reino moída na hora

1 colher (chá) de sal

1  Deixe o grão-de-bico de molho por 12 horas. Escorra e descarte a água.

2  Coloque os grãos e a água filtrada na panela de pressão e cozinhe por 10 minutos, contados a partir do momento em que a panela começar a chiar. Desligue o fogo e espere o vapor sair naturalmente.

3 Transfira para uma assadeira e junte os outros ingredientes, misturando bem. Asse em forno preaquecido (200 °C) por 45 minutos. Desligue e sirva em seguida.

Sugestões

Troque a pimenta-do-reino por pimenta-de-caiena ou páprica picante para variar o sabor. Você também pode acrescentar outras especiarias, como curry ou cominho.

Saiba mais

O grão-de-bico é fonte de proteínas, minerais, vitaminas e fibras, além de conter diversos compostos bioativos. Uma característica das leguminosas, em especial do grão-de-bico, é acumular triptofano, aminoácido precursor da serotonina, um neurotransmissor que regula o humor, proporcionando a sensação de bem-estar.

Jantar

 

Sopa de alho poró

7 porções | 30 minutos

6 alhos-porós médios (895 g)

3 inhames médios (330 g)

4 xícaras de água filtrada (960 ml)

1 colher (sopa) de sal (14 g)

Gergelim torrado a gosto

1  Lave bem o alho-poró. Descasque os inhames. Coloque tudo na panela de pressão com a água e o sal e cozinhe por 15 minutos, contados a partir do momento em que a panela começar a chiar. Desligue o fogo e espere o vapor sair naturalmente.

2  Depois que esfriar um pouco, transfira para o liquidificador e bata até obter um creme. Leve de volta para a panela e cozinhe mais um pouco sem tampar, até engrossar um pouco.

3 Sirva quente, salpicado com gergelim

Ceia

Chá de maracujá com camomila

4 xícaras | 15 minutos

4 xícaras de água (960 ml)

1½ colher (sopa) de camomila (3 g)

1½ colher (sopa) de folhas secas de maracujá (1 g)

Leve a água ao fogo. Quando ferver, desligue e acrescente os demais ingredientes. Deixe em infusão por 10 minutos. Quanto mais tempo deixar os ingredientes na água, mais forte ficará o seu chá.

Saiba mais

Esta é uma excelente combinação de ervas; relaxante e calmante, é ideal para tomar antes de dormir. Auxilia também no controle do estresse e nas cólicas menstruais.

Por

Giovanna